PEQUENO BALANÇO NO FINAL DO ANO HÍPICO NA GÁVEA
Faltam apenas cinco reuniões para o encerramento do ano hípico no turfe do Rio de Janeiro. Esta semana foram formadas as quatro reuniões. Na próxima, apenas o dia 30 de junho ainda pertencerá a atual temporada. O Movimento Geral de Apostas continua a ser a maior preocupação de todos. Sem milho não se pode fazer pipoca. As chuvas das últimas semanas prejudicaram o aspecto financeiro das corridas. Muito mais do que o início da Copa do Mundo. O expressivo número de forfaits devido a mudança de raia desestimula o apostador. Além disso, depois dos cinco programas organizados, na semana do Grande Prêmio Brasil, já era possível prever que a jornada seguinte seria de vacas magras. E foi exatamente o que aconteceu.
Na sexta–feira, com nove páreos, o MGA de apenas R$ 503.210,55 foi para lá de decepcionante. O sábado manteve a rotina de vender pouco jogo. E aí, o efeito da Copa do Mundo aliado a raia pesada só movimentou R$ 655.714,63. Resultado pífio se for levado em consideração que foram disputadas 11 provas. Nem mesmo a segunda–feira conseguiu salvar a pátria. Com programação sofrível e raia encharcada as apostas cariocas ficaram em apenas R$ 786.681,24. Fato raro. Na corrida noturna da segunda, a predileta do apostador, o MGA sempre ultrapassa os R$ 800 mil. O segredo da venda de apostas está diretamente ligado a qualidade da programação. Isto ficou comprovado na semana anterior, a do maior evento turfístico do país.
VAGNER BORGES
A estatística de jóqueis está nas mãos de Vagner Borges. Com 180 vitórias, o gaúcho de Rio Grande recuperou o foco e a determinação, que já lhe proporcionaram o tricampeonato da estatística. Tem tudo para ser tetra. É um bridão extraordinário. Possui todos os golpes e um porte físico perfeito para a profissão. Está suspenso no próximo sábado, o que permite ao jovem Leandro Henrique, com 171 pontos, ainda sonhar. Leandro tem lutado bravamente e não parece disposto a aceitar a derrota. Esta semana, os dois travaram belo duelo na noturna de segunda–feira. Valdinei Gil perdeu terreno em relação aos outros dois. A sucessão de forfaits de suas montarias nas últimas três semanas devido a mudança de pista, sobretudo dos puros–sangues do seu contrato, com o Haras Santa Maria de Araras, com nítida preferência pela grama, lhe prejudicaram um pouco. Encerra a temporada na segunda posição da estatística clássica nacional, atrás apenas de André Luís Silva.
Bruno Queiroz é um capítulo à parte na temporada. O filho do bridão Antônio Queiroz talvez seja a maior joia da Escola de Aprendizes dos últimos tempos. O que este menino aprontou na raia em apenas seis meses de profissão é impressionante. Encerra o ano hípico na quarta colocação do ranking com sobras. E deixa a certeza de que poderá brigar de igual para igual com os três jóqueis da frente, mesmo depois de perder a descarga, no início de 2.019. O que mais impressiona em B.Queiroz é a sua autoconfiança. Não se intimida e parece entrar na raia com um plano de corrida. Talvez seja melhor dizer, uma estratégia para enfrentar os rivais. Tecnicamente é fácil imaginar o quanto vai melhorar com a experiência e a sequência das competições. O seu resultado deve ser considerado exuberante em tão pouco tempo de profissão.
SOLANÊS X GUIGNONI
Roberto Solanês foi o campeão da estatística clássica nacional com sobras, apesar do ótimo desempenho de D.L.Albres. Beto teve um ano profissional perfeito e deu as cartas na esfera nobre. No entanto, para ganhar a nota máxima da estatística local terá que administrar, nas próximas cinco reuniões, a vantagem de seis pontos sobre o multicampeão, Dulcino Guignoni, tremendo casca grossa quando a discussão gira em torno de estatística. Outros profissionais de treinamento do turfe carioca também precisam ser citados. Luís Esteves brilhou intensamente e conquistou o bicampeonato do Grande Prêmio Brasil. É um profissional diferenciado.
Venâncio Nahid obteve até agora 77 vitórias na temporada, 42 em seu nome, e outras 35, em nome do seu segundo–gerente M.Paulo. Adélcio Menegolo finalizará na terceira posição do ranking, com desempenho espetacular dos seus pensionistas. Júlio César Sampaio e Jairo Borges estão bem próximos dos da frente, e sempre participam desta briga de cachorros grandes. José Ferreira Reis, Leonardo José Reis, Ronaldo Lima, Daniel Lopes, Christiano Oliveira, Marcos Ferreira, Jaime Aragão, Cristina Resende, Luiz Artur Fernandes, e Álvaro Castilho estão sempre nesta luta incansável para galgar posições neste disputadíssimo ranking.
PURO–SANGUE MELHOR APRESENTADO
Dois puros–sangues chamaram a atenção pela exuberância física do seu preparo atlético, fator que contribuiu de forma decisiva para os seus triunfos. Blood Champion, do Stud Happy Again, treinado por José Luiz Pedrosa Jr., e montado por Vagner Borges, e Ibirapuitã, de Luiz Felipe C.Costa Pereira, aos cuidados de Túlio Penelas. Aliás, bela farda verde/branco/grená horizontais e mangas e boné brancos envergada por Felipe Queiroz. Parabéns.
JOQUEADA DA SEMANA
Vagner Borges deitou e rolou na raia carioca. Belo trabalho do seu agente de montarias, Antônio Henrique Morgado. Entre tantos bons desempenhos gostaria de destacar a simplicidade e a eficiência no dorso de Corbusier, do Stud Fidelidade Partidária, e preparo de Edson Ricardo. O bom jóquei é aquele que faz as coisas complicadas pareceram bem simples de executar.
