Mais um Grande Prêmio Brasil! Nossa festa máxima se aproxima e assim como eu, muitos turfistas gostam de reviver os craques do passado. Faço agora essa retrospectiva dos Grandes Prêmios Brasil desde que comecei a acompanhar o turfe.
Comecei em 1986, com 8 anos de idade, e me lembro até hoje eu implorando para meu pai me levar ao Jockey no domingo do GP Brasil daquele ano. Mas acabei assistindo a vitória de Grimaldi com Juvenal sobre Bowling com Ricardinho pela televisão mesmo (a Globo passou), já que meu pai insistiu com a desculpa de que o hipódromo estaria muito cheio.

Depois dali me orgulho em dizer que só perdi uma vez a maior prova do turfe brasileiro: em 2001 por causa de uma viagem a trabalho. Para mim este final de semana é especial. Com o advento dos credenciados e da TV a cabo, vou ao prado de vez em quando, umas 2 ou 3 vezes ao mês. Mas nas vésperas do GP Brasil, compareço à todos os dias da festa. Deixo bem claro em casa que esta é a única vez no ano que coloco o turfe acima de qualquer outra coisa (exceto em caso de doença, é claro), e que nem uma tempestade ira me fazer ficar em casa.
Meu primeiro GP Brasil ao vivo então foi em 1987, quando o tordilho Bowling com o mestre Juvenal derrotou o argentino Larabee com Goncinha. Aquela atropelada ficará marcada na minha memória para sempre, assim como a despedida do craque Itajara que comoveu a todos os presentes no JCB naquele mesmo dia. Ricardinho em busca de seu primeiro GP Brasil, fez a opção errada, pois trocou Bowling sua montaria em 1986, por Bat Masterson, que se encontrava em evolução mas nada fez, arrematando na oitava colocação apenas.

No ano seguinte (1988) lembro que torcia pelo Bowling e para o Ricardinho, que voltava a ser seu jóquei. Mas Carteziano surpreendeu a todos, vencendo numa bonita atropelada e batendo o recorde da distância na época. Tenho até hoje o autógrafo do Edson Ferreira que peguei na hora em que ía embora com meu pai naquele dia (sobre a foto). O paulista azarado Corto Maltese (sempre aparecia alguém para ganhar dele) fez segundo, com Bat Masterson e Bowling a seguir. Cabe ressaltar que mais uma vez o Ricardinho teve a opção de escolher entre Carteziano, Bat Masterson e Bowling. E mais uma vez se equivocou.

Em 89 num campo reduzido com apenas 9 animais, assisti o craque Troyanos vencer com pule de devolução, mas sendo apertado pelo excelente Laurus. Lembro que nos 300 finais o saudoso Oscar Vareda na narração falou: "Final difícil!". Mas craque é craque, e mesmo não estando em seus melhores dias, Troyanos entrou para a galeria de vencedores do GP Brasil. Carteziano que tentava o bicampeonato foi terceiro. Era o primeiro GP Brasil de Carlos Lavor.

Em 90 presenciei mais uma aula de Juvenal Machado da Silva no dorso do "lourinho" Flying Finn, conquistando assim seu quinto GP Brasil. Mais uma vez derrotava o J.Ricardo que montava o favorito Falcon Jet. Este duelo (Flying Finn X Falcon Jet) entrou para a história com 11 vezes Falcon Jet chegando na frente contra 4 vezes de Flying Finn.

Falcon Jet vinha como favorito de novo em 91, e tudo levava a crer que desta vez o campeão Jorge Ricardo desencabularia. Flying Finn teve o arreamento arrebentado durante a prova e não chegou no placar. E depois de uma disparada na frente do cavalo Ling do Haras São José e Expedictus, surgiu por dentro na reta o Vilach King, surpreendendo a todos os favoritos e dando a segunda vitória em GP Brasil a Carlos Lavor. A até então invicta tríplice–coroada Indian Chris empatava em segundo com Veissman. Falcon Jet e Ricardinho amarguravam o quarto lugar. Ling ainda foi quinto.

O GP Brasil de 92 foi inesquecível, pois depois de um train puxado por Ozanan, filho do craque Itajara, surgiram mais uma vez Falcon Jet e Flying Finn lutando, só que agora cheios de lama em virtude da forte chuva que caiu na noite anterior. E dessa vez Ricardinho e Falcon Jet foram à forra, sacando meio corpo sobre o eternos rivais Juvenal e Flying Finn. Houve reclamação no páreo, o que fez com que ecoasse uma grande vaia do público. Finalmente o nosso campeão escrevia seu nome na galeria dos jóqueis vencedores do GP Brasil.

