A história do GP Brasil é das mais ricas. Foi criado em 1933, graças à visão descortinada de Linneo de Paula Machado. A primeira disputa foi precedida de enorme expectativa. Cidade em festa. Uma publicidade tão intensa quanto as de muitos outros grandes produtos. Ninguém se decepcionou. No dia do evento, tudo esteve perfeito, irretocável. No ar, um clima de euforia. Nas tribunas, as autoridades se misturavam a pessoas elegantemente trajadas e ao povão, numa combinação de gestos, palavras e cores peculiares às grandes ocasiões.
Desde a largada, a vibração contagiava o enorme público. Quando o tordilho Mossoró – um dos dois cavalos nacionais num seleto campo de 22 competidores – cruzou o disco vitorioso, a emoção foi ao ápice. Quase carregaram o cavalo no colo. Risos e lágrimas se misturavam. Uma total confusão de sentimentos. Embora os estrangeiros fossem tidos pela imprensa como virtuais vencedores, o êxito de um nacional enchia de brios o público, que em arroubos de patriotismo reverenciava seu campeão como heroi.
O GP Brasil já nascia consagrado. E abençoado pelos “deuses do turfe”. A boa semente plantada por Linneo frutificou rapidamente e deu generosos frutos. Realizado, ininterruptamente, desde 1933, o GP Brasil tem uma história repleta de herois e de vilões, encantadora sob todos os aspectos.
Numa exposição sintetizada, contamos, a seguir, a história de todas as disputas, ano a ano, ajudando a emoldurar esse acervo fantástico de grandes conquistas.
1933 – O tordilho pernambucano MOSSORÓ leva o público ao delírio

No campo do primeiro GP Brasil, apenas dois nacionais: Mossoró e Caicó, ambos de propriedade de Frederico Lundgren. À época, a imprensa nacional exaltava os estrangeiros e houve quem chegasse a afirmar que “o melhor dos cavalos brasileiros, mesmo levando vantagem de dez quilos, no máximo chegaria 100 metros atrás dos estrangeiros”.
Mossoró era faixa de Caicó (a estrela máxima da coudelaria Lundgren), mas só até antes de sua vitória no GP Dezesseis de Julho, pois mesmo servindo de “coelho” para abrir caminho para o companheiro, venceu de ponta a ponta. O jóquei Justiniano Mesquita levava fé na vitória de seu pilotado, Mossoró. Durante a corrida, Mesquita correu pela égua francesa Myrthée, considerada a principal adversária. Myrthée, importada por Linneo de Paula Machado, era a favorita e, anos mais tarde, tornou–se mãe do bicampeão Albatroz. O criador e proprietário Frederico Lundgren estava viajando e não pôde assistir ao páreo.
Na entrada da reta de chegada, o filho de Kitchner e Galathéa vinha em quarto. Quando Mesquita deu a partida final no tordilho, ele rapidamente tomou a segunda colocação e, sob ovação patriótica do público, foi para cima do uruguaio Bambu e o dominou. Aí apareceu o argentino Belfort, mas o tordilho treinado por Eulógio Morgado resistiu até o disco e cruzou a meta pescoço à frente de Belfort. Bambu foi o terceiro, com o também nacional Caicó na quarta posição.
(dia 6 de agosto de 1933)
1º Mossoró (BR)………………… J. Mesquita ……………..47
2º Belfort (ARG)……………D. Suárez ……………..54
3º Bambú (ARG)………….. P. Casella …………….56
4º Caicó (BR)……………… I. Souza …………..47–48
5º Sueño Largo (ARG)…… W. Andrade ………..56
6º Bosphore (FR)…………. J. Canales …………….55
7º Soneto (ARG)………….. R. Sepulveda ……….54
8º Conjurado (ARG)………. B. Garrido ……………53
9º Caton (FR)………………. F. Mendes ……………53
10º Myrthée (FR)……………. J. Salfate …………….54
11º Double Steel (ARG)…….. R. de Freitas …….53
12º Origan (ARG)…………….C. Gomez……………….54
13º Kelani (FR)……………….A. Molina ………….52–53
14º Panache Royal (ARG)…. X. Gutierrez ……….53
15º Carmel (FR)…………….. T. Batista ……………..52
16º San Salvador (ARG)…… E. Gonçalves ……….53
17º Fariseo (URU)………….. C. Fernandez ………..53
18º Niño (ARG)……………… S. Batista ……………….54
19º Ultraje (ARG)…………… A. Rosa ………………….53
20º Bel Ideal (FR)…………… M. Margot …………….56
21º Arranha Céo (IRL)……… A. Silva ……………….48
22º Padishah (ING)…………. F. Biernazcky ……….55
MOSSORÓ, masc., tordilho, 4 anos, Pernambuco, Kitchner e Galathéa. Proprietário e Criador: F. J. Lundgren. Treinador: Eulógio Morgado. 3.000m – 189s4/5 (GU) – Diferença do primeiro para o segundo: pescoço.
1934 – MISURI, vitória uruguaia no maior campo da prova
O tordilho uruguaio Misuri veio ao Brasil especialmente para participar do GP Brasil. No maior campo da história da prova – 24 concorrentes – foi mantido na última colocação pelo jóquei Olegário Ruiz e atropelou com disposição na reta final, deixando em segundo o inglês Brunorb, o mais novo da prova. Próximo, em terceiro, o argentino Belfort (segundo colocado no ano anterior). Luminar e Haliali, também argentinos, foram, respectivamente, quarto e quinto colocados. Misuri era treinado por seu proprietário, José S.Riestra.
(em 5 de agosto de 1934)
1º Misuri (URU)……….O. Ruiz ………………… 56
2º Brunorb (ING)………. P. Costa …………… 51–52
3º Belfort (ARG)…………H. Herrera …………….. 53
4º Luminar (ARG)……… C. Gomez………………. 58
5º Hallali (ARG)………… S. Batista ……………… 56
6º Clever Boy (FR)…….. G. Costa ……………….. 53
7º Serinhaen (BR)……… J. Mesquita …………… 47
8º Kobelik (BR)…………. J. Morgado ……….. 48–51
9º Colita (ARG)…………. D. Suarez …………….. 54
10º Kosmos (BR)…………. B. Garrido ……………. 48
11º Lakin (IRL)……………. T. Batista …………….. 50
12º Bosphore (FR)………… L. Gonzalez ………….. 53
13º Sueño Largo (ARG)….. F. Mendes ……………. 53
14º Algarve (BR)…………. C. Fernandes ……… 48–51
15º Hall Mark (ARG)……… E. Gonçalves ………….. 51
16º Jacutinga (BR)……….. W. Cunha ……………… 48
17º Beef (ING)……………. G. Feijó ………………… 52
18º Inverman ((ING)…….. I. Souza ……………….. 56
19º Orca (ING)……………. X. Gutierrez …………… 55
20º Nobleman (URU)…….. W. Andrade ……………. 56
21º El Tigre (ARG)………… A. Molina ………………. 53
22º Lepido (BR)…………… A. Galvão ………………. 48
23º Star Brasil (ARG)…….. A. Rosa …………………. 53
24º Young (BR)……………. J. Canales ………………. 48
MISURI, masc., tordilho, 5 anos, Uruguai, Stayer e Mimada – Proprietário e treinador: José S. Riestra – 3.000m – 187s (GL) – Diferença do primeiro para o segundo: um corpo.
1935 – O também tordilho SARGENTO, mais um nacional se consagra
Horas antes da prova desabou um temporal que afugentou boa parte do público e transformou o Hipódromo da Gávea num enorme lago. Houve até quem quisesse adiar a prova, mas ela foi realizada no dia programado e marcou a terceira vitória de um cavalo tordilho e a segunda de um nacional: o paulista Sargento, filho de Printer e Matteira, treinamento de Oswaldo Feijó e propriedade de Antenor Lara Campos. Sargento, que vinha de vencer o GP Dezesseis de Julho empatado com o argentino Bramador, no GP Brasil de 1935 foi se destacando no meio da última curva e ganhou facilmente, sob a direção do freio Armando Rosa, deixando a também nacional Midi em segundo. O irlandês Tapajós foi o terceiro e os argentinos Bramador e Last Pet, quarto e quinto, respectivamente.
(em 4 de agosto de 1935)
1º Sargento (BR)…….. A. Rosa ……………….. 47–48
2º Midi (BR)…………….. O. Ulloa …………………. 45–46
3º Tapajós (IRL)……….. J. Canales ………………….. 48
4º Bramador (ARG)……. A. Silva ……………………… 47
5º Last Pet (ARG)………. J. Mesquita ………………… 53
6º Brunorb (ING)………. A. Molina ……………….. 52–53
7º Colita (ARG)…………. S. Batista …………………… 51
8º Algarve (BR)…………. W. Cunha …………………… 51
9º El Muñeco (BR)………. O. Mendes …………………. 53
10º Mon Secret (ARG)….. H. Herrera …………………… 51
11º Dewar (ARG)………… M. Tapia …………………….. 54
12º Madcap (ARG)………. W. Andrade …………………. 53
13º Capuã (IRL)………….. P. Vaz ……………………….. 53
14º Rio (IRL)……………… C. Fernandez ……………….. 53
15º Huran (BR)…………… F. Mendes …………………… 45
16º Cow Boy (ARG)……… I. Souza ……………………… 51
17º Luminar (ARG)………. G. Costa ……………………… 53
18º Carrigbyrne (URU)….. C. Gomez…………………….. 56
19º Coringa (URU)……….. D. Suarez ……………………. 53
20º Misuri (URU)………….. O. Ruiz ………………………. 62
SARGENTO, masc., tordilho, 4 anos, São Paulo, Printer e Matteira – Proprietário e Criador: Antenor Lara Campos – Treinador: Oswaldo Feijó – 3.000m – 198s2/5 ( GP) – Diferença do primeiro para o segundo: vários corpos.
1936 – O uruguaio CULLINGHAM, a maior pule da história
Corrido no segundo domingo de agosto (fugindo à tradição de ser realizado no primeiro) e debaixo de forte chuva, o GP Brasil de 1936 apresentou a vitória do maior azarão da história: o uruguaio Cullingham, que rateou 717,80 por cada 10,00 apostados. Cullingham, por Zodiac e Lady Agueros, era treinado por Ramón Rojas e de propriedade da dupla M.Costa e O.Jardim.
Dirigido pelo brasileiro Waldemiro de Andrade, atropelou cheio de lama e foi confundido com o também uruguaio Amor Brujo, o segundo mais apostado da prova em que o nacional Sargento era o favorito. Pela primeira vez, aconteceu um empate na história do GP Brasil: o do argentino Borba Gato com a nacional Tacy, na segunda colocação. Mon Secret arrematou na quarta colocação.
Há quem afirme que os cavalos uruguaios correram trocados, ou que Cullingham seria, na verdade, Amor Brujo. Se aconteceu, ninguém vai conseguir provar mais nada, mas o fato é que até o jóquei de Cullingham, Waldemiro de Andrade, ficou surpreso com a vitória.
(em 9 de agosto de 1936)
1º Cullingham (URU)….. W. Andrade …………….. 55
2º Borba Gato (*) ……….. R. Sepulveda …………….. 55
2º Tacy (*) …… …………. A. Silva ……………………. 47
4º Mon Secret ……………. H. Herrera ………………… 55
5º Sargento ………………. C. Fernandez ……………… 59
6º Last Pet ………………….. P. Costa ……………………. 55
7º Amor Brujo ……………. J. Batista …………………… 56
8º Luminar ………………… J. Brondo ………………. 55–56
9º Tomate …………………. A. Rosa ………………… 49–50
10º Tapajós …………………. A. Molina …………………… 54
11º Bramador ………………. J. Canales ………………….. 50
12º Viboron …………………. I. Souza …………………….. 56
13º Rio ………………………. G. Costa …………………….. 55
14º Brunorb …………………. J. Mesquita …………………. 55
15º Formasterus ……………. L. Gonzalez ………………… 55
16º Xuri ………………………. O. Ulloa …………………….. 49
17º Maimará………………….. S. Batista ………………….. 53
(*) empate em 2º lugar
CULLINGHAM, masc., 5 anos, castanho, Uruguai, Zodiac e Lady Agueros – Proprietários: M. Costa e E. O. Jardim – Treinador: Ramon Rojas – 3.000m – 196s1/5 (GP) – Diferença do primeiro para o segundo: ¾ de corpo.
1937 – HELIUM, o primeiro argentino vitorioso
Adquirido por Antenor Lara Campos, mesmo proprietário de Sargento, campeão do GP Brasil de 1935, o argentino Helium justificou sua fama ao vencer o GP Brasil de 1937 na marca de 184s3/5, batendo o recorde dos 3.000 metros, grama, da Gávea. Foi o primeiro êxito da criação argentina. O nacional Quati, grande favorito, terminou em segundo, a três corpos do ganhador. Tererê, Formasterus e Brunorb, esta ordem, completaram o marcador.
(em 1 de agosto de 1937)
1º Helium (ARG)……… A. Rosa ………………………. 55
2º Quati …………………. O. Ulloa ………………………. 49
3º Tereré ………………… A. Silva ………………………. 50
4º Formasterus …………. A. Molina …………………….. 58
5º Brunorb ……………….. J. Mesquita …………………. 55
6º Mon Secret ……………. I. Souza …………………….. 58
7º Baltica …………………. P. Gusso ………………… 48–50
8º Rio ……………………… H. Herrera ………………….. 55
9º Amor Brujo…………….. J. Sola ………………………. 55
10º Viboron ………………… W. Cunha …………………… 55
11º Batilo …………………… W. Andrade ………………… 55
12º Pendulo ………………… C. Fernandez ………………. 55
13º Rolando ………………… G. Costa ……………………. 55
14º Carioca …………………. J. Canales ………………….. 53
15º Manduca ……………….. F. Mendes ………………….. 49
16º Tomate …………………. L. Benitez ………………. 50–51
HELIUM, masc., castanho, 6 anos, Argentina, Hunter’s Moon e Claque – Proprietário: Antenor Lara Campos – Treinador: Paulo Rosa – 3.000m– 184s3/5 (GL)– Diferença do primeiro para o segundo: 3 corpos.
1938 – PÊNDULO, além de argentino, favorito do público
Os turfistas cariocas contavam com a vitória de seu ídolo, Quati, mas tiveram de amargar nova derrota, mais um segundo lugar para um cavalo argentino: o favorito Pêndulo, que teve a direção do bridão mineiro Geraldo Costa. Foi a segunda vitória do treinador Oswaldo Feijó (Sargento, em 1935). Mon Secret, Viño Puro e Maritain, n ordem, completaram o placar.
(em 7 de agosto de 1938)
1º Pêndulo (ARG)…… G. Costa …………………….. 55
2º Quati ………………… L. Leighton …………………… 50
3º Mon Secret …………. P. Gusso ……………………… 55
4º Vino Puro …………… R. Sepulveda ………………… 56
5º Maritain …………….. A. Rosa ……………………….. 55
6º Machucho …………… S. Batista …………………….. 55
7º Carioca ……………… W. Andrade …………………… 53
8º Desafuero …………… H. Herrera ……………………. 58
9º Oran …………………. J. Mesquita ……………….. 49–50
10º Mi Acierto …………… T. Batista ……………………… 55
11º Preludio ……………… J. Canales …………………. 50–51
12º Burú …………………. W. Cunha ……………………… 49
PÊNDULO, masc., alazão, 6 anos, Argentina, Pajuerano e Polêmica – Proprietário: Paulo Cintra – Treinador: Oswaldo Feijó. 3.000m – 192s (GP) – Diferença do primeiro para o segundo: um corpo.
1939 – SIX AVRIL, com classe, mostra a força da criação francesa
Quando o uruguaio Mississipi já era aclamado vencedor, o francês Six Avril, de propriedade de Francisco Eduardo de Paula Machado, apareceu para tirar–lhe “o pão da boca”, livrando vantagem de pescoço. Foi a primeira – e única até o momento – vitória de um cavalo europeu. Quati, que formou a dupla duas vezes, foi o terceiro colocado e, pela terceira vez, na condição de favorito. O argentino Caaimbé terminou na quarta posição, com Funny Boy na quinta colocação.
Six Avril, que teve a direção de Juan Zúniga, correu apenas duas vezes no Brasil, ganhando em ambas. E marcou a primeira vitória, na prova, do treinador de maior número de êxitos da história do turfe carioca, Ernani de Freitas.
(em 6 de agosto de 1939)
1º Six Avril (FR)…….. J. Zuniga …………………….. 57
2º Missisipi …………….. R. Freitas …………………….. 56
3º Quati ………………… A. Molina …………………….. 53
4º Caaimbé ……………. S. Batista …………………….. 58
5º Funny Boy ………….. L. Gonzalez ………………….. 53
6º Maritain …………….. A. Rosa ……………………….. 58
7º Strauss ……………… W. Andrade ………………….. 58
8º Machuche …………… W. Cunha ……………………. 58
9º Pharsala …………….. D. Ferreira …………………… 55
10º Simpatico …………… P. Vaz ………………………… 58
11º Reverie ……………… J. Canales ……………………. 56
12º Mi Acierto …………… G. Costa ……………………… 58
13º Severino ……………. P. Gusso ……………………… 58
14º Dominó ……………… J. Mesquita ………………….. 53
15º Pasteur ……………… T. Batista …………………….. 58
16º Karenina ……………. P. Simões …………………….. 54
17º Pizarro ………………. J. Nascimento ……………….. 58
SIX AVRIL, masc., castanho, 4 anos, França, Town Guard e Tutrix – Proprietário: F. E. de Paula Machado – Treinador: Ernani Freitas. 3.000m – 185s (GL)– Diferença do primeiro para o segundo: pescoço.
1940 – TERUEL coloca os ‘hermanos’ argentinos na frente
O alazão argentino Teruel, mais um da propriedade de Antenor Lara Campos (terceira vitória), era treinado por Paulo Rosa, que conquistou o bicampeonato, pois havia vencido também com Helium. Além disso, virou o marcador em favor dos argentinos. Teruel, pilotado por Waldemiro de Andrade (o mesmo jóquei do azarão uruguaio Cullingham), deixou longe o também argentino Caaimbé, na segunda colocação. Quati, que participava pela quarta vez do GP Brasil sem sair do marcador (dois segundos e dois terceiros), finalizou em terceiro, com o argentino Mezarino em quarto. O uruguaio Mississipi, segundo colocado no ano anterior e grande favorito, terminou fora do marcador.
(em 4 de agosto de 1940)
1º Teruel (ARG)………. W. Andrade …………………. 56
2º Caaimbé ……………… P. Vaz …………………………. 58
3º Quati ………………….. J. Zuniga …………………….. 53
4º Mazarino ……………… A. Alonso …………………….. 58
5º Six Avril ………………. A. Molina …………………….. 64
6º Maritain ………………. A. Rosa ……………………….. 58
7º Missisipi ………………. R. Freitas …………………….. 58
8º Viola …………………… G. Costa ……………………… 56
9º Southern Port ………… P. Gusso …………………….. 57
10º Alone ………………….. S. Batista …………………….. 52
11º Alfiler ………………….. A. Guadalupe ………………… 58
12º Apolo ………………….. D. Ferreira ……………………..52
13º Shanghai ……………… J. Canales …………………….. 56
14º Clyde ………………….. L. Benitez ……………………… 58
TERUEL, masc., alazão, 4 anos, Argentina, Adam’s Apple e Moncloa – Proprietário: Antenor Lara Campos – Treinador: Paulo Rosa. 3.000m – 187s (GP) – Diferença do primeiro para o segundo: vários corpos.
1941 – PÓLUX, na segunda vitória do reprodutor Stayer
A criação uruguaia ainda estava em alta e, por intermédio de Pólux, treinado por Gonçalino Feijó, marcou seu terceiro ponto. Pólux foi, ainda, o quarto tordilho a vencer a importante carreira. Além disso, colocou em destaque o reprodutor Stayer, que já faturara a prova com Misuri, em 1934. Shanghai, Apolo e Corena chegaram a seguir. Talvez!, o primeiro tríplice coroado do turfe carioca, terminou na sexta colocação.
(em 3 de agosto de 1941)
1º Pólux (URU)……….. A. Molina ………………….. 56
2º Shanghai …………….. J. Canales ………………….. 58
3º Apolo …………………. J. Zuniga ……………………. 53
4º Corena ……………….. P. Simões …………………… 56
5º Paulista ………………. J. Morgado ………………….. 55
6º Talvez! ……………….. R. Freitas ……………………. 52
7º Viola ………………….. P. Gusso …………………….. 56
8º Atys …………………… L. Benitez …………………… 56
9º Zurrun ……………….. A. Rosa ………………………. 56
10º Bandurrio ……………. A. Gutierrez …………………. 58
11º Gibraltar ……………… J. Mesquita ………………….. 56
12º Zeppelin ……………… D. Ferreira …………………… 52
13º Black Toni ……………. L. Leighton ………………….. 57
14º Alfiler …………………. W. Andrade …………………. 58
15º Gran Fifi ………………. J. Silva ……………………….. 58
16º Alone ………………….. L. Gonzalez …………….. 53–54
17º Shoeblack ……………. G. Costa …………………….. 58
18º Clarete ………………… P. Vaz ……………………….. 58
PÓLUX, masc., tordilho, 4 anos, Uruguai, Stayer e Polula – Proprietário: Stud Albarran – Treinador: Gonçalino Feijó – 3.000m – 186s3/5 (GL) – Diferença do primeiro para o segundo: um corpo.
