Entre 1992 e 1996 a Comissão de Corridas do JCB foi presidida pelo Dr. Afonso
Burlamaqui, sem favor algum, o melhor presidente da Comissão de Corridas que o clube conheceu, inclusive face o
interesse (desinteressado) dos comissários que soube escolher e que o pres Fragoso Pires, outro gigante do Turfe,
referendou.
Respirava–se o ar puríssimo da transparência e do dinamismo.
Profissionais,
proprietários, funcionários e diretoria trabalhavam unidos em torno das boas novas que o trabalho árduo e
consciente proporciona.
Existia uma diretriz básica a nortear Dr. Afonso e seus comandados:
"planejamento".
Havia união em torno de um propósito de melhoria geral e vontade de torná–lo
realidade.
Os prêmios e o movimento de apostas quadruplicaram. Vários festivais de Turfe foram levados a
cabo .Os profissionais foram valorizados. Até o Goncinha retornou.
O clube era um brinco. Pintado e
revestido com os melhores acabamentos.
Vieram os camarotes, sempre repletos.
Os funcionários
bem uniformizados e recebendo aumentos superiores à desvalorização da moeda.
Equipamento novo foi
adquirido, com ênfase para o partidor, doado por japoneses e transportado a custo zero por um dos navios do Dr.
Fragoso.
Que época magnífica!
Em tempos de latinhas de xixi trocadas, touradas na pista,
resultados mal apregoados, raias aos pandarecos e total falta de intimidade entre diretoria e profissionais,
deu–me vontade de recordar tempos melhores.
É bom sempre ter no peito um boa dose de
ESPERANÇA.
Sem ela não se vive.
E que ela não morra jamais para nós.
por Antonio Landim Meirelles Quintellla