Cada vez menos prestigiado por proprietários e treinadores do turfe carioca, Jorge Antônio Ricardo, jóquei recordista mundial de vitórias, 13.278 pontos, comprovou mais uma vez, esta semana, que independente do lugar em que monta, continua sempre apto para conquistar vitórias. E, aos 62 anos, segue amigo íntimo dos discos de chegada, mundo afora. Na última terça–feira, ele esteve no Hipódromo de La Plata, e, em pleno bosque da cidade universitária argentina, com uma única montaria, Bambino Duque, de criação de Ornela Carli, e propriedade da Caballariza La Narcisa, obteve triunfo comemorado, junto aos seus amigos mais chegados no turfe portenho.
De volta ao Brasil, J. Ricardo assinou apenas três montarias no hipódromo paulistano. No último páreo, no dorso de Old Dream, filho de Cape Town e Emmy Awards, por Pitu da Guanabara, de criação do Stud Red Rafa, e propriedade do Stud DVC, bem ao seu estilo, correndo próximo aos ponteiros, repetiu o sucesso do meio de semana, na Argentina, o triunfo de ponta a ponta, com o mesmo Bambino Duque, com quem já havia marcado ponto, em San Isidro, anteriormente.
Uma pena, que justamente os cariocas, não percebam que Jorge Ricardo é imortal. É claro que ele, hoje em dia, não possui mais a vitalidade dos seus 14 anos, quando saiu da escola de aprendizes direto para raia em tempo recorde. Porém, ele continua especialista em fotos da vitória, nos Winner’s Circle da vida. Disso, nenhum ser humano turfista, nascido no Rio, deveria duvidar. Todo turfista de escol possui 13.278 motivos para prestigiar o eterno campeão. Um Highlander, no seu lendário galope, rumo a eternidade.
por Paulo Gama