Em 1993 surgia no cenário do turfe um animal que com certeza será sempre lembrado como um dos melhores de todos os tempos: Much Better. Na preparatória Vilach King havia derrotado Much Better com facilidade, mas no dia do GP Brasil a história foi diferente. O favorito Sandpit foi corrido com excesso de confiança pelo seu jóquei que deu a partida muito cedo, logo na entrada da reta, não resistindo primeiramente ao ataque de Much Better e depois de Vilach King que veio no finalzinho igualar a linha do pilotado de Jorge Ricardo. Ninguém viu Vilach King ganhar, e até o Ricardinho na volta achava que Much Better tinha vencido. Mas o photorchart deu o bicampeonato a Vilach King e o tri a Carlos Lavor. Naquele dia Much Better dava início a melhor fase de sua campanha.

Já no GP Brasil de 94 a história era totalmente diferente. Much Better vinha de ganhar o Latinoamericano na Argentina e o GP São Paulo. Era a força absoluta da prova. Vilach King já se encontrava em decadência e fazia parelha com a excelente Country Baby, ganhadora do Derby Carioca. Dos paulistas a esperança maior era Tallon que vinha vencendo as principais provas em SP. Mas não existiram surpresas. Much Better entrou a reta dominando e fugiu com firmeza para marcar o segundo ponto para Jorge Ricardo na nossa maior prova. Vomage que havia largado mal, escoltava o campeão da mesma forma como tinha feito em maio no GP São Paulo.

O GP Brasil de 95 foi a última vez em que o JCB foi visto completamente lotado. A presença de animais de vários países que vieram em busca do prêmio milionário atraiu uma multidão que acho que dificilmente será vista de novo em nosso hipódromo. Um páreo antes tivemos uma exibição de gala do potro Dancer Man vencendo o GP Presidente da República em grande estilo, mandando de volta para a Argentina o recordista mundial da milha Riton que patinou o percurso inteiro na grama pesada da Gávea. A esperança brasileira era o inesgotável Much Better. Assisti o páreo pendurado na cerca das plantas da tribuna social, já que não havia mais espaço algum vago. Na entrada da reta quando o saudoso Ernane falou: "E mais Much Better!", o público foi ao delírio, mas a atropelada do craque ficou por ali. O argentino El Sembrador derrotaria o norte–americano Talloires por diferença mínima. O chileno Gran Ducato foi terceiro e Much Better apenas o quarto.

Em 1996 Much Better se despedia das pistas no GP Brasil. Vinha de ganhar pela segunda vez o Latinoamericano em grande estilo, mas na preparatória mostrou que não era mais o mesmo, derrotando animais de pouca categoria por diferença pequena. E a decadência se confirmou: em sua despedida o craque não passou de um nono lugar. A vitória foi do paulista Quinze Quilates atropelando por dentro do chileno Gran Ducato e livrando diferença mínima sobre Zé de Ouro, também paulista.

Com um campo equilibrado, Jimwaki foi o herói em 97, derrotando Fool Around em uma grande atropelada e dando ao chileno Gabriel Menezes o seu primeiro GP Brasil. Ao cruzar o disco, Gabriel Menezes jogou seu chicote para cima (foto), vibrando com a conquista. No ano seguinte com Ricardinho "up" o craque do Haras Equilia viria a vencer o Latinoamericano na Argentina.

1998 foi o ano do reinado do "Furacão de Prata" Quari Bravo. Favorito absoluto, não decepcionou, atropelando forte pelo meio da pista dominando Gablitz do Haras Anderson para ganhar por 2 corpos. Na entrada da reta Price Ali com Juvenal deu uma impressão magnífica, tomando a ponta de golpe, mas terminou apenas na terceira colocação. Naquela prova o alazão Omnium Leader iniciava a seqüência recorde de cinco participações consecutivas em GPs Brasil.

