As eleições para a presidência do JCSP marcadas para hoje, como era de se esperar, contou apenas com uma chapa, liderada pelo atual presidente.
Qualquer cidadão com patrimônio e consciência não se arriscaria ao extremo em assumir um risco de responder por uma dívida tributária imensa, principalmente se este passivo não é de sua responsabilidade, pois esgotados os ativos do clube, em regra, lhe é imputada a responsabilidade fiscal dos débitos assumidos ou renegociados na sua gestão.
A chapa composta pelo JCSP, com raríssimas exceções (de desconhecimento da real situação do clube pela total falta de transparência), permanece em boa parte em sua constituição anterior, e como era de se esperar, não apresentou candidatos de oposição.
Lembrando a matéria publicada pelo Raia Leve, em 18/02/2014, do advogado José Basano Neto, a qual solicita explicações acerca da situação real do clube, e que inexplicavelmente até hoje não obteve resposta por parte do presidente atual e atual candidato único no pleito de hoje, carta esta que no item sétimo diz “ em minha opinião pelos números apresentados e militando há mais de quarenta anos em processos falimentares é muito fácil chegar a conclusão que jamais se pagará os débitos parcelados, voltando a dívida original, com enorme acréscimo e perdendo o patrimônio e as parcelas pagas”. Basano ainda afirma “está se confirmando que a venda da sede, a perda da receita da sede, somado com os parcelamentos tributários assumidos pela gestão do Eduardo Rocha Azevedo, será o “Waterloo” do JCSP”, fazendo menção à famosa batalha de Waterloo, em 1815, última batalha de Napoleão, e que a sua derrota decretou o seu fim do seu governo como imperador.
A diretoria do Raia Leve, lembra que durante a campanha das eleições de 2011, realizou entrevista (publicadas nos dias 02 e 03/03/2011) com os dois candidatos à época: Eduardo Rocha Azevedo e Mário Gimenez. Nas entrevistas, foram feitas as mesmas perguntas para os dois candidatos. Na pergunta de nº 5, por exemplo, foi: Você teve acesso ao projeto “Turfe Forte”? Qual a sua posição em relação às principais propostas contidas no documento que todos os atuais presidentes dos hipódromos brasileiros aplaudiram, mas, concretamente, nada fizeram para implementá–lo? Pretende retomar o assunto? De que forma?, Eduardo respondeu da seguinte forma:
“Primeiro, essa ideia desse projeto, esse projeto foi bancado pela Associação Paulista de Fomento ao Turfe, da qual eu sou vice–presidente. Quem teve a primeira ideia de fazer um projeto sobre o turfe, para que seja discutido o turfe, de uma maneira profissional fui eu”, .......”Esse projeto é um compromisso meu, que fui um dos idealizadores desse projeto, de começar a discussão de como transformar o turfe no Brasil numa coisa extremamente profissional”....”Eles (a administração de Márcio Toledo) não ligaram para o turfe durante 6 anos. Hoje o número de cavalos aqui é menor do que quando não pagavam os prêmios.”....“Não, nós pagamos os prêmios”. Prêmio é obrigação. Não é nenhuma dádiva.”
AVALIÇÃO DA RESPOSTA PASSADOS ESTES 3 ANOS: Simplesmente NÃO implantou o Projeto turfe Forte, que segundo ele era um compromisso dele, um dos idealizadores, e o pior de tudo, informa categoricamente “Prêmio é obrigação. Não é nenhuma dádiva”. Não honrou com os proprietários o que falou, impondo cruelmente uma longa moratória de retenção de prêmios, deixando diversos proprietários em situação delicada para pagar seus tratos, razão que veio a motivar a alguns proprietários ou a diminuírem seu plantel ou a abandonar a atividade.
A pergunta de nº 20, foi: Voltam a surgir rumores da venda da Chácara do Ferreira, do Centro de Treinamentos de Campinas e de parte das cocheiras do Hipódromo de Cidade Jardim? O que você pensa a respeito destas vendas? Que providências tomará a respeito?
Eduardo responde: ...”Porque, a primeira coisa que tem que ser vista é a seguinte: você não pode ficar vendendo patrimônio do clube para cobrir a atividade que dá prejuízo. Qualquer empresa do mundo quebra com isso aí. Você vai vendendo patrimônio, vai dando prejuízo, vai vendendo patrimônio, vai dando prejuízo, e daqui a pouco você não tem nem patrimônio nem clube mais. É equilibrar o clube e estar com as contas transparentes...”
AVALIÇÃO DA RESPOSTA PASSADOS ESTES 3 ANOS: Vendeu patrimônio e faltou transparência e diálogo, principalmente com a classe dos proprietários, que é a mola propulsora do turfe. Sem quem pague os tratos dos cavalos, não há cavalos, não há turfe.
Segundo a opinião do Advogado Dr. José Basano Neto, especializado em Falências, Insolvências e Recuperação Judicial há mais de 40 anos, “o JCSP está absolutamente falido à atual chapa composta para as novas eleições. Irá vender o que restou de patrimônio imobiliário do clube para pagar os débitos assumidos e o déficit mensal devido a alta folha de pagamento totalmente incompatível com a receita do clube” exclama Basano.
Também segundo o Basano, “se o JCSP não tiver presidente, ilibada condições financeiras, sociais e morais, e em não conseguindo subsídios governamentais como é feito em países vizinhos como Argentina, Uruguai, Chile, e principalmente nos Estados Unidos, a INSOLVÊNCIA É IMINENTE”.
Luiz Octavio Figueiredo
Presidente da Associação Carioca dos Proprietários do Cavalo Puro Sangue Inglês