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Circula na internet, pelo instagran, um texto do @clubedopsibrasil sobre o comparativo do prêmio do GP Brasil com o Prêmio do GP Pelegrini, e de outros Grandes Prêmios. Pelo texto, a comparação de valores mostra que a realidade brasileira não é tão boa quanto algumas pessoas propagam.
Veja abaixo o texto:
Após a Festa do GP Carlos Pelegrini, na Argentina, paramos pra fazer contas.
Os 3 brasileiros inscritos levaram pra casa cerca de 5,2 vezes o valor do GP Brasil 2025.
O Vencedor, Obataye, levou cerca R$ 1 milhão, cerca de 4 vezes o GP Brasil 25.
O 3º colocado, Havana Cigar, levou cerca de R$ 190 mil; e o 6º colocado, Out of the Blue, cerca de R$ 100 mil; tecnicamente, Out of the Blue corre na Argentina; logo, seu ganho ficará na Argentina.
O total equivale a aproximadamente 5,2 vezes o valor do último GP Brasil, cujo Prêmio de R$ 250 mil, é, inclusive, abaixo do valor de R$ 300 mil oferecido em 2019, Pré–Pandemia.
Ou seja; o valor, além de não reajustado, diminuído em R$ 50 mil em relação a 2019.
Possivelmente, isso explica, por exemplo, a saída do espetacular Stud Rio Dois Irmãos do Brasil pós pandemia; Rio Dois Irmãos, Criador–Proprietário de Out of the Blue.
Não apenas o GP Brasil sofre no quesito; as Provas de Grupo no principal Hipódromo do País, a Gávea, RJ, principalmente as de Grupo 1, apresentam valores muito baixos frente ao Pré Pandemia; o 8º colocado do GP Carlos Pelegrini ontem, levou pra casa o equivalente ao Prêmio do Derby, no RJ, uma das 3 principais provas do país.
A Argentina tem enfrentado graves crises econômicas nos últimos 50 anos; em 2001, impôs sua última Moratória da Dívida Externa; isso quer dizer que ela não tinha em caixa qualquer recurso em moeda estrangeira pra qualquer credor externo; isso equivaleria, por exemplo, até mesmo, um eventual vencedor estrangeiro do Pelegrini.
Apesar da última Moratória oficial ter sido em 2001, pelo menos em outros 3 momentos, acordos e reestruturações de dívidas foram negociados junto a organismos–credores externos, inclusive último acordo junto ao FMI em 2025.
Ainda assim, o Turfe Argentino é forte, e merece aplausos.
No Brasil, um bônus concedido aos estrangeiros pelo Jockey Club Brasileiro nas Provas de Gr 2 no último Festival do GP Latino 2025, pareceu enterrar qualquer esperança na força do Turfe Brasileiro, em especial, na esperança de vermos, no curto prazo, um GP Brasil a altura de sua História.
Transcrito do @clubedopsibrasil