Tríplice Coroado gaúcho e recordista nacional com 12 vitórias aos 2 e 3 anos, o campeão Nargis (da 1ª geração de Union Avenue) foi negociado com o Sheikh Mohammed Bin Rashid Al Saadi, e deve embarcar em breve para Miami, onde terá que fazer a quarentena antes de seguir para Dubai.
Na mesma viagem seguem Quick Heart (Tiger Heart) e Got It (Top Hat), ambos ganhadores clássicos em Porto Alegre, e que foram vendidos ao sr. Assim Abbas Al Ajmi, de Oman. Os 3 já estão com os exames todos prontos.
“A qualidade do cavalo brasileiro é indiscutível: se eles vencem nos USA, vencem em qualquer outro lugar do mundo. Temos muitos clientes interessados no PSI brasileiro, mas a maioria dos negócios hoje não se concretiza devido ao Mormo. Não fosse o Mormo, só nós da TBS poderia exportar em torno de 50 animais por ano, e para vários países. É uma lástima que os cavalos brasileiros ainda tenham que passar pelo vexame de serem submetidos à quarentena em Miami antes de seguirem para o resto do mundo por causa desta doença, pra não se falar da falta de protocolos sanitários com outros países. Isto acarreta um enorme custo adicional para as exportações, além da perda de tempo e dos riscos desnecessários. Tanto os turfistas quanto o Governo estão perdendo dinheiro. Felizmente conseguimos mais uma vez vender 3 ótimos animais do Cristal para o Oriente Médio, liderados pelo craque e Tríplice Coroado Nargis, sem dúvida um animal de exceção”, declarou Aditiyan Selvaratnam, um dos responsáveis pela venda.
Interessante notar que esta venda vem na sequencia da exportação no final do ano passado de Ponamariov, Quito Express e Rondelli – ou seja, já são agora 6 animais oriundos de Porto Alegre seguindo para Dubai, Oman e Qatar.
“Vamos torcer para que este canal que abrimos com os mercados do Oriente Médio se fortaleça, e que possamos dar continuidade a este e outros projetos de exportação que temos. Parabenizamos o Hipódromo do Cristal por este feito que sem dúvida é importante, e que reflete o excelente momento do turfe gaúcho”, declarou Eduardo Buffara, outro responsável pela concretização do negócio.
Por LuizMelão