A Comissão de Corridas do Jockey Club Brasileiro divulgou ontem, a resolução em que comunica o encerramento da modalidade de aposta intitulada "Seguidinha". E, também, o retorno imediato da tradicional "Acumulada de Vencedor". Segundo a nota, a modalidade agora extinta não teve a acolhida esperada junto aos apostadores. E, por conseguinte, a partir de amanhã, sábado, dia 1 de fevereiro, os turfistas já podem voltar a fazer as acumuladas de vencedor, com as mesmas regras anteriores, inclusive de bonificações, levando em conta a quantidade de cavalos selecionados.
A ideia da "Seguidinha", acumulada de três páreos consecutivos, estava fadada ao insucesso desde o começo. E o motivo era muito simples. O apostador não podia acumular os seus próprios palpites, no caso de um deles estar no início da reunião, e o outro, nos páreos finais. Ou seja, o indivíduo perdia o livre arbítrio da escolha. Era obrigado a colocar no seu jogo três páreos consecutivos, em que eventualmente ele não tinha convicção do resultado de algum deles. Com a volta da Acumulada de Vencedor, o turfista poderá voltar a jogar em suas próprias barbadas, independentemente, da posição em que elas se encontram no programa oficial.
A decisão teve ótima receptividade junto aos apostadores. Afinal, o sentido das apostas é o direito de escolher os seus próprios palpites e convicções. E não, ter de jogar um páreo em que não se tem a menor ideia de quem vai vencer, por força unicamente de um regulamento bizarro. O turfe não é um jogo de azar, como muita gente pensa. O turfista estuda o retrospecto, as estatísticas, vê os filmes dos páreos anteriormente disputados, e possui acesso a informações valiosas de alguns profissionais, jóqueis e treinadores. Ledo engano pensar que o cara aposta nas corridas por numerologia, como na Loto Fácil ou Mega Sena. Ou então, por que o sujeito sonhou, como no jogo do bicho. Parabéns aos diretores pela humildade de voltar atrás. O Movimento Geral de Apostas (MGA) deve responder de maneira favorável a esta decisão sensata de imediato.
Por Paulo Gama