1933 – O tordilho pernambucano MOSSORÓ leva o público ao delírio

No campo do primeiro GP Brasil, apenas dois nacionais: Mossoró e Caicó, ambos de propriedade de Frederico Lundgren. À época, a imprensa nacional exaltava os estrangeiros e houve quem chegasse a afirmar que “o melhor dos cavalos brasileiros, mesmo levando vantagem de dez quilos, no máximo chegaria 100 metros atrás dos estrangeiros”.
Mossoró era faixa de Caicó (a estrela máxima da coudelaria Lundgren), mas só até antes de sua vitória no GP Dezesseis de Julho, pois mesmo servindo de “coelho” para abrir caminho para o companheiro, venceu de ponta a ponta. O jóquei Justiniano Mesquita levava fé na vitória de seu pilotado, Mossoró. Durante a corrida, Mesquita correu pela égua francesa Myrthée, considerada a principal adversária. Myrthée, importada por Linneo de Paula Machado, era a favorita e, anos mais tarde, tornou–se mãe do bicampeão Albatroz. O criador e proprietário Frederico Lundgren estava viajando e não pôde assistir ao páreo.
Na entrada da reta de chegada, o filho de Kitchner e Galathéa vinha em quarto. Quando Mesquita deu a partida final no tordilho, ele rapidamente tomou a segunda colocação e, sob ovação patriótica do público, foi para cima do uruguaio Bambu e o dominou. Aí apareceu o argentino Belfort, mas o tordilho treinado por Eulógio Morgado resistiu até o disco e cruzou a meta pescoço à frente de Belfort. Bambu foi o terceiro, com o também nacional Caicó na quarta posição.
(dia 6 de agosto de 1933)
1º Mossoró (BR)………………… J. Mesquita ……………..47
2º Belfort (ARG)……………D. Suárez ……………..54
3º Bambú (ARG)………….. P. Casella …………….56
4º Caicó (BR)……………… I. Souza …………..47–48
5º Sueño Largo (ARG)…… W. Andrade ………..56
6º Bosphore (FR)…………. J. Canales …………….55
7º Soneto (ARG)………….. R. Sepulveda ……….54
8º Conjurado (ARG)………. B. Garrido ……………53
9º Caton (FR)………………. F. Mendes ……………53
10º Myrthée (FR)……………. J. Salfate …………….54
11º Double Steel (ARG)…….. R. de Freitas …….53
12º Origan (ARG)…………….C. Gomez……………….54
13º Kelani (FR)……………….A. Molina ………….52–53
14º Panache Royal (ARG)…. X. Gutierrez ……….53
15º Carmel (FR)…………….. T. Batista ……………..52
16º San Salvador (ARG)…… E. Gonçalves ……….53
17º Fariseo (URU)………….. C. Fernandez ………..53
18º Niño (ARG)……………… S. Batista ……………….54
19º Ultraje (ARG)…………… A. Rosa ………………….53
20º Bel Ideal (FR)…………… M. Margot …………….56
21º Arranha Céo (IRL)……… A. Silva ……………….48
22º Padishah (ING)…………. F. Biernazcky ……….55
MOSSORÓ, masc., tordilho, 4 anos, Pernambuco, Kitchner e Galathéa. Proprietário e Criador: F. J. Lundgren. Treinador: Eulógio Morgado. 3.000m – 189s4/5 (GU) – Diferença do primeiro para o segundo: pescoço.
1934 – MISURI, vitória uruguaia no maior campo da prova
O tordilho uruguaio Misuri veio ao Brasil especialmente para participar do GP Brasil. No maior campo da história da prova – 24 concorrentes – foi mantido na última colocação pelo jóquei Olegário Ruiz e atropelou com disposição na reta final, deixando em segundo o inglês Brunorb, o mais novo da prova. Próximo, em terceiro, o argentino Belfort (segundo colocado no ano anterior). Luminar e Haliali, também argentinos, foram, respectivamente, quarto e quinto colocados. Misuri era treinado por seu proprietário, José S.Riestra.
(em 5 de agosto de 1934)
1º Misuri (URU)……….O. Ruiz ………………… 56
2º Brunorb (ING)………. P. Costa …………… 51–52
3º Belfort (ARG)…………H. Herrera …………….. 53
4º Luminar (ARG)……… C. Gomez………………. 58
5º Hallali (ARG)………… S. Batista ……………… 56
6º Clever Boy (FR)…….. G. Costa ……………….. 53
7º Serinhaen (BR)……… J. Mesquita …………… 47
8º Kobelik (BR)…………. J. Morgado ……….. 48–51
9º Colita (ARG)…………. D. Suarez …………….. 54
10º Kosmos (BR)…………. B. Garrido ……………. 48
11º Lakin (IRL)……………. T. Batista …………….. 50
12º Bosphore (FR)………… L. Gonzalez ………….. 53
13º Sueño Largo (ARG)….. F. Mendes ……………. 53
14º Algarve (BR)…………. C. Fernandes ……… 48–51
15º Hall Mark (ARG)……… E. Gonçalves ………….. 51
16º Jacutinga (BR)……….. W. Cunha ……………… 48
17º Beef (ING)……………. G. Feijó ………………… 52
18º Inverman ((ING)…….. I. Souza ……………….. 56
19º Orca (ING)……………. X. Gutierrez …………… 55
20º Nobleman (URU)…….. W. Andrade ……………. 56
21º El Tigre (ARG)………… A. Molina ………………. 53
22º Lepido (BR)…………… A. Galvão ………………. 48
23º Star Brasil (ARG)…….. A. Rosa …………………. 53
24º Young (BR)……………. J. Canales ………………. 48
MISURI, masc., tordilho, 5 anos, Uruguai, Stayer e Mimada – Proprietário e treinador: José S. Riestra – 3.000m – 187s (GL) – Diferença do primeiro para o segundo: um corpo.