Uma das maiores bombas da história explodiu em 1999, num GP Brasil que também sempre será lembrado pela chuva e frio que tomaram conta do Rio de Janeiro naquela tarde. Com o forfait da grande favorita da prova Sweet Eternity, que vinha de ganhar o GP São Paulo, o GP Brasil não tinha grandes valores anotados no campo. O favoritismo caiu sobre Omnium Leader, que não gostou da raia encharcada e não correspondeu. O paulista Aiortrophe do Haras Malurica, um especialista no lamaçal, venceu firme, com uma pule de 40,90 por 1. Em segundo chegou outro paulista, Unrivaled, com Absolut Ruler com Ricardinho, em terceiro.

Em 2000 tivemos um animal de exceção se revelando em nossas pistas, mas que infelizmente não correspondeu após ser enviado para cumprir campanha no EUA. Straigth Flush depois de um promissor início de campanha, teve problemas e reapareceu naquele ano vencendo uma prova comum em 1.500mg. Depois foi inscrito diretamente no GP São Paulo e venceu de forma brilhante. Foi levado ao Brasil como uma das forças depois de vencer a preparatória, e mesmo tendo pela frente animais como Quari Bravo e o tríplice–coroado Super Power, venceu muito fácil. A montaria caiu no colo do L.Duarte já que o G.Assis que o havia conduzido nas 2 atuações anteriores "pulou" para o Quari Bravo. Na entrada da reta o tordilho deu uma fechada de porta que fez com que o L.Duarte tivesse que tirar por fora o seu conduzido que mostrou que tinha muitas sobras. Severado, com Goncinha “up’, que estava em grande evolução formou a dupla. Super Power decepcionou. Era a primeira vitória de Dulcino Guignoni em um GP Brasil.

Como já disse, em 2001 estava viajando no exterior a trabalho, e mesmo estando longe, minha cabeça estava na Gávea. Fiquei sabendo do resultado do GP Brasil através de uma pequena reportagem do Fantástico na Globo Internacional. Depois que cheguei é que descobri que a favorita Canzone, ganhadora do GP São Paulo daquele ano, havia sido retirada no alinhamento. Queen Desejada que vinha de ganhar a preparatória para o "Brasil das Éguas" venceu firme num campo totalmente desfalcado de valores, onde mais uma vez Omnium Leader era o favorito, já que vinha de derrotar Canzone na preparatória. L’Orfeu foi o segundo colocado. Era o bicampeonato de Dulcino Guignoni. Depois desta corrida Queen Desejada nunca mais correu.

O argentino Potri Road foi o dono da festa em 2002, livrando diferença mínima sobre o azarado Gorylla, que teve sua campanha marcada por percursos infelizes. Art Variety que posteriormente viria a cumprir campanha nos EUA foi o terceiro colocado. O GP deste ano ficou marcado pela presença da até então aprendiz de segunda Josiane Gulart montando Savage, escrevendo assim seu nome na história como primeira joqueta a montar em um GP Brasil. Era o bi de Marcelo Cardoso e o tri de Dulcino Guignoni.

Em 2003 assisti a belíssima vitória do valente Lord Marcos que tinha vários problemas, mas seu coração o fazia superar estas dificuldades. Tinha a característica de correr solto na frente. No dia da prova ele correu solto, mas em segundo, pois a égua Mexican Deisy imprimiu um ritmo violento na prova, dando a impressão que o filho de Clackson não estaria dentro de suas características. Mas ao entrar na reta a égua renunciou completamente e Lord Marcos que vinha segundo tomou a ponta naturalmente aparando o ataque do animal Istbestand do Stud TNT, que marcou mais uma segunda colocação para J.Ricardo num GP Brasil. O jóquei M.Almeida vencia seu primeiro GP Brasil.

Em 2004 Ricardinho montava o favorito da prova Evil Knievel do Stud Mega, mas ao meu ver ele se precipitou na grande curva ao fazer a mesma aberta para ir atrás do King Pad, que estava em grande evolução e avançava sobre o ponteiro Fouquet. Ao entrar na reta o primeiro a dominar o ponteiro foi o paulista Hiper Craque, que logo recebeu o ataque do Evil Knievel que dominou a carreira pelo meio da pista. Mais por fora ainda apareceu Thignon Boy, trazido pelo A.Mota do fundo do lote, passando de passagem pelo favorito, que ainda deu uma "sacadinha" para fora tentando reagir, mas sem sucesso. Thignon Boy corria pela segunda vez na Gávea já que na estréia na preparatória havia fracassado em virtude de uma direção infeliz.

