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Faleceu hoje, 29, no Rio de Janeiro, aos 95 anos, Milton Euvaldo Lodi, turfista, criador e proprietário do Haras Ipiranga, localizado em Jaguariúna/SP, hoje extinto.
Milton era detentor de uma memória prodigiosa, profundo conhecedor da atividade turfística e também colaborou com seus conhecimentos, em dezenas de artigos maravilhosos para o Raia Leve, onde escreveu initerruptamente de 2006 até 2012.
Foi proprietário de diversos animais e junto a seu pai, Euvaldo Lodi, onde comandavam o Haras Ipiranga, de onde saíram dezenas de craques. Kurrupako, que, segundo palavras de Milton Lodi, dentre os mais de 1300 animais criados em seu haras entre os anos de 1950 e 2005, foi o melhor de todos. Nascido em 1962, era um filho de Al Mabsoot (IRL) e Berceuse, por Galcador (FR). A mãe de Berceuse, Hispanis, foi importada prenha do reprodutor francês ganhador do Derby inglês.
Ainda sobre Kurrupako, disse Milton Lodi, “Quis a fatalidade me tirar um excepcional corredor e me dar em troca um excelente reprodutor”.
Outro animal excepcional, Jocosa, vencedora do Grande Prêmio São Paulo de 1951, foi uma das maiores égua brasileiras de todos os tempos. Além de vencer a prova máxima do turfe paulista, pouco mais de uma semana antes desta glória, havia vencido, na Gávea, o Grande Prêmio Presidente Vargas, gravando seu nome e de seu proprietário Euvaldo Lodi na história do turfe brasileiro para toda a eternidade. Além dos Grandes Prêmios Henrique Passolo e Estado da Guanabara, ambos no ano anterior (1950).

Milton Lodi e Jocosa no Haras Ipiranga. Foto cedida por José Carlos Fragoso Pires Jr.
Assim, junto com a lembrança deste espetacular animal, também ficou marcada para a sequência do turfe a imagem acima. A filha de Seventh Wonder em Palmron, por Stayer, montada por Milton Euvaldo Lodi, que manteve o Haras de seu pai nos palcos do turfe nacional.
Amanhã, transmitiremos informações sobre o velório e enterro.
A Diretoria da ACPCPSI se solidariza com os familiares por esta imensa perda.