1935 – O também tordilho SARGENTO, mais um nacional se consagra
Horas antes da prova desabou um temporal que afugentou boa parte do público e transformou o Hipódromo da Gávea num enorme lago. Houve até quem quisesse adiar a prova, mas ela foi realizada no dia programado e marcou a terceira vitória de um cavalo tordilho e a segunda de um nacional: o paulista Sargento, filho de Printer e Matteira, treinamento de Oswaldo Feijó e propriedade de Antenor Lara Campos. Sargento, que vinha de vencer o GP Dezesseis de Julho empatado com o argentino Bramador, no GP Brasil de 1935 foi se destacando no meio da última curva e ganhou facilmente, sob a direção do freio Armando Rosa, deixando a também nacional Midi em segundo. O irlandês Tapajós foi o terceiro e os argentinos Bramador e Last Pet, quarto e quinto, respectivamente.
(em 4 de agosto de 1935)
1º Sargento (BR)…….. A. Rosa ……………….. 47–48
2º Midi (BR)…………….. O. Ulloa …………………. 45–46
3º Tapajós (IRL)……….. J. Canales ………………….. 48
4º Bramador (ARG)……. A. Silva ……………………… 47
5º Last Pet (ARG)………. J. Mesquita ………………… 53
6º Brunorb (ING)………. A. Molina ……………….. 52–53
7º Colita (ARG)…………. S. Batista …………………… 51
8º Algarve (BR)…………. W. Cunha …………………… 51
9º El Muñeco (BR)………. O. Mendes …………………. 53
10º Mon Secret (ARG)….. H. Herrera …………………… 51
11º Dewar (ARG)………… M. Tapia …………………….. 54
12º Madcap (ARG)………. W. Andrade …………………. 53
13º Capuã (IRL)………….. P. Vaz ……………………….. 53
14º Rio (IRL)……………… C. Fernandez ……………….. 53
15º Huran (BR)…………… F. Mendes …………………… 45
16º Cow Boy (ARG)……… I. Souza ……………………… 51
17º Luminar (ARG)………. G. Costa ……………………… 53
18º Carrigbyrne (URU)….. C. Gomez…………………….. 56
19º Coringa (URU)……….. D. Suarez ……………………. 53
20º Misuri (URU)………….. O. Ruiz ………………………. 62
SARGENTO, masc., tordilho, 4 anos, São Paulo, Printer e Matteira – Proprietário e Criador: Antenor Lara Campos – Treinador: Oswaldo Feijó – 3.000m – 198s2/5 ( GP) – Diferença do primeiro para o segundo: vários corpos.
1936 – O uruguaio CULLINGHAM, a maior pule da história
Corrido no segundo domingo de agosto (fugindo à tradição de ser realizado no primeiro) e debaixo de forte chuva, o GP Brasil de 1936 apresentou a vitória do maior azarão da história: o uruguaio Cullingham, que rateou 717,80 por cada 10,00 apostados. Cullingham, por Zodiac e Lady Agueros, era treinado por Ramón Rojas e de propriedade da dupla M.Costa e O.Jardim.
Dirigido pelo brasileiro Waldemiro de Andrade, atropelou cheio de lama e foi confundido com o também uruguaio Amor Brujo, o segundo mais apostado da prova em que o nacional Sargento era o favorito. Pela primeira vez, aconteceu um empate na história do GP Brasil: o do argentino Borba Gato com a nacional Tacy, na segunda colocação. Mon Secret arrematou na quarta colocação.
Há quem afirme que os cavalos uruguaios correram trocados, ou que Cullingham seria, na verdade, Amor Brujo. Se aconteceu, ninguém vai conseguir provar mais nada, mas o fato é que até o jóquei de Cullingham, Waldemiro de Andrade, ficou surpreso com a vitória.
(em 9 de agosto de 1936)
1º Cullingham (URU)….. W. Andrade …………….. 55
2º Borba Gato (*) ……….. R. Sepulveda …………….. 55
2º Tacy (*) …… …………. A. Silva ……………………. 47
4º Mon Secret ……………. H. Herrera ………………… 55
5º Sargento ………………. C. Fernandez ……………… 59
6º Last Pet ………………….. P. Costa ……………………. 55
7º Amor Brujo ……………. J. Batista …………………… 56
8º Luminar ………………… J. Brondo ………………. 55–56
9º Tomate …………………. A. Rosa ………………… 49–50
10º Tapajós …………………. A. Molina …………………… 54
11º Bramador ………………. J. Canales ………………….. 50
12º Viboron …………………. I. Souza …………………….. 56
13º Rio ………………………. G. Costa …………………….. 55
14º Brunorb …………………. J. Mesquita …………………. 55
15º Formasterus ……………. L. Gonzalez ………………… 55
16º Xuri ………………………. O. Ulloa …………………….. 49
17º Maimará………………….. S. Batista ………………….. 53
(*) empate em 2º lugar
CULLINGHAM, masc., 5 anos, castanho, Uruguai, Zodiac e Lady Agueros – Proprietários: M. Costa e E. O. Jardim – Treinador: Ramon Rojas – 3.000m – 196s1/5 (GP) – Diferença do primeiro para o segundo: ¾ de corpo.