1942 – LATERO dá o tricampeonto ao reprodutor Stayer
Latero, mais um uruguaio, foi o terceiro filho de Stayer a dominar a prova. Deixou afastado o segundo colocado, Alone. Lunar, Álibi e Zurrún completaram o placar. O ganhador, de propriedade de Jayme Moniz de Aragão, teve a direção de Reduzino de Freitas e marcou, também, a terceira vitória do treinador Oswaldo Feijó, o mesmo de Sargento e de Pêndulo.
(em 2 de agosto de 1942)
1º Latero (URU)……… R. Freitas ……………………. 57
2º Alone ………………… A. Rosa ……………………….. 53
3º Lunar ………………… R. Rodrigues …………………. 57
4º Alibi ………………….. J. Zuniga ……………………… 57
5º Zurrún ………………. P. Simões …………………….. 58
6º Shanghai ……………. J. Canales ……………………. 58
7º Monge Negro ……….. P. Gusso ……………………… 58
8º Talvez! ………………. S. Batista …………………….. 53
9º Pólux ………………… A. Gutierrez ………………….. 62
10º Cauterio …………….. V. Martin ……………………… 58
11º Furtivito …………….. W. Andrade …………………… 58
12º Viola …………………. I. Souza ……………………….. 56
13º Moirones ……………. D. Ferreira …………………….. 57
14º Teruel ……………….. L. Benitez ……………………… 62
LATERO, masc., castanho, 4 anos, Uruguai, Stayer e La Gris – Proprietário: J. M. Aragão – Treinador: Oswaldo Feijó – 3.000m – 186s (GL) – Diferença do primeiro para o segundo: vários corpos.
1943 – ALBATROZ, transforma dá ao Brasil o tricampeonato
O castanho Albatroz, da família Paula Machado, marcou a segunda vitória do treinador Ernani de Freitas e terceira de um cavalo brasileiro. Favorito, Albatroz dominou o azarão Álibi (quarto colocado no ano anterior), com Lunar mais uma vez no terceiro posto. Um detalhe curioso: na primeira passagem pelo disco, o vulto de um fotógrafo, por baixo da cerca, assustou o cavalo Abattage, pilotado por Justiniano Mesquita. Com isso, o cavalo se atirou para fora e obrigou Pierre Vaz, jóquei de Lunar, a sofrear bruscamente sua montada. Graças à perícia dos pilotos, o fato não teve consequências trágicas.
(em 1 de agosto de 1943)
1º Albatroz (BR)………. J. Zuniga …………………….. 53
2º Alibi …………………… G. Costa ……………………….. 58
3º Lunar …………………. P. Vaz ………………………….. 58
4º Xingú …………………. L. Leighton ……………………. 52
5º Zagal………………….. A. Molina ………………………. 57
6º Rezongo ……………… A. Gutierrez …………………… 57
7º Latero ………………… R. Freitas ………………………. 62
8º Batton ………………… D. Ferreira …………………….. 52
9º Carbón ……………….. C. Pereira ………………………. 57
10º Moirones …………….. W. Andrade …………………….. 58
11º Abattage ……………… J. Mesquita …………………….. 57
12º Burguete ……………… J. Silva …………………………. 58
13º Volanton ……………… A. Rosa …………………………. 57
14º Latente………………… L. Benitez ………………………. 57
15º Luxemburgo………….. P. Simões ………………………. 58
16º Air Bell ……………….. A. Araújo ……………………….. 58
17º Cuyita …………………. J. Canales ……………………… 56
ALBATROZ, masc., castanho, 7 anos, São Paulo, Trinidad e Myrthée – Proprietário: Espólio de L. de P. Machado – Criador: L. de P. Machado – Treinador: Ernani Freitas.
3.000m – 186s4/5 (GL) – Diferença do primeiro para o segundo: meio corpo.
1944 – Brasileiro ALBATROZ é o primeiro bicampeão
Até 1943, os cavalos brasileiros levavam grande vantagem no peso, em relação aos estrangeiros. A partir de 1944, o peso passou a ser atribuído de acordo com a idade do animal, independentemente de sua nacionalidade, o que ocorre até os dias atuais. Nada, porém, impediu a segunda vitória do “velhinho” Albatroz, primeiro bicampeão da prova. Para maior alegria dos Paula Machado, vingou a dobradinha com Ever Ready, a primeira da história da prova. Além de bicampeão do GP Brasil, Albatroz, recordista da pista de grama dos 2.400 aos 2.800 metros, venceu os GPs São Paulo e Dezesseis de Julho, entre muitos outros. Em 40 apresentações, conseguiu 17 vitórias, dez segundos e quatro terceiros lugares. Foi o primeiro filho de um participante do GP Brasil – a égua Myrthée – a vencer a prova. Na reprodução, um acidente no haras o impediu de tentar vir a ser o maior chefe de raça brasileiro. Mesmo assim, Albatroz produziu os ganhadores Mont Talisman, Brilhante Azul, Jacareí e Ramon Navarro.
(em 6 de agosto de 1944)
1º Albatroz (BR)…….. L. Gonzalez …………………. 57
2º Ever Ready ………… P. Simões …………………….. 52
3º Alibi …………………. O. Ulloa ………………………. 58
4º Footprint …………… A. Barbosa ……………………. 58
5º Goiano ……………… G. Costa ………………………. 58
6º Tigris ………………… P. Vaz ………………………… 58
7º Strike ……………….. A. Molina ……………………… 58
8º Tronador ……………. A. Rosa ……………………….. 58
9º Winter Garden ……… D. Ferreira …………………… 58
10º Xingú ………………… H. Soares …………………….. 53
11º Lord ………………….. A. Araújo …………………….. 57
12º Barón ………………… J. Canales ……………………. 58
13º Geyser ……………….. E. Silva ………………………. 52
14º Monterreal …………… R. Freitas ……………………. 57
15º Corruxa ………………. C. Pereira ……………………. 52
16º Adulon ………………… L. Benitez …………………… 58
ALBATROZ, masc., castanho, 8 anos, São Paulo, Trinidad e Myrthée – Proprietário: Stud L. de Paula Machado – Criador: L. de P. Machado – Treinador:
Ernani Freitas – 3.000m – 185s (GL) – Diferença do primeiro para o segundo: 1 1/2 corpo.
1945 – FILÓN, o primeiro êxito do ‘mestre’ Leguisamo
José Buarque de Macedo não mediu esforços para trazer o melhor cavalo argentino da época – o alazão Filón – para o GP Brasil. Além disso, trouxe para montá–lo o espetacular Irineo Leguisamo. Com toda sua categoria, “mestre” Leguisamo dominou Secreto por paleta, num final que levantou a plateia. O prêmio, que se mantivera inalterado desde 1993, foi aumentado, passando de 300 para 500 contos de réis.
(em 5 de agosto de 1945)
1º Filon (ARG)………… I. Leguisamo ……………….. 58
2º Secreto ……………… O. Ulloa ……………………….. 58
3º Monterreal ………….. P. Vaz …………………………. 58
4º Cumelén …………….. G. Costa ………………………. 58
5º Romney ……………… J. Mesquita …………………… 58
6º Irará ………………….. A. Gutierrez ………………….. 57
7º Cantaro ……………… J. Zuniga ……………………… 57
8º Eldorado …………….. O. Fernandes ……………… 52–53
9º Mochuelo ……………. A. Rosa ………………………… 58
10º Ever Ready ………….. D. Ferreira ……………………. 53
11º Fontaine ……………… E. Castillo …………………. 50–51
12º Briton ………………… A. Silva ………………………… 58
13º Fulgor ………………… R. Freitas ……………………… 52
14º Alibi …………………… A. Barbosa ……………………. 58
15º Zagal………………….. P. Simões …………………….. 58
16º Fumo …………………. J. Portilho …………………….. 53
17º Goiano ……………….. A. Araújo ……………………… 58
18º Typhoon ……………… N. Linhares …………………….. 52
19º Piccadilly …………….. L. Leighton ……………………. 52
20º Argentina ……………. L. Rigoni ………………………. 56
FILON, masc., alazão, 5 anos, Argentina, Full Sail e Felina – Proprietário: José Buarque de Macedo – Treinador: Gabino Rodriguez – 3.000m – 186s4/5 (GP) – Diferença do primeiro para o segundo: meio corpo.
1946 – MIRÓN, mais um uruguaio na cabeça
O alazão uruguaio Mirón marcou a primeira vitória na prova do bridão paranaense Pierre Vaz. O defensor do Stud Bela Esperança dominou, com firmeza, o favorito Zorro, chegando depois Trick, Goyo e Thphoon em terceiro, em quarto e em quinto lugar, respectivamente. Antes, com o mesmo Pierre Vaz, Mirón vencera o GP São Paulo.
(em 4 de agosto de 1946)
1º Mirón (URU)……….. P. Vaz ………………………….. 57
2º Zorro …………………. D. Ferreira …………………….. 57
3º Trick ………………….. L. Rigoni ……………………….. 58
4º Goyo ………………….. R. Freitas ………………………. 52
5º Typhoon ……………… P. Simões ………………….. 53–54
6º Lord ………………….. O. Reichel ……………………….. 58
7º Claro …………………. S. Tomasi ………………………. 58
8º Escorpion ……………. O. Serra ………………………… 53
9º Valipor ……………….. G. Costa ………………………… 58
10º Cumelén …………….. A. Araújo ………………………… 58
11º Bonitão ………………. R. Zamudio ……………………… 52
12º Flying Wonder ………. A. Rosa …………………………… 52
13 º Water Street ……….. A. Altran ………………………….. 58
14º Ever Ready ………….. O. Ulloa …………………………… 53
15º Punjab ……………….. J. Artigas …………………………. 57
16º Fumo …………………. J. Portilho ………………………… 53
17º Eldorado ……………… E. Castillo ………………………… 53
18º Irará ………………..0… J. Araújo ………………………… 58
MIRÓN, masc., alazão, 4 anos, Uruguai, Cartaginés e Miss Purity – Proprietário: Stud Bela Esperança – Treinador: Sylvio Mendes – 3.000m – 189s3/5 (GP) – Diferença do primeiro para o segundo: um corpo.
1947 – HELÍACO, um leão na raia pesada

O espetacular Helíaco, mais uma das máquinas da família Paula Machado, tinha chegado ao GP Brasil invicto através de oito apresentações: cinco em São Paulo e três no Rio, o que lhe valeu um grande favoritismo, que foi plenamente confirmado na carreira. Quarta vitória do treinador Ernani de Freitas (Six Avril e Albatroz duas vezes) e mais uma dobradinha dos Paula Machado, já que Herón foi o segundo colocado. Camarón e o vencedor do ano anterior, Mirón, terminaram a seguir.
(em 3 e agosto de 1947)
1º Helíaco (BR)………. O. Ulloa ………………………. 52
2º Heron ………………… D. Ferreira ……………………. 52
3º Camarón ……………. W. Andrade …………………… 58
4º Mirón ………………… N. Lalinde …………………….. 58
5º Zorro ………………… F. Irigoyen ……………………. 58
6º Goyo …………………. R. Freitas …………………….. 53
7º Furão ………………… G. Costa ………………………. 52
8º Emperor ……………… R. Zamudio ………………….. 58
9º Múltiple ………………. P. Vaz ………………………… 57
10º Chasquillo …………… Om. Reichel ………………….. 58
11º Coracero …………….. J. Portilho …………………….. 58
12º Erebus ……………….. J. Vidal ……………………….. 57
13º Trick ………………….. L. Rigoni ……………………… 58
14º Valipor ……………….. A. Ribas ………………………. 58
15º Hydarnés …………….. J.Nascimento …………….. 52–53
16º Fiducia ………………. C. Cruz………………………… 55
HELÍACO, masc., alazão, 4 anos, São Paulo, Formastérus e Saphinha – Proprietário: Stud Linneo de Paula Machado – Criador: Espólio de L. de P. Machado – Treinador: Ernani Freitas – 3.000m – 193s (GP) – Diferença do primeiro para o segundo: 1 1/2 corpo.
1948 – HELÍACO, também brasileiro, é o segundo bicampeão
Helíaco chegava ao segundo GP Brasil totalizando 12 vitórias em 13 apresentações. A única derrota ocorrera no GP São Paulo, para Garbosa Bruleur, em marca recorde. Mesmo sendo recordista de prêmios da época, Helíaco não foi o favorito. O favoritismo da prova foi defendido pela parelha do Stud Seabra – Bambino e Tirolesa. Bambino terminou em terceiro e Tirolesa fechou raia. Em segundo finalizou Apuvo, com Saravan no quarto lugar. Segundo bicampeão da prova, o brasileiro Helíaco marcou o primeiro bicampeonato de um jóquei, o bridão chileno Oswaldo Ulloa, por muitos considerado o expoente maior da brilhante escola chilena. Foi a quinta vitória do treinador Ernani de Freitas na importante carreira.
(em 1 de agosto de 1948)
1º Helíaco ……………… O. Ulloa ……………………… 57
2º Apuvo ………………… D. Ferreira …………………… 55
3º Bambino ……………… F. Irigoyen ………………….. 55
4º Saravan ………………. O. Rosa ……………………… 57
5º Erebus ………………… J. Vidal ………………………. 57
6º Fiducia ………………… G. Costa …………………….. 55
7º Vuecencia …………….. A. Batista …………………… 55
8º Defiant ………………… Ot. Reichel …………………. 57
9º Pelele ………………….. B. Cucaro …………………… 57
10º Garbosa Bruleur ……… L. Rigoni ……………………. 55
11º Cid …………………….. Om. Reichel …………………. 55
12º Don José ……………… S. Ferreira …………………… 57
13º Heréo …………………. P. Vaz ………………………… 57
14º Múltiple ………………. A. Ribas ………………………. 57
15º Don Pedrito ………….. R. Olguin …………………….. 55
16º Esquivado ……………. A. Barbosa …………………… 57
17º Tirolesa ……………….. R. Freitas ……………………. 53
HELÍACO, masc., alazão, 5 anos, São Paulo, Formastérus e Saphinha – Proprietário: Stud. L. de Paula Machado – Criador: Espólio de L. de P. Machado – Treinador: Ernani Freitas – 3.000m – 191s3/5 (GP) – Diferença do primeiro para o segundo: vários corpos.
1949 – CARRASCO, marca o início de um predomínio argentino
O castanho Carrasco fez jus ao nome e marcou ponto para a criação argentina, num domínio que se estendeu até 1958. Segunda vitória de Pierre Vaz na carreira, dominou Tirolesa por um corpo, igualando o recorde de Helium nos 3.000 metros, grama, da Gávea: 184s3/5. Cid foi o terceiro, com Múltiple em quarto lugar e Jabuti na quinta colocação. Carrasco, filho de Fox Clube e Coroa, defendia as cores de Jorge Jabour e do ministro Oswaldo Aranha. Helíaco, já aos 9 anos, tentava o inédito tricampeonato, mas a pista leve conspirou contra suas pretensões.
(em 7 de agosto de 1949)
1º Carrasco (ARG)…… P. Vaz ………………………… 59
2º Tirolesa ……………… F. Irigoyen ……………………. 57
3º Cid ……………………. O. Rosa ………………………. 59
4º Múltiple ……………… W. Andrade …………………… 59
5º Jabuti ………………… L. Gonzalez …………………… 57
6º Eperlan ……………… J. Artigas ………………………. 59
7º Heliaco ……………… O. Ulloa ………………………… 59
8º Nogoyá ……………… O. Matteucci ………………….. 55
9º Manguari ……………. J. Portilho …………………….. 57
10º Saravan …………….. L. Rigoni ………………………. 59
11º Petrilla……………….. T. Espino ……………………… 57
12º Nimrod ………………. L. Benitez …………………….. 57
13º Teddy ……………….. A. Barbosa ……………………. 59
14º Guaraz ………………. J. Carvalho …………………… 59
CARRASCO, masc., castanho, 4 anos, Argentina, Fox Cub e Corea – Proprietário: Jorge Jabour – Treinador: Levy Ferreira – 3.000m – Tempo: 184s3/5 (GL) – Diferença do primeiro para o segundo: um corpo.
1950 – TIROLESA, primeira égua a desacatar os cavalos

Tirolesa, alazã argentina filha de Fox Club (como Carrasco) e Tela, foi à forra do rival, que terminou na quarta colocação. Era a primeira vitória de uma égua na prova. Além disso, deu a Juan Zúniga um feito até agora inédito: vencer como jóquei (Six Avril e Albatroz) e como treinador. No ano anterior, a cátedra afirmava que Tirolesa só havia perdido em razão do jóquei Francisco Irigoyen tê–la contrariado. Com Domingos Ferreira no dorso, foi para frente e deixou o segundo colocado, Nimrod, a vários corpos. Cruz Montiel e Carrasco, argentinos como os dois primeiros, chegaram terceiro e quarto, respectivamente.
(em 6 de agosto de 1950)
1º Tirolesa (ARG)…….. D. Ferreira …………………… 57
2º Nimrod ……………….. A. Araújo ……………………… 59
3º Cruz Montiel …………. F. Irigoyen ……………………. 59
4º Carrasco ……………… P. Vaz ………………………….. 59
5º Coraje ………………… E. Castillo ……………………… 59
6º Manguari …………….. J. Mesquita …………………….. 59
7º Cid …………………….. R. Zamudio ……………………. 59
8º Salamalec …………….. L. Rigoni ………………………. 59
9º Apuvo …………………. O. Ulloa ………………………… 59
10º Meteco ………………… E. Garcia ……………………….. 57
11º Quejido ……………….. R. Quinteros …………………… 57
12º Kathleen Lavinia …….. O. Rosa ………………………… 57
TIROLESA, fêmea, alazã, 6 anos, Argentina, Fox Cub e Tela – Proprietário: Stud Seabra – Treinador: Juan Zuniga – 3.000m – 192s3/5 (GP) – Diferença do primeiro para o segundo: vários corpos.
1951 – PONTET CANET, outro ‘avião’ argentino
Tirolesa vinha de bater o recorde dos 4.000 metros e era a favorita, tendo como faixas Cruz Montiel e My Love, mas “Pancho” Irigoyen não a correu na frente (vinha em segundo) e não passou pelo ponteiro Pontet Canet. Tirolesa ficou com a terceira colocação, em seu quarto GP Brasil. A vitória sorriu para o “avião” argentino Pontet Canet, filho de Advocate e La Cave, de propriedade de Carlos Gilberto da Rocha Faria, dirigido por Luiz Diaz e apresentado por Jorge Morgado. Quinze dias após, de volta à direção de “Minguinho”, no GP Dr. Frontin, Tirolesa foi à forra, vencendo de ponta a ponta. Pontet Canet mancou e não correu mais.
(em 5 de agosto de 1951)
1º Pontet Canet (ARG)…… L. Diaz ………………………… 57
2º Cruz Montiel ……………… D. Ferreira …………………….. 59
3º Tirolesa ……………………. F. Irigoyen …………………….. 57
4º My Love …………………… J. Marchant ……………………. 57
5º Fort Napoleon ……………. O. Ulloa ………………………… 59
6º Torpedo …………………… Om. Reichel ……………………. 59
7º Anacoreta …………………. R. Cornejo …………………….. 57
8º Magali ……………………… E. Castillo ……………………… 57
9º Quejido ……………………. D. Moreira ……………………… 59
10º Jocosa ……………………… L. Rigoni ……………………….. 57
11º Faaimbé …………………… E. Garcia ……………………….. 57
12º Ernani ……………………… J. Portilho ………………………. 59
13º Coraje ……………………… J. Mesquita …………………….. 59
PONTET CANET, masc., alazão, 4 anos, Argentina, Advocate e La Cave – Proprietário: Carlos Gilberto da Rocha Faria – Treinador: Jorge Morgado –
3.000m – 191s4/5 (GP) – Diferença do primeiro para o segundo: vários corpos.
1952 – GUALICHO, em tempo recorde
O castanho argentino Gualicho foi adquirido pelo Stud Almeida Prado e Assumpção sem maiores pretensões e transformou–se em craque excepcional no Brasil. Venceu o GP Brasil de 1952 sem tomar conhecimento dos rivais e ainda quebrou o recorde dos 3.000 metros, grama, da Gávea, ao assinalar 183s3/5. Panther, Fort Napoleón e Rieck chegaram a seguir, na ordem. Antes, Gualicho havia vencido o GP Dezesseis de Julho e o GP São Paulo. Neste último, derrotou, entre outros, o espetacular Yatasto, considerado um dos melhores cavalos argentinos de todos os tempos.
(em 3 de agosto de 1952)
1º Gualicho (ARG)….. O. Rosa ………………………. 57
2º Panther ……………… E. Castillo ……………………. 59
3º Fort Napoleon ……… O. Ulloa ……………………….. 59
4º Rieck…………………. C. Moreno …………………….. 59
5º Lord Antibes ………… J. Marchant ………………….. 59
6º Bisoño………………… G. Costa ……………………… 59
7º Violoncelle …………… L. Osorio …………………….. 59
8º Tévere ………………… L. Diaz ………………………. 59
9º Cartaguinho …………. Om. Reichel …………………. 59
10º Solano ………………… L. Rigoni …………………….. 59
11º Fairplay ……………….. A. Araújo ……………………. 59
12º Cyrnos ………………… L. Mezaros …………………… 59
13º Atleta ………………….. D. Moreira …………………… 59
14º Mancebo ………………. F. Irigoyen …………………… 57
15º Sinless ………………… U. Cunha ……………………… 57
GUALICHO, masc., castanho, 4 anos, Argentina, The Druid e Golconda – Proprietários: Almeida Prado e Assumpção – Treinador: Manoel Branco – 3.000m – 183s3/5 (GL) – Diferença do primeiro para o segundo: vários corpos.
