Empatados na liderança da estatística do Jockey Club de São Paulo, com 8 vitórias, neste início de ano hípico de 2025/2026, João Moreira, jóquei internacional, consagrado mundialmente, divide espaço com a joqueta nordestina, Jeane Alves, batalhadora incansável, assídua nos matinais de Cidade Jardim, e respeitada por treinadores e proprietários, por sua dedicação e amor à profissão. Espécie de duelo entre Davi e Golias. Hoje à tarde, na reunião paulistana.. Ela assinou 7 montarias, enquanto o Magic Moreira assumiu outras seis.
Jeane adora a sua carreira. Ama a sua rotina entre o árduo trabalho nos matinais e as corridas num prado que não vai nada bem das pernas, com crise econômica e política. Mas já superou diversos tabus. Um deles, de ser uma mulher, no meio de um mundo machista, e quebrar tabus. Já ganhou provas clássicas para cima dos homens. E, a proeza, de conquistar uma estatística. É feliz por que faz o que gosta. E, por suas atitudes, e convicções, consegue matar um touro a unha toda semana quando entra na pista para competir.
Moreira pode ser comparado a um herói da Marvel. É daquelas unanimidade que ninguém discute. Monta de forma periódica em Cidade Jardim durante o ano hípico. Possui privilégios. Nos eventos principais precisa estar por aqui. Em São Paulo. Afinal, ele é a estrela do espetáculo. O cara que numa jornada, como a da Copa dos Criadores, possui montarias em todos os 10 clássicos. E vence metade deles. E ainda tira segundo em outros dois. Mas precisa tirar algumas folgas. E nestes passeios, mundo afora, conquista provas de Grupo 1, no Japão, na Austrália, em Dubai, na Arábia Saudita, etc e tal. E por lá, os cidadãos turfistas o aplaudem com generosidade, com fascínio e admiração. Todos amam o Magic Man

João Moreira, multi ganhador clássico
João Moreira e Jeane Alves possuem mundos e realidades diversos. Mas eles têm em comum uma linda profissão. E quando os puros–sangues derem a largada hoje à tarde, nesta tarde comum de Cidade Jardim, eles terão pela frente as mesmas condições para vencer, ou não. Um cavalo de corrida a 65 quilômetros por hora. Os mesmos riscos desta perigosa profissão. As esperanças de proprietários, treinadores, cavalariços e apostadores de levar a melhor. Aquela ansiedade extraordinária de vitória que este esporte maravilhoso chamado turfe proporciona. E aproxima a todos. Todos os Moreiras e as Jeanes desta inigualável história de amor.
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Só pode ser brincadeira de mau gosto transformar Cidade Jardim em um Parque de Diversões.
Paulo Gama