O presidente Taunay não esteve no pódio para a entrega dos troféus do GP Francisco Vilella de
Paula Machado, vencido por Tanta Honra. Representou o clube o embaixador Paulo Pires do Rio, enquanto a família, a
mais tradicional do turfe brasileiro, designou o amigo Ângelo Christiano Rondon Amarante para acompanhar, em nome
dela, a solenidade.
Porém, na cerimônia de entrega das taças referentes ao GP Conde de Herzberg, o
presidente não só compareceu como resolveu fazer um discurso político, em razão do pleito da próxima quarta–feira
no JCB.
Agradeceu aos profissionais, procurou poupar os adversários, registrando que, qualquer que seja
a chapa vencedora, a mesma irá se empenhar pelo turfe e, ao invés de se despedir, decidiu se
alongar.
Insistiu em expor a ?crise do turfe?, não foi gentil com os demais Jockeys Clubs, afirmando
que, com exceção ao do Paraná, os demais são devedores do JCB, mais uma vez supervalorizou a liderança (herdada
das administrações de Fragoso Pires) do turfe carioca e, quando ficou claro que iria se alongar no pronunciamento,
?pagou o maior mico? já imposto a um presidente do clube na Tribuna Social.
Apesar do pequeno público,
levou uma sonora vaia, daquelas de sair de fininho.
E assim o fez, acrescentando um ?até sempre?, que ?
sem dúvida ? a imensa maioria de turfistas, criadores, proprietários e profissionais responderia em coro
uníssono:
– Até nunca!
da Redação