Considerando–se todos os países do mundo que promovem corridas de cavalos, a grosso modo uma centena, o Brasil ocupa o 10° lugar em número de páreos corridos por ano.
Os clubes da terceira faixa, isto é, aqueles menores, dispersos pelo país afora, não têm iluminação das pistas, promovendo corridas normalmente aos sábados e domingos à luz do dia.
Os das outras duas faixas, os mais importantes, necessitam da ajuda da luz artificial.
As iluminações das raias dos Jockeys Clubs Brasileiro e o de São Paulo, os maiores do país, já deixam a desejar, os dois sistemas são antigos e custam caro. Iluminação antiga, cara, que a falta de dinheiro impede a substituição por sistema mais eficiente, mais barato, mais moderno, melhor. Também no JCB a falta de iluminação no prolongamento da reta de chegadas prejudica o preparo dos programas, pois os páreos de 1.000 metros na grama têm que ser corridos de dia, obrigatoriamente. Não sei até quando teremos que aguardar uma iluminação adequada.
A do Hipódromo do Cristal é muito ruim, e ao vivo enxerga–se muito menos do que pela televisão, que tem as "artes" dos equipamentos eletrônicos.
O Jockey Club de São Vicente, tradicionalmente, sempre teve iluminação boa, e suas corridas, à noite, em uma pista de areia clara fizeram o apelido de "Pista Prateada". Hoje a iluminação do Jockey Club de São Vicente não existe, foi roubada já há muitos anos, vou repetir, não existe porque foi roubada. Lá, já de algum tempo, corridas só de dia.
A precariedade financeira dos clubes promotores de corridas no Brasil vai sempre e pouco a pouco estrangulando a atividade.
por Milton Lodi