1937 – HELIUM, o primeiro argentino vitorioso
Adquirido por Antenor Lara Campos, mesmo proprietário de Sargento, campeão do GP Brasil de 1935, o argentino Helium justificou sua fama ao vencer o GP Brasil de 1937 na marca de 184s3/5, batendo o recorde dos 3.000 metros, grama, da Gávea. Foi o primeiro êxito da criação argentina. O nacional Quati, grande favorito, terminou em segundo, a três corpos do ganhador. Tererê, Formasterus e Brunorb, esta ordem, completaram o marcador.
(em 1 de agosto de 1937)
1º Helium (ARG)……… A. Rosa ………………………. 55
2º Quati …………………. O. Ulloa ………………………. 49
3º Tereré ………………… A. Silva ………………………. 50
4º Formasterus …………. A. Molina …………………….. 58
5º Brunorb ……………….. J. Mesquita …………………. 55
6º Mon Secret ……………. I. Souza …………………….. 58
7º Baltica …………………. P. Gusso ………………… 48–50
8º Rio ……………………… H. Herrera ………………….. 55
9º Amor Brujo…………….. J. Sola ………………………. 55
10º Viboron ………………… W. Cunha …………………… 55
11º Batilo …………………… W. Andrade ………………… 55
12º Pendulo ………………… C. Fernandez ………………. 55
13º Rolando ………………… G. Costa ……………………. 55
14º Carioca …………………. J. Canales ………………….. 53
15º Manduca ……………….. F. Mendes ………………….. 49
16º Tomate …………………. L. Benitez ………………. 50–51
HELIUM, masc., castanho, 6 anos, Argentina, Hunter’s Moon e Claque – Proprietário: Antenor Lara Campos – Treinador: Paulo Rosa – 3.000m– 184s3/5 (GL)– Diferença do primeiro para o segundo: 3 corpos.
1938 – PÊNDULO, além de argentino, favorito do público
Os turfistas cariocas contavam com a vitória de seu ídolo, Quati, mas tiveram de amargar nova derrota, mais um segundo lugar para um cavalo argentino: o favorito Pêndulo, que teve a direção do bridão mineiro Geraldo Costa. Foi a segunda vitória do treinador Oswaldo Feijó (Sargento, em 1935). Mon Secret, Viño Puro e Maritain, n ordem, completaram o placar.
(em 7 de agosto de 1938)
1º Pêndulo (ARG)…… G. Costa …………………….. 55
2º Quati ………………… L. Leighton …………………… 50
3º Mon Secret …………. P. Gusso ……………………… 55
4º Vino Puro …………… R. Sepulveda ………………… 56
5º Maritain …………….. A. Rosa ……………………….. 55
6º Machucho …………… S. Batista …………………….. 55
7º Carioca ……………… W. Andrade …………………… 53
8º Desafuero …………… H. Herrera ……………………. 58
9º Oran …………………. J. Mesquita ……………….. 49–50
10º Mi Acierto …………… T. Batista ……………………… 55
11º Preludio ……………… J. Canales …………………. 50–51
12º Burú …………………. W. Cunha ……………………… 49
PÊNDULO, masc., alazão, 6 anos, Argentina, Pajuerano e Polêmica – Proprietário: Paulo Cintra – Treinador: Oswaldo Feijó. 3.000m – 192s (GP) – Diferença do primeiro para o segundo: um corpo.
1939 – SIX AVRIL, com classe, mostra a força da criação francesa
Quando o uruguaio Mississipi já era aclamado vencedor, o francês Six Avril, de propriedade de Francisco Eduardo de Paula Machado, apareceu para tirar–lhe “o pão da boca”, livrando vantagem de pescoço. Foi a primeira – e única até o momento – vitória de um cavalo europeu. Quati, que formou a dupla duas vezes, foi o terceiro colocado e, pela terceira vez, na condição de favorito. O argentino Caaimbé terminou na quarta posição, com Funny Boy na quinta colocação.
Six Avril, que teve a direção de Juan Zúniga, correu apenas duas vezes no Brasil, ganhando em ambas. E marcou a primeira vitória, na prova, do treinador de maior número de êxitos da história do turfe carioca, Ernani de Freitas.
(em 6 de agosto de 1939)
1º Six Avril (FR)…….. J. Zuniga …………………….. 57
2º Missisipi …………….. R. Freitas …………………….. 56
3º Quati ………………… A. Molina …………………….. 53
4º Caaimbé ……………. S. Batista …………………….. 58
5º Funny Boy ………….. L. Gonzalez ………………….. 53
6º Maritain …………….. A. Rosa ……………………….. 58
7º Strauss ……………… W. Andrade ………………….. 58
8º Machuche …………… W. Cunha ……………………. 58
9º Pharsala …………….. D. Ferreira …………………… 55
10º Simpatico …………… P. Vaz ………………………… 58
11º Reverie ……………… J. Canales ……………………. 56
12º Mi Acierto …………… G. Costa ……………………… 58
13º Severino ……………. P. Gusso ……………………… 58
14º Dominó ……………… J. Mesquita ………………….. 53
15º Pasteur ……………… T. Batista …………………….. 58
16º Karenina ……………. P. Simões …………………….. 54
17º Pizarro ………………. J. Nascimento ……………….. 58
SIX AVRIL, masc., castanho, 4 anos, França, Town Guard e Tutrix – Proprietário: F. E. de Paula Machado – Treinador: Ernani Freitas. 3.000m – 185s (GL)– Diferença do primeiro para o segundo: pescoço.
