Que venha o Festival do Grande Prêmio São Paulo
A tradição e a magia do Grande Prêmio São Paulo pode resgatar os bons tempos do turfe paulista nos quatro dias consecutivos de corridas, de amanhã, feriado do Dia do Trabalho, até o próximo domingo, quando alguns dos melhores puros–sangues do país vão largar da seta dos 2400 metros, na grama, em busca da consagração de vencer a maior prova do turfe paulistano. O páreo terá muitos atrativos. João Moreira, depois de ganhar três provas de Grupo 1, no turfe japonês, vai montar o Kentucky Derby, no sábado, um azarão cotado a 15 por 1. Preferiu assinar a montaria de Tyrion, do Haras Rio Iguassu, e deixou Obataye, da mesma farda, para Valdinei Gil. No ano passado, ele foi segundo colocado na prova. E depois levantou o GP Brasil.
Carlos Lavor vem do Uruguai para montar Bubbly Rain, do Haras H. Oliva, e criado no Haras Interlagos. O piloto, que brilhou na Gávea por longos anos, sempre colecionou triunfos históricos no prado paulista, com craques tais como Troyanos, Satyr e Roxinho, entre outros. É um jóquei com todas as armas, sobretudo num animal atropelador, como o pensionista de Luiz Roberto Feltran. Jorge Ricardo já conquistou o GP São Paulo três vezes, com Much Better, Macbeth, ambos do Stud TNT, e Head Office, treinado pelo saudoso, Mário André, do jogador Paolo Guerrero. Pode ser uma bela surpresa na prova no dorso de Sugar Daddy, do Stud São José dos Bastiões, e criado no Haras Doce Vale, ganhador de Derby.
ABCPCC E OSAF
O páreo de velocidade, Grupo 1, GP Associação Brasileira de Criadores e Proprietários de Cavalos de Corrida, tem dois bichos papões. New Order e Legendary. Representação forte. Um concorrente veloz e resistente, e, outro exímio atropelador no tiro curto. A prova das éguas, GP OSAF, é um Grupo 1 de alto gabarito, com três craques inscritas. Fuerza Viva, do Haras Belmont, Outra Vista, do Haras Cifra, e Night of Rose, do Stud Brave Heart. São três pedras preciosas do turfe nacional. Se nenhuma delas for a ganhadora, o páreo terá com certeza um rateio elevado. A milha internacional tem campo de difícil prognóstico. Dei uma estudada, quebrei a cabeça, e nada feito. Vou ficar devendo este palpite aos prezados leitores.
VALE A PENA MARCAR PRESENÇA
A história de nossas trajetórias pela vida turfística sempre teve a marca e a tradição do turfe paulista. São tempo difíceis sim. Alguns altos e baixos. Mas todos nós temos um páreo inesquecível em nossas visitas ao Grande Prêmio São Paulo. Os cariocas presenciaram os triunfos de Goncinha, com Bretagne e CIsplatine, da Fazenda Mondesir. Juvenal Machado da Silva dar aula no dorso de Grimaldi, e faturar a prova na fotografia sobre poderosos rivais. Ricardinho homenagear o seu ídolo, Ayrton Senna, no dia de sua trágica morte, no dorso de Much Better. E tem o Magic Man, João Moreira, que encanta o mundo afora com seu talento. Quem sabe ele não vai dar uma canja para os fãs de Cidade Jardim? Vale a pena o apoio de todos os cantos do país. Nós todos amamos este esporte com paixão absoluta pelas corridas de São Paulo.
Paulo Gama