Conforme noticiado pelo Raia Leve, a direção de Arlington Park, ao definir os campos oficiais de sua grande festa, negou licença de monta ao campeão inglês Kierem Fallon, acusado de sérias fraudes nas corridas, com matrícula revogada em Londres e proibido de montar na Inglaterra.
Não tenho dúvidas em afirmar que somente ações deste porte têm poder de transferir à opinião pública (leia–se: grande Mídia, investidores e povo em geral – devidamente enxotados dos hipódromos brasileiros, por falta de decoro explícito à credibilidade nas corridas, por décadas) fortes indicativos de confiabilidade, gestão objetivamente direcionada à proteção dos clientes consumidores e investidores do produto chamado...Turfe!
Devo enviar merecidos cumprimentos aos dirigentes americanos da Illinois Racing Board, que tem por norma (coerente e inteligente, em defesa da credibilidade de sua imagem, proteção e valorização do turfe local) honrar as punições impostas por outras jurisdições, mesmo de outros países.
Será que as Bolsas de Valores, do mundo inteiro, trabalham e protegem radicalmente sua credibilidade, imagem e idoneidade, apenas por conveniência?
Por que será que empresas e organizações bem–sucedidas, investem de forma absoluta em imagem e credibilidade, sem tolerar mínimos deslizes, sendo justamente muito lucrativas...!?
Como admirador do cavalo, da incomparável emoção das corridas, do verdadeiro turfe como um todo, fico desolado!
Porém, como profissional, Analista de Mercado, fico revoltado! E me pergunto:
Como e por que, o Turfe brasileiro, liderado e recheado de empresários de porte, ligados aos mais variados e significativos segmentos nos vários mercados, acostumados aos processos de gestão macro–empresariais, em tantos anos de carência e decadência vertiginosa do turfe brasileiro, não percebem, que não adianta investir em Marketing, em mídia, se o escancarado problema é de explícita falta de credibilidade "INTERNA E EXTERNA"!?
Nosso turfe é ridicularizado por artistas famosos, donos de cavalos PSI, em novelas da grande mídia em horário nobre...!
Jóqueis reincidentes, flagrados e punidos por fraudes em corridas, têm suas penas abrandadas e ou perdoadas...!
Corridas há décadas têm resultados hilários, impossíveis, com penas complacentes...!
Dos milhares de turfistas afugentados; do povo, da opinião pública em geral, nem da própria Mídia, deverá ser esperado, aceitar passivamente, terem sua capacidade intelectual, humilhada!
Não devo deixar de valorizar e destacar o belo trabalho e esforço que está sendo desenvolvido em São Paulo. Brilhante! É fundamental, porém, que seja considerado com atenção o aqui exposto, visando à solidificação dos resultados sob o ponto de vista turfístico!
Renato Borda, 50 anos, de família de apaixonados turfistas, mora em Porto Alegre