1940 – TERUEL coloca os ‘hermanos’ argentinos na frente
O alazão argentino Teruel, mais um da propriedade de Antenor Lara Campos (terceira vitória), era treinado por Paulo Rosa, que conquistou o bicampeonato, pois havia vencido também com Helium. Além disso, virou o marcador em favor dos argentinos. Teruel, pilotado por Waldemiro de Andrade (o mesmo jóquei do azarão uruguaio Cullingham), deixou longe o também argentino Caaimbé, na segunda colocação. Quati, que participava pela quarta vez do GP Brasil sem sair do marcador (dois segundos e dois terceiros), finalizou em terceiro, com o argentino Mezarino em quarto. O uruguaio Mississipi, segundo colocado no ano anterior e grande favorito, terminou fora do marcador.
(em 4 de agosto de 1940)
1º Teruel (ARG)………. W. Andrade …………………. 56
2º Caaimbé ……………… P. Vaz …………………………. 58
3º Quati ………………….. J. Zuniga …………………….. 53
4º Mazarino ……………… A. Alonso …………………….. 58
5º Six Avril ………………. A. Molina …………………….. 64
6º Maritain ………………. A. Rosa ……………………….. 58
7º Missisipi ………………. R. Freitas …………………….. 58
8º Viola …………………… G. Costa ……………………… 56
9º Southern Port ………… P. Gusso …………………….. 57
10º Alone ………………….. S. Batista …………………….. 52
11º Alfiler ………………….. A. Guadalupe ………………… 58
12º Apolo ………………….. D. Ferreira ……………………..52
13º Shanghai ……………… J. Canales …………………….. 56
14º Clyde ………………….. L. Benitez ……………………… 58
TERUEL, masc., alazão, 4 anos, Argentina, Adam’s Apple e Moncloa – Proprietário: Antenor Lara Campos – Treinador: Paulo Rosa. 3.000m – 187s (GP) – Diferença do primeiro para o segundo: vários corpos.
1941 – PÓLUX, na segunda vitória do reprodutor Stayer
A criação uruguaia ainda estava em alta e, por intermédio de Pólux, treinado por Gonçalino Feijó, marcou seu terceiro ponto. Pólux foi, ainda, o quarto tordilho a vencer a importante carreira. Além disso, colocou em destaque o reprodutor Stayer, que já faturara a prova com Misuri, em 1934. Shanghai, Apolo e Corena chegaram a seguir. Talvez!, o primeiro tríplice coroado do turfe carioca, terminou na sexta colocação.
(em 3 de agosto de 1941)
1º Pólux (URU)……….. A. Molina ………………….. 56
2º Shanghai …………….. J. Canales ………………….. 58
3º Apolo …………………. J. Zuniga ……………………. 53
4º Corena ……………….. P. Simões …………………… 56
5º Paulista ………………. J. Morgado ………………….. 55
6º Talvez! ……………….. R. Freitas ……………………. 52
7º Viola ………………….. P. Gusso …………………….. 56
8º Atys …………………… L. Benitez …………………… 56
9º Zurrun ……………….. A. Rosa ………………………. 56
10º Bandurrio ……………. A. Gutierrez …………………. 58
11º Gibraltar ……………… J. Mesquita ………………….. 56
12º Zeppelin ……………… D. Ferreira …………………… 52
13º Black Toni ……………. L. Leighton ………………….. 57
14º Alfiler …………………. W. Andrade …………………. 58
15º Gran Fifi ………………. J. Silva ……………………….. 58
16º Alone ………………….. L. Gonzalez …………….. 53–54
17º Shoeblack ……………. G. Costa …………………….. 58
18º Clarete ………………… P. Vaz ……………………….. 58
PÓLUX, masc., tordilho, 4 anos, Uruguai, Stayer e Polula – Proprietário: Stud Albarran – Treinador: Gonçalino Feijó – 3.000m – 186s3/5 (GL) – Diferença do primeiro para o segundo: um corpo.
1942 – LATERO dá o tricampeonto ao reprodutor Stayer
Latero, mais um uruguaio, foi o terceiro filho de Stayer a dominar a prova. Deixou afastado o segundo colocado, Alone. Lunar, Álibi e Zurrún completaram o placar. O ganhador, de propriedade de Jayme Moniz de Aragão, teve a direção de Reduzino de Freitas e marcou, também, a terceira vitória do treinador Oswaldo Feijó, o mesmo de Sargento e de Pêndulo.
