O consagrado treinador, Luiz Esteves, representado no programa oficial do Jockey Club Brasileiro, por seu segundo–gerente, e fiel escudeiro, Luís Cláudio da Costa, aceitou o convite do site Raia Leve, para falar das inscrições clássicas da dupla, nas provas preparatórias, desta semana, para os importantes clássicos, com vistas ao Festival do Grande Prêmio Brasil, nos dias 21, 22 e 23 de junho. O treinador cearense destacou o reaparecimento nas pistas de Mandrake, do Stud H&R, no Grande Prêmio Hipódromo Brasileiro, Grupo 3, quando o filho de Tiger Heart, estará de volta ao tiro curto de 1000 metros, sua distância favorita, e onde conquistou o Grande Prêmio Major Suckow, de 2023.
“O cavalo reaparece em boa forma, não muito longe do último furo, e a ideia é tentar o bicampeonato do quilômetro internacional. Naquela ocasião derrotou uma rival excepcional, Oriana do Iguassu, corredora que dispensa comentários, e de enorme categoria. Decidi aumentar o seu percurso, devido ao interesse do seu proprietário de correr a tríplice–coroa. Não deu certo, admito. Ele figurou bem, se colocou, mas ficou longe do seu desempenho nos páreos de velocidade, onde é craque”, admite.
Outra prova em que o treinador espera brigar pela primeira colocação é o Grande Prêmio José Carlos Fragoso Pires, Grupo 2, em 2000 metros, na grama. Esteves possui três inscrições, Orla de Ipanema, Blood Mary e Olympic New York. Otimista, ele analisa as chances de suas pensionistas. “Orla de Ipanema é potranca de exceção, e deve oferecer dificuldades para as rivais, neste primeiro confronto com as éguas mais experientes. Blood Mary corre de verdade, e obteve triunfos na grama pesada, onde rende menos. Se a raia continuar leve, pode brigar pela vitória. Olympic New York não para de evoluir, mas a parada é dura, com as outras duas”, afirmou.
Na prova preparatória para o Grande Prêmio Brasil, o GP Nove de Maio, Grupo 2, o profissional possui quatro inscrições, Olympic Kremlin, Jackson Pollock, Renewed Hope e Mapa do Brasil. O treinador considera Mapa do Brasil um competidor forte, mas ressalta que gostaria de chuva, para amaciar a raia, no caso dele.” Olympic Kremlin é ganhador de Derby, e merece sempre correr estes páreos duros contra os mais novos. É o mesmo caso de Jackson Pollock. Renewed Hope evolui sempre, mas a turma é braba, sem dúvida. Mapa do Brasil, numa raia macia para pesada, é carta brava agora, e também, em junho. Na raia muito dura, ele tem maiores dificuldades. Está em grande forma”, fez a ressalva.
As inscrições nas outras preparatórias também mereceram análise detalhada do treinador, que explica as possibilidades dos demais trunfos. “Ronigol é um bom potro e vai correr bem na milha. Mas, o páreo tem dois milheiros de exceção. London Moon, que enfrentou e ganhou de alguns dos meus melhores cavalos, e, este Jet Class, do treinador Vítor Paim, um osso duro na milha. Ronigol pode figurar com destaque, mas estes adversários são inegavelmente categorizados. Sorbonne é uma potranca em progressos, porém, está inscrita num páreo reforçado. Ela pode fazer um bom papel, mas talvez fosse preciso um pouco mais de tempo para ganhar. Novikov é potro de alto nível. Tem linha baixa para pegar bem a raia de grama. Se isto acontecer pode oferecer resistência, até mesmo ao líder da geração, que é muito bom. Ele produz exercícios de gente grande”, avisa.
Por Paulo Gama.