1953 – Argentino GUALICHO conquista um bicampeonato consagrador
Sempre dirigido por Olavo Rosa e treinado por Manoel Branco, Gualicho tornou–se o terceiro bicampeão da prova e, fato inédito até os dias atuais, bicampeão também do GP São Paulo. Num campo reduzido – apenas dez competidores – Gualicho voltou a vencer e deixou longe o segundo colocado, Away. Qüiproquó e Platina foram terceiro e quarto, respectivamente. Para muitos, o filho de The Druid e Golconda foi o melhor cavalo que já correu no Hipódromo da Gávea.
(em 2 de agosto de 1953)
1º Gualicho (ARG)…… O. Rosa ………………………. 59
2º Away …………………. F. Irigoyen ……………………. 59
3º Quiproquó …………… J. Marchant …………………… 57
4º Platina ……………….. E. Castillo ……………………… 57
5º Obolenski ……………. D. Ferreira …………………….. 57
6º Do Well ………………. A. Araújo ………………………. 59
7º Baltimore …………….. R. Martins …………………….. 57
8º Reveur ………………… R. Ferreira ……………………. 59
9º Gatillo …………………. O. Ulloa ……………………….. 59
10º Solano …………………. A. Portilho ……………………. 59
GUALICHO, masc., castanho, 5 anos, Argentina, The Druid e Golconda – Proprietários: Almeida Prado e Assumpção – Treinador: Manoel Branco – 3.000m – 185s1/5 (GL) – Diferença do primeiro para o segundo: vários corpos.
1954 – EL ARAGONÉS, a primeira vitória do craque Rigoni
Luiz Rigoni, considerado por muitos o melhor jóquei brasileiro de todos os tempos, deu demonstração inequívoca de sua categoria ao dirigir o argentino El Aragonés no GP Brasil de 1954. Trazia o filho de Ramazon e El–Chú na última colocação até a entrada da reta de chegada e atropelou, no momento exato, para o defensor do Stud Piratininga livrar pequena diferença sobre a excepcional Joiosa. Bakari e o nacional Quati terminaram a seguir. Titanic e Efusivo caíram durante o percurso.
(em 1 de agosto de 1954)
1º El Aragonés ………. L. Rigoni …………………….. 59
2º Joiosa ……………….. E. Castillo …………………….. 54
3º Bakari ……………….. L. Diaz ………………………… 56
4º Quasi ………………… A. Araújo ……………………… 59
5º Yorick ………………… P. Blanc ………………………. 52
6º Panther ………………. P. Vaz ………………………… 59
7º Taia …………………… L. Espinosa ………………….. 54
8º Gatillo ………………… D. P. Silva …………………… 59
9º Pontino ………………. S. di Tomazo ………………… 56
10º Quiproquó …………… J. Marchant ………………….. 58
11º Cyro ………………….. G. Silva ……………………….. 56
12º Mundo………………… C. Martinez …………………… 59
13º Indocil ……………….. L. Gonzalez …………………… 59
14º Sassú…………………. M. Garcia ………………….. 52/54
15º Titanic(*) ……………. J. P. Souza ……………………. 59
16º Efusivo(*) …………… Om. Reichel …………………… 59
(*) caíram
EL ARAGONÉS, masc., castanho, 5 anos, Argentina, Ramazon e El–Chú – Proprietário: Stud Piratininga – Treinador: O. Ojeda. 3.000m – 185s (GL) – Diferença do primeiro para o segundo: ½ corpo.
1955 – MANGANGÁ, um trem de luxo na raia molhada
O argentino Mangangá, filho de Gulf Stream e Margarida, estreava na Gávea e o fez de forma espetacular: vencendo com firmeza o GP Brasil, em cujo campo também estreava o nacional Adil, que formava na trinca favorita, com Qüiproquó e Quinto. Mangangá dominou Adil por dois corpos, em excelente marca – 184s –, ficando a 2/5 do recorde. Em terceiro finalizou Qüiproquó, com Ballenato em quarto lugar. El Aragonês, montado pelo chileno Luiz González, não atropelou como no ano anterior e terminou fora do marcador.
(em 7 de agosto de 1955)
1º Mangangá (ARG)….. B. Castro ………………….. 59
2º Adil ……………………. L. B. Gonçalves ……………. 56
3º Quiproquó ……………. J. Marchant ………………… 59
4º Ballenato ……………… F. Irigoyen …………………. 59
5º Profundo ……………… D. P. Silva ………………….. 59
6º Indócil ………………… G. Massoli …………………… 59
7º King Bay ……………… E. Castillo …………………… 56
8º Cadi ……………………. A. Araújo …………………… 56
9º Jolly Joker …………….. L. Diaz ……………………… 59
10º Rumbo ………………… E. Garcia ……………………. 59
11º El Aragonés ………….. L. Gonzalez …………………. 59
12º Courageuse ………….. P. Vaz ………………………… 54
13º Joiosa …………………. U. Cunha …………………….. 57
14º Navarro ……………….. J. Tinoco …………………….. 56
15º Muruti …………………. J. Carlindo …………………… 56
16º Quinto ………………… A. G. Silva ……………………. 59
MANGANGÁ, masc., alazão, 5 anos, Argentina, Gulf Stream e Margarita – Proprietário: Stud Aconcágua – Treinador: Bernardo Callejas – 3.000m – 184s (GM) – Diferença do primeiro para o segundo: dois corpos.
1956 – TATÁN vence a prova de menor campo
Numa pista muito pesada, o argentino Tatán impediu que o brasileiro Adil, único tricampeão da história do GP São Paulo e segundo colocado nas duas vezes que participou do GP Brasil, conquistasse a vitória na prova máxima do turfe brasileiro. No menor campo da prova (oito concorrentes), Tatán, por Yuvaraj e Valkyrie, do Stud dos Cerros, ganhou por vários corpos de Adil, Nino Luiz, Mangangá, Sancy, Timão, Dhanous e Silvanesco.
(em 5 de agosto de 1956)
1º Tatán (ARG)………… J. P. Artigas ……………….. 56
2º Adil ……………………. L.B.Gonçalves ………………. 59
3º Niño Luiz ……………… E. Antunez ………………….. 56
4º Mangangá……………… B. Castro ……………………. 59
5º Sancy…………………… E. Castillo …………………… 52
6º Timão ………………….. J. Marchant …………………. 56
7º Dhanous ………………. O. Ulloa ……………………… 58
8º Silvanesco …………….. V. Pinheiro Fº ………………. 56
TATAN, masc., alazão, 4 anos, Argentina, The Yuravaj e Valkyrie – Proprietário: Stud Los Cerros – Treinador: Pedro P. Gonzalez – 3.000m – 192s2/5 (GP) – Diferença do primeiro para o segundo: 5 corpos.
1957 – DON VARELA, mais um triunfo argentino
Adil fez forfait e Don Varela fez prevalecer o predomínio da criação argentina por mais um ano. O filho de Orsino e Señorona, da Caballeriza Rogelito, derrotou Canavial por um corpo e meio, na marca de 185s3/5 os 3.000 metros, grama macia. Caporal, John Araby e Shakespeare completaram o placar. Nesse ano de 1957, as premiações passaram a adotar os percentuais que vigoram até os dias atuais, ou seja, o segundo ganhando 30% do prêmio do primeiro colocado; o terceiro 20%; o quarto 10%; e o quinto 5%.
(em 4 de agosto de 1957)
1º Don Varela (ARG).. H. Ponzi………………………. 56
2º Canavial……………… F. Irigoyen ……………………. 56
3º Caporal ……………… A. Xavier ………………………. 56
4º John Araby………….. P. Vaz ………………………….. 56
5º Shakespeare ………. O. Cosenza …………………….. 59
6º Royal Game………… L. Rigoni ………………………… 59
7º Trasgo………………. M. Lopes ………………………… 56
8º Lenguaráz ………….. H. Castro ………………………. 59
9º Vortex ………………. R. Ciafardini. ………………….. 56
10º Diretor ………………. J. Alves ………………………… 59
11º Detonador ………….. V. Pinheiro Fº. ………………… 56
12º Jubiloso …………….. A. C. Garcia ……………………. 56
13º Misterioso ………….. G. Perez ………………………… 56
14º Rocket ………………. O. Ulloa ………………………… 59
15º Ulemá ……………….. J. Marchant ……………………. 56
16º Ibañez ……………….. R. Freitas Fº ………………….. 56
17º Jarussi ……………….. L. Diaz …………………………. 56
18º Farolón ………………. J. P. Artigas …………………… 56
19º Jalerino ………………. J. Portilho ……………………… 56
20º Polar …………………. G. Lequeux …………………….. 59
21º Burú ………………….. S. Lobo …………………………. 56
22º Heráclito ……………… J. Caballero ……………………. 56
DON VARELA, masc., castanho, 4 anos, Argentina, Orsino e Señorona – Proprietário: Caballeriza Rogelito – Treinador: Nicolas Ojeda – 3.000m – 185s3/5 (GM) – Diferença do primeiro para o segundo: 1 1/2 corpo.
1958 – ESPICHE, um azarão argentino
De propriedade do Stud Verde e Preto, de Eurico Solanés, o argentino Espiche trazia campanha modesta de sua terra, mas veio ao GP Brasil desbancar os rivais. O filho de Esquinazo e Obstinada livrou vantagem de cabeça sobre Kraus, pagando 313,00 por cada 10,00 apostados (rateio inferior, até ali, apenas, ao de Cullingham). Foi a décima vitória consecutiva da criação argentina na carreira.
(em 3 de agosto de 1958)
1º Espiche (ARG)………. J. O. Tapia ……………………… 56
2º Kráus ………………….. S. Ferreira ……………………….. 56
3º Gramófono ……………. R. B. Quinteros …………………. 56
4º Polar …………………… E. Castillo ………………………… 59
5º Anisado ……………….. J. P. Artigas ……………………… 56
6º Buen Mozo ……………. J. Perez……………………………. 59
7º Verbo ………………….. O. Ulloa …………………………… 56
8º Vândalo ……………….. J. Marchant ………………………. 56
9º Voltigeur ………………. U. Cunha …………………………. 56
10º Narvik ………………….. P. Vaz …………………………….. 56
11º Jarussi …………………. R. Latorre ………………………… 59
12º Dulce …………………… F. Irigoyen ……………………….. 54
13º Belo …………………….. V. Pinheiro Fº ……………………. 59
14º Nando ………………….. M. Silva …………………………… 56
15º Precinta………………… R. Ciafardini ………………………. 54
16º Alpes …………………… D. Garcia …………………………. 59
17º Sancy ………………….. L. Diaz …………………………….. 59
18º Dodó …………………… J. Villegas ………………………… 59
ESPICHE, masc., castanho, 4 anos, Argentina, Esquinazo e Obstinada – Proprietário: Stud Verde e Preto – Treinador: Alfredo S. Castro – 3.000m – 184s3/5 (GL)– Diferença do primeiro para o segundo: cabeça.
1959 – NARVIK, o vingador da criação nacional
Depois de tantas vitórias argentinas, nada mais justo que o craque Atlas merecesse o favoritismo da prova. No entanto, mesmo procurando desgarrar o nacional Narvik durante 300 metros, não impediu que o filho de Antonym e Ciccê, do Haras Faxina, livrasse vantagem de meio corpo, interrompendo a série de vitórias argentinas e registrando novo recorde para os 3.000 metros, grama: 182s3/5. Xaveco, Escorial e Endymion completaram o placar.
(em 2 de agosto de 1959)
1º Narvik (BR)………… V. Pinheiro Fº ………………. 59
2º Atlas ………………….. O. Nardi ………………………. 56
3º Xaveco ……………….. M. Silva ……………………….. 56
4º Escorial ……………….. F. Irigoyen …………………… 56
5º Endymion…………….. O. Ulloa ……………………….. 56
6º Rivoli ………………….. M. Santis …………………….. 59
7º Mi Tocayo……………… E. Perdomo…………………… 56
8º Chaval ………………… G. Almeida …………………… 56
9º Lohengrin …………….. L. Diaz ……………………….. 56
10º Gramófono……………. D. Garcia …………………….. 56
11º San Matias …………… B. Castro …………………….. 56
12º Hisna …………………. E. Castillo …………………….. 57
13º Pensilvania ……………S. Arriegada ………………….. 54
14º Estensoro ……………. A. Ricardo …………………….. 56
15º Vândalo ………………. J. Marchant …………………… 59
16º Novo Mundo …………. J. Portilho …………………….. 59
17º Canavial……………….. L. Rigoni ……………………… 59
18º Fámulo(*) ……………. J. Caballero ………………….. 59
(*) caiu
NARVIK, masc., castanho, 5 anos, São Paulo, Antonym e Ciccê – Proprietário e Criador: Haras Faxina – Treinador: Manoel Farrajota – 3.000m – 182s3/5 (recorde) – GL – Diferença do primeiro para o segundo: ½ corpo.
1960 – Inesquecível e invicto no País, FARWELL carimba sua presença
Considerado por muitos o melhor cavalo brasileiro de todos os tempos, Farwell, do Stud Almeida Prado e Assumpção, colocou seu nome na galeria de vencedores das duas maiores provas do turfe nacional: os GPs Brasil e São Paulo. Além disso, foi tríplice coroado em São Paulo. Terminou a campanha sem uma única derrota em pistas brasileiras. Suas duas únicas derrotas aconteceram na Argentina e, em ambas, foi o segundo colocado. Numa, para o argentino Atlas; na outra, para o nacional Escorial, que terminou em terceiro neste GP Brasil de 1960, mas ascendeu à segunda posição graças à desclassificação de Xaveco, que desceu para o terceiro lugar. Endymion e Los Churros completaram o placar. Mais tarde, por medicação, a parelha Narvik e Novo Mundo viria a ser desclassificada para os últimos postos.
(em 7 de agosto de 1960)
1º Farwell (BR) ………. L.B.Gonçalves ………………. 56
2º Escorial ………………. F. Irigoyen …………………….. 59
3º Xaveco ……………….. J. Marchant ……………………. 59
4º Endymion ……………. O. Ulloa ………………………… 59
5º Los Churros …………. O. Pelegrini ……………………. 56
6º Hypério ……………….. M. Silva ……………………….. 56
7º Porvenir ………………. G. Avila ……………………….. 59
8º Heros …………………. G. Massoli …………………….. 56
9º Ribol …………………… L. Diaz ………………………… 59
10º Dix …………………….. A. Bolino ………………………. 56
11º Derah …………………. O. Reichel ……………………… 57
12º Dengo ………………… D. Moreno ……………………… 56
13º Lohengrin ……………. L. Gonzalez …………………….. 59
14º Narvik(*) …………….. L. Rigoni ……………………….. 59
15º Novo Mundo(*) ……… F. Costa ………………………… 59
(*) desclassificados
FARWELL, masc., castanho, 4 anos, São Paulo, Burpham e Marilú – Proprietários: Almeida Prado & Assumpção – Criador: Haras Jahú – Treinador: Castorino Borges –
3.000m– 189s3/5 (GP) – Diferença do primeiro para o segundo: um corpo.
1961 – ARTURO A, mais uma ‘máquina’ argentina
O craque argentino Arturo A chegou ao Brasil com banca de grande favorito. E dirigido pelo legendário Irineo Leguisamo, já aos 64 anos de idade, não decepcionou. O filho de Árgus e Santa Rosa, do Stud Miss Lianés, aos cuidados de Juan de La Cruz, derrotou Montparnasse por quase um corpo. Major’s Dilemma, Pechazo e Simpaticón completaram o marcador, na ordem. Foi a segunda vitória de “mestre Legui” na prova. Arturo A foi bicampeão do GP São Paulo e, mais uma vez, o GP Brasil não foi realizado no primeiro domingo de agosto, mas no segundo.
(em 13 de agosto de 1961)
1º Arturo A (ARG)….. I. Leguisamo ………………. 58
2º Montparnasse …….. O. Cosenza …………………… 62
3º Major’s Dilemma …. L. Rigoni ………………………. 62
4º Pechazo…………….. E. Jara ………………………… 58
5º Simpaticón ………… J. Camoretti ………………….. 58
6º Pimpinela Escarlate ..A. Ricardo ……………………. 58
7º Gavroche …………… A. Bolino ……………………… 62
8º Atramo ……………… J. Marchant ………………….. 58
9º Heros ……………….. D. Garcia …………………….. 62
10º Flat Foot ……………. V. Pinheiro Fº ……………….. 58
11º Quick Chance. …….. L. Diaz ………………………… 58
12º Lord Vermouth ……. F. Irigoyen …………………… 58
13º Dix ………………….. D. P. Silva ……………………. 62
ARTURO A, masc., alazão, 4 anos, Argentina, Argur e Santa Rosa – Proprietário: Stud Miss Lionés – Treinador: Juan de La Cruz – 3.000m– 184s3/5 (GL) – Diferença do primeiro para o segundo: ¾ de corpo.
1962 – ORTILE, vitorioso em virtude da desclassificação de Montecristo
O GP Brasil de 1962 registrou o único caso oficial de doping: o cavalo argentino Montecristo chegou vários corpos à frente, mas foi desclassificado. A vitória, então, foi outorgada ao nacional Ortile, mas o jóquei Francisco Irigoyen nem pôde comemorar seu único triunfo no GP Brasil, pois a vitória só foi oficializada dias após a carreira. O placar oficial apresentou Vizcaino em segundo; Maracaibo em terceiro; Atramo em quarto; e Andino na quinta colocação. Os proprietários de Montecristo, malandros argentinos, perderam o prêmio, mas faturaram alto com as apostas e comemoraram o golpe com champanhe. Um dia negro na história da carreira.
(em 5 de agoso de 1962)
1º Ortile (BR) ……….. F. Irigoyen …………………… 58
2º Vizcaino …………….. O. Baratucci ………………….. 62
3º Maracaibo …………… J. Silva ………………………… 62
4º Atramo ………………. J. Marchant …………………… 62
5º Andino ……………….. H. Ciafardini ………………….. 58
6º Ricardo A ……………. J. G. Silva …………………….. 58
7º Major’s Dilemma …… P. Vaz …………………………. 62
8º Heros ………………… D. Garcia ……………………… 62
9º Iberius ……………….. J. Portilho …………………….. 58
10º Levilon ……………….. V. Pinheiro Fº ………………… 62
11º Baronet ………………. M. Silva ……………………….. 62
12º Pêlo Duro……………… E. Gonçalves ………………… 58
13º Clorito ………………… A. Bolino ……………………… 58
14º Bandar ……………….. A. Santos …………………….. 58
15º Gurango………………. D. P. Silva ……………………. 58
16º Nafah …………………. L. Rigoni ……………………… 62
17º Montecristo(*) ……… O. Nardi ……………………….. 62
(*) desclassificado de primeiro para útimo, por doping
ORTILE, masc., castanho, 4 anos, São Paulo, Orbaneja e Burtile – Proprietário: Stud Eduardo Guilherme – Criador: Terra Nova S/A. Agro Pecuária – Treinador: M.
Cavalheiro – 3.000m – 187s3/5 (GM) – Diferença do primeiro para o segundo: ½ corpo.
1963 – CENCERRO marca ponto para a criação chilena
O castanho Cencerro mostrou a força da criação chilena ao vencer o GP Brasil de 1963 e na segunda melhor marca da história: 183s1/5 para os 3.000 metros, grama. O filho de Forest Row e C’Est Si Bon, do Stud Choapa, teve a direção de H.Pilar. Fresh Air, Cajado, Leque e Sing Sing completaram o placar. Enquanto cinco competidores largavam com atraso, Cencerro foi para frente e não deu confiança aos adversários.
(em 4 de agosto de 1963)
1º Cencerro (CH)……. H. Pilar ……………………….. 58
2º Fresh Air ……………. H. Ciafardini ………………….. 58
3º Cajado ………………. J. Alves ……………………….. 58
4º Leque………………… P. Vaz ………………………….. 58
5º Sing Sing …………… F. Irigoyen …………………….. 62
6º Atramo ……………… M. Silva ………………………… 62
7º Bewitched ………….. J. Souza ……………………….. 58
8º Gavroche …………… A. Bolino ……………………….. 62
9º Maracaibo ………….. J. Silva …………………………. 62
10º Sawer ……………….. A. Machado …………………… 58
11º Rocker ………………. S. Arriagada ………………….. 58
12º Bar …………………… C. R. Carvalho. ………………. 62
13º Ilustre ……………….. J. Fajardo …………………….. 58
14º Ortile ………………… D. Garcia ……………………… 62
15º Fulgente …………….. A. Artim ………………………. 58
16º Semillon …………….. A. Santos …………………….. 58
17º Coaralde …………….. L. Rigoni ……………………… 58
18º Don Bolinha …………. J. Marchant ………………….. 58
19º Emblem ………………. O. Pellegrino ………………… 58
20º Señor Flors …………… L. Pincay …………………….. 62
CENCERRO, masc., castanho, 4 anos, Chile, Forest Row e C’Est Si Bon –Proprietário: Stud Choapa – Treinador: A. Breque – 3.000m – 183s (GL) – Diferença do primeiro para o segundo: vários corpos.
1964 – LEIGO, um nacional com pule alta
A fácil vitória do nacional Leigo mostrou que GP Brasil pode também ser coisa de pai para filho. O proprietário Paulo Pizza de Lara era filho de Antenor Lara Campos, dono de Helium, de Sargento e de Teruel, também ganhadores do GP Brasil.