(em 2 de agosto de 1942)
1º Latero (URU)……… R. Freitas ……………………. 57
2º Alone ………………… A. Rosa ……………………….. 53
3º Lunar ………………… R. Rodrigues …………………. 57
4º Alibi ………………….. J. Zuniga ……………………… 57
5º Zurrún ………………. P. Simões …………………….. 58
6º Shanghai ……………. J. Canales ……………………. 58
7º Monge Negro ……….. P. Gusso ……………………… 58
8º Talvez! ………………. S. Batista …………………….. 53
9º Pólux ………………… A. Gutierrez ………………….. 62
10º Cauterio …………….. V. Martin ……………………… 58
11º Furtivito …………….. W. Andrade …………………… 58
12º Viola …………………. I. Souza ……………………….. 56
13º Moirones ……………. D. Ferreira …………………….. 57
14º Teruel ……………….. L. Benitez ……………………… 62
LATERO, masc., castanho, 4 anos, Uruguai, Stayer e La Gris – Proprietário: J. M. Aragão – Treinador: Oswaldo Feijó – 3.000m – 186s (GL) – Diferença do primeiro para o segundo: vários corpos.
1943 – ALBATROZ, transforma dá ao Brasil o tricampeonato
O castanho Albatroz, da família Paula Machado, marcou a segunda vitória do treinador Ernani de Freitas e terceira de um cavalo brasileiro. Favorito, Albatroz dominou o azarão Álibi (quarto colocado no ano anterior), com Lunar mais uma vez no terceiro posto. Um detalhe curioso: na primeira passagem pelo disco, o vulto de um fotógrafo, por baixo da cerca, assustou o cavalo Abattage, pilotado por Justiniano Mesquita. Com isso, o cavalo se atirou para fora e obrigou Pierre Vaz, jóquei de Lunar, a sofrear bruscamente sua montada. Graças à perícia dos pilotos, o fato não teve consequências trágicas.
(em 1 de agosto de 1943)
1º Albatroz (BR)………. J. Zuniga …………………….. 53
2º Alibi …………………… G. Costa ……………………….. 58
3º Lunar …………………. P. Vaz ………………………….. 58
4º Xingú …………………. L. Leighton ……………………. 52
5º Zagal………………….. A. Molina ………………………. 57
6º Rezongo ……………… A. Gutierrez …………………… 57
7º Latero ………………… R. Freitas ………………………. 62
8º Batton ………………… D. Ferreira …………………….. 52
9º Carbón ……………….. C. Pereira ………………………. 57
10º Moirones …………….. W. Andrade …………………….. 58
11º Abattage ……………… J. Mesquita …………………….. 57
12º Burguete ……………… J. Silva …………………………. 58
13º Volanton ……………… A. Rosa …………………………. 57
14º Latente………………… L. Benitez ………………………. 57
15º Luxemburgo………….. P. Simões ………………………. 58
16º Air Bell ……………….. A. Araújo ……………………….. 58
17º Cuyita …………………. J. Canales ……………………… 56
ALBATROZ, masc., castanho, 7 anos, São Paulo, Trinidad e Myrthée – Proprietário: Espólio de L. de P. Machado – Criador: L. de P. Machado – Treinador: Ernani Freitas.
3.000m – 186s4/5 (GL) – Diferença do primeiro para o segundo: meio corpo.
1944 – Brasileiro ALBATROZ é o primeiro bicampeão
Até 1943, os cavalos brasileiros levavam grande vantagem no peso, em relação aos estrangeiros. A partir de 1944, o peso passou a ser atribuído de acordo com a idade do animal, independentemente de sua nacionalidade, o que ocorre até os dias atuais. Nada, porém, impediu a segunda vitória do “velhinho” Albatroz, primeiro bicampeão da prova. Para maior alegria dos Paula Machado, vingou a dobradinha com Ever Ready, a primeira da história da prova. Além de bicampeão do GP Brasil, Albatroz, recordista da pista de grama dos 2.400 aos 2.800 metros, venceu os GPs São Paulo e Dezesseis de Julho, entre muitos outros. Em 40 apresentações, conseguiu 17 vitórias, dez segundos e quatro terceiros lugares. Foi o primeiro filho de um participante do GP Brasil – a égua Myrthée – a vencer a prova. Na reprodução, um acidente no haras o impediu de tentar vir a ser o maior chefe de raça brasileiro. Mesmo assim, Albatroz produziu os ganhadores Mont Talisman, Brilhante Azul, Jacareí e Ramon Navarro.
(em 6 de agosto de 1944)
1º Albatroz (BR)…….. L. Gonzalez …………………. 57
2º Ever Ready ………… P. Simões …………………….. 52
3º Alibi …………………. O. Ulloa ………………………. 58
4º Footprint …………… A. Barbosa ……………………. 58
5º Goiano ……………… G. Costa ………………………. 58
6º Tigris ………………… P. Vaz ………………………… 58
7º Strike ……………….. A. Molina ……………………… 58
8º Tronador ……………. A. Rosa ……………………….. 58
9º Winter Garden ……… D. Ferreira …………………… 58
10º Xingú ………………… H. Soares …………………….. 53
11º Lord ………………….. A. Araújo …………………….. 57
12º Barón ………………… J. Canales ……………………. 58
13º Geyser ……………….. E. Silva ………………………. 52
14º Monterreal …………… R. Freitas ……………………. 57
15º Corruxa ………………. C. Pereira ……………………. 52
16º Adulon ………………… L. Benitez …………………… 58
ALBATROZ, masc., castanho, 8 anos, São Paulo, Trinidad e Myrthée – Proprietário: Stud L. de Paula Machado – Criador: L. de P. Machado – Treinador:
Ernani Freitas – 3.000m – 185s (GL) – Diferença do primeiro para o segundo: 1 1/2 corpo.
