Cadastre-se e receba novidades:

Nome


E-mail

Valparaiso - Stud Blue Mountain

Like It Hot - Stud Verde

Núcleo Terrestre - Stud H & R

Oviedo - Stud H & R

Night Street - Stud Dona Cecília

Tenuta Poggione - Haras do Morro

Off the Curve - Stud H & R

Sonho Bom - Stud H & R

Online - Stud Verde

Olympic Maurren - Stud H & R

Oteque - Stud H & R

Kempes Love - Stud Verde

The Lord - Stud H & R

Submarino - Haras Figueira do Lago

Ronigol - Stud Verde

Sargent Pepper - Stud H & R

Spartan Lius - Coudelaria Atafona

No More Trick - Stud H & R

Spartan Lius - Coudelaria Atafona

Dreamer Winner - Haras Iposeiras

Ronigol - Stud Verde

Maryland - Stud Verde

Jeep do Jaguarete - Coudelaria Jéssica

Meu Amor Maior - Stud 13 de Recife

Le Gonfalon - Stud Verde

Minuxa - Haras Depiguá

Olympic Orkut - Stud H & R

Só Te Peço Amor - Stud Verde

Ronigol - Stud Verde

Papa-Léguas - Stud H & R










Outubro | 2008

Leilões, Vendas, Êxodo, por Milton Lodi
23/10/2008 - 10h58min

As más condições do turfe brasileiro, o desinteresse através dos tempos das autoridades governamentais por uma atividade que emprega direta e indiretamente dezenas de milhares de pessoas e com investimentos de grande vulto, a saída sistemática de corredores de boa classe que vão sendo exportados ao canto dos dólares, e que cada vez mais desfalcam o poderio clássico do turfe brasileiro, as baixas dotações dos páreos, a falta de perspectivas otimistas, enfim, o mau e prolongado momento do nosso turfe, de tudo isso naturalmente decorrem situações indesejadas.

Nos hipódromos há proprietários dando de graça corredores sem valor na praça, em leilões de animais em treinamento há cavalos e éguas que não recebem quaisquer lances, há casos de animais que estão freqüentando os programas e até obtendo colocações que não conseguem ser vendidos, sem interessados, isso no clube de corridas que distribui os melhores prêmios do país, e cuja diretoria que terminou o seu mandato anunciava bom resultado financeiro. Imagine–se o que se passa nos outros clubes.

Nos leilões no mundo inteiro, a praxe é pagamento à vista. Normalmente os interessados se credenciam em agências especializadas, elas lançam de acordo com as encomendas, responsabilizam–se pelos pagamentos e depois se acertam com os compradores. As agências são responsáveis pelo pagamento, pelas compras, de modo que é exigido um credenciamento naturalmente prévio, e dado um limite de crédito para compras. No caso do interessado não procurar uma agência e ir diretamente à entidade promotora do leilão, há a mesma exigência de cadastramento e eventual determinação de um limite de crédito. O comprador tem normalmente trinta dias para pagar o líquido de sua compra. Cabem ao vendedor todas as despesas da organização do leilão, inclusive o leiloeiro, etc.

Comissão de leiloeiro por conta do vendedor, comissão do agente por conta do comprador, exatamente o contrário do que ocorre no Brasil. Comidas e bebidas por conta de quem as consomem (aqui quem paga é o vendedor). A “casa” promotora dos leilões não aceita lances de quem não está cadastrado, não está credenciado.

Aqui no Brasil é tudo diferente, a baderna faz parte de quase todos os leilões. O próprio regulamento das vendas dá início e oportunidade a problemas. Há o costume das vendas parceladas, para facilitar a comercialização. No meu entender, um parcelamento em até oito, dez vezes me parece razoável, mas não é assim, os criadores estabelecem quinze vezes, e assim, em lugar de um interregno entre a última prestação e a eventual primeira de nova transação com um produto do ano seguinte, há uma superposição de uma parcela e um trato passa–se para duas parcelas e dois tratos, isto é, dobra–se o peso nas costas do eventual interessado. O parcelamento, que em princípio é para incentivar a venda, vira–se contra o criador–vendedor. Convenhamos, quem não pode pagar a sua compra em oito ou dez vezes sem quaisquer acréscimos, nem sempre o consegue em quinze, aumenta o valor total, mas também a inadimplência, que deixa os vendedores sozinhos com o problema, sem proteção da agência, do leiloeiro, da Associação local ou da Brasileira, nem de qualquer clube promotor de corridas.