Leigo, filho de Mon Cheri e Santa Bella, aos cuidados de Sabatino D’Amore, deixou Don Bolinha longe e assinalou 189s1/5 nos 3.000 metros, na grama macia. Muito afastado, também, na terceira colocação, chegou o cavalo Bar, com Pantheon e Adágio no complemento do marcador. Leigo marcou a primeira vitória do jóquei Dendico Garcia no GP Brasil e registrou a segunda maior pule da história: 411,00 por cada 10,00 apostados, numa prova com 16 competidores. De sexto para trás, chegaram, na ordem, Cajado, Devon, Snow Crown, Leque, Rossini, Debuxo, Marcoton, Quibor, Gurango, Chaval e Royal Prince.
(em 2 de agosto de 1964)
1º Leigo (BR)………… D. Garcia …………………….. 62
2º Don Bolinha ……….. J. Corrêa ……………………… 62
3º Bar ………………….. J. Portilho …………………….. 62
4º Pantheon …………… A. Artim ………………………. 62
5º Adágio ………………. F. Irigoyen …………………… 58
6º Cajado ………………. J. Alves ……………………….. 62
7º Devon ……………….. M. Silva ………………………. 58
8º Snow Crown ………… M. de Santis ………………… 58
9º Leque…………………. P. Vaz ………………………… 62
10º Rossini ………………. H. Bouley …………………….. 58
11º Debuxo ……………… O. Cardoso …………………… 58
12º Marcoton ……………. E. Araya ………………………. 58
13º Quibor ……………….. J. Marchant ………………….. 58
14º Gurango……………… D. P. Silva ……………………. 62
15º Chaval ……………….. J. Fajardo ……………………. 58
16º Royal Prince ………… J. Silva ……………………….. 58
LEIGO, masc., castanho, 5 anos, São Paulo, Mon Cheri e Santa Bela – Proprietário: Paulo Piza de Lara – Criador: Fazenda Nova – Treinador: Sabbatino d’Amore – 3.000m – 189s4/5 (GM) – Diferença do primeiro para o segundo: vários corpos.
1965 – ZENABRE, outro da família Pizza de Lara

Se Leigo era de propriedade de Paulo Pizza de Lara, o vencedor de 1965, Zenabre, pertencia a seu irmão, Theotonio Pizza de Lara e marcou o bicampeonato do treinador Sabatino D’Amore e do jóquei Dendico Garcia. Zenabre era filho de Pharas e Remington, e derrotou Random por vários corpos, na marca de 184s3/5. Solfeo, Deado e Maanin completaram o placar, com Dulcor, Egoísmo, Vaudeville, El Asteróide, Takako, Up and Doing, Egon, Bar, El Piconero e Berry, a seguir.
(em 1 de agosto de 1965)
1º Zenabre (BR)…….. D. Garcia …………………….. 58
2º Random …………….. F. Irigoyen ……………………. 58
3º Solfeo ……………….. J. Portilho …………………….. 58
4º Itamaraty …………… J. Alves ……………………….. 62
5º Deado ……………….. J. Corrêa ……………………… 62
6º Maanin ………………. A. Etchart …………………….. 58
7º Dulçor ……………….. L. Rigoni ……………………… 58
8º Egoísmo …………….. C. Taborda …………………… 58
9º Vaudeville …………… L. Amorim ……………………. 58
10º El Asteroide …………. A. Barroso ……………………. 62
11º Takako ………………. J. Santana ……………………. 58
12º Up And Doing ………. D. P. Silva ……………………. 58
13º Egon …………………. O. Cardoso …………………… 58
14º Bar …………………… P. Alves ……………………….. 62
15º El Piconero ………….. J. Reis …………………………. 62
16º Berry …………………. R. Ciafardini ………………….. 62
ZENABRE, masc., castanho, 4 anos, São Paulo, Pharas e Remington – Proprietário: Theotonio Piza de Lara – Criador: Stud Brasil – Treinador: Sabatino D’Amore – 3.000m – 184s3/5 (GL) – Diferença do primeiro para o segundo: vários corpos.
1966 – ZENABRE, o quarto bicampeão da prova
Depois dos nacionais Albatroz e Helíaco e do argentino Gualicho chegou a vez do também nacional Zenabre sagrar–se bicampeão da prova, em mais uma vitória de Theotonio Pizza de Lara. Foi também o tricampeonato para o jóquei Dendico Garcia e para o treinador Sabatino D’Amore. Random, como no ano anterior, formou a dupla com Zenabre. No restante do marcador chegaram: Calçado, Gastão e Lord Ricardo. Em seguida, na ordem, terminaram: Falstaff, Fiapo, Dámelo, Daomé, Filó, Non Plus Ultra e Itamaraty.
Zenabre também se destacou na reprodução, onde produziu os clássicos Uivador, Venabre, Frizli e Calandre, entre muitos outros bons ganhadores. Leguisamo, com quase 70 anos, dirigiu Damelo, que terminou afastado.
(em 7 de agosto de 1966)
1º Zenabre (BR)……. D. Garcia …………………….. 62
2º Random ……………. L.Rigoni ………………………. 62
3º Calcado ……………. J. Fajardo …………………….. 58
4º Gastão …………….. J. G. Silva …………………….. 58
5º Lord Ricardo ………. P. Alves ………………………. 62
6º Falstaff ……………… A. Ricardo …………………… 58
7º Fiapo ………………… A. Santos ……………………. 58
8º Damelo …………….. I. Leguisamo ………………… 62
9º Daomé ……………… M. Silva ………………………. 58
10º Fólio ………………… D. P. Silva ……………………. 58
11º Non Plus Ultra …….. A. Barroso ……………………. 58
12º Itamaraty ………….. F. Irigoyen …………………… 62
ZENABRE, masc., castanho, 5 anos, São Paulo, Pharas e Remington – Proprietário: Theotonio Piza de Lara – Criador: Stud Brasil – Treinador: Sabatino D’Amore –
3.000m – 192s2/5 (GP) – Diferença do primeiro para o segundo: vários corpos.
1967 – DURAQUE surpreende o invicto Tagliamento
Com direção espetacular de Antonio Ricardo (pai do recordista mundial de vitórias, Jorge Ricardo), o azarão nacional Duraque, de Renato Homsy, surpreendeu o até então invicto argentino Tagliamento, que foi o favorito da prova. Duraque aproveitou–se da briga entre Tagliamento e o também argentino Gobernado para dominar o “leão” da prova. Dilema, Gobernado e Calçado completaram o placar, terminando a seguir: Gastão, Maverick, Korage, Tajar, Neléu, Pleocádio, Maroto, Vois Voilá, Aller e Masteréu.
Um dia, Duraque soltou–se no boxe, correu seis quilômetros na pista e foi para a rua, onde percorreu outros tantos quilômetros no asfalto. Só parou num boxe de lavagem de carros, em um posto de gasolina.
(em 6 de agosto de 1967)
1º Duraque (BR)…….. A. Ricardo …………………… 58
2º Tagliamento ……….. O. Cosenza ……………………. 62
3º Dilema ………………. E. Araya ………………………. 58
4º Gobernado ………….. L. C. Tápia ……………………. 62
5º Calcado ……………… O. Cardoso …………………… 62
6º Gastão ………………. G. Massoli …………………….. 62
7º Maverick ……………. D. Garcia ………………………. 62
8º Korage ………………. P. Alves ……………………….. 58
9º Tajar …………………. J. Borja ……………………….. 58
10º Neléu ………………… J. B. Paulielo ………………….. 58
11º Pleocádio ……………. E. Le Mener Fº. ………………. 62
12º Maroto ………………. U. Bueno ………………………. 58
13º Vous Voilá …………… J. Alves ………………………… 60
14º Aller ………………….. R. Rutti ………………………… 62
15º Masteréu …………….. J. G. Silva …………………….. 62
DURAQUE, masc., castanho, 4 anos, Paraná, Anubis e Larochéa – Proprietário: Stud Gabriel Homsy – Criador: Haras São Luiz Gonzaga – Treinador: João Araujo – 3.000m – 196s1/5 (GP) – Diferença do primeiro para o segundo: um corpo.
1968 – ARSENAL apresenta suas armas
O argentino Arsenal não era o melhor cavalo de seu país na época (talvez o sexto ou sétimo melhor), mas tinha filiação especial, pois era filho de Montparnasse (segundo colocado para Arturo A em 1961) e de La Aragoneza (irmã materna de El Aragonés, campeão do GP Brasil de 1954) e estreava com alguma dose de chance. Aproveitando–se do desgaste do nacional El Centauro, dominou–o nos metros finais por meio corpo, em mais um ponto para a criação argentina. Dilema, Walad e Full Hand completaram o marcador, enquanto, na ordem, chegavam a seguir: Osman, Duraque, Sabinus, Ask For It, Guaxupé, Beau Brumel, Moustache, Gavarni, Haé, Arkansas, Deado, Gastão e Old Drunk. Não correu Laconic.
(em 4 de agosto de 1968)
1º Arsenal (ARG)……. O. Domingues …………….. 58
2º El Centauro ………… A. Barroso ……………………. 62
3º Dilema ……………… A. Ricardo …………………….. 62
4º Walad ……………….. F. Pereira Fº …………………. 62
5º Full Hand …………… E. Araya ………………………. 62
6º Osman ……………… D. Garcia ……………………… 58
7º Duraque ……………. J. Corrêa ……………………… 62
8º Sabinus …………….. M. Silva ………………………. 58
9º Ask For It …………… A. Artim ……………………… 58
10º Guaxupé ……………. P. Alves ………………………. 62
11º Beau Brumel ………. C. Dutra ………………………. 58
12º Moustache …………. A. Bolino ………………………. 58
13º Gavarni …………….. L. Rigoni ………………………. 62
14º Haé …………………. A. Santos ……………………… 56
15º Arkansas …………… J. Souza ………………………. 58
16º Deado ………………. J. Silva ………………………… 62
17º Gastão ……………… U. Bueno ………………………. 62
18º Old Drunk ………….. J. Paulielo ……………………… 62
ARSENAL, masc., castanho, 4 anos, Argentina, Montparnasse e La Aragonesa – Proprietário: Stud Domingos Marcela – Criador: Haras Argentino – Treinador: J. R. Lafiere – 3.000m – 189s (GM) – Diferença do primeiro para o segundo: ½ corpo.
1969 – KÁMEN, o maior lameiro argentino
O argentino Kámen (Gulf Stream e Katrina) tinha preferência declarada pela pista pesada. E deu sorte, pois no dia da prova – que só foi realizada no último dia de agosto, em virtude de uma gripe equina – a pista estava a seu gosto e ele não teve dificuldade para dominar de ponta a ponta, chegando ao disco um corpo à frente de Astro Grande, que trazia bagagem de primeira: oito vitórias clássicas, sendo seis no Rio Grande do Sul e duas (GPs Frederico Lundgren e Dezesseis de Julho) no Rio.
O grande favorito, porém, foi Taurundun (sequer dobrava o capital), que sentiu nos 800 metros finais e terminou afastado. Sabinus, Corso e Viziane completaram o marcador, chegando a seguir Osman, Masteréu, El Trovador, Walad, Ojet, Mooklin, Light Romú, Ozio, Ask For It, Taurundun, Negroni, Dilema e Moustache.
(em 31 de agosto de 1969)
1º Kamén (ARG)……. A. Plá ………………………….. 58
2º Astro Grande ……… F. Pereira Fº ………………….. 62
3º Sabinus …………….. J. Amestelly ………………….. 62
4º Corso ……………….. D. Santos …………………….. 58
5º Viziane ……………… L. Rigoni ………………………. 58
6º Osman ……………… D. Garcia ………………………. 62
7º Masteréu …………… I. Ohya ………………………… 62
8º El Trovador ………… A. Barroso …………………….. 58
9º Walad ……………….. J. Machado …………………… 62
10º Ojet …………………. A. Masso ………………………. 58
11º Mooklin …………….. G. Meneses ……………………. 62
12º Light Romu ………… J. Pedro Fº …………………….. 58
13º Ozio …………………. K. Nakagami ………………….. 58
14º Ask For It ………….. H.Vasconcelos …………………. 62
15º Taurundon………….. E. Jara ………………………….. 58
16º Negroni …………….. A. Bolino ……………………….. 58
17º Dilema ……………… A. Ricardo ……………………… 62
18º Moustache …………. E. Le Mener ……………………. 62
KAMÉN, masc., castanho, 4 anos, Argentina, Gulf Stream e Katrine – Proprietário: Stud La Protelada – Criador: Haras Argentino – Treinador: A. J. Giovanetti – 3.000m – 194s3/5 (GP) – Diferença do primeiro para o segundo: um corpo.
1970 – VIZIANE, dá o bicampeonato a Luís Rigoni

O nacional Viziane corria à frente de apenas um dos 13 participantes, de início. No início da reta de chegada, porém, já aparecia em quinto e nos 300 metros finais dominou o também argentino e favorito Severus, que mesmo tendo prejudicado o nacional Jaú, não impediu que este terminasse na segunda colocação. Há quem assegure que, sem o prejuízo, Jaú teria vencido, pois a diferença dele para o vencedor Viziane fora de apenas um corpo. Foi a segunda vitória de Luís Rigoni, 16 anos após a primeira, numa tarde das mais inspiradas, pois também vencera a milha internacional (com Quartier Latin, em marca recorde: 94s4/5).
No ano seguinte (1971), Viziane venceu também o GP São Paulo, mas sob a direção de Dendico Garcia. Severus, Elamiur e Luccarno completaram o placar e depois chegaram: Florentin, Niarkito, Scipion, Astro Grande, Quaribu, Baraçau, Platinado e Cumberland.
(em 2 de agosto de 1970)
1º Viziane (BR)……….. L. Rigoni ……………………. 62
2º Jaú ……………………. E. Le Mener …………………. 58
3º Severus ………………. J. C. Tapia ………………….. 62
4º Elamiur ………………. C. Dutra ……………………… 56
5º Luccarno ……………… F. Esteves …………………… 58
6º Florentin ……………… O. Cardoso ………………….. 58
7º Niarkito ……………….. A. Plá ………………………… 62
8º Scipion ………………… A. Ricardo …………………… 58
9º Astro Grande …………. F. Pereira Fº ……………….. 62
10º Quaribu ……………….. A. Masso …………………….. 58
11º Baraçau ……………….. J. Reis ……………………….. 62
12º Palatinado …………….. J. B. Paulielo ……………….. 58
13º Cumberland …………… J. Machado …………………. 58
VIZIANE, masc., alazão, 5 anos, São Paulo, Coaraze e Passion – Proprietário: Antonio Zen – Criador: Haras São Quirino –Treinador: A. Andreta – 3.000m – 185s (GL) – Diferença do primeiro para o segundo: um corpo.
1971 – TERMINAL, a terceira e última de Rigoni
Ganhador de dois páreos comuns na Argentina, Terminal, na terceira vitória de Luiz Rigoni, dominou o nacional Rhone. Foi a última vez em que o GP Brasil foi disputado na distância de 3.000 metros, pois a partir de 1972 (o que prevalece até os dias atuais) foi corrido em 2.400 metros. Snow Trail, Fustazo e Viziane completaram o marcador, chegando a se guir Sparkie, Demidof, Maragogi, Astro Grande, Fenomenal, Ancient Game, Elamiur, El Caporal, Sabinus, Peñarol e Quaribú.
O placar do GP Brasil, no período de disputas na distância de 3.000m, apresentou o seguinte placar: 18 vitórias, argentinas, 14 brasileiras, cinco uruguaias, uma francesa e uma chilena.
(em 1 de agosto de 1971)
1º Terminal (ARG) ….. L. Rigoni …………………….. 58
2º Rhone ……………….. A. Ricardo …………………….. 58
3º Snow Trail ………….. J. C. Fajardo ………………….. 58
4º Fustazo ……………… H. Ciafardini ………………….. 58
5º Viziane ………………. D. Garcia ……………………… 62
6º Sparkie ………………. J. Pinto ……………………….. 58
7º Demidof ……………… J. Camoreti ………………….. 58
8º Maragogi …………….. D. Santos ……………………. 58
9º Astro Grande ………… F. Pereira Fº ………………… 62
10º Fenomenal …………… J. B. Paulielo ………………… 58
11º Ancient Game ……….. A. Garcia ……………………… 62
12º Elamiur ………………. C. Dutra ………………………. 60
13º El Caporal …………… E. Le Mener …………………… 58
14º Sabinus ……………… A. Ramos ……………………… 62
15º Peñarol ………………. A. Bolino ………………………. 58
16º Quaribu ……………… A. Araújo ………………………. 62
TERMINAL, masc., alazão, 4 anos, Argentina, Maniático e Posta Randall – Proprietário: Stud Don Henrique – Treinador: R.Fredes – 3.000m – 184s8 (GL) – Diferença do primeiro para o segundo: 3 ¾ corpos.
1972 – FENOMENAL, com J. Pinto, abre a série em 2.400 metros
O castanho Fenomenal, de Paulo Albuquerque de Castro, gostava muito da pista pesada e, sob a direção de Jorge Pinto, inscreveu seu nome na galeria dos campeões da prova. Marcante, também a presença dos Morgados. Eulógio foi o treinador de Mossoró, o primeiro ganhador da história, enquanto Roberto treinava Fenomenal, o primeiro a ganhar em 2.400 metros, distância da carreira até os dias atuais. O filho de Torpedo e Miladi foi o primeiro gaúcho ganhador (os demais brasileiros eram paulistas, exceções para o pernambucano Mossoró e para o paranaense Duraque). Foi a primeira participação de Gonçalino Feijó de Almeida, Goncinha, na prova. Ele pilotou Baccardi, que terminou fora do marcador. O favorito era o argentino El Virtuoso, que foi o penúltimo colocado. O paulista Macar formou a dupla, com o argentino Locomotor em terceiro. Os nacionais Mani e Quioco completaram o marcador, chegando a seguir: Urt, Uivador, Chupito, Místico, Andábata, Luccarno, El Zumbi, Baccardi, Escoteiro, Trigueño, El Virtuoso e Broderie. F
enomenal era filho de Torpedo, um craque na pista de areia.
(em 6 de agosto de 1972)
1º Fenomenal (BR)….. J. Pinto ……………………….. 61
2º Macar ………………… A. Santos …………………….. 58
3º Locomotor …………… E. Jara ………………………… 58
4º Mani ………………….. E. Le Mener ………………….. 58
5º Quioco ……………….. P. Alves ……………………….. 58
6º Urt ……………………. E. Sampaio …………………… 58
7º Uivador ………………. A. Barroso ……………………. 58
8º Chupito ………………. V. Sanguinetti ……………….. 58
9º Místico ……………….. J. Machado …………………… 61
10º Andábata …………….. A. Ricardo ……………………. 58
11º Luccarno …………….. G. Meneses ………………….. 61
12º El Zumbi ……………… F. Maia ………………………… 58
13º Baccardi ……………… G. F. Almeida ………………… 58
14º Escoteiro ……………… J. B. Paulielo ………………… 61
15º Trigueño ………………. D. Muñoz …………………….. 58
16º El Virtuoso ……………. J. Fajardo …………………….. 61
17º Broderie ………………. R. I. Encinas …………………. 59
FENOMENAL, masc., castanho, 5 anos, RS, Torpedo e Miladi – Proprietário: Paulo Albuquerque de Castro – Cr: Haras Santa Anna – Treinador: R. Morgado – 2.400m – 157s (GE) – Diferença do primeiro para o segundo: três corpos.
1973 – FIZZ, a segunda argentina vencedora
A argentina Fizz – segunda égua vencedora do GP Brasil – só começou a correr depois de ter completado 5 anos, mas não teve nenhuma dificuldade para dominar seus patrícios Loisir e Snow Puppeet, segundo e terceiro colocados, respectivamente, repetindo o feito de Tirolesa, primeira égua ganhadora da carreira. O chileno Grand Slam terminou em quarto e empataram na quinta colocação Heinz e Sombrero. Foi o segundo êxito do treinador A.J.Giovanetti, que ganhara em 1969 com o argentino Kámen. Os demais concorrentes chegaram na seguinte ordem: em sétimo, Leônico II, depois Maçar, Atlantique, Kublai Khan, Yakei, Obelion, Andábata, Fenomenal, Quioco, Pufayo, Notus, Chupito e Quipardo, que derrubou o jóquei chileno Sergio Veras na altura dos 800 metros. Não correram: Orpheus e Prince Dilemma, este retirado pela Comissão de Corridas.
(em 5 de agosto de 1973)
1º Fizz (ARG)………….. R. Encinas …………………. 59
2º Loisir …………………. O. Cosenza ………………….. 58
3º Snow Puppet ………… J. H. Figueroa ………………. 58
4º Grand Slam …………. S. Vasques ………………….. 58
5º Heinz(*) …………….. A. Ramos …………………….. 58
5º Sombrero(*) ……….. J. Pedro ………………………. 58
7º Leonico II …………… L. Machado …………………… 61
8º Macar ………………… E. Le Mener ………………….. 61
9º Atlantique …………… F. Esteves …………………….. 61
10º Kublai Khan ……….. P. Alves ……………………….. 61
11º Yakei ……………….. L. Yanez ………………………. 61
12º Obelion …………….. A. Barroso ……………………. 58
13º Andábata ………….. J. M. Amorim …………………. 61
14º Fenomenal ………… J. Pinto ………………………… 61
15º Quioco ……………… E. Ferreira …………………….. 61
16º Pufayo ……………… S. Azócar ……………………… 61
17º Notus ……………….. F. Maia ………………………… 58
18º Chupito ……………… J. T. Benitez (**)…………….. 61
19º Quipardo ……………. S. Vera (***) ………………… 61
(*) empatados, (**) mal completou o percurso, (***) caiu nos 800m
FIZZ, fêmea, castanha, 6 anos, Argentina, Idle Hour e Fallow – Proprietário: Caballeriza Palermo – Criador: Haras El Paraíso – Treinador: A. J. Giovanetti – 2.400m – 150s (GP) – Diferença do primeiro para o segundo: 3 corpos.