1945 – FILÓN, o primeiro êxito do ‘mestre’ Leguisamo
José Buarque de Macedo não mediu esforços para trazer o melhor cavalo argentino da época – o alazão Filón – para o GP Brasil. Além disso, trouxe para montá–lo o espetacular Irineo Leguisamo. Com toda sua categoria, “mestre” Leguisamo dominou Secreto por paleta, num final que levantou a plateia. O prêmio, que se mantivera inalterado desde 1993, foi aumentado, passando de 300 para 500 contos de réis.
(em 5 de agosto de 1945)
1º Filon (ARG)………… I. Leguisamo ……………….. 58
2º Secreto ……………… O. Ulloa ……………………….. 58
3º Monterreal ………….. P. Vaz …………………………. 58
4º Cumelén …………….. G. Costa ………………………. 58
5º Romney ……………… J. Mesquita …………………… 58
6º Irará ………………….. A. Gutierrez ………………….. 57
7º Cantaro ……………… J. Zuniga ……………………… 57
8º Eldorado …………….. O. Fernandes ……………… 52–53
9º Mochuelo ……………. A. Rosa ………………………… 58
10º Ever Ready ………….. D. Ferreira ……………………. 53
11º Fontaine ……………… E. Castillo …………………. 50–51
12º Briton ………………… A. Silva ………………………… 58
13º Fulgor ………………… R. Freitas ……………………… 52
14º Alibi …………………… A. Barbosa ……………………. 58
15º Zagal………………….. P. Simões …………………….. 58
16º Fumo …………………. J. Portilho …………………….. 53
17º Goiano ……………….. A. Araújo ……………………… 58
18º Typhoon ……………… N. Linhares …………………….. 52
19º Piccadilly …………….. L. Leighton ……………………. 52
20º Argentina ……………. L. Rigoni ………………………. 56
FILON, masc., alazão, 5 anos, Argentina, Full Sail e Felina – Proprietário: José Buarque de Macedo – Treinador: Gabino Rodriguez – 3.000m – 186s4/5 (GP) – Diferença do primeiro para o segundo: meio corpo.
1946 – MIRÓN, mais um uruguaio na cabeça
O alazão uruguaio Mirón marcou a primeira vitória na prova do bridão paranaense Pierre Vaz. O defensor do Stud Bela Esperança dominou, com firmeza, o favorito Zorro, chegando depois Trick, Goyo e Thphoon em terceiro, em quarto e em quinto lugar, respectivamente. Antes, com o mesmo Pierre Vaz, Mirón vencera o GP São Paulo.
(em 4 de agosto de 1946)
1º Mirón (URU)……….. P. Vaz ………………………….. 57
2º Zorro …………………. D. Ferreira …………………….. 57
3º Trick ………………….. L. Rigoni ……………………….. 58
4º Goyo ………………….. R. Freitas ………………………. 52
5º Typhoon ……………… P. Simões ………………….. 53–54
6º Lord ………………….. O. Reichel ……………………….. 58
7º Claro …………………. S. Tomasi ………………………. 58
8º Escorpion ……………. O. Serra ………………………… 53
9º Valipor ……………….. G. Costa ………………………… 58
10º Cumelén …………….. A. Araújo ………………………… 58
11º Bonitão ………………. R. Zamudio ……………………… 52
12º Flying Wonder ………. A. Rosa …………………………… 52
13 º Water Street ……….. A. Altran ………………………….. 58
14º Ever Ready ………….. O. Ulloa …………………………… 53
15º Punjab ……………….. J. Artigas …………………………. 57
16º Fumo …………………. J. Portilho ………………………… 53
17º Eldorado ……………… E. Castillo ………………………… 53
18º Irará ………………..0… J. Araújo ………………………… 58
MIRÓN, masc., alazão, 4 anos, Uruguai, Cartaginés e Miss Purity – Proprietário: Stud Bela Esperança – Treinador: Sylvio Mendes – 3.000m – 189s3/5 (GP) – Diferença do primeiro para o segundo: um corpo.
1947 – HELÍACO, um leão na raia pesada

O espetacular Helíaco, mais uma das máquinas da família Paula Machado, tinha chegado ao GP Brasil invicto através de oito apresentações: cinco em São Paulo e três no Rio, o que lhe valeu um grande favoritismo, que foi plenamente confirmado na carreira. Quarta vitória do treinador Ernani de Freitas (Six Avril e Albatroz duas vezes) e mais uma dobradinha dos Paula Machado, já que Herón foi o segundo colocado. Camarón e o vencedor do ano anterior, Mirón, terminaram a seguir.
(em 3 e agosto de 1947)
1º Helíaco (BR)………. O. Ulloa ………………………. 52
2º Heron ………………… D. Ferreira ……………………. 52
3º Camarón ……………. W. Andrade …………………… 58
4º Mirón ………………… N. Lalinde …………………….. 58
5º Zorro ………………… F. Irigoyen ……………………. 58
6º Goyo …………………. R. Freitas …………………….. 53
7º Furão ………………… G. Costa ………………………. 52
8º Emperor ……………… R. Zamudio ………………….. 58
9º Múltiple ………………. P. Vaz ………………………… 57
10º Chasquillo …………… Om. Reichel ………………….. 58
11º Coracero …………….. J. Portilho …………………….. 58
12º Erebus ……………….. J. Vidal ……………………….. 57
13º Trick ………………….. L. Rigoni ……………………… 58
14º Valipor ……………….. A. Ribas ………………………. 58
15º Hydarnés …………….. J.Nascimento …………….. 52–53
16º Fiducia ………………. C. Cruz………………………… 55
HELÍACO, masc., alazão, 4 anos, São Paulo, Formastérus e Saphinha – Proprietário: Stud Linneo de Paula Machado – Criador: Espólio de L. de P. Machado – Treinador: Ernani Freitas – 3.000m – 193s (GP) – Diferença do primeiro para o segundo: 1 1/2 corpo.
