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O nascimento de um potro ou potranca sempre traz alegria.
Independente dos valores envolvidos – e olha que os custos da criação subiram muito – o proprietário do Haras ou seu pensionista, ficam emocionalmente realizados.
Mais uma sequência de fatores da nobre arte de criar que em sua segunda etapa deu certo. A primeira etapa é a escolha do garanhão e a torcida para que a reprodutora fique prenha. A gestação e o nascimento são as segunda etapa.
E quando a reprodutora entra em trabalho de parto, as atenções são divididas entre a égua e o potrinho que em minutos estará nascendo. Ninguém fica sem atenção.
Nasceu ! É bonito ! É Grande !
O ambiente se enche de alegria. É uma recompensa pelo plantão na madrugada, Veterinários ou gerente de Haras contam as horas para o amanhecer para ligarem para os donos dos Haras. A ligação de alguns minutos, o necessário para a boa notícia, percorre trezentos e oitenta quilômetros em mili–segundos. No caso a ligação em questão partiu do Haras do Stud Eternamente Rio/ Haras Legacy, em Bagé, para Porto Alegre, onde se localiza a residência de Mauro, supervisor do Haras Legacy. Mas também é realizada outra ligação, esta agora, de mil e quatrocentos quilômetros, também em mili–segundos, para dar a boa notícia para Luis Felipe Brandão dos Santos, expoente do grupo de criadores que trouxeram Bravas dos Estados Unidos da América, de que tinha nascido mais um filho muito bonito de Bravas.
E junto, com a modernidade dos tempos atuais, vem fotos, filme e gravação.
Bem distante, na década de 70 e 80, quando ainda não existiam o celular, e para piorar nem telefone fixo existiam nos Haras. A logística era outra. Na manhã seguinte, o encarregado dava o seu jeito de ir até a telefônica na cidade mais próxima do Haras, esperar a vez, e aí dar a boa notícia. Demorava–se horas e quase sempre as notícias chegavam na parte da tarde, após o almoço.
É o progresso.
E com isso, também vem seleção de reprodutoras, melhores garanhões e potros mais forte e mais pesados.

Olympic Juju e seu potrinho por Bravas NN 2025 Olympic Juju
O potrinho em questão, nas fotos assim que nasceu, é um filho de Bravas em Olympic Juju por Agnes Gold e Tocha Olimpíca, por Roy Normand, do Haras Legacy. Olympic Juju obteve nas pistas 5 vitórias e várias colocações clássicas. O raçudo potro por sua vez, possui um inbreeding 3x4 em Sunday Silence (USA), e hoje já deve estar com dez dias de vida.

Bravas, cavalo nascido no Japão, fez por lá sua excelente campanha clássica no dificílimo e disputadíssimo turfe Japonês. Devido sua excelente campanha, Bravas foi adquirido por um grupo de haras brasileiros em 2024. E por uma infelicidade do destino veio a falecer de cólicas em abril deste ano, deixando 75 reprodutoras prenhas, que estarão nascendo nesta temporada.
Da Redação