1974 – MORAES TINTO faz a dobradinha Rio/São Paulo
O argentino Moraes Tinto, que vinha de vencer o Derby argentino e o GP São Paulo, confirmou o favoritismo vencendo com facilidade. O tordilho nacional Orpheus, que vinha de ganhar o GP Dezesseis de Julho, formou a dupla. Good Bloke, Menguante e Snow Puppet formaram o restante do marcador. Moraes Tinto rateou apenas 1,50 por cada 1,00 apostado. A seguir chegaram Naniño, Obelion, Columbus II, Uleanto, Sobrero, Uivador, Revolution, Eylay, Orfeão, Everton e Manacor. Não correram Zeco e Afinité.
(em 4 de agosto de 1974)
1º Moraes Tinto (ARG) . R. Rutti ………………………. 58
2º Orpheus ……………….. P. Alves ……………………….. 61
3º Good Bloke ……………. J. T. Benitez …………………. 58
4º Menguante…………….. E. Jara ………………………… 58
5º Snow Puppet …………. A. Barroso ……………………. 61
6º Naniño ………………… R. Espinosa …………………… 58
7º Obelion ……………….. G. Meneses …………………… 61
8º Columbus II ………….. G. Alves ……………………….. 61
9º Uleanto ………………… J. Borja ……………………….. 58
10º Sombrero ……………… J. Pedro ……………………….. 61
11º Uivador ………………… G. Massoli …………………….. 61
12º Revolution …………….. J. Pinto ………………………… 58
13º Eylau …………………… F. Maia …………………………. 61
14º Orfeão …………………. A. Morales …………………….. 58
15º Everton ………………… E. Sampaio ……………………. 61
16º Manacor………………… J. Machado ……………………. 58
MORAES TINTO, masc., castanho, 4 anos, Argentina, Aleli e Bas de Laine –Proprietário: Caballeriza dos Griegos – Criador: Haras El Pelado – Treinador: J. M.
Boquim – 2.400m – 145s2 (GL) – Diferença do primeiro para o segundo: 5 corpos.
1975 – Orpheus, a sexta do ‘mago’ Ernani de Freitas
O tordilho Orpheus, que havia formado a dupla para Moraes Tinto no ano anterior, estava sentido e praticamente fora da disputa do GP Brasil. Depois de muita preparação, a inscrição foi confirmada e o pilotado de Paulo Alves dominou com autoridade, na sexta vitória da família Paula Machado e na sexta (e última) do treinador Ernani de Freitas, até hoje o maior ganhador da prova. O argentino Keats, invicto em seu país de origem, foi o grande favorito, mas estranhou a pista de grama e terminou num apagado oitavo lugar entre 18 competidores. Gadahar vencera o GP São Paulo; Freddy Boy, a primeira Taça de Ouro; Frizli, o Dezesseis de Julho; e Arnaldo, o Derby Paulista. Snow Body foi o segundo colocado, a três corpos do ganhador, com Frizli, Gran Secreto e Satanaz no complemento do marcador. A seguir, pela ordem, chegaram: Blue Train, Manacor, Keats, Arnaldo, Orfeão, Freddy Boy, Extremo, Gadahar, Piduco, Calau, La Ranche, Proteisa e Hawk. Não correram Stravin e Sábio. O sexto colocado, Blue Train, foi a primeira montaria de Juvenal Machado da Silva na história do GP Brasil.
(em 3 de agosto de 1975)
1º Orpheus (BR)……. P. Alves ………………………. 61
2º Snow Body ………… H. C. Silva ……………………. 58
3º Frizli ………………… F. Esteves ……………………. 58
4º Gran Secreto ……… C. Pezoa ………………………. 61
5º Satanás ……………. A. Barroso ……………………. 56
6º Blue Train ………….. J. M. Silva ……………………. 61
7º Manacor…………….. E. Ferreira ……………………. 61
8º Keats ……………….. J. H. Figueroa. ………………. 58
9º Arnaldo …………….. J. Fagundes ………………….. 58
10º Orfeão ……………… G. F. Almeida ………………… 61
11º Freddy Boy …………. J. Pinto ……………………….. 55
12º Extremo ……………. A. Pineyro ……………………. 58
13º Gadahar…………….. L. Cavalheiro ………………… 61
14º Piduco……………….. P. Ulloa ………………………. 55
15º Calau ……………….. S. Azócar …………………….. 55
16º La Ranchera ……….. J. C. Avila ……………………. 59
17º Proteisa …………….. J. B. Paulielo ………………… 56
18º Hawk………………… A. Ricardo ……………………. 58
ORPHEUS, masc., tordilho, 6 anos, São Paulo, Alípio e Emmet – Proprietário e Criador: Haras São José e Expedictus – Treinador: E. Freitas – 2.400m – 147s1 (GL) – Diferença do primeiro para o segundo: 3 corpos.
1976 – JANUS II marca o primeiro ponto para da Fazenda Mondesir
Os Peixoto de Castro custaram a vencer a prova máxima do turfe brasileiro, mas o fizeram em grande estilo: com o argentino Janus II igualando o recorde da distância – 145s1/5 –, que fora batido por Lohengrin em 1959. Janus II marcou, também, o primeiro êxito do jóquei Gonçalino Feijó de Almeida, Goncinha, que mais tarde se transferiu para o turfe americano. Telefônico, Max, Obelion e Frizli formaram o placar. A parelha uruguaia – Max e Chasqueado – era a favorita. Em seguida chegaram: El Djen, Contraventor, Envite, Sang Chaud, Casadera, Orff, Snow Boot, Golden Peacock, Ximando, Fighting Indian, Yanbarberik, Manacor e Chasqueado. Não correram Waladon e Alferes.
(em 1 de agosto de 1976)
1º Janus II (ARG)…… G. F. Almeida ……………….. 58
2º Telefônico …………… O. A. Cosenza ………………… 61
3º Max ………………….. W. Baez ……………………….. 58
4º Obelion ……………… G. Meneses ……………………. 61
5º Frizli …………………. F. Esteves ……………………… 61
6º El Djem ……………… J. Pedro Fº…………………….. 58
7º Contraventora ……… O. Domingues…………………. 59
8º Envite ……………….. C. Pezoa ……………………….. 61
9º Sang Chaud ………… J. Amestely ……………………. 58
10º Casadera ……………. C. Leighton …………………….. 59
11º Orff …………………… J. Machado …………………….. 58
12º Snow Boot …………… J. M. Silva ……………………… 58
13º Golden Peacock ……. G. A. Feijó ………………………. 58
14º Ximando …………….. E. Ferreira ……………………… 58
15º Flighting Indian …….. V. Centeno …………………….. 58
16º Yanbarberik …………. P. Alves ………………………… 61
17º Manacor………………. E. R. Ferreira ………………….. 61
18º Chasqueado …………. L. Gonzales ……………………. 58
JANUS II, masc., alazão, 4 anos, Argentina, Pardallo e Caliope – Proprietário: Stud Mondesir – Criador: Haras Ojo de Agua – Treinador: D. Pascoal – 2.400m – 145s1 (GL) – recorde – Diferença do primeiro para o segundo: vários corpos.
1977 – DAIÃO, afinal um êxito da criação fluminense
O cavalo Daião, por Sabinus e Dársena, nascido no Haras Serra dos Órgãos (de Bertrand Joachim Kauffmann e Amilcar Turner de Freitas), localizado em Teresópolis, foi o primeiro da criação fluminense a vencer a importante carreira. Marcou, também, o primeiro êxito do jóquei gaúcho Edson Ferreira e do treinador paraibano Wilson Pereira Lavor.
Daião vinha de vencer o GP Dezesseis de Julho e deixou Don Quixote, o segundo colocado, a mais de três corpos. A decadência do turfe uruguaio, hoje revitalizado, ficou patente no segundo último lugar consecutivo do cavalo Chasqueado. Mogambo, Tibetano e Agente completaram o placar. Até aquele momento, a campanha de Daião registrava 11 apresentações, com cinco vitórias e quatro colocações no marcador. Em seguida, pela ordem, chegaram: Serxens, Janus II, El Muñeco, Donética, Zabro, Arnaldo, Toreador, Sheraton, Triunfador II, Marrakesh, Escondido, Tuyuflex e Chasqueado. Não correram: Cigallium e Golden Peacock.
(em 7 de agosto de 1977)
1º Daião (BR) ……….. E. Ferreira …………………… 58
2º Don Quixote ……….. F. Esteves …………………….. 58
3º Mogambo…………… A. Oliveira …………………….. 58
4º Tibetano ……………. J. M. Silva …………………….. 58
5º Agente ……………… R. Penachio …………………… 58
6º Serxens …………….. E. Jara …………………………. 58
7º Janus II …………….. G. F. Almeida …………………. 61
8º El Muñeco…………… J. A. Figueroa …………………. 58
9º Donética ……………. A. Bolino ………………………. 59
10º Zabro ……………….. L. A. Pereira …………………… 58
11º Arnaldo ……………… J. Fagundes …………………… 61
12º Toreador ……………. G. Meneses ……………………. 58
13º Sheraton ……………. O. Cosenza ……………………. 61
14º Triunfador II ……….. J. Garcia (SP) …………………. 61
15º Marrakesh…………… H. Libré ………………………… 61
16º Escondido …………… U. Meireles ……………………. 61
17º Tuiuflex ……………… G. Alves ……………………….. 61
18º Chasqueado ………… W. Baez ………………………… 61
DAIÃO, masc., castanho, 4 anos, Rio de Janeiro, Sabinus e Dársena – Proprietário e Criador: Haras Serra dos Órgãos –Treinador: W. P. Lavor – 2.400m – Tempo: 146s (GL) – Diferença do primeiro para o segundo: 3 corpos.
1978 – SUNSET, mais uma do Goncinha, mais uma em recorde
O nacional Sunset conseguiu o bicampeonato para o Mondesir e para o jóquei Gonçalino Feijó de Almeida, Goncinha. A exemplo de Janus II, na mesma marca recorde de 145s1/5. O segundo colocado foi Earp, montaria de Juvenal Machado da Silva, que vinha de vencer o GP Dezesseis de Julho. Em terceiro chegou Big Lark, com Daião em quarto e Tibetano em quinto. A seguir, na ordem, chegaram: Topo, Kopá, Tout Joli, Mogambo, Donética, El Enólogo, Braseante, Laringolo, Big Poker, Vagabond King, Blessed Garden, Zabro, Dwell, Lendário, Demi–Tour e o alazão uruguaio Chasqueado, que fracassou pela terceira vez no GP Brasil: caiu e não completou o percurso.
(em 6 de agosto de 1978)
1º Sunset (BR) ………. G. F. Almeida ……………….. 58
2º Earp ………………….. J. M. Silva ……………………. 58
3º Big Lark ……………… E. Amorim ……………………. 58
4º Daião ………………… E. Ferreira …………………….. 61
5º Tibetano …………….. G. Meneses …………………… 61
6º Topo ………………….. W. Baez ………………………. 58
7º Kopá ………………….. J. Garcia (SP) ……………….. 58
8º Tout Joli ……………… J. Escobar …………………….. 61
9º Mogambo…………….. A. Oliveira …………………….. 59
10º Donética ……………… A. Bolino ………………………. 59
11º El Enólogo ……………. J. Pinto ………………………… 58
12º Braseante ……………. O. Mansilha …………………… 58
13º Laringolo ……………… D. V. Lima ……………………. 58
14º Big Poker …………….. J. M. Amorim ………………….. 61
15º Vagabond King ……….. F. Esteves ……………………. 58
16º Blessed Garden ………. L. A. Pereira ………………….. 58
17º Zabro …………………. E. Sampaio ……………………. 61
18º Dwell ………………….. F. Pereira Fº ………………….. 61
19º Lendário ……………… R. Penachio ……………………. 61
20º Demi Tour ……………. S. Silva ………………………… 61
21º Chasqueado(*) ……… A. Piñeyro ……………………… 61
(*) caiu
SUNSET, masc., castanho, 4 anos, São Paulo, Waldmeister e Lá – Criador e Proprietário: Fazenda Mondesir S/A. – Treinador: A. Miranda – 2.400m – 145s1 (GL) – igual ao recorde – Diferença do primeiro para o segundo: vários corpos.
1979 – APORÉ abre os caminhos de Juvenal
O bridão alagoano Juvenal Machado da Silva ainda não tinha vencido o GP Brasil, mas terminara em segundo no ano anterior e foi à forra de Sunset, vencendo de ponta a ponta com Aporé, na sétima vitória da família Paula Machado. Foi o primeiro êxito do treinador Francisco Saraiva, que substituiu Ernani de Freitas, que falecera em maio de 1978. Sunset terminou em segundo, a dois corpos, com Big Lark mais uma vez na terceira colocação. Calden e Amazon completaram o placar.
Uma tática inteligente dos Paula Machado, pois Amazon, ganhador do GP Dezesseis de Julho, era o preferido do jóquei principal da coudelaria, Gabriel Meneses, e os rivais correram por ele. Quando perceberam que o real inimigo vinha na frente, já era tarde. Cap Ferrat, penúltimo colocado, foi a primeira montaria de Jorge Ricardo na tradicional carreira. A seguir chegaram: Mauser, Bac, Riadhis, Topo, Anhembi, Maleval, Pestaneo, Artung, Buvant, Boton, Cap Ferrat e Fautless. Não correram: African Boy, Tibetano, Anglicano e Señor Lopez.
(em 5 de agosto de 1979)
1º Aporé (BR) ……….. J. M. Silva …………………… 58
2º Sunset ………………. G. F. Almeida ………………… 61
3º Big Lark ……………… A. Bolino ……………………… 61
4º Calden ……………….. J. Barrios …………………….. 58
5º Amazon ……………… G. Meneses ………………….. 58
6º Mauser ………………. J. Escobar ……………………. 61
7º Bac …………………… F. Pereira Fº …………………. 58
8º Riadhis ………………. J. Garcia ……………………… 58
9º Topo …………………. W. Baez ………………………. 61
10º Anhembi …………….. E. Le Mener ………………….. 58
11º Maleval ………………. P. Ulloa ……………………….. 58
12º Pestaneo ……………. S. Vasquez…………………….. 58
13º Artung ……………….. J. Machado …………………… 58
14º Buvant ……………….. L. Cavalheiro ………………… 58
15º Boton …………………. A. Etchart …………………….. 58
16º Cap Ferrat ……………. J. Ricardo ……………………. 58
17º Faultless ………………. L. A. Pereira …………………. 61
APORÉ, masc., castanho, 4 anos, São Paulo, Egoísmo e Luzon – Criador e Proprietário: Haras São José e Expedictus – Treinador: F. Saraiva – 2.400m – 146s4 (GL) – Diferença do primeiro para o segundo: 3 corpos.
1980 – BIG LARK, no final mais polêmico da prova
Depois de dois terceiros lugares, o alazão Big Lark conseguiu colocar seu número no topo do placar. O resultado, porém, gerou muitas controvérsias, pois o segundo colocado, Baronius, com o chileno Gabriel Meneses, foi nitidamente prejudicado, tanto por Dark Brown, que defendia os mesmos interesses do vencedor, quanto pelo ganhador. O jóquei José Queiroz, de Dark Brown, procurava obstar a avançada de Baronius, inclusive segurando sua manta, enquanto o piloto de Big Lark, Antonio Bolino, batia aberto, chegando a acertar o olho de Baronius.
A diferença do primeiro para o segundo colocado foi de meio corpo e a confirmação do resultado acabou sendo a mais estranha e demorada da história da carreira. Dark Brown terminou em terceiro, com Exótico e Maleval no restante do marcador. Em seguida chegaram: Leão do Norte, Sunset, Cão p Ferrat, Ornarello, African Boy, Quemante, Amarko, Nagami e Selestat. Não correram: Xmas Box, Barnum e Reichmark.
(em 3 de agosto de 1980)
1º Big Lark (BR)…….. A. Bolino …………………….. 61
2º Baronius ……………. G. Meneses …………………… 58
3º Dark Brown ………… J. Queiroz …………………….. 61
4º Exótico ………………. J. Fagundes ………………….. 58
5º Maleval ……………… J. Ricardo ……………………… 61
6º Leão do Norte ……… J. Escobar …………………….. 58
7º Sunset ………………. G. F. Almeida …………………. 61
8º Cap Ferrat …………… F. Esteves ……………………. 61
9º Ornarello …………….. A. Oliveira ……………………. 61
10º African Boy ………….. E. Ferreira ……………………. 61
11º Quemante ……………. M. Rodrigues ………………… 58
12º Amarko ……………….. J. Perez ………………………. 58
13º Nagami ……………….. J. Pinto ……………………….. 58
14º Selestat ……………….. H. Libré ………………………. 58
BIG LARK, masc., alazão, 6 anos, São Paulo, Tumble Lark e Snow England – Proprietário: Carmem Thereza Machline – Criador: Haras Rosa do Sul – Treinador: A.Cabreira – 2.400m – 150s3 (GP) – Diferença do primeiro para o segundo: ½ corpo.
1981 – CAMPAL, por desclassificação de Denee
O cavalo Denee, dirigido por Francisco Pereira Filho foi o primeiro a cruzar a meta no GP Brasil de 1981, mas não teve a mesma sorte de Big Lark: a Comissão de Corridas decidiu desclassificá–lo da primeira para a segunda colocação em favor de Campal, que terminara em segundo, mas muito prejudicado pelo ganhador.
O já saudoso jóquei Ivan Quintana, um dos melhores do turfe brasileiro de todos os tempos, nem foi à raia comemorar e ficou marcado pelos turfistas do Rio após afirmar que “o que importava era a grana e não a foto”. Rasputin II terminou em terceiro, com Leonino em quarto e Latino na quinta colocação. Em seguida chegaram: Serradilho, Nagami, Biriatou, Mirandole, Ateu, Laughing Boy, Gipardo, Maleval, Big Chief, Clackson, Novis, Exótico, Lucrativo, Pofino e Verdagon. Não correram: Leão do Norte, Gaiato e Baleal.
(em 2 de agosto de 1981)
1º Campal (BR) ……… I. Quintana ………………….. 58
2º Denee(*) ……………. F. Pereira Fº ………………….. 58
3º Rasputin II …………. S. Vasquez…………………….. 58
4º Leonino ……………… J. Ricardo …………………….. 58
5º Latino ………………… J. Queiroz ……………………. 58
6º Serradilho …………… E. Ferreira ……………………. 58
7º Nagami ……………… J. Pinto ………………………… 61
8º Biriatou ……………… J. M. Silva …………………….. 61
9º Mirandole …………… W. Gonçalves …………………. 61
10º Ateu ………………….. L. Yanez ………………………. 58
11º Laughing Boy ……….. J. Garcia (SP) ………………… 61
12º Gipardo ……………… G. Assis ……………………….. 61
13º Maleval ………………. J. Dacosta ……………………. 61
14º Big Chief …………….. G.Meneses ……………………. 61
15º Clackson …………….. L. C. Silva …………………….. 61
16º Nóvis …………………. A. Barroso ……………………. 58
17º Exótico ……………….. E. Le Mener ………………….. 61
18º Lucrativo …………….. A. Oliveira ……………………. 58
19º Pofino ………………… J. Firpo ………………………… 61
20º Verdagon ……………. J. Pedro Fº ……………………. 61
(*) desclassificado de 1º para 2º
CAMPAL, masc., castanho, 4 anos, São Paulo, Figuron e Varanda – Proprietário e Criador: Haras Rio das Pedras – Treinador: P. Nickel – 2.400m – 146s (GL) – Diferença do primeiro para o segundo: pescoço.
1982 – GOURMET, de ponta a ponta, com Juvenal
Depois de dois anos complicados, o castanho Gourmet, do Haras Ipiranga, foi lançado para frente por Juvenal Machado da Silva logo depois da largada e ensinou o caminho do disco aos rivais. O argentino New Dandy, num mau percurso, ficou com a dupla, enquanto Clackson, Zool e o peruano Claríssimo completavam o placar. Foi a segunda vitória de Juvenal na carreira e Gourmet era filho do também nacional Negroni, criado pelo mesmo Haras Ipiranga. Durante o percurso caíram Del Garbo, Nice Boy e Latino. Da sexta colocação em diante, chegaram, pela ordem: Delphicus, Zirkel, Pinganilha, Le Roi, Demócrates, Zirbo, Fervor, Marquis, El Santarém (que ganhara o GP Dezesseis de Julho), além de Del Garbo, Nice Boy e Latino, que não completaram o percurso.
