Dando seqüência aos debates sobre a profissionalização da gerência dos clubes promotores de corridas, iniciados no último dia 14, por ocasião do simpósio patrocinado pela ABCPCC, dirigentes, proprietários e criadores voltaram a se reunir na tarde de hoje, desta vez, na sede da própria ABCPPC.
Cerca de 40 pessoas participaram do encontro, aberto pelo presidente da casa, Antonio Carlos Coutinho Nogueira, que salientou a necessidade da união de todos em busca de um ideal comum, o de ter o turfe profissionalizado.
Renato Diniz Junqueira, vice–presidente da ABCPCC por São Paulo, um dos principais articuladores desta nova reunião, confessou–se um novato na criação de PSI, mas, ao mesmo tempo, com muita bagagem trazida da raça Mangalarga, onde presenciou uma vertiginosa queda de mercado, proporcionando–lhe subsídios suficientes para lutar contra a atual forma de gestão do turfe.
O presidente do JCSP, Márcio Toledo, reiterou sua disposição em contribuir com esta nova empreitada, admitindo a imediata modificação do estatuto do JCSP para possibilitar a criação de uma empresa, sem fins lucrativos, que direcionará e comandará o novo modelo de gestão. Toledo ressaltou que a idéia já fazia parte de seus planos desde a época da campanha eleitoral.
Alessandro Arcangeli, de forma sucinta, repetiu as principais abordagens apresentadas no simpósio e reafirmou sua convicção de que, ou as mudanças ocorrem agora, ou a atividade turfística deixará de existir em São Paulo, ao longo do tempo.
José Antônio Pamplona de Andrade, ex–presidente do JCSP e atual presidente do Conselho, foi objetivo. "Contem com o meu total apoio para o que for necessário. Estarei com vocês nesta luta", assegurou.
Ernani Buffolo, titular do Haras Moema, discorreu sobre a necessidade de que este trabalho não exclua a possibilidade de se contar com as slots–machines, que deram tão certo em outros países e poderiam contribuir para o aumento da receita do clube. Sua intervenção gerou certa polêmica, pois alguns entendem que, embora haja uma liminar garantindo a instalação das referidas máquinas, a mesma está concedida a título precário.
José Luis Glaser destacou como urgente a necessidade de se buscar patrocinadores para as corridas e deu sugestões neste sentido, citando as empresas cujas atividades estão ligadas ao turfe, por exemplo, os laboratórios.
No encerramento, ficou definida a formação de um grupo de trabalho – composto por um representante de cada entidade (JCSP e ABCPPC), e mais Alessandro Arcangeli, com o suporte de uma assessoria jurídica – para encontrar caminhos que permitam acelerar os procedimentos visando à profissionalização do turfe em São Paulo.
por Jair Balla