JOÃO MOREIRA E FRANCISCO LEANDRO, OS MELHORES JÓQUEIS DO CONTINENTE
No turfe, e na rotina de nossas vidas, nem tudo pode ser atribuído a meras coincidências. Dois jóqueis brasileiros, o paranaense, João Moreira, e o cearense, Francisco Leandro, começaram as suas carreiras no Hipódromo de Cidade Jardim, em São Paulo. As suas trajetórias profissionais tomaram destinos diferentes. Moreira obteve a consagração absoluta no exterior, onde conquistou a consagração no Oriente, e lá se notabilizou como o Magic Man. Fez escalas consagradoras, entre os países asiáticos, e visitas sempre bem sucedidas no turfe australiano, e, também, no japonês, com triunfos importantes, também no mundo árabe. Francisco não foi tão longe. A sua fama e a conquista do sucesso estava bem mais perto. Logo ao nosso lado, no turfe argentino, desembarcou por lá, como quem não queria nada, na hora certa. O uruguaio, Pablo Falero, sexto jóquei mais ganhador de todos os tempos, estava se aposentando, depois de ganhar dezenas de estatísticas, em Palermo, San Isidro e La Plata. Além disso, o seu conterrâneo Jorge Ricardo, recordista mundial, havia decidido voltar para o Brasil, depois de brilhar por lá durante 14 anos.
Na atual temporada, aqui no Brasil, os dois jóqueis ganharam as duas provas mais importantes do calendário. Francisco Leandro fez visita a Cidade Jardim, e, no dorso da craque Kenlova, do Stud Magia, ganhou o Grande Prêmio São Paulo, e derrotou o próprio João Moreira, que foi segundo colocado, no dorso do favorito da prova, Obataye, do Haras Rio Iguassu. Mas, dois meses depois, veio a forra. João Moreira conquistou a maior prova do turfe nacional, com o próprio Obataye. Neste último final de semana, em agosto, os dois grandes pilotos protagonizaram duas tardes antológicas. No sábado, no hipódromo paulistano, onde Moreira está radicado, depois de longos anos no exterior, e com algumas sistemáticas escapadas mundo afora, para faturar dólares e euros, o Fantasma de Cidade Jardim, ganhou a prova central, no dorso de Mind Trick, e mais quatro outros páreos, ou seja, metade dos 10 disputados, diante dos aplausos dos fãs.
No dia seguinte, domingo, por coincidência, Francisco Leandro, que já havia bagunçado a rotina dos prados argentinos, com quatro triunfos, em San Isidro, na sexta–feira, e, mais um, no sábado, em Palermo, voltou a San Isidro, e ganhou outros cinco páreos, no mesmo dia. Nada demais. Afinal, na última temporada, Leandrinho, como o cearense é chamado pelos fãs argentinos, somou 540 vitórias, e bateu dois recordes do campeão do mundo, Jorge Ricardo, o sul–americano e o argentino de vitórias. Hexacampeão da estatística portenha, desde 2018, ele foi aplaudido de pé pelos aficionados, logo depois da disputa do 13º páreo, no último sucesso da tarde gloriosa, no dorso da potranca La Cosa Buffa. João Moreira e Francisco Leandro, na atualidade, são os dois melhores jóqueis em atividade na América do Sul.
GÁVEA
JOQUEADA DA SEMANA
No dorso de NIce Shot, de criação da Coudelaria Esmeralda, propriedade do Stud Interbúzios, e treinamento de Vítor Gomes, o bicampeão da estatística, Henderson Fernandes, deu a joqueada da semana. Correu na expectativa a sua conduzida, se aproveitou do ritmo forte da prova, fez a curva por dentro, traçou diagonal para o centro da pista e, numa partida curta e seca, decidiu a parada numa semana de rateios elevados no turfe carioca. Notável inspiração.
PURO–SANGUE MELHOR APRESENTADO
Canadian Jet, do Stud Enfeitados do Sul, bem apresentado pelo treinador, Cláudio Peixoto Almeida, repetiu o seu recente triunfo no prado carioca. Depois do sexto lugar na estreia, na grama, que não é a sua raia predileta, havia conquistado vitória fácil na areia, e, repetiu. Direção impecável de Dylan Silva Machado, e apresentação de luxo do treinador, que possui muita competência, porém, poucas oportunidades.
MOVIMENTO DE APOSTAS
A segunda–feira do prado carioca, apesar da friagem proporcionada aos bravos turfistas, proporcionou bons rateios e, também, expressivo MGA de R$ 825.363,43. Na terça–feira, com a liberação da raia de grama, foi conseguido um empate técnico, com faturamento de R$ 795.158,73. As corridas noturna seguem demonstrando contar com a preferência dos aficionados pelo esporte. E, o JCB, tem sabido tirar proveito deste fato consumado.
PROGRAMAÇÃO
A programação turfística da semana prevê oito páreos no Hipódromo do Cristal amanhã à tarde. No sábado, em Cidade Jardim serão realizados 10 páreos. No domingo, a reunião da Gávea, com 9 páreos, começará mais tarde, e o Tarumã terá participação no simulcasting, mais cedo, com 8 provas. Segunda e terça–feira, as corridas noturnas cariocas, a partir das 18h, completam o pacote de três programações, de 9 páreos, num total de 27 competições.
DESTAQUES DA SEMANA
Dois puros–sangues chamaram atenção nos seus galopes de apresentação e ganharam as corridas em seguida. No sétimo páreo de segunda–feira, Monte Roraima, filho de Can The Man e Precious Rafaela, por Know Heights, de criação do Haras Fronteira, e propriedade do Stud Best Friends, com preparo de Carlos André. E, na terça–feira, Valparaíso, do Haras Doce Vale, filho de Ay Caramba e Ninny Baby, por Fluke, se reabilitou, de corridas fracas, para dar um vareio, aos cuidados de Ildefonso Coelho Souza.