(em 1 de agosto de 1982)
1º Gourmet (BR)……. J. M. Silva …………………… 58
2º New Dandy ………… J. A. Maciel …………………… 58
3º Clackson ……………. A. Bolino ……………………… 61
4º Zool …………………. G. F. Almeida ………………… 58
5º Claríssimo ………….. A. Moraes …………………….. 60
6º Delphicus …………… J. Queiroz …………………….. 58
7º Zirkel ………………… J. Pinto ……………………….. 58
8º Pinganilha …………… S. Vasquez……………………. 61
9º Le Roi ………………… L. Yanez ……………………… 58
10º Demócrates …………. G. Meneses ………………….. 58
11º Zirbo …………………. W. Gonçalves ………………… 58
12º Fervor ………………… J. Amaral …………………….. 61
13º Marquis ………………. E. Ferreira …………………… 58
14º El Santarém …………. J. Machado ………………….. 58
15º Del Garbo ……………. A. Oliveira(*) ……………….. 58
16º Nice Boy ……………… J. Escobar(*) ……………….. 61
17º Latino …………………. J. Ricardo(*) ……………….. 61
(*) caíram
GOURMET, masc., alazão, 4 anos, São Paulo, Negroni e St. Tropez – Criador e Proprietário: Haras Ipiranga – Treinador: J. S. Souza – 2.400m – 148s (GP) – Diferença do primeiro para o segundo: vários corpos.
1983 – OFF THE WAY, enfim uma égua nacional campeã

Campeão de várias estatísticas em São Paulo, o bridão Albênzio Barroso conduziu Off the Way, do Haras Faxina, de forma magistral, no seu primeiro êxito e também de uma égua nacional no GP Brasil. O chileno Plástico terminou em segundo, com Anjou, Alpino e Zool no restante do marcador. A seguir: O Maior, Kigrandi, El Santarém, Nice Boy, Cabálio, Estol, Piantón, Von Jurai, Kenético, Shat–El–Arab, Key–Man, Danny Lê Rouge, Zembro e Especulante II. Washing, Demócrates e Primo Rico caíram e não completaram o percurso. Off the Way foi a terceira égua campeã – as duas primeiras eram as argentinas Tirolesa e Fizz – e marcou a primeira vitória do treinador Amasílio Magalhães. Zembro, mesmo manco, derrotou Especulante II.
(em 7 de agosto de 1983)
1º Off The Way (BR).. A. Barroso ………………….. 59
2º Plástico ……………… G. Barrera ……………………. 61
3º Anjou ………………… J. C. Castillo …………………. 61
4º Alpino ……………….. G. F. Almeida ………………… 58
5º Zool ………………….. G. Meneses ………………….. 61
6º O Maior ………………. R. Freire ……………………… 61
7º Kigrandi ……………… J. Garcia (SP) ……………….. 58
8º El Santarém …………. J. Queiroz ……………………. 61
9º Nice Boy ……………… J. Esteves ……………………. 61
10º Cabálio ……………….. A. Oliveira ……………………. 61
11º Estol …………………… E. R. Ferreira ……………….. 61
12º Pianton ……………….. A. Piñeyro ……………………. 61
13º Von Juraí ……………… J. Escobar ……………………. 58
14º Kenético ………………. J. Pinto ……………………….. 58
15º Shat–El–Arab …………. F. Pereira Fº …………………. 61
16º Key–Man ………………. A. Machado Fº ……………….. 58
17º Danny Le Rouge …….. E. Ferreira …………………….. 61
18º Zembro ……………….. J. M. Silva …………………….. 61
19º Especulante II ……….. L. Maia ………………………… 61
20º Washing ………………. W. Gonçalves (*) ……………. 58
21º Demócrates …………… P. Cardoso (*) ……………….. 61
22º Primo Rico …………….. R. Ribeiro(*) …………………. 58
(*) caíram
OFF THE WAY, fêmea, castanho, 5 anos, São Paulo, Tratteggio e Fifi La Joli – Criador e Proprietário: Haras Faxina – Treinador: A. Magalhães – 2.400m – 149s2 (GM) – Diferença do primeiro para o segundo: meio corpo.
1984 – ANILITÉ, num ano de domínio das éguas
Pela primeira vez na história três éguas finalizaram no marcador do GP Brasil. A tordilha Anilité, filha de St.Chad e Menga, de propriedade do Haras Santa Ana do Rio Grande e criada por Fazenda Mondesir, conseguiu a quarta vitória das fêmeas na história do GP Brasil, com Fantaisie e Bretagne na terceira e na quarta colocação, respectivamente.
O tríplice coroado Old Master, dirigido por Francisco Pereira Filho, terminou em quarto, mas foi desclassificado para a quinta posição. Foi a única vitória do jóquei Adail Oliveira, além de primeira do treinador Alcides Morales e do Haras Santa Ana do Rio Grande como proprietário. Da sexta posição em diante, chegaram: Petisero, Pearson, Apollo Flight, Ás de Pique, Vetorial, Sumayak, Galeón, Aroldo, Coryntho, El Canchero, Primo Rico, Oak Tree e Zaibo. Não correram: Never Be Bad, Pedregal II e New Style, este último retirado.
(em 5 de agosto de 1984)
1º Anilité (BR) ………. A. Oliveira …………………… 59
2º Full Love ……………. I. Quintana …………………… 58
3º Fantaisie ……………. J. Ricardo …………………….. 56
4º Bretagne ……………. G. F. Almeida ………………… 56
5º Old Master ………….. F. Pereira Fº …………………. 58
6º Petisero …………….. G. Barrera ……………………. 61
7º Pearson …………….. A. Bolino ……………………… 58
8º Apollo Flight ……….. H. Freitas …………………….. 61
9º Ás de Pique ………… G. Meneses …………………… 61
10º Vetorial………………. J. M. Silva ……………………. 58
11º Sumayak…………….. A. Barroso ……………………. 61
12º Galeón ……………….. J. W. Garcia …………………. 58
13º Aroldo ………………… J. Aurélio …………………….. 58
14º Coryntho …………….. J. Pinto ……………………….. 58
15º El Canchero …………. L. C. Silva ……………………. 61
16º Primo Rico …………… J. C. Castillo …………………. 61
17º Oak Tree …………….. J. Valdivieso …………………. 58
18º Zaibo………………….. Juarez Garcia ……………….. 61
ANILITÉ, fêmea, tordilha, 5 anos, Rio Grande do Sul, St. Chad e Menga – Proprietário: Haras Santa Ana do Rio Grande – Criador: Fazenda Mondesir – Treinador: Alcides Morales – 2.400m – 146s (GL) – Diferença do primeiro para o segundo: 1 ½ corpo.
1985 – GRISON leva Albênzio Barroso ao pódio pela segunda vez
O cavalo Grison largou na frente, perseguido de perto por Blessed Nest. E, nesta ordem, os dois chegaram, com vantagem de pescoço para o filho de Falkland e Liselotte, oitavo da família Paula Machado a vencer e segundo sob a direção de Albênzio Barroso. Nesse ano, primeiro em que o GP Brasil foi disputado em setembro, o Stud Topázio, que ganhara com Cambrinus em 1984, sagrou–se bicampeão do GP Presidente da República ao também ganhá–lo com Kew Gardens. Cisplatine, Gilroy e Paris Queen completaram o marcador. Em seguida chegaram: Bretagne, Vetorial, Prontuário, Vamos Bién, Aracatu, Ingratz, Life Boat, Maro–Road, Attorney General, Guascaço, Imprudent Lark, Vibrador, Atlantic City, Clever Joe, Vivaz e El Gaúcho.
(em 1 de setembro de 1985)
1º Grison (BR) …….. A. Barroso ………………….. 59
2º Blessed Nest ……… E. Amorim …………………… 59
3º Cisplatine …………. G. Meneses ………………….. 57
4º Gilroy ………………. E. Ferreira …………………… 59
5º Paris Queen ……….. F. Pereira Fº ………………… 57
6º Bretagne …………… G. F. Almeida ……………….. 59
7º Vetorial……………… J. Ricardo ……………………. 61
8º Prontuário ………….. E. Silva ………………………. 59
9º Vamos Bien ………… C. Leighton ………………….. 61
10º Aracatú ……………… A. Oliveira …………………… 59
11º Ingratz ………………. A. Machado Fº………………. 59
12º Life Boat …………….. M. Latorre ……………………. 61
13º Maro–Road ………….. G. Assis ………………………. 59
14º Attorney General …… A. Vale ………………………… 61
15º Guascaço ……………. L. Duarte ……………………… 59
16º Imprudent Lark …….. I. Quintana …………………… 59
17º Vibrador ……………… C. A. Martins …………………. 61
18º Atlantic City ………….. J. Aurélio …………………….. 59
19º Clever Joe ……………. M. Andrade …………………… 59
20º Vivaz ………………….. N. Gasparino …………………. 59
21º El Gaucho …………….. F. Lopes ………………………. 61
GRISON, masc., castanho, 4 anos, São Paulo, Falkland e Liselotte – Criador e Proprietário: Haras São José e Expedictus – Treinador: J. S. Silva. 2.400m – 150s (GP) – Diferença do primeiro para o segundo: pescoço.
1986 – GRIMALDI vence tudo no Rio e em São Paulo
Jorge Ricardo já tinha suplantado Juvenal na estatística de jóqueis algumas vezes, mas não conseguia vencer o GP Brasil. Em 1986, conduzindo o tordilho Bowling, do Haras Santa Ana do Rio Grande, Ricardo chegou a sentir o gostinho da vitória, mas num de seus muitos lampejos de gênio, Juvenal passou o chicote para a canhota nos instantes decisivos e Grimaldi reagiu, junto à cerca interna, para sacar pescoço sobre o pilotado de Ricardo, no terceiro êxito do alagoano na carreira. O filho de Executioner II e Greves, criação do Haras Morumbi e propriedade de Delmar Biazzoli Martins, ganhou os quatro páreos mais importantes do turfe nacional: os GPs Brasil e São Paulo, o Derby Paulista e o Derby carioca (GP Cruzeiro do Sul). Quip Mask, Carrara Marble e chileno Poalco completaram o placar. Terminaram a seguir: Anseio, Breitner, Caesar’s Palace, Adjutor, Hiper Gênio, Gianpietro, Belo Bernardo, Queribus, Grison, Zorro Moro, Ashabit, Great Winner, On Time e Beau Mirage. Não correram: Cisplatine, Bucareli e Yameverás.
(em 3 de agosto de 1986)
1º Grimaldi (BR)…….. J. M. Silva …………………… 58
2º Bowling ……………… J. Ricardo …………………….. 58
3º Quip Mask ………….. F. Pereira Fº ………………….. 56
4º Carrara Marble …….. J. F. Reis ………………………. 58
5º Poalco………………… C. Leighton ……………………. 61
6º Anseio………………… J. Queiroz ……………………… 61
7º Breitner ……………… A. Oliveira …………………….. 58
8º Caesar’s Palace …….. G. Meneses …………………… 58
9º Adjutor ………………. L. C. Silva …………………….. 61
10º Hiper Gênio …………. M. Latorre …………………….. 58
11º Gianpietro …………… J. Pessanha …………………… 61
12º Belo Bernardo ………. J. Pinto ………………………… 58
13º Queribus …………….. J. Valdivieso ………………….. 58
14º Grison ……………….. A. Barroso ……………………… 61
15º Zorro Moro ………….. E. Ferreira …………………….. 58
16º Ashabit ………………. C. Canuto ……………………… 61
17º Great Winner ……….. C.M. Costa …………………….. 58
18º On Time ……………… N. Tachera …………………….. 58
19º Beau Mirage …………. L. Duarte ………………………. 61
GRIMALDI, masc., castanho, 4 anos, São Paulo, Executioner II e Greves – Proprietário: Delmar Biazolli Martins – Criador: Haras Morumbi – Treinador: J. B. Nogueira – 2.400m – 148s2 (GU) – Diferença do primeiro para o segundo: pescoço.
1987 – BOWLING, mais uma do alagoano Juvenal
O craque invicto Itajara encantava os turfistas e seria, sem dúvida, a grande força do GP Brasil de 1987. Entretanto, em virtude de uma lesão teve a campanha encerrada e acabou nem sendo inscrito na prova. Bicampeão do GP Dezesseis de Julho, o tordilho Bowling foi preterido por Jorge Ricardo em favor do veloz Bat Masterson. No final, o defensor do Haras Santa Ana do Rio Grande, corrido na última colocação por Juvenal Machado da Silva, apareceu como um foguete para dominar – por menos de um corpo – o argentino Larabee, dirigido por Goncinha, marcando a segunda vitória do treinador Alcides Morales. Breitner chegou na terceira posição, com Corto Maltese e a égua Classista em quarto e em quinto, respectivamente. A seguir, pela ordem, chegaram: Grimaldi, Radnage, Bat Masterson, Jive, Itapé, Brown Tiger, Tiago, Keagravo, Explorador, Cabinas, Brullemail, e Anseio. Não correram: Monroe, Festival, Curriculum Vitae e Carrara Marble.
(em 2 de agosto de 1987)
1º Bowling (BR)……… J. M. Silva …………………… 61
2º Larabee …………….. G. F. Almeida ………………… 58
3º Breitner ……………… J. F. Reis ……………………… 61
4º Corto Maltese ………. C. Canuto …………………….. 58
5º Classista …………….. P. Cardoso ……………………. 56
6º Grimaldi ……………… I. Quintana …………………… 61
7º Radnage ……………… F. Pereira Fº …………………. 56
8º Bat Masterson ………. J. Ricardo …………………….. 61
9º Jive …………………… E. R. Ferreira …………………. 58
10º Itapé ………………….. J. Pessanha …………………… 58
11º Brown Tiger …………. G. Meneses ……………………. 61
12º Tiago ………………….. A. Barroso …………………….. 58
13º Keagravo …………….. G. Assis ………………………… 58
14º Explorador …………… A. Morales Fº…………………… 60
15º Cabinas ……………….. J. Herrera ……………………… 59
16º Brullemail ……………. O. Taramasco ………………….. 61
17º Anseio…………………. L. A. Pereira ……………………. 61
BOWLING, masc., tordilho, 5 anos, RS, Crying To Run e Tangência – Criador e Proprietário: Haras Santa Ana do Rio Grande – Treinador: Alcides Morales – 2.400m – 146s (GM) – Diferença do primeiro para o segundo: ¾ de corpo.
1988 – CARTEZIANO, festa dos Fragoso Pires
Ter um cavalo em condição de correr o GP Brasil com chance de vitória já é um feito apreciável. O Haras Santa Ana do Rio Grande tinha três em 1988 e, como apenas dois podiam defender as mesmas cores, a saída foi inscrever um deles em nome de José Carlos Fragoso Pires Junior. E foi exatamente este, o castanho Carteziano, que cruzou o disco vitorioso, igualando o recorde de Lohengrin, Janus II e Sunset (145s1/5).
Segunda vitória de Edson Ferreira, o filho de Waldmeister e Scold era preparado pelo jovem João Luiz Maciel, que se revelou um gênio na arte de treinar cavalos de corrida. Corto Maltese foi o segundo, furando a dupla dos Fragoso Pires, já que Bat Masterson, com Juvenal, terminou em terceiro e Bowling (com Ricardo) em quarto. Jack Bob completou o placar. A seguir: Satyr, Ken Graf, Japan Air, Scalloway, Jouble Say, Gaillardet, Curriculum Vitae, Tilden, Once in Ottawa, Slew in Mask, Radnage, Emperor Julian, Fiore Chiaro, Depositante e Kahah. Não correu Larabee, único estrangeiro inscrito.
(em 7 de agosto de 1988)
1º Carteziano (BR) .. E. Ferreira …………………… 61
2º Corto Maltese ……. A. Bolino ……………………….. 61
3º Bat Masterson ……. J. M. Silva …………………….. 61
4º Bowling ……………. J. Ricardo ……………………… 61
5º Jack Bob …………… L. Duarte ……………………… 58
6º Satyr ……………….. C. Lavor ………………………. 58
7º Ken Graf …………… J. Garcia (SP) ………………… 61
8º Japan Air ……… ….. A. Machado Fº ………………. 58
9º Scalloway ………….. F. Pereira Fº …………………. 58
10º Jouble Say ……….. . I. F. Ribeiro ………………….. 61
11º Gaillardet ……… …. C. Canuto …………………….. 61
12º Curriculum Vitae …. H. Freitas …………………….. 61
13º Tilden ………………. J. Escobar …………………….. 61
14º Once In Ottawa …… A. Chaffin …………………….. 61
15º Slew In Mask ……… J. Valdivieso ………………….. 56
16º Radnage ……………. J. F. Reis ……………………… 59
17º Emperor Julian …….. G. Meneses ………………….. 58
18º Fiore Chiaro ……….. R. Macedo ……………………. 58
19º Depositante ……….. J. Pinto ………………………… 58
20º Kahah ……………….. E. S. Gomes …………………. 61
CARTEZIANO, masc., castanho, 5 anos, Rio Grande do Sul, Waldmeister e Scold – Proprietário: José Carlos Fragoso Pires Jr. – Criador: Haras Santa Ana do Rio Grande – Treinador: J. L. Maciel – 2.400m – 145s1 (GL) – igual ao recorde –
Diferença do primeiro para o segundo: 2 corpos.
1989 – TROYANOS, uma pule que devolveu o capital apostado
A única pule de devolução da história do GP Brasil (até os dias atuais) foi a de Troyanos, um dos expoentes da criação de Julio Bozano. O filho de Vacilante II e Lady Pat ganhou dez dos 12 páreos que disputou (foi terceiro na estreia e segundo para Ego Trip no GP Linneo de Paula Machado). Invicto em duas apresentações em São Paulo, onde venceu os GPs Derby Paulista e São Paulo. Recordista de prêmios, tinha vencido a Trump Cup, com alta dotação.
Mesmo numa semana desfavorável, na qual aprontara apenas regularmente e rejeitara ração, Troyanos encontrou forças para dominar Laurus nos metros finais, no primeiro ponto do jóquei Carlos Lavor, do Haras Santa Maria de Araras e o segundo do pai do jóquei, o treinador Wilson Pereira Lavor. Carteziano terminou em terceiro, com Jack Bob em quarto e Gay Charm na quinta posição. A seguir terminaram: Levron, Ken Graf, Don Nova e Japan Air. Não correram: Ego Trip e Tipsy Task.
(em 6 e agosto de 1989)
1º Troyanos (BR) …… C. Lavor ……………………… 58
2º Laurus……………….. G. Meneses …………………… 58
3º Carteziano ………….. E. Ferreira ……………………. 61
4º Jack Bob …………….. F. Pereira Fº …………………. 61
5º Gay Charm …………. G. F. Almeida ………………… 56
6º Levron……………….. L. Duarte ……………………… 58
7º Ken Graf ……………. J. Garcia (SP) …………………. 61
8º Don Nova……………. J. Pinto …………………………. 61
9º Japan Air ……………. A. Machado Fº…………………. 61
TROYANOS, masc., castanho, 4 anos, Paraná, Vacilante II e Lady Pat – Criador e Proprietário: Haras Santa Maria de Araras – Treinador: W. P. Lavor – 2.400m – 150s (GP) – Diferença do primeiro para o segundo: ½ corpo.
1990 – FLYING FINN, o ‘lourinho’, dá o inédito penta a Juvenal
O alazão Flying Finn, filho de Clackson e Life Work, mostrara sua força ao levantar o Derby carioca. No GP Brasil, adiado para 16 de setembro em razão de uma ameaça de greve dos funcionários, a maioria dos apostadores acreditava na reação de Falcon Jet, que ainda por cima teria a ajuda de um faixa, Bat Masterson, para minar as energias de Flying Finn. No entanto, dirigido com maestria por Juvenal, o alazão do Stud Numy foi para a vanguarda na altura dos 1.200 metros e resistiu as ataques de Falcon Jet, com Juvenal cruzando o disco com a mão direita aberta, mostrando os cinco dedos que simbolizavam sua quinta vitória, a primeira do treinador Venâncio Nahid. Uneasy Plum terminou em terceiro, com o argentino Alververás (único estrangeiro, mas de proprietário brasileiro no campo da prova) em quarto e o nacional Caddyno em quinto. A seguir: Duffel, Jex, Gay Charm, Bat Masterson, High Marshal, Similar, Jaromir, El Astral e Ad Usundelphini. Não correram: Freud Explica e Golden News.
(em 16 de setembro de 1990)
1º Flying Finn (BR) … J. M. Silva …………………… 59
2º Falcon Jet …………… J. Ricardo …………………….. 59
3º Uneasy Plum ……….. C. Lavor ………………………. 57
4º Alververás ………….. G. Meneses …………………… 61
5º Caddyno …………….. J. Aurélio ……………………… 61
6º Duffell ………………… F. Pereira Fº …………………. 61
7º Jex ……………………. A. Barroso ……………………. 61
8º Gay Charm ………….. G. F. Almeida ………………… 59
9º Bat Masterson ……….. E. S. Gomes …………………. 61
10º High Marshal ………… A. Queiroz ……………………. 59
11º Similar…………………. L. A. Alves …………………… 59
12º Jaromir………………… M. Silva ……………………….. 61
13º El Astral ………………. L. Rosa ……………………….. 59
14º Ad Usundelphini …….. E. Ferreira ……………………. 59
FLYING FINN, masc., alazão, 4 anos, Rio Grande do Sul, Clackson e Life Work – Proprietário: Stud Numy – Criador: Haras Nacional – Treinador: V. Nahid – 2.400m – 148s (GP) – Diferença do primeiro para o segundo: ½ corpo.
1991 – VILLACH KING, com a ‘griffe’ Araras
O Haras Santa Maria de Araras ganhara a prova apenas com Troyanos e surpreendeu ao repetir o feito com o alazão Villach King. Em atropelada avassaladora, o filho de Present the Colors e Paris Queen dominou, deixando a tríplice coroada Indian Chris e o veloz Veissman a três corpos, empatados na segunda colocação. Falcon Jet, o favorito, chegou em quarto, decepcionando, com Ling no complemento do marcador.
