O inoportuno discurso do Presidente Taunay, na entrega dos prêmios do Criterium dos
potros, hoje, foi melancólico.
Com efeito, ao tentar justificar as mazelas vividas pelo turfe, fruto
exclusivo de uma péssima e lamentável administração, sem qualquer criatividade ou empenho, foi objeto de
estrepitosa vaia por parte do pequeno público que lá se encontrava.
Contudo, o pior estava por
acontecer, pois que, ao perceber o clamor das vaias, do descontentamento quase que unânime dos presentes, encerrou
o seu inconveniente pronunciamento com um "até sempre", o que constitui um fato lamentável, deselegante,
na medida em que reitera a arrogância, a prepotência com que conduziu o clube nesses malfadados 8 anos de total
escuridão, como se o clube fosse sua propriedade, como querendo dizer que voltaria ao poder quando
quisesse.
Afinal, o pior que pode acontecer ao ser humano, a uma atividade qualquer, é a falta de
perspectiva. O futuro só existe na figura exemplar de Claudio Ramos.
Caros sócios: essa proposta de
continuísmo por parte do Presidente Taunay, que foi buscar um candidato sem qualquer vínculo ou compromisso com o
clube, por pura vaidade, é um acinte, uma verdadeira agressão aos que fazem do Jockey uma segunda casa,
independentemente de turfistas ou não.
Eu prefiro acreditar em um "Farewell" do que num
"até sempre".
por Luiz Edmundo Cardoso
Barbosa