MAGIA DO GP DIANA EMBALA SEMANA TURFÍSTICA CARIOCA
Em todos os cantos do mundo, onde existe a cultura das corridas de puros–sangues, o Grande Prêmio Diana representa papel de relevante importância para criadores e proprietários. Trata–se da disputa do páreo mais expressivo, tradicional e significativo para as potrancas de três anos. Só existe uma única chance para a corredora alcançar a glória. E uma vez conquistado este título, o nome da rainha estará escrito numa galeria muito especial por toda a posteridade. O orgulho de possuir em sua coudelaria, ou, na sua farda, uma potranca ganhadora desta prova nobre e imponente pode ser comparado a mesma sensação de criar ou adquirir um derby–winner. Fanciful é a candidata a tríplice–coroa. Preterida por Valdinei Gil, jóquei oficial de sua coudelaria, na 1ª etapa, o GP Henrique Possolo, ela mais uma vez foi colocada de lado por ele. E será conduzida por Henderson Fernandes. A sorte está lançada. De azarão na primeira fase da caminhada, Fanciful agora é a protagonista. A única concorrente com chance de alcançar a suprema conquista da tríplice–coroa.
No campo do GP Diana deste ano estão várias potrancas com categoria para tentar entrar na seleta galeria onde estão nomes como Asola, Indian Chris, Virginie, Be Fair e tantas outras consagradas campeãs. Sea Dream, ganhadora da versão paulista da prova, tenta repetir o feito na Gávea. Silence Is Gold, favorita absoluta da primeira etapa, quando correu abaixo de sua classe, procura se reabilitar agora. Lepate Goose, pequenina e valente representante do turfe paulista, deixou impressão lisonjeira em sua estreia na raia carioca. Per–Piacere, atropeladora contumaz, pode aparecer nos metros finais num páreo de ritmo intenso. E Etrusca está de volta a distância de sua preferência. Enfim, são fortes candidatas. Além de outras, não citadas, mas que contam com a esperança e o sonho dos seus criadores e proprietários de chegar a glória máxima de ser ganhadora do Grande Prêmio Diana.
OS POTROS EM AÇÃO
Com a ausência no campo da prova de Flight Time, ganhador do GP Estado do Rio de Janeiro, não teremos um tríplice–coroado entre os potros este ano. Mesmo sem a presença daquele que seria a cereja do bolo, o GP Francisco Eduardo de Paula Machado reúne nomes excepcionais. Vale a pena o verdadeiro turfista estar presente no prado carioca no próximo domingo. O treinador Roberto Solanês, em fase excepcional, possui três trunfos poderosos. O veloz, resistente e regular Arrocha, o belo atropelador Fantastic Boy e o trator Olympic Hanói, com os seus galões assustadores. Trinca de luxo! Bom Gosto larga em baliza desfavorável, numa prova que será decidida em detalhes. Porém, ele corre de verdade! Fortune Danz representará bem o turfe de São Paulo. É consistente, confirmador e já derrotou os mais velhos. Não podem ser descartados os valorosos Olimpo, Bold Retriever, Or Noir, Orange Box, El Zorro, Juan Manuel Fangio, Luchese, Quarteto de Cordas, Highlander Again, e Noite Grande, todos promissores e em busca da consagração. Bela carreira!
PURO–SANGUE MELHOR APRESENTADO
Marcos Ferreira trouxe Bebê Frances, do Stud Ilse, em forma atlética perfeita. Fez galope de apresentação lindíssimo e contou com direção inspirada do bridão A.Correia, o popular “Tampinha”. Ausente das pistas desde julho do ano passado, o filho de Roderic O’Connor demonstrou atropelada vistosa e aceleração espetacular. Numa semana de ótimas apresentações, foi a que mais me chamou a atenção.
JOQUEADA DA SEMANA
A corrida era de muita responsabilidade. Afinal, o belo alazão Olympic Hollywood, do Haras Regina, estava invicto e fazia o teste final para disputar o Grande Prêmio Cruzeiro do Sul, o Derby. Nada melhor do que recorrer a um jóquei maduro e competente. Convocado para a tarefa, o experiente Waldomiro Blandi, o eterno “Manivela”, esteve impecável no dorso do pensionista de Roberto Solanês. E por ele ter sido preciso como um relógio suíço, o potro derrotou o favorito Emperor Roderic.
VAGNER LEAL – Observando com a máxima atenção às corridas do final de semana, no Hipódromo de Cidade Jardim, fiquei impressionado com a desenvoltura e a precisão de Vagner Leal nas raias paulistas. Leal esteve aqui na Gávea em algumas temporadas. Jóquei de ótimo nível técnico, ele ganhou alguns páreos importantes e deu boas direções. Porém, nada perto do resultado que ele apresenta em São Paulo. O piloto atua por lá com muita confiança. Encontrou um ritmo de corrida ideal para superar os rivais. Possui a raia na mão e o tempo certo para conduzir os seus pilotados de acordo coma s suas características. Aparentemente, Leal é imbatível em Cidade Jardim.
SEGUNDA–FEIRA – O programa da última segunda–feira no prado carioca foi de bom nível técnico e a manutenção da raia de grama apesar da chuva fraca foi decisão acertada da Comissão de Corridas. Os competidores, em sua maioria, eram puros–sangues com preferência absoluta pela relva. Os páreos na pista do programa beneficiaram os proprietários, profissionais e o próprio púbico apostador.
