Um dos pilares éticos da nova administração do JCSP, Dr. Mario da Cunha Rangel Filho, presidente da Comissão de turfe, não aguentou os “mandos e desmandos descabidos” do presidente Eduardo Rocha Azevedo, e pediu ontem no fim da tarde, renúncia do cargo.
Antes de assumir, em 11 de março deste ano, Mario da Cunha Rangel estava morando no Rio de Janeiro. A dedicação e a vontade de colaborar para um turfe melhor o fez mudar para São Paulo, mesmo sabendo que iria ser um árduo desafio, prontamente se dispôs a colaborar.
Segundo a carta renúncia, Mario da Cunha Rangel, não concordou com as últimas interferências de Eduardo Rocha Azevedo no que tange a atribuições da Comissão de Turfe, e também pela obsessão pela mudança do estatuto do JCSP, que tem feito o atual presidente extrapolar nas decisões. Acrescenta ainda, que Eduardo Rocha Azevedo está criando cobras e espera que não seja picado por elas. E concluiu: “A vaidade de algumas pessoas vai acabar com o JCSP”, no contato que teve hoje de manhã com o Raia Leve.
Leia a integra da carta renúncia:
Prezado Presidente,
Devido a nossa incompatibilidade de pensamentos, e sabendo em V.S. o mandatário supremo deste clube, e por não poder ser partidário das suas ultimas interferências no que tange a atribuições da Comissão de Turfe, não tenho outra alternativa senão, curvando me a sua autoridade, pedir renuncia do cargo que ocupo em sua prestigiosa diretoria. Fui eleito livremente, mas sempre disse a V.S., que o cargo não me pertencia, e de maneira alguma queria obstar sua gestão ou prejudica–la. Tenho porém, senhor presidente, algumas considerações a fazer, em justificativa ao imenso apreço que tenho por sua pessoa. Sr. presidente, V.S. esta criando cobras e eu espero que não seja por elas picado um dia. Sua obsessão pela mudança dos estatutos, onde V.S. prega profissionalização do clube, algumas vezes o faz extrapolar. A principio sr. presidente, sempre estive do seu lado nessa iniciativa. Entretanto, com as mudanças que estão havendo na administração do clube, me faz ver que o senhor esta colocando o carro na frente dos bois. Não criemos Horácios, sr. presidente e sim um clube governável com imparcialidade e competência. Sobre meu desaforo na reunião que fiz com os treinadores, envolvendo seu nome, sr. presidente, realmente fui infeliz, mas não pude deixar de exprimir minha sinceridade e revolta. Mas, publicamente, venho lhe pedir desculpas. Fui pouco responsável sobre a manifestação e espero que me perdoe. Sr. presidente, perco um companheiro, mas espero ter ganho um amigo, pois sei o bem que o sr. esta tentando fazer pelo nosso clube. Errar e humano e ninguém mais humano que V.S. Peco lhe que transmita a nossos companheiros de diretoria e conselho , alguns já conhecidos meus e outros que tive a honra de conhecer, o meu respeito e consideração, e que estenda essas considerações a nossos dedicados funcionários. Atenciosamente,
Mario da Cunha Rangel Filho
Da Redação