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A notícia do falecimento de Leandro Henrique mudou até a rotina do prado pela manhã. O ex– jóquei, José Machado, instrutor da escolinha de aprendizes, retirou os aprendizes da raia e eles voltaram para a escola e se ocuparam com outros afazeres. O treinador Álvaro Castilho comentou que Leandro era muito querido por todos, e por isso havia um impacto profundo com tamanha tragédia.
" Ele ganhou algumas corridas para mim, mas era jóquei muito requisitado, então nem sempre era possível lhe dar montarias. Era muito querido pelos profissionais por que era um profissional honesto e talentoso. Uma tragédia sofrer acidente tão grave", comentou com voz embargada.
Danilo Aglio, agente de montarias de Leandro Henrique, responsável pelo vitorioso com ele desde o tempo em que saiu da Escola de Aprendizes, estava muito triste. Disse que Leandro era como se fosse um filho para ele. E, o próprio Leandro, segundo ele, lhe chamava de segundo pai. "Eu já trabalhei como agente de outros jóqueis. Mas o relacionamento era estritamente profissional. Com o Leandro Henrique era diferente. Nós éramos amigos inseparáveis, parceiros e jamais esperava acontecer um acidente tão grave. Tenho que juntar os cacos e seguir em frente. Mas não será nada fácil seguir em frente", lamentou.
Numa quarta–feira, dia de pouco movimento nas raias, a morte de L. Henrique afetou demais o ambiente. Havia um silêncio infinito, como se todos estivessem tremendamente impactados com a partida inesperada do piloto cujo locutor oficial do Jockey Club Brasileiro, Tiago Guedes, batizou um de "Braço de Mola", devido a sua incrível energia para tocar os cavalos um busca das vitórias espetaculares.
Da Redação