Cadastre-se e receba novidades:

Nome


E-mail

Valparaiso - Stud Blue Mountain

Like It Hot - Stud Verde

Núcleo Terrestre - Stud H & R

Oviedo - Stud H & R

Night Street - Stud Dona Cecília

Tenuta Poggione - Haras do Morro

Off the Curve - Stud H & R

Sonho Bom - Stud H & R

Online - Stud Verde

Olympic Maurren - Stud H & R

Oteque - Stud H & R

Kempes Love - Stud Verde

The Lord - Stud H & R

Submarino - Haras Figueira do Lago

Ronigol - Stud Verde

Sargent Pepper - Stud H & R

Spartan Lius - Coudelaria Atafona

No More Trick - Stud H & R

Spartan Lius - Coudelaria Atafona

Dreamer Winner - Haras Iposeiras

Ronigol - Stud Verde

Maryland - Stud Verde

Jeep do Jaguarete - Coudelaria Jéssica

Meu Amor Maior - Stud 13 de Recife

Le Gonfalon - Stud Verde

Minuxa - Haras Depiguá

Olympic Orkut - Stud H & R

Só Te Peço Amor - Stud Verde

Ronigol - Stud Verde

Papa-Léguas - Stud H & R










Setembro | 2008

Pista de grama, por Sergio Barcellos
01/09/2008 - 12h32min

PISTA DE GRAMA: A ÚNICA REFORMA INTELIGENTE É A DAS CABEÇAS...

A Enciclopédia Britânica explica: em horticultura, as superfícies de grama destinadas à prática do esporte, seja  no tênis, seja no golf, seja nas corridas de cavalo – e aqui não importa que tipo de grama se use (Bermuda grass, bluegrass, carpet grass, fescue grass, ryegrass, Stenotaphrum, Zoysia, etc.) – têm, todas elas, uma característica comum: não resistem ao pisoteio intensivo. Por outras palavras, suas raízes são progressivamente arrancadas e a planta morre.

Quem já teve curiosidade de observar o torneio de tênis de Wimbledon – onde a grama, aliás, é cuidadíssima há séculos – está farto de saber que nas últimas rodadas já não existe praticamente grama em determinadas áreas da quadra, principalmente nos espaços onde a bola do saque é devolvida. O mesmo se dá nas zonas intermediárias dos campos de futebol, onde a grama é sempre mais rala em função do maior pisoteio (dá até para perceber porque é exatamente naquele pedaço que se ganha ou se perde esse jogo...).

E olha que estamos falando de esportes praticados por jogadores que pesam em torno de 80/90 quilos, calçados com tênis ou, no máximo, com chuteiras de cravos.

Assim, parece inteiramente ridículo supor que a pista de grama de Gávea seja uma exceção cósmica e consiga resistir, em bom estado, ao tropel de cavalos de corrida que se deslocam a 60 quilômetros por hora, pesam em média 450 quilos (sem contar o peso dos jóqueis), são calçados com alumínio ou ferro, e despejam no solo cerca de 8 a 10 toneladas em cada passada.

Façam o cálculo, por favor! Em 1.600 metros, um cavalo de corridas dá cerca de 330 passadas, da largada ao disco de chegada (1.600 metros divididos por 4,5 metros, que é o tamanho padrão do galão de um cavalo a pleno galope). Ao final do percurso, portanto, ele terá despejado de 2.640 a 3.300 toneladas(!) sobre a pista. Multiplique–se isso pelo número de competidores do páreo, e teremos uma pequena amostra do que a grama tem que aguentar para permanecer sadia e razoavelmente uniforme após a passagem dos animais.

Mas isso não é o pior. O pior é querer que a pista de grama da Gávea resista ao pisoteio de cerca de 8.000 cavalos por ano, e ainda se mantenha perfeita. Pois é exatamente este – 8.000(!) – o número de animais programados para correr anualmente na grama do Hipódromo Brasileiro. Brincadeira...

Mesmo que São Pedro seja amigo, tenha pena de nossa insensatez, e faça chover de vez em quando para que tenhamos que trocar a grama pela areia em determinadas reuniões, esse número é implacável. Aliás, sem a providencial ajuda dos céus, seria o caos definitivo. Sem São Pedro, não haveria mais grama há muito tempo, haveria apenas poeira, barro duro e cavalos aleijados.

Infelizmente, porém, nem a boa vontade de São Pedro consegue dar jeito na presente situação. E a verdade, como sempre, é uma só: a pista de grama da Gávea NÃO AGUENTA A ATUAL PROGRAMAÇÃO DE CORRIDAS. Ponto final.

O Jockey Clube Brasileiro pode contratar os melhores técnicos do mundo e gastar todo seu caixa na preservação da raia; os treinadores podem bradar aos céus que nossa pista de grama é um desastre (e é!); os proprietários podem ir à loucura e perder fortunas com o número de seus cavalos quebrados pelo piso assassino; o departamento de veterinária pode encher páginas e páginas de registro de manqueiras e lesões após os páreos; animais podem ser aposentados prematuramente e o dinheiro dos apostadores pode virar pó, que nada conseguirá ir contra a natureza. A grama da Gávea não é imune ao fenômeno da fotossíntese, que exige um tempo mínimo de recuperação do piso e inteligente parcimônia em sua utilização.

