A Coolmore, proprietária do garanhão Shanghai Bobby,rompeu unilateralmente o contrato que tinha com um grupo composto por vinte criadores brasileiros,representados pelos titulares do Haras Regina e do Stud Eternamente Rio. Pelo documento firmado o garanhão deveria vir ao Brasil por duas temporadas,a de 2014 e a de 2015.
Tendo ficado alojado na Fazenda Mondesir,o garanhão cobriu 143 éguas,das quais 135 resultaram prenhas. Deixou o Brasil em perfeita condição física,pesando 630 kg.
O rompimento unilateral se deu com base em alegações absolutamente falsas, como um alegado conjunto de falhas nos cuidados dispensados ao garanhão e um trajeto de retorno com escala demasiadamente cansativa para o animal. Não sabe a Coolmore que o seu animal esteve aos cuidados do mais experiente veterinário de Bagé, qual seja o Dr. Paulo Bérgamo, cuja respeitabilidade dispensa comentários ainda mais vindos de quem não honra o que contrata.
Por exigência da Coolmore, o garanhão veio acompanhado de um cavalariço, a quem cumpria relatar à Coolmore todos os fatos envolvendo o animal. Infelizmente tal profissional reportou fatos inverídicos que subsidiaram os proprietários a tomar a inqualificável decisão. Os signatários brasileiros do contrato estão considerando entrar com ações judiciais para reparar danos materiais sofridos causados, tanto pela Coolmore quanto pelo cavalariço.
O procedimento que a Coolmore teve agora em relação a grande número de criadores sediados no Rio Grande do Sul não foi muito diferente do adotado pela Darley em 2014. Essa empresa, após fechar as condições e os termos do contrato para a vinda do garanhão Authorized, pediu aos representantes do grupo brasileiro que assinassem o contrato nos termos pactuados e o enviasse para que fosse assinado por ela. Lamentavelmente, sem qualquer justificativa, rompeu o acertado, com a breve informação de que o garanhão não seria enviado ao Brasil.
Os fatos acima relatados merecem uma reflexão dos criadores brasileiros, incansáveis na busca da melhoria do rebanho de PSI’s no país, a despeito da lamentável situação por que passam os clubes promotores de corridas, um deles fechado e outro no terceiro calote no pagamento de prêmios em apenas quatro anos.
Impõe–se, por parte dos grupos brasileiros que se formam para viabilizar a vinda de garanhões no regime de shuttle, que tenham o máximo cuidado ao lidar com esse tipo de empresa, de donos de famosos garanhões, que não fazem, absolutamente, jus ao conceito que têm. Ao menos os dois mencionados devem ter a repulsa dos criadores brasileiros, até porque há uma infinidade de garanhões de alta qualidade disponíveis no mercado pertencentes a vários outros proprietários.
Da Redação