Em 2005 aconteceu a mesma coisa que havia acontecido em 2003: um "train" violento na frente proporcionou a vitória ao voluntarioso Velodrome, que só corria na ponta mas nesse dia correu terceiro, já que na frente Pestanita que era faixa do segundo favorito Sinistro, e o paulista Deuteronômio se degladiavam, com vários corpos. Só que ele corria terceiro como se estivesse na ponta, pois o quarto corria bem afastado também. Ao entrar na reta quando parecia que os ponteiros iriam esmorecer, vimos os 3 chegarem no placar, já que Velodrome alcançou o Pestanita no último pulo e o Deuteronômio perdeu o terceiro em cima para o Sinistro. O favorito Evil Knievel foi quinto afastado. Era o Bicampeonato do M.Almeida e correndo de maneira parecida como fez em 2003 com Lord Marcos.

Dono da Raia era o grande favorito em 2006, já que vinha de vencer o GP São Paulo em recorde numa atropelada poucas vezes vista em nossas pistas. O “train” saiu rachado com primeiramente Top Hat na frente, mas na entrada da curva o mesmo foi suplantado pelo Deuteronômio, que tentava assustar de novo como em 2005. Oakfast com Ricardinho "up" corria terceiro. Ao entrarem na reta final Top Hat tomou de golpe a ponta mas surgiu com grande ação o Dono da Raia, "fuzilando" no meio da reta e ganhando com grande facilidade. Infelizmente Dono da Raia foi vendido e exportado. Não gostou dos "outros ares", onde em certa oportunidade foi corrido entre os ponteiros, completamente fora de suas características. Em março de 2009 o mesmo foi vendido em um leilão por menos de 15 mil reais e encontrava–se castrado. Uma pena.

Em 2007 o grande favorito era Quatro Mares do Haras Santa Maria de Araras, que vinha de vencer o GP ABCPCC com grande facilidade e levava a condução do campeão Jorge Ricardo. Mais uma vez o “train” foi feito pelo craque Top Hat, que na entrada da curva foi ultrapassado pela égua Quanta Classe que entrou na reta final na ponta. No meio da reta Top Hat retomava a dianteira mas já recebia a carga de Quatro Mares e L’Amico Steve. Quatro Mares sentiu e "ficou por ali" terminando em quinto. Surgiu por dentro com grande ação Tango Di Gardel, que foi prejudicado num "sanduiche" entre L’Amico Steve e Top Hat. L’Amico Steve acabou sacando meio corpo sobre o defensor do Stud São José do Bastiões, que mesmo prejudicado ainda formou a dupla (se nada sofresse venceria). His Friend e Top Hat chegaram depois perto. L’Amico Steve registrou a melhor marca até hoje de um GP Brasil: 143s93.

Em 2008 finalmente chegaria o ano em que o Top Hat iria fazer seu “train” no GP Brasil sem ser incomodado, já que nos 2 anos anteriores alguém sempre atrapalhava sua corrida. Ricardinho mais uma vez montava um favorito no GP Brasil: Quick Road corria de parelha com Top Hat e vinha de vencer a preparatória em SP em recorde. Mas o que aconteceu foi um passeio do Top Hat, que largando pela linha 1, tomou a ponta e veio até o disco, sem nunca dar a impressão de perder, coroando assim sua magnífca campanha. Quatro Mares que tinha sido favorito no ano anterior fez segundo atropelando por fora.

Em 2009 esperava–se um duelo Flymetothemoon X Hot Six que vinham de formar ponta e dupla no GP São Paulo. A craque Smile Jenny que tinha perdido uma tríplice coroa sem nome tentava escrever seu nome na história como a sexta égua a vencer um GP Brasil. Mas o que aconteceu foi um vareio de Jeune–Turc que tinha chegado em segundo na preparatória e levava a condução de M.Mazini que estava em um ano magnífico. Na entrada da reta ao forçar a passagem por dentro o pilotado do Mazini prejudicou Time For Fun que vinha com ação para brigar também e como se diz "fuzilou" passando fácil para a ponta e ganhando por vários corpos. Flymetothemoon confirmou e formou a dupla. A égua Smile Jenny foi apenas a quarta colocada.

Em 2010 o campo estava equilibrado com vários animais com chance de vitória. O “train” da prova foi feito por Our Potri que era o “faixa” do Another Show. Ao entrar na reta Tonemaí que havia vencido bem a preparatória foi o primeiro a dominar a prova, mas logo foi atacado por Moryba, com o saudoso D.Duarte “up”, que dominou o ponteiro e aparou o ataque final de Another Show. Moryba posteriormente cumpriu campanha nos EUA onde morreu em 2012, conseguindo 2 vitórias.