1948 – HELÍACO, também brasileiro, é o segundo bicampeão
Helíaco chegava ao segundo GP Brasil totalizando 12 vitórias em 13 apresentações. A única derrota ocorrera no GP São Paulo, para Garbosa Bruleur, em marca recorde. Mesmo sendo recordista de prêmios da época, Helíaco não foi o favorito. O favoritismo da prova foi defendido pela parelha do Stud Seabra – Bambino e Tirolesa. Bambino terminou em terceiro e Tirolesa fechou raia. Em segundo finalizou Apuvo, com Saravan no quarto lugar. Segundo bicampeão da prova, o brasileiro Helíaco marcou o primeiro bicampeonato de um jóquei, o bridão chileno Oswaldo Ulloa, por muitos considerado o expoente maior da brilhante escola chilena. Foi a quinta vitória do treinador Ernani de Freitas na importante carreira.
(em 1 de agosto de 1948)
1º Helíaco ……………… O. Ulloa ……………………… 57
2º Apuvo ………………… D. Ferreira …………………… 55
3º Bambino ……………… F. Irigoyen ………………….. 55
4º Saravan ………………. O. Rosa ……………………… 57
5º Erebus ………………… J. Vidal ………………………. 57
6º Fiducia ………………… G. Costa …………………….. 55
7º Vuecencia …………….. A. Batista …………………… 55
8º Defiant ………………… Ot. Reichel …………………. 57
9º Pelele ………………….. B. Cucaro …………………… 57
10º Garbosa Bruleur ……… L. Rigoni ……………………. 55
11º Cid …………………….. Om. Reichel …………………. 55
12º Don José ……………… S. Ferreira …………………… 57
13º Heréo …………………. P. Vaz ………………………… 57
14º Múltiple ………………. A. Ribas ………………………. 57
15º Don Pedrito ………….. R. Olguin …………………….. 55
16º Esquivado ……………. A. Barbosa …………………… 57
17º Tirolesa ……………….. R. Freitas ……………………. 53
HELÍACO, masc., alazão, 5 anos, São Paulo, Formastérus e Saphinha – Proprietário: Stud. L. de Paula Machado – Criador: Espólio de L. de P. Machado – Treinador: Ernani Freitas – 3.000m – 191s3/5 (GP) – Diferença do primeiro para o segundo: vários corpos.
1949 – CARRASCO, marca o início de um predomínio argentino
O castanho Carrasco fez jus ao nome e marcou ponto para a criação argentina, num domínio que se estendeu até 1958. Segunda vitória de Pierre Vaz na carreira, dominou Tirolesa por um corpo, igualando o recorde de Helium nos 3.000 metros, grama, da Gávea: 184s3/5. Cid foi o terceiro, com Múltiple em quarto lugar e Jabuti na quinta colocação. Carrasco, filho de Fox Clube e Coroa, defendia as cores de Jorge Jabour e do ministro Oswaldo Aranha. Helíaco, já aos 9 anos, tentava o inédito tricampeonato, mas a pista leve conspirou contra suas pretensões.
(em 7 de agosto de 1949)
1º Carrasco (ARG)…… P. Vaz ………………………… 59
2º Tirolesa ……………… F. Irigoyen ……………………. 57
3º Cid ……………………. O. Rosa ………………………. 59
4º Múltiple ……………… W. Andrade …………………… 59
5º Jabuti ………………… L. Gonzalez …………………… 57
6º Eperlan ……………… J. Artigas ………………………. 59
7º Heliaco ……………… O. Ulloa ………………………… 59
8º Nogoyá ……………… O. Matteucci ………………….. 55
9º Manguari ……………. J. Portilho …………………….. 57
10º Saravan …………….. L. Rigoni ………………………. 59
11º Petrilla……………….. T. Espino ……………………… 57
12º Nimrod ………………. L. Benitez …………………….. 57
13º Teddy ……………….. A. Barbosa ……………………. 59
14º Guaraz ………………. J. Carvalho …………………… 59
CARRASCO, masc., castanho, 4 anos, Argentina, Fox Cub e Corea – Proprietário: Jorge Jabour – Treinador: Levy Ferreira – 3.000m – Tempo: 184s3/5 (GL) – Diferença do primeiro para o segundo: um corpo.
1950 – TIROLESA, primeira égua a desacatar os cavalos

Tirolesa, alazã argentina filha de Fox Club (como Carrasco) e Tela, foi à forra do rival, que terminou na quarta colocação. Era a primeira vitória de uma égua na prova. Além disso, deu a Juan Zúniga um feito até agora inédito: vencer como jóquei (Six Avril e Albatroz) e como treinador. No ano anterior, a cátedra afirmava que Tirolesa só havia perdido em razão do jóquei Francisco Irigoyen tê–la contrariado. Com Domingos Ferreira no dorso, foi para frente e deixou o segundo colocado, Nimrod, a vários corpos. Cruz Montiel e Carrasco, argentinos como os dois primeiros, chegaram terceiro e quarto, respectivamente.
