Após o episódio tumultuado da última eleição, no Jockey Club do Paraná, o candidato à presidência pela Chapa Reconstruir, Paulo Pelanda, buscou a interferência da justiça paranaense diante da situação. Na última quinta–feira foi ajuizada uma ação de intervenção judicial, que pede pelo afastamento imediato da atual Diretoria do Clube, com a nomeação de 3 pessoas (interventores) para os cargos de Presidente, Diretor Secretário e Tesoureiro.
Contando com a assinatura do candidato a Diretor Jurídico pela Chapa Reconstruir, José Cid Campêlo Filho (e ainda do advogado Thiago de Carvalho Ribeiro), a ação teve como principal motivação as inúmeras irregularidades detectadas nas eleições do último dia 14 de março. Sócios que votaram com títulos supostamente falsificados, e a tentativa de roubo das urnas são mencionados na ação, que também indica a lavratura de boletins de ocorrência da Delegacia de Estelionatos de Curitiba, sobre o caso.
De acordo com a argumentação jurídica lançada na petição o encerramento da votação se deu de maneira arbitrária e por pessoa incompetente para isso, de acordo com as instruções baixadas pelo presidente do JCP, Cresus Aurelio Wagner Camargo. Além disso, outras atitudes controversas da Diretoria do JCP, e a vacância dos cargos da Diretoria, que ocorrerá no dia 1º de abril, são outros fundamentos da ação.
Ontem o JCP publicou em seu site oficial o edital de convocação de assembleia geral extraordinária marcada para o próximo dia 30 de março, que teria como ordem do dia a proposta de uma extensão do mandato por mais 9 meses da atua diretoria. Também se votaria o recadastramento dos sócios do clube. Por meio de uma emenda à petição inicial, a assembleia também foi mencionada no pedido de intervenção judicial feito dias antes.
Por LuizMelão