O Haras Phillipson apresentou, na tarde do último sábado, seus produtos das gerações 2012 e 2013, mais o reprodutor T.H. Approval, a um grupo de convidados em suas instalações em Americana (SP). Foram mostrados 31 potros e potrancas de 2012, filhos de Peinte Celebre, T.H. Approval, Cape Town e Manduro. E outros 37 produtos 2013, sendo dois de Cape Town e a grande maioria de T.H. Approval, um filho de With Approval e Potrichal, por Potrillazo, que é a grande aposta do haras para o momento. Sua primeira geração completa nasceu ano passado no interior paulista, mas, antes, o tordilho já tinha coberto 36 éguas do Phillipson no Uruguai.
Nessa experiência uruguaia, T.H. Approval gerou 17 produtos para o Phillipson. Foi a geração “G”, que deu quatro ganhadores clássicos, entre eles Gaudi (GP Linneu de Paula Machado, G.3) e Gaga A, que chegou em segundo no Prix de Flore (G.3), em Longchamp, na França. “Por ser um trabalho ainda inicial no Uruguai, não teve a consistência que a gente esperava. Então, com esse resultado, foi um sucesso”, destaca o titular do Haras Phillipson, Benjamin Steinbruch.

A operação uruguaia é o exemplo que o empresário, presidente da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), usa para explicar o atual momento de seu haras. Há oito anos, começou a criar no país vizinho para correr não apenas em Maroñas como também no Brasil e na Argentina. “Hoje o Uruguai está reconhecendo a gente”, comemora ele, revelando que esteve em audiência com o presidente José Mujica. “Fui recebido com meu filho, e o presidente Mujica nos afirmou que o Uruguai daria importância para o turfe, que voltaria a ser o que era no passado”, conta Steinbruch.
O sucesso da operação uruguaia não se mediu apenas pelo desempenho dos cavalos. O titular do Phillipson revela que na agropecuária (com um touro Hereford campeão no Uruguai e na Argentina) e na ovinocultura (com uma ovelha grande campeã no Uruguai), também foram auferidos resultados positivos. Na recepção aos criadores no último sábado, foi servido o vinho tinto Mataojos, um corte de uvas tannat, merlot e cabernet sauvignon que vem sendo produzido por essa mesma abrangente operação empresarial no Uruguai, e que logo será exportado para o mercado brasileiro.

E por falar em exportação, agora está seguindo para a França a égua Generosidade, ganhadora do GP OSAF (G.1) em Cidade Jardim e que foi sexta no Pellegrini em dezembro. Naquele país, o maior destaque do haras é Going Somewhere, campeão do GP Carlos Pellegrini (G.1) de 2012, segundo no Prix Royal Oak (G.1), em Longchamp, e que entrou nono no GP Arco do Triunfo (G.1) ano passado. O plantel em treinamento se completa com Gaga A, Gas Total e agora Generosidade, que ficará alojada com os demais no Hipódromo de Chantilly.
O plantel do Haras Phillipson conta hoje com 66 éguas em Americana e outras 34 no Uruguai, perfazendo um total de 100 matrizes. “Vamos fazer uma depuração, mas continuar a investir fortemente. Agora mesmo estamos mandando 12 éguas filhas de Sulamani para a reprodução. O Dr. Celso Bertolini insistiu para tomarmos essa medida e nos vamos prestigiar, vamos acreditar no sonho dos outros. Comecei com o meu irmão Ricardo há 42 anos a criar cavalos de corrida, e sempre fizemos juntos. A graça é fazer, comprar o dinheiro compra”, avalia Steinbruch, que também está mandando dois animais para os Estados Unidos, inclusive o ganhador de G.3 em Cidade Jardim, Gaudi.
“Lamentavelmente o turfe está ruim no Brasil, mas temos o potencial de fazer as coisas acontecerem. Temos pessoas para isso. Temos excelentes haras em São Paulo. Quando a gente quer fazer a gente faz”, conclui Benjamin Steinbruch.
Cyro Fiuza