O Grande Prêmio Cruzeiro do Sul já foi conquistado por inúmeros craques em sua gloriosa história no Hipódromo da Gávea. No ano passado a craque Daffy Girl, preparada por Roberto Morgado Neto, e montada por Valdinei Gil, desbancou os potros com absoluta superioridade. E nos últimos anos alguns corredores de exceção escreveram os seus nomes na luxuosa galeria dos heróis do Derby. Em 2.014, Bal A Bali, montado por Vagner Borges, e treinado por Dulcino Guignoni, conquistou a tríplice–coroa na incrível marca de 2m23s25, recorde do percurso. Dois anos antes, Plenty of Kicks, outro craque tríplice–coroado, já havia obtido a consagração montado pelo herói, Jorge Ricardo, e apresentado em forma magnífica por Júlio César Sampaio.
Páreo com enorme tradição em todo o mundo, devido a oportunidade única de reverenciar o melhor produto de três anos da geração, o Derby deste ano está esvaziado por uma ausência no campo da prova. E o motivo é simples, a versão desta temporada não contará com a verdadeira estrela da companhia, a potranca No Regrets, que atuará no mesmo dia, em outro páreo, o Grande Prêmio Zélia Gonzaga Peixoto de Castro, para sacramentar a conquista da tríplice–coroa das potrancas. A impossibilidade de vê–la contra os machos, por motivo óbvio, certamente frustra os verdadeiros turfistas.
O campo do GP Cruzeiro do Sul, entretanto, tem bons nomes. E seria injusto citar alguns e deixar outros tantos de fora. E perigoso, por que, provavelmente, o ganhador seria um dos esquecidos. Porém, vendo as coisas pelo lado otimista. Não ter um protagonista torna o páreo fascinante para proprietários e criadores. Todos vão sair de casa esperançosos e confiantes. O sonho de ganhar o páreo inesquecível parece bem próximo. Afinal, descartar qualquer um dos 17 candidatos seria cometer injustiça imperdoável. Que venha o Derby! Que ganhe o melhor!
por Paulo Gama