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No dia 11 de novembro de 2025, o Jockey Club Brasileiro compartilhou em seu site que, a partir daquele mês, o Hipódromo da Gávea teria uma programação especial em um domingo por mês.
A programação Domingo no Jockey privilegia o turfista apaixonado e o apostador interessado, à medida que reúne provas clássicas e de grupo em um mesmo dia de carreira. Com isso, tende a proporcionar corridas de maior qualidade e disputas mais graduadas. Por outro lado, convida com bastante competência quem está de fora a conhecer esse esporte que tanto apreciamos.
O resultado desse casamento perfeito (não quase, mas sim perfeito) é que, no último domingo (18), cerca de um ano depois do anúncio do primeiro Domingo no Jockey, o Hipódromo da Gávea recebeu tanta gente que quem assistia à transmissão do Jockey Club Brasileiro no YouTube poderia jurar que eram cenas de tempos passados ou de hipódromos internacionais.
Mas não. Não era ilusão. Não era engano. Eram imagens do Brasil, com suas cores e belezas.
O Jockey Club Brasileiro acertou a mão, ao meu ver, ao direcionar atrativos para as crianças. Oferece brinquedos gratuitos e, em algumas ocasiões, brinquedos pagos. Há, ainda, a possibilidade de fotos com cavalos e pôneis, o que dialoga com o mundo lúdico dos pequenos.
Essa edição especial contou ainda com um jogo de tabuleiro que apresenta às crianças o mundo do turfe, nessa mesma batida do lúdico, além do espaço Menina Primavera, uma intervenção artística que certamente agradou aos pequenos.
Penso que o JCB acertou, pois, ao atingir os pequenos, atinge toda uma estrutura em volta deles.
Imagine um grupo de pais que deseja levar os filhos para atrações gratuitas e ao ar livre, pensando em não gastar muito, mas ainda proporcionar uma atividade lúdica e inclusiva.
Eles descobrem, por meio das redes sociais (que o JCB, assim como o Jockey Club de São Paulo, sabe usar muito bem na divulgação), a programação Domingo no Jockey. Vão conhecer. Gostam. Divulgam para os primos e para os colegas da creche ou da escola das crianças. É um “boca a boca” espetacular. Um indica para o outro, e para outro, e quando vemos temos uma cidade inteira interessada que, se não fosse pelos filhos, talvez não tivesse se aproximado do clube nem pensado em ouvir falar de turfe.
O Domingo no Jockey não é um trabalho que começou ontem, mas desde o início se mostra promissor. E o tempo só tem trazido razões para que essa seja uma programação contínua no Hipódromo da Gávea.
Por trás de cada projeto existe uma aldeia. Organização, operação, planejamento, custos, serviço de prevenção, divulgação, busca de recursos, orçamentos... são tantas partes e tantas pessoas envolvidas em cada uma delas. Mas gostaria de destacar dois nomes que, de forma muito certeira, trazem oxigênio e um certo grau de juventude às picapes do JCB (e também do JCSP) e que, por estarem tão ativas e presentes, têm contribuído de forma exemplar para os resultados que temos testemunhado: Jéssica Dantas e Victória Mota.

Victória Mota e Jéssica Dantas
Contar com a juventude nos processos dos clubes é um caminho muito assertivo. É claro que é preciso qualidade e responsabilidade dos jovens, mas também confiança, crédito e alguma “carta branca” por parte dos turfistas mais experientes, que ocupam e se entregam à administração dos clubes.
O velho não deve ser descartado e o novo não pode ser ignorado. Jéssica e Victória demonstram qualidade e responsabilidade. E, por suas competências, têm produzido, ao lado de toda uma equipe extremamente competente, resultados que nos dão esperança no turfe brasileiro.