Confesso que não sei. Talvez, por ter saído há muito do Brasil, ou simplesmente ter envelhecido e ter perdido o senso das coisas. Mas num pais, que se você pisa numa desova de tartarugas, mesmo que sem querer e pode pegar dois anos de prisão ao passo que se formar uma quadrilha, roubar o erário publico, nada acontece e pode até ser eleito presidente da republica, me soa no mínimo estranho.
O turfe é uma atividade complicada. Mas a politica brasileira o supera em muito. E quando estas duas atividades se juntam, fica muito difícil de entender o teor das questões. E explicar mais ainda...
Não temos um objetivo claro e vivemos das benesses de haras que reservam sua produção para correr por conta própria e de investidores que gastam a fundo perdido em leilões de inéditos, dando uma sobrevida aos haras que vendem, e para que possamos pelo menos formar páreos. Duas a três reuniões semanais no Rio, uma em São Paulo e no Rio Grande do Sul e nem isto no Paraná. Somos cerca de 203 milhões, com mais de 40% concentrados em áreas atingidas por estes quatro hipódromos, e somente em dias de grandes festas, conseguimos atrair para dentro de nossos muros, centenas de pessoas. No dia a dia, somos pouco mais de meia dúzia de gatos pingados. E ai eu me pergunto: onde isto vai nos levar?
Quem tiver a capacidade de ver a luz no fundo deste imenso túnel, – que cada vez mais sinto ter a possibilidade de ser uma caverna – que me escreva, ou ligue, porque serei todo ouvidos e usarei de meu parco espaço para rugir como um leão em prol da melhoria sugerida.
Pois capacidade de criar bons profissionais temos, e está sendo provado que não apenas na área de veterinários, mas de treinadores e jockeys também. Vide nossos resultados no exterior. Logo, vejo como importante, trazer ao conhecimento de todos, os feitos deste brasileiros, que fora de nossas fronteiras estão provando nosso valor, em ambos hemisférios. Muitos deles que no início, comer o pão que o diabo amassou.
E assim, pouco a pouco, trouxemos para nossa live, o Sylvestre, o Moreira, o Paulo Lobo, o Robson de Aguiar, o Diego Dias e agora chegou a vez do Luan Machado – que milita nos Estados Unidos – na esperança que eles tenham incentivado com seus depoimentos e respostas a nossas perguntas, a outros profissionais que queiram se aventurar mundo afora. Igualmente trouxemos o Ricardinho e o Aranha, dois profissionais brasileiros de amplo sucesso, no mais difícil mercado de nosso continente, a Argentina.
Prestigiar hoje a noite a presença do Luan Machado, a partir das 21.30h, na live do Ninho do Albatroz, sediada na plataforma da Revista Horse, no YouTube, é a meu ver o primeiro passo na direção certa se seu intento for realmente melhorar nosso turfe. Pense nisto, pois, o esforço que eu, o Edson, o Marcel e o Gil, fazemos é para o bem de nossa atividade.
Renato Gameiro
https://www.youtube.com/live/h7TJO1sKjwg?feature=shared