Flying Finn teve a cilha arrebentada pouco depois da largada e ainda assim correu 2.000 metros na frente, arrematando na sétima colocação entre 14 concorrentes, num show à parte de Juvenal Machado da Silva. Implausible, do Stud Las Brisas, vinha de bater o recorde da distância ao vencer o Derby carioca (144s3/5) e foi o sexto colocado. Nord foi o oitavo, chegando a seguir: Mystic Man, Jomalat, High Desert, Man Ray, Kinacore Czar Grandi. Não correram: Danilo Príncipe e Luzibal.
Villach King foi apresentado por Ildefonso Coelho Souza, substituto de Wilson Pereira Lavor, vítima de ataque cardíaco fatal cerca de um mês antes da prova.
(em 4 de agosto de 1991)
1º Villach King (BR…. C. Lavor ……………………… 58
2º Indian Chris (*) ……. G. F. Almeida ………………… 56
2º Veissman (*) ………. F. Pereira Fº …………………. 58
4º Falcon Jet ………….. J. Ricardo ………………………. 61
5º Ling …………………. L. Saldanha …………………… 61
6º Implausible ………… E. Ferreira …………………….. 58
7º Flying Finn …………. J. M. Silva ……………………… 61
8º Nord ………………… E. Pacheco …………………….. 58
9º Mystic Man …………. J. Queiroz ……………………… 58
10º Jomalat ……………… J. Aurélio ………………………. 58
11º High Desert …………. H. Freitas ……………………… 58
12º Man Ray ……………… I. Gonçalves ………………….. 58
13º Kinacor ……………….. I. Quintana …………………… 61
14º Czar Grandi ………….. J.B.Paulielo …………………… 61
(*) empate na segunda colocação
VILLACH KING, masc., castanho, 4 anos, Rio Grande do Sul, Present The Colors e Paris Queen – Criador e Proprietário: Haras Santa Maria de Araras – Treinador: I.C. Souza – 2.400m – 149s1 (GP) – Diferença do primeiro para o segundo: 3 corpos.
1992 – FALCON JET ‘desencabula’ Jorge Ricardo
Com as palavras do pai, Antonio Ricardo ecoando em sua cabeça: “Jóquei que se preza tem de ganhar o Grande Prêmio Brasil”, Jorge Ricardo acabou com o jejum na prova e se desforrou do arquirrival Flying Finn. Mais uma vitória do Haras Santa Ana do Rio Grande e do treinador João Luiz Maciel, num páreo em que Implausible foi fechado no meio da reta pela atropelada de Falcon Jet e Flying Finn, que vinha de vencer o GP Dezesseis de Julho, ficou imprensado na cerca, chegando em segundo, a meio corpo do ganhador. O páreo, porém, foi confirmado e coroou a excepcional campanha do filho de Ghadeer e Victress de 24 apresentações, com 14 vitórias e nove colocações.
A única vez em que Falcon Jet terminou fora do marcador foi no GP Carlos Pellegrini de 1990. Pour Henri, April Trip e Ozanan completaram o placar. A seguir chegaram: Implausible, Stirling, My Speed Horse, Man Ray, Villach King, Above the Sky e Tigipió. Foi a sexta vitória do veterinário José Roberto Taranto (Janus II, Sunset, Anilité, Carteziano, Bowling e Falcon Jet).
(em 2 de agosto de 1992)
1º Falcon Jet (BR)….. J. Ricardo …………………… 61
2º Flying Finn …………. J. M. Silva ……………………. 61
3º Pour Henri …………. E. Ferreira ……………………. 58
4º April Trip ……………. L. Duarte …………………….. 58
5º Ozanam …………….. L. Esteves ……………………. 58
6º Implausible ………… C. G. Neto ……………………. 61
7º Stirling ……………… G. Meneses …………………… 58
8º My Speed Horse ….. C. Canuto ……………………… 58
9º Man Ray ……………. A. Matias ………………………. 61
10º Villach King ………… A. L. Sampaio ………………… 61
11º Above The Sky ……. C. Lavor ……………………….. 58
12º Tigipió ………………. J. Aurélio ………………………. 58
FALCON JET, masc., alazão, 6 anos, Rio Grande do Sul, Ghadeer e Victress – Criador e Proprietário: Haras Santa Ana do Rio Grande – Treinador: J. L. Maciel – 2.400m – 154s1 (GP) – Diferença do primeiro para o segundo: ½ corpo.
1993 – VILLACH KING, o primeiro bicampeão em 2.400 metros
Albatroz, Helíaco, Gualicho e Zenabre já haviam conquistado o bicampeonato da prova, mas desde que o GP Brasil passou para os 2.400 metros atuais nenhum corredor conseguira o bicampeonato. O primeiro a fazê–lo foi Villach King, que sacou diferença mínima sobre Much Better, dando a terceira vitória ao jóquei Carlos Lavor e ao Haras Santa Maria de Araras. Sandpit, que depois cumpriria campanha nos Estados Unidos tornando–se um dos “embaixadores” do turfe brasileiro no exterior, foi o terceiro, com Stirling e Above the Sky completando o marcador. Chegaram a seguir: Ojotabe, Play For, Drum and Dran, Vomage, Indian Hope, April Trip, Vekrezo, Vailafré, St.Cloud, Ofuscador, Implausible e Pindara
(em 1 de agosto de 1993)
1º Villach King (BR).. C. Lavor ……………………… 61
2º Much Better ……….. J. Ricardo …………………….. 59
3º Sandpit …………….. E. Ferreira ……………………. 59
4º Stirling ……………… J. Leme ……………………….. 61
5º Above The Sky …….. J. F. Reis ……………………… 61
6º Ojotabe …………….. A. Barroso ……………………. 59
7º Play For …………….. C. G. Netto …………………… 59
8º Drum Und Dran ……. L. Duarte …………………….. 59
9º Vomage …………….. N. Cunha ……………………… 59
10º Indian Hope …………. J. M. Silva ……………………. 58
11º April Trip ……………. M. Cardoso ……………………. 61
12º Vekrezo ……………… R. Penachio …………………… 59
13º Vailafré ………………. M. Lourenço ………………….. 59
14º St. Cloud …………….. F. Pereira Fº …………………. 61
15º Ofuscador …………… G. Meneses …………………… 59
16º Implausible ………….. L. A. Alves ……………………. 61
17º Pindara ………………. G. Guimarães ………………… 59
VILLACH KING, masc., castanho, 6 anos, Rio Grande do Sul, Present The Colors e Paris Queen – Criador e Proprietário: Haras Santa Maria de Araras – Treinador: I. C. Souza – 2.400m – 147s1/10 (GP) – Diferença do primeiro para o segundo: minima.
1994 – MUCH BETTER confirma favoritismo

Depois de um segundo lugar a diferença mínima do ganhador, Much Better, por Baynoun e Charming Doll, era apontado como virtual vencedor da prova em 1994. E não decepcionou. Confirmou o favoritismo e venceu por dois corpos, no segundo ponto de Jorge Ricardo e terceiro do treinador João Luiz Maciel, este em trajetória espetacular: venceu na primeira inscrição, em 1988, com Carteziano; no ano seguinte, com o mesmo cavalo, foi terceiro; em 1990, segundo com Falcon Jet; em 91, novamente com Falcon Jet, foi quarto; para vencer em 92, com Falcon Jet. Em 93, terminou em segundo, com Much Better, que venceu em 94. O ganhador, criado pelo Haras J.B.Barros e de propriedade do Stud TNT, era o melhor cavalo brasileiro da época, vencendo tudo no continente sul–americano: GPs Brasil, São Paulo, Pellegrini e o Clássico Associação Latino–Americana de Jockey Clubs. Chegou a correr na França, em sentido contrário ao das corridas no Brasil, e voltou para perder por pouco para Fantastic Dancer a Copa ABCCC–Clássica em marca recorde.
Vomage, montaria de Evandro Pacheco, formou a dupla, com Fantastic Dancer, Tallon e Xiko Leigo no restante do marcador. Chegaram em seguida: Country Baby, Kijolighadeer, Lavaggio, Flotow, City Lights, Sheik David, Villach King, Lob Street, Drum and Dran, Malandro da Toca, Bear Toss, Fast Friend, Monetenegro e Le Garçon D’Or. Não correram: St.Cloud e Ortyner.
(em 7 de agosto de 1994)
1º Much Better (BR) … J. Ricardo …………………… 61
2º Vomage ……………… E. Pacheco ……………………. 61
3º Fantastic Dancer …….. L. Duarte ……………………… 59
4º Tallon ………………… G. Meneses ……………………. 59
5º Xiko Leigo …………… G. Assis ……………………….. 59
6º Country Baby ………. G. Guimarães …………………. 57
7º Kijolighadeer ……….. J. Aurélio ………………………. 61
8º Lavaggio …………….. J. M. Silva …………………….. 59
9º Flotow ……………….. J. Leme ………………………… 59
10º City Lights …………… J. F. Reis ………………………. 59
11º Sheik David …………. E. S. Rodrigues ……………….. 59
12º Villach King ………….. C. Lavor ………………………… 61
13º Lob Street ……………. H. Freitas ……………………… 59
14º Drum Und Dran ……… J. Pinto ………………………… 61
15º Malandro Da Toca …….M. Cardoso ……………………. 61
16º Beer Toss ………………C. G. Netto ……………………. 61
17º Fast Friend ……………. N. Souza ………………………. 59
18º Montenegro …………… N. Cunha ………………………. 59
19º Le Garçon D’Or ………. M. Almeida …………………….. 59
MUCH BETTER, masc., castanho, 5 anos, Paraná, Baynoun e Charming Doll – Proprietário: Stud T.N.T. – Criador: Haras J. B. Barros –Treinador: J. L. Maciel – 2.400m – 146s4/10 (GM) – Diferença do primeiro para o segundo: 2 ¼ corpos.
1995 – EL SEMBRADOR leva o prêmio de 1 milhão de dólares
O cavalo argentino El Sembrador, por Octante e Nina Flor, mais forte representante de seu país na época, ganhou, em final difícil, o GP Brasil de 1995, que graças a um sweepstake especial proporcionou prêmio de 1 milhão de dólares ao vencedor. O americano Talloires terminou em segundo, com o chileno Gran Ducato em terceiro, o favorito Much Better (última inscrição na prova de João Luiz Maciel) foi o quarto e o azarão nacional By Fasten chegou em quinto. A seguir: Stirling, Murano, Seaborg, Negociateur, Celtic Arms, Baluarte Boy, Magnum Opus, Tallon, Crossword, Fort of Steel, Sanguinário Toss, Seribe, Rostock, Piá–Vovô e Emperor of Tijucas.
(em 6 de agosto de 1995)
1º El Sembrador (ARG) .. G. Sena ……………………….. 59
2º Talloires …………….. K. Desormeaux ………………. 61
3º Gran Ducato ……………. L. Torres ………………………. 59
4º Much Better …………….. J. Ricardo ……………………… 61
5º By Fasten ……………….. G. Guimarães ………………… 59
6º Stirling …………………… M. Cardoso …………………… 61
7º Murano …………………… R. L. Santos ………………….. 59
8º Seaborg ………………….. H. Karamanos………………… 59
9º Negociateur ……………… J. F. Reis ……………………… 59
10º Celtic Arms ………………. G. F. Almeida ………………… 60
11º Baluarte Boy …………….. G. Meneses …………………… 61
12º Magnum Opus …………… J. M. Silva …………………….. 59
13º Tallon ……………………… N. Cunha ……………………… 61
14º Crossword ………………… G. Souza ……………………… 59
15º Fort Of Steel ……………… M. Aurélio …………………….. 61
16º Sanguinario Toss ……..…… C. Lavor ………………………. 59
17º Scribe ……………………… J. Reid …………………………. 61
18º Rostock…………………….. E. Pacheco ……………………. 61
19º Piá–Vovô …………………… A. Matias ……………………… 61
20º Emperor Of Tijucas… …..… L. A. Alves ……………………. 61
EL SEMBRADOR, masc., alazão, 4 anos, Argentina, Octante e Niña Flor – Proprietário: Stud Andrea E – Criador: Haras El Paraíso – Treinador: J. L. Palácios – 2.400m – 147s9/10 (GP) – Diferença do primeiro para o segundo: mínima.
1996 – QUINZE QUILATES e Zé de Ouro, uma dupla preciosa
O cavalo paulista Quinze Quilates, que esteve perto de se sagrar tríplice coroado em São Paulo, derrotou o também paulista Zé de Ouro em final de emoção. Quinze Quilates, filho de Only Once e Hospitaleira, criação do Haras 2001 e propriedade do Stud Rio Preto, marcou a primeira vitória do treinador Rubens Carrapito e do jóquei Jorge Garcia, filho do tricampeão Dendico Garcia, que era o treinador, em São Paulo, dos defensores do Stud Rio Preto. Foi a forra – para o treinador Rubens Carrapito – da derrota de Kráus, em 1958. O chileno Grand Ducato voltou a formar a Trifeta, com Air Jordan e Oriental Flower nas colocações seguintes. Much Better, mais uma vez favorito, foi apresentado por Oracy Cardoso, pois Jão Luiz Maciel falecera meses antes. A seguir chegaram: El Paso, Rafaga Sureña, Seaborg, Much Better, Quid Obscurum, Hike Lite, Eternitá, Endoidado, Onefortheroad, Magnum Opus, Baluarte Boy, Murano e Gunner Max.
(em 11 de agosto de 1996)
1º Quinze Quilates (BR)… J.Garcia (SP) …………. 59
2º Zé de Ouro ………………. M.Pereira ……………….. 59
3º Gran Ducato …………….. L.Torres …………………. 61
4º Air Jordan ……………….. C.Lavor …………………… 61
5º Oriental Flower …………… J.Leme …………………… 57
6º El Paso ……………………. J.F.Reis ………………….. 59
7º Rafaga Sureña …………… L.Duarte ………………… 59
8º Seaborg …………………… J.Paulé …………………… 61
9º Much Better ………………. J.Ricardo ………………… 61
10º Quid Obscurum …………… E.Rosa …………………… 61
11º Hike Lite …………………… M.Cardoso ………………. 59
12º Eternitá ……………………. G.Guimarães ……………. 57
13º Endoidado …………………. W.Blandi ………………… 59
14º Onefortheroad …………….. M.Aurélio ……………….. 57
15º Magnum Opus …………….. J.M.Silva ………………… 61
16º Baluarte Boy ………………. G.Meneses ……………… 61
17º Murano ……………………… M.Almeida ……………… 61
18º Gunner Max ………………… J.Aurélio ………………… 59
QUINZE QUILATES, masc., castanho, 4 anos, São Paulo, Only Once e Hospitaleira – Proprietário: Stud Rio Preto – Criador: Haras 2001 – Treinador: R. Carrapito – 2.400m – 150s1/10 (GP) – Diferença do primeiro para o segundo: mínima.
1997 – JIMWAKI quebra o tabu de Gabriel Meneses
O bridão chileno Gabriel Meneses, um dos melhores jóqueis da época, não tinha muita sorte na maior prova do turfe brasileiro. Maior ganhador do GP Presidente da República, nos 2.400 metros não conseguia desencantar. Coube ao paulista Jimwaki, filho de Gem Master e Winwaki, de criação e propriedade do Haras Equilia, a façanha. Com direção perfeita, Jimwaki cruzou o disco vitorioso, deixando Fool Around em segundo. Dalmasi, que vencera o GP Dezesseis de Julho, foi sacrificado depois do excelente terceiro lugar. Tarvis e Magnum Opus, na ordem, completaram o placar.
Foi a primeira vitória do treinador J.M.Alves, que meses antes da prova substituiu Marcos Carvalho, Malaio, contratado pelo Haras Anderson. O tordilho argentino Alpino Fitz (décimo colocado) foi arrendado pelo Stud Rio Aventura para defender suas cores. De sext em diante, pela ordem, chegaram: Mind the Gap, Car Bomb, Quinze Quilates, Job di Caroline, Alpino Fitz, Lone Ranger, Hike Lite, Quemay, El Paso, Solus Ferus, Cardenal, Mr.Fritz, Zé de Ouro, Murano e Oriental Flower.
(em 3 de agosto de 1997)
1º Jimwaki (BR) ……. G.Meneses ………………….. 59
2º Fool Around ……….. L.Duarte ………………………. 59
3º Dalmasi …………….. M.Almeida ……………………. 61
4º Tarvis ……………….. C.Lavor ……………………….. 61
5º Magnum Opus ……… R.L.Santos …………………… 61
6º Mind The Gap ……… A.Queiroz …………………….. 59
7º Car Bomb …………… J.Ricardo ……………………… 61
8º Quinze Quilates ……. J.Garcia (SP) …………………. 61
9º Job Di Caroline …….. J.F.Reis ……………………….. 59
10º Alpino Fitz …………… M.Cardoso ……………………. 59
11º Lone Ranger ………… N.Cunha ………………………. 61
12º Hike Lite ……………… C.G.Netto …………………….. 61
13º Quemay ………………. J.James ………………………. 61
14º El Paso ………………… J.M.Silva ……………………… 61
15º Solus Ferus …………… J.Aparecido ………………….. 59
16º Cardenal ………………. J.Poletti ………………………. 61
17º Mr.Fritz ………………… J.B.Paulielo ………………….. 61
18º Zé de Ouro ……………. M.Pereira …………………….. 61
19º Murano ………………… A.Machado Fº ……………….. 61
20º Oriental Flower ………. J.Leme ………………………… 59
JIMWAKI, masc., castanho, 4 anos, São Paulo, Gem Master e Winwaki – Proprietário: Haras Equília – Criador: Haras Equilia – Treinador: J.M.Alves – 2.400m – 145s7/10 (GP) – Diferença do primeiro para o segundo: 2 corpos.
1998 – QUARI BRAVO, barbada com o toque de classe de Luiz Duarte
O tordilho Quari Bravo, por Punk e Chimare, criação e propriedade do Haras Phillipson, era uma tremenda barbada no GP Brasil de 1998. Quari Bravo vinha de conquistar a tríplice coroa paulista e só não se sagrou o primeiro quádruplo coroado de São Paulo porque não participou da última prova. Além disso, vencera também o GP São Paulo. Era a grande oportunidade para o jóquei Luiz Duarte, que não a desperdiçou. Trazido na medida, o tordilho treinado por Ermelino Sampaio dominou a prova a tempo de livrar quase dois corpos para Gablitz, o segundo colocado. Prince Ali, que fora prejudicado no sorteio das balizas, ficando com o último boxe, foi para frente e fez um corridão, só se entregando nos 200 metros finais, terminando na terceira posição, sob a direção de Juvenal. King of Iron e Omnium Leader completaram o placar. A seguir chegaram: Unkind, Saudoso Sabu, Fool Around, Post Card, Zé de Prata, Grabin, Takadum, Teeran, Suleiman, Autobelle, Hot Way, Mind the Gap, Vernier, Cardenal e Hike Lite. Até aqui, Quari Bravo tinha corridor 11 vezes, com oito vitórias e sem jamais ter chegado fora do marcador, somando R$ 493.379,16 em prêmios, sendo R$ 434.023,00 em primeiros lugares.
1998 – (2/8)
1º Quari Bravo (BR)… L. Duarte …………………….. 59
2º Gablitz ………………. M. Almeida ……………………. 59
3º Prince Ali ……………. J.M.Silva ………………………. 59
4º King Of Iron ………… A. Queiroz …………………….. 61
5º Omnium Leader ……. J. Leme ………………………… 61
6º Unkind ………………. N. Cunha ………………………. 59
7º Saudoso Sabu ……… J. Aparecido …………………… 61
8º Fool Around ………… J.F. Reis ………………………… 61
9º Post Card……………. R.L.Santos ……………………… 59
10º Zé de Prata …………. M. Pereira ………………………. 61
11º Grabin ……………….. M. Aurélio ………………………. 59
12º Takadum …………….. I.F.Ribeiro ……………………… 59
13º Teeran ……………….. M. Cardoso …………………….. 61
14º Suleiman …………….. A. Barroso ……………………… 61
15º Autobelle …………….. J. Poletti ………………………… 61
16º Hot Way ……………… C. Lavor …………………………. 59
17º Mind The Gap ……….. C.G.Neto ………………………… 61
18º Vernier ……………….. J. Ricardo ……………………….. 59
19º Cardenal ……………… A. Mota ………………………….. 61
20º Hike Lite ………………. E. Ferreira ……………………… 61
QUARI BRAVO, masc., tordilho, 4 anos, São Paulo, Punk e Chimare. Proprietário e Criador: Haras Phillipson. Treinador: E. Sampaio – 2.400m – 146s3/10 (GL) – Diferença do primeiro para o segundo: 1 ¾ corpo.
1999 – AIORTROPHE, mais um azarão na grama pesada
A pista se apresentava bastante pesada e acabou beneficiando a vitória de um dos maiores azarões da história da prova (40,90 por cada 1,00), o castanho Aiortrophe, filho de O Maior e Apostrophe, primeiro da criação Malurica a triunfar. Marcou também a primeira vitória do jóquei Zirbo Paulielo Junior e do treinador A.F.Barbosa.
