Por mera coincidência, ou por questão de numerologia, para aqueles que são supersticiosos, e acreditam nisso, Jorge Ricardo, na reunião de ontem à tarde, em Cidade Jardim, obteve a vitória 12.998, no dorso de Nova Zelândia, do Bet Gold Stud, número 13 em sua manta, justamente a marca que o recordista mundial persegue de maneira obstinada. A pensionista de Antenor Menegolo Neto largou por fora de todas as rivais, na baliza 13, e Ricardinho, bem ao seu estilo, depois de fazer diagonal, na raia de grama, tomou a ponta e, de bandeira a bandeira, em ritmo do locutor oficial, Roberto Casela, ficou mais perto da contagem histórica. O público presente aos restaurantes do hipódromo paulistano aplaudiu fervorosamente o campeão.
Depois da melhora da pandemia na Argentina, Ricardinho voltou a montar, com 12.992 triunfos em sua carreira. Logo marcou o seu primeiro ponto, no Hipódromo de Palermo, em Buenos Aires. Decidiu então voltar ao Brasil, para uma minitemporada. Na Gávea, ele somou mais quatro vitórias através de Jotaefe, Honest, Itaguaí e Jump of the Cat. Convidado a montar em Cidade Jardim, neste final de semana, fez mais um pontinho com Nova Zelândia. Hoje à tarde, na Gávea, o recordista mundial possui seis montarias. Nenhuma delas, entretanto, está cotada com favoritismo. Porém, se tratando de Jorge Ricardo, nunca se sabe. Pode ser que ele decida a parada logo e não espere a semana festiva do Grande Prêmio Brasil. Ouro Preto, Firewhip, Unbouwed, Apito Sim e It’s Mine podem entrar para a eternidade como o puro–sangue que proporcionou ao piloto o triunfo de número 13 mil, caso Norther Court venha a ganhar o primeiro páreo. Vale conferir mais tarde, na Gávea.
BRUNO QUEIROZ – A Prova Especial Eu Também, em 1.900 metros, na areia, páreo principal de ontem à tarde, no prado paulistano, foi ganha por Go Petrus Go, do Haras Uberlândia, preparo do treinador I.F. Ribeiro e, direção do campeão da estatística do turfe carioca, Bruno Queiroz, em fase esplendorosa.
Por Paulo Gama