Não há penalidades como proibição do inadimplente em inscrever os seus cavalos para correr, as respectivas matrículas de proprietário não são canceladas ou suspensas, as assinaturas nos boletos comprobatórios da compra e venda simplesmente não são honradas muitas vezes sem motivo, o comprador simplesmente não vai buscar o cavalo após tê–lo arrematado, e ponto final. Casos iguais ou semelhantes ao citado são freqüentes, e vão continuar a acontecer, incentivados por regulamentos impróprios, inadequados, por um lado criadores–vendedores querendo melhores preços mesmo a custo de não vir a receber, do outro proprietários–compradores, que simplesmente não honram os seus compromissos por estarem desiludidos quanto ao futuro do cavalo, para comprar um novo cavalo e não dobrar as suas despesas, etc., isso sem temer força maior que o obrigue a cumprir com compromissos assumidos. Parece–me obrigação dos criadores–vendedores exigirem das associações de classe e também das agências promotoras de leilões, regulamentos adequados aos interesses da coletividade dos turfistas de bom caráter.

Outro aspecto a ser levado em conta é a cada vez maior antecipação das ofertas, criando um problema novo para os compradores, que muitas vezes não podem mandar de volta para as suas origens o produto comprado e ainda seria muito cedo para entrar o potro em hipódromo ou centro de treinamento. Esse espaço começa aos poucos sendo ocupado por centros de doma e recuperação. Como exemplos, em Itapoã, Porto Alegre, RS, há uma seção do Haras Santa Ana do Rio Grande, em SP no município de Boituva há o Vendaval, e no RJ, na região de Teresópolis o BJK, todos os três com doma racional, paciente, repetitiva, sem pressa, e iniciação visando os primeiros galopes. Entre outros, que acredito existirem, mas eu não conheço, esses três citados já apresentaram ótimos resultados. Aquela época da barbárie na doma, à base de brutalidade e intimidação, muitas vezes transformando animais dóceis e de boa índole em maníacos, nervosos, maus, difíceis no manuseio, uns bravos, outros acovardados, tudo em função de ignorância e pressa, aos poucos vai dando lugar a práticas inteligentes e de bom senso.

Como natural conseqüência do grande número de potros criados em Bagé e Aceguá, no Jockey Club de Bagé, que há muito não oferece corridas, funciona muito bem um núcleo de doma, de iniciação. Os resultados são ótimos, pela paciência e técnica de alto padrão.

Há que se regulamentar adequadamente os leilões, sejam de potros ou não, há que entregar a doma e iniciação dos potros a gente especializada, o que implica em animais mansos e dóceis em lugar de eventuais feras nervosas e problemáticas, há que se conseguir melhoria geral no turfe começando com aumentos de prêmios para que os nossos plantéis não sejam permanentemente desfalcados de qualidade.



<< Anterior Próxima >>








13.377

12.844















Coudelaria Atafona

Coudelaria FBL

Coudelaria Intimate Friends

Coudelaria Jessica

Coudelaria Pelotense

Haras Clark Leite

Haras Iposeiras

Haras Depigua

Haras Figueira do Lago

Haras do Morro

Haras Old Friends

Haras Planície
(In memoriam)

Haras Vale do Stucky
(In memoriam)

Jorge Olympio
Teixeira dos Santos

Ronaldo Cramer
Moraes Veiga
(In memoriam)

Stud Brocoió

Stud Cajuli

Stud Capitão
(In memoriam)

Stud Cariri do Recife

Stud Cezzane
(In memoriam)

Stud Elle Et Moi
(In memoriam)

Stud Embalagem

Stud Everest
(In memoriam)

Stud Gold Black

Stud H & R

Stud Hulk

Stud Ilse

Stud La Nave Va

Stud Palura

Stud Quando Será?

Stud Recanto do Derby

Stud Rotterdam

Stud Spumao

Stud Terceira Margem

Stud Turfe

Stud Verde

Stud Wall Street

Oscar Colombo
(In memoriam)

Stud Novo Muriqui
(In memoriam)

Haras The Best
(In memoriam)
  Associação Carioca dos Proprietários do Cavalo Puro-Sangue Inglês