(em 6 de agosto de 1950)
1º Tirolesa (ARG)…….. D. Ferreira …………………… 57
2º Nimrod ……………….. A. Araújo ……………………… 59
3º Cruz Montiel …………. F. Irigoyen ……………………. 59
4º Carrasco ……………… P. Vaz ………………………….. 59
5º Coraje ………………… E. Castillo ……………………… 59
6º Manguari …………….. J. Mesquita …………………….. 59
7º Cid …………………….. R. Zamudio ……………………. 59
8º Salamalec …………….. L. Rigoni ………………………. 59
9º Apuvo …………………. O. Ulloa ………………………… 59
10º Meteco ………………… E. Garcia ……………………….. 57
11º Quejido ……………….. R. Quinteros …………………… 57
12º Kathleen Lavinia …….. O. Rosa ………………………… 57
TIROLESA, fêmea, alazã, 6 anos, Argentina, Fox Cub e Tela – Proprietário: Stud Seabra – Treinador: Juan Zuniga – 3.000m – 192s3/5 (GP) – Diferença do primeiro para o segundo: vários corpos.
1951 – PONTET CANET, outro ‘avião’ argentino
Tirolesa vinha de bater o recorde dos 4.000 metros e era a favorita, tendo como faixas Cruz Montiel e My Love, mas “Pancho” Irigoyen não a correu na frente (vinha em segundo) e não passou pelo ponteiro Pontet Canet. Tirolesa ficou com a terceira colocação, em seu quarto GP Brasil. A vitória sorriu para o “avião” argentino Pontet Canet, filho de Advocate e La Cave, de propriedade de Carlos Gilberto da Rocha Faria, dirigido por Luiz Diaz e apresentado por Jorge Morgado. Quinze dias após, de volta à direção de “Minguinho”, no GP Dr. Frontin, Tirolesa foi à forra, vencendo de ponta a ponta. Pontet Canet mancou e não correu mais.
(em 5 de agosto de 1951)
1º Pontet Canet (ARG)…… L. Diaz ………………………… 57
2º Cruz Montiel ……………… D. Ferreira …………………….. 59
3º Tirolesa ……………………. F. Irigoyen …………………….. 57
4º My Love …………………… J. Marchant ……………………. 57
5º Fort Napoleon ……………. O. Ulloa ………………………… 59
6º Torpedo …………………… Om. Reichel ……………………. 59
7º Anacoreta …………………. R. Cornejo …………………….. 57
8º Magali ……………………… E. Castillo ……………………… 57
9º Quejido ……………………. D. Moreira ……………………… 59
10º Jocosa ……………………… L. Rigoni ……………………….. 57
11º Faaimbé …………………… E. Garcia ……………………….. 57
12º Ernani ……………………… J. Portilho ………………………. 59
13º Coraje ……………………… J. Mesquita …………………….. 59
PONTET CANET, masc., alazão, 4 anos, Argentina, Advocate e La Cave – Proprietário: Carlos Gilberto da Rocha Faria – Treinador: Jorge Morgado –
3.000m – 191s4/5 (GP) – Diferença do primeiro para o segundo: vários corpos.
1952 – GUALICHO, em tempo recorde
O castanho argentino Gualicho foi adquirido pelo Stud Almeida Prado e Assumpção sem maiores pretensões e transformou–se em craque excepcional no Brasil. Venceu o GP Brasil de 1952 sem tomar conhecimento dos rivais e ainda quebrou o recorde dos 3.000 metros, grama, da Gávea, ao assinalar 183s3/5. Panther, Fort Napoleón e Rieck chegaram a seguir, na ordem. Antes, Gualicho havia vencido o GP Dezesseis de Julho e o GP São Paulo. Neste último, derrotou, entre outros, o espetacular Yatasto, considerado um dos melhores cavalos argentinos de todos os tempos.
(em 3 de agosto de 1952)
1º Gualicho (ARG)….. O. Rosa ………………………. 57
2º Panther ……………… E. Castillo ……………………. 59
3º Fort Napoleon ……… O. Ulloa ……………………….. 59
4º Rieck…………………. C. Moreno …………………….. 59
5º Lord Antibes ………… J. Marchant ………………….. 59
6º Bisoño………………… G. Costa ……………………… 59
7º Violoncelle …………… L. Osorio …………………….. 59
8º Tévere ………………… L. Diaz ………………………. 59
9º Cartaguinho …………. Om. Reichel …………………. 59
10º Solano ………………… L. Rigoni …………………….. 59
11º Fairplay ……………….. A. Araújo ……………………. 59
12º Cyrnos ………………… L. Mezaros …………………… 59
13º Atleta ………………….. D. Moreira …………………… 59
14º Mancebo ………………. F. Irigoyen …………………… 57
15º Sinless ………………… U. Cunha ……………………… 57
GUALICHO, masc., castanho, 4 anos, Argentina, The Druid e Golconda – Proprietários: Almeida Prado e Assumpção – Treinador: Manoel Branco – 3.000m – 183s3/5 (GL) – Diferença do primeiro para o segundo: vários corpos.