To Friendly que havia vencido o GP Presidente da República em 2010 e tinha sido “esticado” para os 2.400m era o grande favorito em 2011. Ao ser dada largada, o jóquei do favorito, L.Duarte, deixou o “azarão” Belo Acteon ir para frente e se manteve em segundo até a entrada da reta final, com o paulista Jéca na terceira posição. Belo Acteon entrou a reta com cerca de 6 corpos na frente, mas o To Friendly avançava muito fácil para cima do ponteiro dando impressão que passaria a hora que quisesse. O pilotado de L.Duarte chegou a sacar pequena diferença, mas o brigador Belo Acteon no rigor do H.Fernandes voltou por dentro sacando pequena diferença no disco. Jéca avançou muito no final e fez terceiro a cabeça.

No ano de 2012 o paulista Didimo era a força da carreira, já que havia perdido o GP São Paulo daquele ano por causa de uma reta infeliz e logo depois tinha ganho GP ABCPCC – Matias Machline também em SP. O “train” da prova foi feito pelo veloz Fera do Nenem que se manteve na ponta até a entrada da reta. O primeiro a dominar foi Top Point, mas logo em seguida surgiram Didimo, e Invictus, ganhador do GP São Paulo daquele ano. Didimo dominou o páreo e resistiu aos ataques do Invictus inicialmente e no final do Uno Solo que com V.Borges “up” fez corrida surpreendente matando a dupla. O Derby Winner carioca Cisne Branco foi o quarto colocado. Direção estupenda do A.M.Souza que fez a curva por dentro e na entrada da reta arrancou para fora na hora certa para levar seu primeiro GP Brasil.

Em 2013 o favorito também prevaleceu. Aerosol do Haras Santa Maria de Araras, que na preparatória quando estava indo a primeira vez aos 2.400m fez excelente terceiro, era a força inconteste da prova. Na largada, diferente do que fez na preparatória, foi colocado pelo A.Domingos na frente, correndo com cerca de 4 corpos de vantagem na ponta até o final da reta oposta, quando levou a famosa “alça”, entrando a reta com um corpo apenas na frente. Quando o jóquei deu a partida ele fugiu e aparou a estocada final do paulista Ganesh que formou a dupla a cabeça e do Mojito que chegou a 1 corpo dos dois. Depois desta corrida Aerosol em virtude dos seus problemas locomotores nunca mais correu.

O tríplice–coroado Bal a Bali era o favorito absoluto de nossa prova máxima em 2014. Dada a largada o craque arenático Catch a Flight fazendo corrida para sua faixa Beach Ball; e Americando fazendo corrida para o favorito, tiraram mais de 15 corpos na frente e entraram a reta final com essa mesma diferença na dianteira. Mas no meio da reta a diferença sumiu e quando acionado, o craque Bal a Bali dominou de golpe a prova fugindo para o disco e dando o primeiro triunfo em GP Brasil para V.Borges. Mojito que havia sido terceiro colocado no ano anterior formava a dobrada do Stud Alvarenga. Beach Ball foi a terceira colocada.

Ano passado a prova não tinha uma grande força e a raia muito pesada equilibrou mais ainda. O tordilho Delírio fez o “train” da prova seguido de Caballo de Hierro que ao entrar na reta foi o primeiro a dominar, dando até alguma impressão de vitória. Mas pelo meio de raia o paulista Concilium e Barolo avançaram e decidiram a prova. Barolo no rigor do W.Blandi sacou cabeça sobre o adversário. Como Quiera foi o terceiro colocado. O detalhe da prova é que no meio da reta oposta o ganhador vinha por dentro e seu jóquei sabiamente para fugir de prejuízos arrancou para fora, fazendo a curva aberto. Talvez tenha ganho aí.

E em 2016? O que será que vai acontecer? Será que a craque Daffy Girl vai coroar sua magnífica campanha com vitória em nossa maior prova? Ou será que o Some in Tieme vai confirmar a vitória do Latino? Cabecinho fez grande exibição no GP São Paulo e como está em evolução pode ser a surpresa da prova! Vamos torcer para o tempo estar firme no dia e termos uma semana máxima inesquecível! Até lá!
Por Julio Ponte