Cavalo sensação do momento na Argentina e no Brasil, com sua 1ª geração começando a estrear, o craque americano Forestry (Storm Cat na ganhadora de Grupo 1 Shared Interest, por Pleasant Colony) foi arrendado em “shuttle” por um grupo de criadores – Haras Las Madres, Haras São José da Serra, Haras Belmont, Haras Cifra, Haras Cima e Haras Phillipson – e no próximo mês de julho desembarcará no Brasil para cumprir monta, no segundo semestre, no Haras São José da Serra, no Paraná.
Com a 1ª geração, Forestry já é líder da estatística de “freshman sires” na Argentina, onde conta com menos de dez filhos corridos. No Brasil, com apenas oito produtos estreados, seu resultado é não menos excepcional: sete ganhadores (quatro deles logo na estreia) e já com quatro clássicos, índice provavelmente inédito. Em Cidade Jardim, seus três únicos produtos corridos (Orpheus, Galanteador e Fruta do Conde) são clássicos aos 2 anos.
Forestry ainda conta com cerca de 75 produtos para estrear este ano na Argentina e outros 90 para começarem a correr em 2015. Praticamente, todos são do Haras Santa Maria de Araras, grande líder da estatística clássica, o que faz antever que ainda se ouvirá falar muito deste reprodutor.
Preço recorde de leilão quando “yearling” (e daí já se pode imaginar seu físico), Forestry foi um craque, que em 11 saídas aos 3 anos venceu sete, inclusive duas provas de Grupo 1. Na reprodução, revelou–se um garanhão excepcional, sendo o único filho de Storm Cat produtor de ganhador de prova da Coroa americana até hoje.
Forestry produziu 45 ganhadores clássicos, inclusive do Derby de Dubai, do Preakness Stakes, do Metropolitan Handicap, do Cigar Mile, do Carter Handicap e gerou desde notáveis “sprinters” até fundistas de alta classe, passando por grandes milheiros. Produziu machos e fêmeas de nível clássico, na areia e na grama, e seus filhos faturaram em pista mais de 100 milhões de dólares. Durante três temporadas, Forestry foi o garanhão de mais alto índice de ganhadores clássicos do mundo, mantendo nessas três temporadas extraordinários 14% de média, com sua cobertura chegando a custar 80 mil dólares.
Forestry tem uma das mais altas médias de mercado dos USA. Seus mais de 70 desmamados leiloados até hoje naquele país ostentam preço médio de mais de 100 mil dólares. As cerca de 150 éguas (prenhes de Forestry) leiloadas nos USA obtiveram em média 262 mil dólares, cada, e seus mais de 400 “yearlings” foram vendidos com média de 250 mil dólares – a maior de todos os tempos na criação nacional, mais que o dobro da de Elusive Quality.
Uma das façanhas de Forestry foi ter gerado o PSI inédito mais caro de todos os tempos. Em 2007, num leilão para potros de 2 anos inéditos “no relógio”, após congelar os cronômetros passando 200 metros em 9s7, seu filho The Green Monkey foi alvo de sensacional disputa entre os grupos Coolmore e Maktoum, alcançando a marca inacreditável de 16 milhões de dólares. O potro teve um acidente sério antes de estrear e só correu três vezes, mas hoje é reprodutor.
“A negociação de Forestry nos parece uma das mais importantes para a criação nacional dos últimos anos. Além de sucesso nos USA, ele já está aprovado na Argentina e no Brasil. Trata–se de um fator que às vezes assusta, pois nem todo garanhão que dá produto clássico no hemisfério norte dá também no sul. Esse, portanto, é um grande risco que eliminamos para os criadores e para os proprietários. Forestry ainda tem a vantagem de ter mais 150 produtos para estrear nos próximos 12 ou 15 meses, oriundos do Haras Santa Maria de Araras, que é a sensação da criação nacional. Não poderíamos ter um cavalo mais ‘up to date’ no Brasil. É, além de tudo, uma reserva genética extraordinária, sendo pai de pais e avô materno de sucesso. Queremos parabenizar todos os cotistas e destacar o especial empenho dos Haras Las Madres, do Haras São José da Serra e do Dr. Joaquim Antunes na concretização deste ‘shuttle’”, declarou Eduardo Buffara, da TBS, que fez a negociação em conjunto com a agência americana Wynrose Equine.
Forestry ficará alojado no Haras São José da Serra, no Paraná.
da Redação