Luiz Rigoni, que morreu, aos 80 anos, no último dia 3, será homenageado, hoje, pelo Jockey Club de São Paulo, no oitavo páreo da reunião.
Iniciou suas atividades no Hipódromo do Guabirotuba, em Curitiba, para brilhar depois na Gávea e em Cidade Jardim. Conseguiu sua primeira vitória em 16 de maio de 1943, pilotando a égua Namorada, terinada por Júlio Cavichiolo e defendendo as cores de seu pai, Domingos Rigoni.
Na ocasião, o turfe paranaense tinha excelentes pilotos como Omário Reichel, Virgílio Pinheiro Filho e tantos outros. Tornou–se jóquei rapidamente e, após alguns anos, mudou–se para o Rio de Janeiro, trabalhando preferencialmente com o treinador Rubens Gusso.
Rapidamente, firmou–se como o melhor do país, numa época de grandes jóqueis como Francisco Irigoyen, Oswaldo Ulloa, Juan Marchant etc. Luiz Rigoni montava no regime de freio e, por sua maneira de montar, ganhou o apelido de “O Homem do Violino”.
Foi vencedor de várias estatísticas na Gávea e possuía um enorme fã–clube, que gritava, no hipódromo, “dá–lhe Rigoni”, quando este avançava com seus pilotados. Venceu o GP Paraná de 1957, por diferença mínima com o cavalo Canavial, numa prova disputadíssima contra o John Araby, pilotado pelo excelente Pierre Vaz.
Rigoni venceu os GPs Brasil, em 1954, com El Aragonês; em 1970, com Viziane, e em 1971, no dorso do argentino Terminal. Obteve o bicampeonato do GP São Paulo, levantando–o em 1948, conduzindo a égua Garbosa Bruleur, e em 1949, com Saravan.
Parou de montar em 1973, mas voltou em meados de 1981. Após uma queda durante um treinamento, em 1982, quando quebrou a mão direita, encerrou a carreira de modo definitivo. Foi tema de música e fez uma participação no filme “Meus amores do Rio”, estrelado por Jardel Filho.
por Roberto Micka