E daí? Daí, que algumas medidas parecem urgentes para fazer retornar o equilíbrio, corrigindo algo que, neste momento, está total e irremediavelmente distorcido. Como se segue:

(1) Não permitir que sejam programados páreos na pista de grama que signifiquem submetê–la ao pisoteio de mais de 4.500 animais por ano. Este não é um número cabalístico: 4.500 animais por ano correndo na grama da Gávea foi o contingente ideal a que se chegou nos anos de 1990, quando a pista causava inveja a qualquer das melhores do mundo. Basta rever os tapes dos grandes clássicos da época para constatar isso.

(2) Alterar imediatamente os índices do penetrômetro, de modo a adaptá–los ao conceito básico de preservação da grama. Aliás, para isso e por causa disso – preservar a grama – é que existe o tal penetrômetro. Querem uma sugestão? Voltemos, pelo amor de Deus, aos antigos índices, os que já deram certo, mais baixos e muito menos “permissivos” que os atuais. Mesmo quando havia um número bem maior de animais alojados somente na Gávea (cerca de 2.000, em 1994/95).

(3)  Programar o necessário – absolutamente necessário, mais que necessário – descanso anual da pista de grama, não permitindo sua utilização durante, pelo menos, 6 (seis) semanas por ano (as duas últimas do mês de dezembro, as duas primeiras de janeiro, e nos 15 dias anteriores à semana do G.P.Brasil). Também aqui, não há nada de novo: sempre foi assim durante décadas, uma prática tradicional da Gávea que o tempo corroeu e fez esquecer. Retornemos a ela. Não mata ninguém, só ajuda a preservar o piso e gastar menos dinheiro com sua manutenção.

(4) Ter presente o conceito básico de que a grama é a pista de elite de qualquer turfe que se pretenda desenvolvido. No nosso, então, com mais forte razão. Isso significa que o acesso a ela deve ser prioridade, pela ordem: (a) dos animais de alta performance, corredores de provas de Grupo, Listeds e Handicaps; (b) dos potros; e (c) dos animais de 4 anos que se adaptem melhor a este tipo de raia. Fora disso, para todo o universo de animais em atividade na Gávea, a programação de corridas deveria privilegiar a areia, raia muito mais uniforme, mais segura e melhor adaptada para lidar com as eventuais mazelas dos veteranos.

(5) Evitar que os páreos de “claiming” de categoria nitidamente inferior (os tais de R$ 3.000,00 de prêmio para animais sem vitória, não importa sua idade) sejam programados para a grama. Por óbvio, não estamos falando de “claimings” de cavalos de 6 anos e mais idade, porque fazê–los correr na grama não é apenas desastroso para o piso – é algo que beira a insensibilidade, quase um escárnio...

(6) Fixar que nas reuniões noturnas das segundas–feiras, só se programem páreos para a areia. Dois são os efeitos imediatos disso: (a) dar mais um dia por semana para a recuperação da grama (4 dias, ao invés dos atuais 3), perfazendo o total de mais 52 dias por ano de descanso; e (b) garantir aos apostadores que não haverá mudança de pista para essas reuniões, o que parece fundamental para incentivar o jogo de apostas. Outra vez, nada de novo: era assim, até o dia em que o Jockey Club resolveu (por outras razões que não vêem ao caso) realizar corridas noturnas na grama – aliás, com ou sem iluminação adequada...Mas também isso não vem ao caso.

Não enfrentar urgentemente o desafio de pôr ordem neste assunto – permitindo que as críticas e os anseios de profissionais e proprietários continuem caindo no vazio – seria desistir de tentar produzir um turfe organizado e decente entre nós.

Até o dia em que o Rio de Janeiro e o Hipódromo Brasileiro passem a ser conhecidos como aquele lugar prosaico do turfe mundial, em que os melhores cavalos, os de maior valor – os que realmente atraem a curiosidade do público e fazem as pessoas ir ao hipódromo – sejam exatamente aqueles condenados a correr sempre na pior pista.



<< Anterior Próxima >>








13.377

12.844















Coudelaria Atafona

Coudelaria FBL

Coudelaria Intimate Friends

Coudelaria Jessica

Coudelaria Pelotense

Haras Clark Leite

Haras Iposeiras

Haras Depigua

Haras Figueira do Lago

Haras do Morro

Haras Old Friends

Haras Planície
(In memoriam)

Haras Vale do Stucky
(In memoriam)

Jorge Olympio
Teixeira dos Santos

Ronaldo Cramer
Moraes Veiga
(In memoriam)

Stud Brocoió

Stud Cajuli

Stud Capitão
(In memoriam)

Stud Cariri do Recife

Stud Cezzane
(In memoriam)

Stud Elle Et Moi
(In memoriam)

Stud Embalagem

Stud Everest
(In memoriam)

Stud Gold Black

Stud H & R

Stud Hulk

Stud Ilse

Stud La Nave Va

Stud Palura

Stud Quando Será?

Stud Recanto do Derby

Stud Rotterdam

Stud Spumao

Stud Terceira Margem

Stud Turfe

Stud Verde

Stud Wall Street

Oscar Colombo
(In memoriam)

Stud Novo Muriqui
(In memoriam)

Haras The Best
(In memoriam)
  Associação Carioca dos Proprietários do Cavalo Puro-Sangue Inglês