O GP Presidente da República (Gr. I) é um dos momentos mais aguardados do festival do Grande Prêmio Brasil. A prova põe em choque os melhores milheiros do turfe nacional. A distância de 1.600 metros, para muitos, é a mais nobre das corridas, haja vista que supostamente, velocidade e resistência não se mesclariam, em nenhuma outra ocasião, de maneira tão significativa. Outro fator interessante da milha internacional é que ela proporciona um interessantíssimo embate de gerações. Com as inscrições abertas, também, para produtos de 3 anos (que estrearam, portanto, no semestre anterior), o páreo, além de testar, num altíssimo nível, os milheiros de mais idade, possibilita uma prévia acerca do que podemos esperar da geração mais nova.
Em 2011, Plenty of Kicks e Joe Diesel deixaram os mais velhos a ver navios, em exibições irrepreensíveis. Na carreira anterior ao “Presidente da República”, tais animais vinham de formar ponta e dupla no GP Jockey Club Brasileiro (Gr. I). E essa situação é vivida, atualmente, por Micro Chip e Arkansas Sand – primeiro e segundo colocados, respectivamente, no Criterium.
Em 2011, por sinal, não foi a primeira vez que tal sequência de fatos se repetiu. Em 1995, por exemplo, Dancer Man e Eagerset também bisaram a dupla vingadora no então GP ABCPCC (Gr. I), por ocasião da milha internacional. Naquele ano, a Gávea vivia a atmosfera do “Brasil Milionário”. Já na cabeceira da reta de chegada, Dancer Man tomava de golpe a primeira colocação, frente à sucumbência do favorito American Gipsy, que vinha de vencer o desdobramento paulista do páreo. Mais recentemente, ainda que sem galgar êxito no Criterium, Quick Gipsy e Out of Control (este, atualmente, já reprodutor na criação brasileira) roubaram a cena no “Presidente da República”, em 2006.
Credenciados – além das boas campanhas e de invejáveis estados atléticos – por uma significativa vantagem na escala de pesos, Micro Chip e Arkansas Sand terão, no entanto, de enfrentar uma série de bons corredores, tais como: Conclusivo (vencedor da preparatória), Hermés, Inca Ruler e Quality Control, que vêm de São Paulo e vão fazer tudo para dificultar a missão dos mais novos e mostrar que, este ano, a milha internacional será coisa para “gente grande”.
por Victor Corrêa