O favorito foi Omnium Leader, da Coudelaria Jéssica, que não se agradou do estado da pista. Unrivalled, com Gabriel Meneses, foi o segundo, com Absolute Ruler, Sunshine Way e Ravaro completando o marcador. Chegaram a seguir El Macanudo, Etcher, Bacelar, Humbie, Chico Corredor, Post Card, Official Report, Links of Glory, Fool Around, Teddy World, Uncle Sam, Teeran, Omnium Leader, Vernier e Rector. Uma curiosidade: ao receber os prêmios, Ricardo Lara Vidigal contou que vendera Aiortrophe, em leilão, por R$ 1.200,00, em 12 parcelas de R$ 100,00. O compromisso, no entanto, não foi saldado e ele recebeu o cavalo de volta.
(em 15 de agosto de 1999)
1º Aiortrophe (BR)…. Z.Paulielo Jr. ………………. 59
2º Unrivalled(Arg) ……. G.Meneses …………………… 59
3º Absolute Ruler …….. J.Ricardo …………………….. 58
4º Sunshine Way …….. J.Leme ………………………… 58
5º Ravaro (P) …………. G.Guimarães ………………… 58
6º El Macanudo………… J.James ………………………. 59
7º Etcher ……………….. M.Fontoura ………………….. 58
8º Bacelar ………………. N.Cunha ……………………… 58
9º Humbie ……………… A.Mota ………………………… 58
10º Chico Corredor ……….. R. Ferreira ……………………. 58
11º Post Card…………….. M.Almeida ……………………. 59
12º Official Report ………. F.Chaves ……………………… 59
13º Links Of Glory ………. L.Duarte ………………………. 58
14º Fool Around …………. J.F.Reis ……………………….. 59
15º Teddy World(Arg) ….. J.Queiroz ……………………… 59
16º Uncle Sam(Arg) ……. C.Lavor ………………………… 59
17º Teeran (P) …………… J.M.Silva ………………………. 59
18º Omnium Leader ……. G.F.Almeida …………………… 59
19º Vernier ……………….. M.Cardoso …………………….. 59
20º Rector ………………… M.Aurélio ………………………. 58
AIORTROPHE, masc., castanho,5 anos, São Paulo, O Maior e Apostrophe. Proprietário e Criador: Haras Malurica. Treinador: A.F.Barbosa – 2.400m – 154s8/10 (GP) – Diferença do primeiro para o segundo: 3 ½ corpos.
2000 – STRAIGHT FLUSH, a primeira de Guignoni

O Haras São José da Serra, que perdera boa oportunidade de vencer a prova com Sandpit e vendera no ano anterior a égua Sweet Eternity para o turfe americano, conseguiu a primeira vitória no GP Brasil com o castanho Straight Flush. O filho de Baligh e She Bear vinha de vencer os GPs Dezesseis de Julho e São Paulo.
Mantido por Luiz Duarte na sexta colocação e, mesmo sendo algo prejudicado na reta, dominou, exibindo grande aceleração, no segundo êxito do jóquei Luiz Duarte. Straight Flush, segundo mais apostado, marcou o primeiro ponto do treinador Dulcino Guignoni na prova. O favorito era Super Power, do Stud Rio Aventura, que vinha de se sagrar tríplice coroado carioca e terminou fora do marcador. Severado, com Goncinha, formou a dupla, com Absolute Ruler, Guided Bomb e Loving no restante do marcador. Terminaram a seguir: Sunshine Way, Quari Bravo, Icelander, Super Power, Omega Birth, Humbie, Boudin, Omnium Leader, Teddy World, Hot Always, Beckett’s Godot, Aiortrophe, Jet Pointer, In My Side e Limão.
(em 6 de agosto de 2000)
1º Straight Flush (BR) .. L.Duarte ……………………… 59
2º Severado ………………. G.F.Almeida …………………… 58
3º Absolute Ruler (P) …….. J.Ricardo ……………………….. 59
4º Guided Bomb …………. T.J.Pereira ……………………… 58
5º Loving ………………….. A.Domingos ..…………………… 58
6º Sunshine Way ………… A.Gulart …………………………. 59
7º Quari Bravo …………… G.Assis …………………………… 59
8º Icelander ………………. F.Chaves ………………………… 59
9º Super Power ………….. J.M.Silva …………………………. 58
10º Omega Birth ………….. A.Fagundes ……………………… 59
11º Humbie ………………… J.Leme …………………………… 59
12º Boudin …………………. C.Lavor …………………………… 58
13º Omnium Leader ……… G.Guimarães …………………….. 59
14º Teddy World(Arg) ..…… J.Queiroz ………………………… 59
15º Hot Always ……………. N.Cunha …………………………. 58
16º Beckett’s Godot (P) ….. A.Queiroz ……………………….. 58
17º Aiortrophe …………….. J.Henrique ………………………. 59
18º Jet Pointer …………….. R.L.Santos ………………………. 58
19º In My Side …………….. E.S.Rodrigues …………………… 56
20º Limão …………………… M.Almeida ………………………. 59
STRAIGHT FLUSH – masc., castanho, 5 anos, Paraná, Baligh e She Bear. Proprietário e Criador: Haras São José da Serra. Treinador: D.Guignoni – 2.400m – 147s (GP) – Diferença do primeiro para o segundo: 2 ¼ corpos.
2001 – QUEEN DESEJADA, uma égua, abre o novo milênio
Queen Desejada formava numa geração em que as éguas (todas criadas pelo Haras São José e Expedictus) ponteavam. A melhor era Coray, filha de Know Heights e Pacatyba, por Itajara. Coray vencera as duas últimas provas da Tríplice Coroa feminina do turfe carioca, os GPs Diana e Marciano de Aguiar Moreira, além do Derby carioca (GP Cruzeiro do Sul), em marca recorde. Levada para os Estados Unidos, sequer foi inscrita no GP Brasil.
O segundo nome era Canzone (Westheimer e Jardy, por Karabas), vencedora do GP Henrique Possolo e do GP São Paulo, além de escoltante de Coray nas demais provas da Tríplice Coroa feminina. Canzone, que defendia as cores do Stud Capitão, era a favorita, mas muito nervosa no partidor acabou sendo retirada, para tristeza do jóquei Ilson Correa.
Sobrava Queen Desejada, inicialmente batizada com o nome de Carfou, ganhadora de apenas uma prova clássica, o GP Onze de Julho. Mantida por Marcello Cardoso nos últimos postos, avançou por fora para dominar com facilidade, na quinta vitória de uma égua na prova (Tirolesa, Fizz, Off the Way e Anilité), marcando o primeiro ponto para o jóquei e para o Stud Alvarenga e o segundo – consecutivo – do treinador Dulcino Guignoni.
Com a retirada de Canzone, o favorito, mais uma vez, foi Omnium Leader, da Coudelaria Jéssica, que chegou fora do marcador. L’Orfeu, em excelente exibição, formou a dupla, com Eugene Oneguine, House of Lords e Trancaferro no resto do placar.
(em 5 de agoso de 2001)
1º Queen Desejada (BR) (P) … M.Cardoso ……… 56
2º L’Orfeu ………………………….. A.Gulart ………….. 58
3º Eugene Oneguine ………………….. F.Chaves …………. 59
4º House Of Lords ………………….J.Ricardo …………. 58
5º Trancaferro …………………….. J.Leme ……………. 58
6º Kentucky’s Story ……………… N.Cunha …………… 58
7º Absolute Ruler …………………. T.J.Pereira ……….. 59
8º Incredible Touch (P1) ……………. B.Reis …………….. 58
9º Omnium Leader ……………….. G.Guimarães …….. 59
10º Val Des Bois (P1) ………………. M.Aurélio…………. 58
11º Play Violin ……………………….. A.Domingos ……… 58
12º Toca Forte ……………………….. G.Freire ………….. 58
13º Captain Wind …………………….. M.Nunes …………. 58
14º Topo do Sul (P) ………………….. G.Meneses ………. 58
15º Monzon ……………………………. C.Lavor ………….. 58
16º Chico Corredor …………………… R.Ferreira ……….. 59
17º I’ll Get Money ……………………. J.Aparecido ……… 59
18º Juanito Caminador ………………. V.R.Souza ……….. 58
19º Rainbow Gold …………………….. A.Mota ……………. 59
QUEEN DESEJADA – fêmea, castanha, 4 anos, São Paulo, Know Heights e Elisabetta. Proprietário: Stud Alvarenga – Criador: Haras São José e Expedictus – Treinador: D.Guignoni – 2.400m – 145s3/10 (GM) – Diferença do primeiro para o segundo: 3 ¼ corpos.
2002 – POTRI ROAD, a terceira seguida de Guignoni
Foi o ano em que o Jockey Club Brasileiro fez o marketing do GP Brasil em cima da mulher no turfe. Promoveram tanto a joqueta Josiane Gulart, que mesmo esta sendo ainda aprendiz de segunda categoria (impedida, portanto, pelo Código Nacional de Corridas de participar de prova clássica) os comissários de corridas abriram uma exceção e permitiram que Josiane participasse da prova mais importante do turfe nacional. Não foi fácil extrair uma montaria para ela, que acabou pilotando Savage, do Stud Gegê, de São Paulo. No início da prova, Savage esteve até na terceira posição, mas na hora da verdade esmoreceu, terminando entre os últimos.
O vencedor foi o único argentino no campo, Potri Road, filho de Potrillazo e Bagdad Café, criação do Haras La Madrugada e propriedade do Haras São Francisco de Paula. Dirigido por Marcello Cardoso, o castanho treinado por Dulcino Guignoni pulou em décimo e veio galgando posições. Na reta já era o quarto e dominou, resistindo até o disco aos ataques de Gorylla, que terminou em segundo, a uma cabeça. Art Variety, vencedor de uma das provas da Tríplice Coroa carioca, foi o terceiro, com Tignanello e Uapybo, que vinha de ganhar o GP São Paulo, na quinta colocação. A seguir, pela ordem, chegaram: Istbestand, Gigli (favorito do páreo, vencedor do Derby carioca e montaria de Jorge Ricardo), Euro Tech (campeão do GP Francisco Eduardo de Paula Machado), Toca Forte, House of Lords, Arbitral, Kentucky’s Story (ganhador, em São Paulo, do GP Oswaldo Aranha de 2001), Dakron, Lord Marcos, Topo do Sul (ganhador do GP Francisco Eduardo de Paula Machado de 2001), Aviación (uma égua no campo, ganhadora do GP Zélia Gonzaga de Paula Machado), Countdown, Savage (vencedor do GP Juliano Martins), Wiseguy e Omnium Leader, que aos 9 anos participava pela quinta vez da prova, na qual conseguiu duas colocações e foi favorito duas vezes.
(em 4 de agosto de 2002)
1º Potri Road (Arg) …. M.Cardoso ………………….. 58
2º Gorylla ……………….. J.Aparecido ………………….. 59
3º Art Variety ………….. C.Lavor ……………………….. 58
4º Tignanello …………… I.Correa ………………………. 58
5º Uapybo ……………… W.Blandi ……………………….. 58
6º Istbestand ………….. A.Domingos ……………..……. 58
7º Gigli (P1) ……………. J.Ricardo ……………………… 58
8º Euro Tech (P) ………. A.Mota ………………………… 58
9º Toca Forte ………….. G.Freire ……………………….. 59
10º House of Lords (P1) .. T.J.Pereira ……………………. 59
11º Arbitral ……………….. J.Leme ……………………….. 58
12º Kentucky’s Story ……. A.Queiroz ……………………… 59
13º Dakron (P) …………… L.Duarte ………………………. 58
14º Lord Marcos ………….. M.Almeida ……………………. 59
15º Topo do Sul…………… C.G.Netto …………………….. 59
16º Aviación ………………. A.Gulart ………………………. 56
17º Countdown …………… G.Assis ……………………….. 59
18º Savage ………………… J.Gulart (ap.2ª) ………………. 59
19º Wiseguy………………… N.Cunha ……………………… 59
20º Omnium Leader ………. G.Guimarães ………………… 59
POTRI ROAD(ARG) – masc., castanho, 4 anos, Argentina, Potrillazo e Bagdad Cafe. Proprietário: Haras São Francisco de Paula – Criador: Haras La Madrugada S/A. Treinador: D.Guignoni – 2400m – 147s3/10 (GM) – Diferença do primeiro para o segundo: cabeça.
2003 – LORD MARCOS, mais um filho de Clackson
O GP Brasil de 2003 marcou a primeira vitória do jóquei Marcelo Almeida e do treinador Jonas Souza Guerra. Foi o êxito dos humildes, pois Lord Marcos formava com Gold Pleasure a dupla de únicos participantes da prova que não provinham de centro de treinamento. Muito bem conduzido, o defensor do Stud Red Black acompanhou à distância o ritmo alucinante da égua Mexican Daisy, que abriu vários corpos na primeira colocação até a entrada da reta de chegada. Lord Marcos corria em segundo de forma confortável, pois também trazia boa vantagem sobre o terceiro colocado. Na reta foi se aproximando de Mexican Daisy, dominou–a e pôde resistir aos ataques de Gorylla, que terminou em terceiro, e de Istbestand, que formou a dupla. A chuva que caíra na antevéspera deixou a raia amaciada, o que favoreceu Lord Marcos, o segundo filho de Clackson vencedor da carreira (o primeiro foi Flying Finn, em 1990). Prince di Java e Her Ball completaram o marcador. A seguir chegaram Britanic, Potri Road (favorito e candidato ao bi), Gold Pleasure, Gene de Campeão, Ebert, Strave Runner, Xiririca da Serra, L’Orfeu, Amor de Cisne, Acteon Man e Mexican Daisy. Além de Lord Marcos, que era vencedor do GP ABCPCC – Matias Machline 2002, seis dos 16 competidores tinham vitória em prova do Grupo 1: a égua Xiririca da Serra (GP José Guathemozin Nogueira 2002), Gene de Campeão (além do GP São Paulo, os GPs Oswaldo Aranha de 2003 e Consagração de 2002), Gorylla (GP Oswaldo Aranha de 2002 e segundo no GP Brasil de 2002), Prince di Java (GP Cruzeiro do Sul, o Derby carioca 2003), Potri Road (GPs Brasil e Estado do Rio de Janeiro de 2002) e Gold Pleasure (GP Estado do Rio de Janeiro 2001).
(em 3 de agosto de 2003)
1º Lord Marcos (BR)… M.Almeida …………………… 59
2º Istbestand ………….. J.Ricardo ………………………. 59
3º Gorylla (P1) ………… A.Gulart ……………………….. 59
4º Prince Di Java ……… C.Lavor ………………………… 58
5º Her Ball ……………… L.Duarte ………………………. 59
6º Britanic ………………. A.Mota ………………………… 58
7º Potri Road(Arg) ……… M.Cardoso ……………………. 59
8º Gold Pleasure ……….. I.Correa ………………………. 59
9º Gene de Campeão …. A.Mesquita ……………………. 58
10º Ebert …………………. G.Guimarães …………………. 58
11º Starve Runner (P) ….. C.G.Netto …………………….. 58
12º Xiririca da Serra …….. J.Ribeiro ……………………… 56
13º L’Orfeu ………………… M.Aurélio …………………….. 59
14º Amor de Cisne ……….. J.Aparecido ………………….. 58
15º Acteon Man (P1)……….. J.Leme ……………………….. 59
16º Mexican Daisy (P) ……. R.L.Santos …………………… 56
LORD MARCOS – masc., castanho, 6 anos, Paraná, Clackson e Las Primas. Proprietário: Stud Red Black – Criador: Haras Anderson – Treinador: J.S.Guerra – 2.400m – 145s9/10 (GU) – Diferença do primeiro para o segundo: ¾ de corpo
2004 – THIGNON BOY, num show de Alex Mota
Com campo de 20 competidores, dos quais apenas uma égua, Name of Rose, do Haras Anderson, Thignon Boy, em direção perfeita do gaúcho Alex Mota, dominou o grande favorito Evil Knievel (J.Ricardo) a 150 metros do disco, em atropelada irresistível, vencendo com autoridade o GP Brasil de 2004. Foi a primeira vitória de Alex Mota, do treinador Jairo Borges (do turfe paranaense) e do Haras Valente (como proprietário e como criador). Britanic foi o terceiro, perto de Evil Knievel, com Hiper Craque em quarto e Cheikh, que vinha de vencer o GP São Paulo, na quinta colocação. A seguir: Sinistro, Her Ball, Apetrecho, Don Piazzolla, Dipinto, Istbestand, Neozelandês, Overkill, Fouquet, San Fermin, King Pad, Paparazzi, Name of Rose, Falcão do Deserto e Rio Negro. Participaram do páreo, além de Thignon Boy, vencedor do GP Oswaldo Aranha 2004, outros cinco ganhadores de prova do Grupo 1: Cheikh, Don Piazzolla (GP Jockey Club Brasileiro), Istbestand (GP ABCPCC – Matias Machline 2003), Evil Knievel (GP Francisco Eduardo de Paula Machado) e Name of Rose (GP Zélia Gonzaga Peixoto de Castro). Depois, Thignon Boy venceu a Copa ABCPCC – Matias Machline e foi levado para os Emirados Árabes Unidos terminando em quarto lugar num handicap, na grama. E não correu mais.
(em 1 de agosto de 2004)
1º Thignon Boy (BR).. A.Mota ………………………… 58
2º Evil Knievel …………. J.Ricardo ………………………. 59
3º Britanic ……………… J.Leme …………………………. 59
4º Hiper Craque ………. A.Mesquita …………………….. 58
5º Cheikh ………………. N.Cunha ……………………….. 59
6º Sinistro ……………… A.Gulart ………………………… 58
7º Her Ball (P) ………… M.Cardoso ……………………… 59
8º Apetrecho ………….. L.Duarte ………………………… 59
9º Don Piazzolla ………. Rodrigo Ferreira ………………. 58
10º Dipinto ………………. M.Aurélio ………………………. 58
11º Istbestand …………… T.J.Pereira …………………….. 59
12º Neozelandês ………… C.G.Netto ……………………… 58
13º Overkill ………………. M.Fontoura ……………………. 58
14º Fouquet (P) …………. G.Guimarães …………………… 58
15º San Fermin …………… V.Leal ………………………….. 58
16º King Pad ……………… C.Lavor ………………………… 59
17º Paparazzi …………….. A.Domingos ………………….. 59
18º Name Of Rose ……….. I.Correa ……………………….. 56
19º Falcão do Deserto ….. R.D.L.Santos …………………. 58
20º Rio Negro ……………. M.Moraes ……………………… 58
THIGNON BOY – masc., alazão, 4 anos, Paraná, Thignon Lafré e Betina Girl. Proprietário e Criador: Haras Valente – Treinador: J.Borges – 2.400m – 146s (GL) – Diferença do primeiro para o segundo: 2 ¾ corpos.
2005 – VELODROME dá bicampeonato a Marcelo Almeida
No GP Brasil de 2005, embora a pista se apresentasse leve, o azarão Pestanita (110,60), do Stud Raça, faixa de Sinistro, segundo mais apostado da carreira (o favorito era Evil Knievel, montaria de Jorge Ricardo, pule de 2,30), disparou na frente seguido por Deuteronômio. Como em 2003, Marcelo Almeida corria Velodrome em terceiro, com boa vantagem para os de trás. Na reta foi estreitando a diferença que o separava de Pestanita para livrar meio corpo sobre o rival no disco, em 146s3/10, grama leve. Sinistro, pule de 3,80, avançou para a terceira colocação, mas sem ameaçar os primeiros. Deuteronômio completou a Quadrifeta e Evil Knievel, o placar. A seguir chegaram: Pólvora Negra, Tchintchulino, Girafinha, Capitão Risso, Pototó, Gil Blas, King Colony, Karlo Amor, Gorylla, Irretocável de Ouro, Pitombo, Paparazzi, Gabarito, Idomeneo e Top Colony.
O vencedor Velodrome, filho de Booming e Licena, criação e propriedade do Haras Dar–El–Salam em sua primeira vitória na tradicional carreira, foi o responsável pelo segundo êxito do jóquei Marcelo Almeida e do treinador Venâncio Nahid, que vencera o GP São Paulo com McBeth. Até aqui, em 13 apresentações, conquistou seis vitórias (uma delas no Paraná) e cinco colocações no marcador, com R$ 303.941,08 em prêmios, dos quais R$ 287.475,86 só em primeiros lugares.
Gorylla, vencedor do GP Carlos Pellegrini, maior prova do turfe sul–americano, em 2003, foi levado para os EUA, onde não teve bom desempenho. De volta ao seu PIS, correu pela última vez no GP Brasil de 2005, sendo levado para a reprodução, no Haras Valente. O jóquei João Moreira, que venceu o páreo seguinte ao GP Brasil (Taça Cidade Maravilhosa) conduzindo Apetrecho, foi para a França pilotar os corredores do Stud Estrela Energia.
2005 – (07/08)
1º Velodrome (BR).. M.Almeida …………………… 59
2º Pestanita (P1) …… A.Fernandes ………………….. 59
3º Sinistro (P1) …….. L.Duarte ………………………. 59
4º Deuteronômio …… M.Pereira ……………………… 58
5º Evil Knievel ………. J.Ricardo ……………………… 59
6º Pólvora Negra …… E.Ferreira ……………………… 57
7º Tchintchulino …….. N.Cunha ………………………. 58
8º Girafinha ……………T.J.Pereira ……………………. 56
9º Capitão Risso …….. I.Correa ………………………. 59
10º Pototó ……………… M.Cardoso ……………………. 58
11º Gil Blas …………….. A.Mesquita …………………… 58
12º King Colony ……….. R.Salgado ……………………. 58
13º Karlo Amor ………… J.Henrique ……………………. 59
14º Gorylla ……………… M.Gonçalves …………………. 59
15º Intocável de Ouro … V.Leal …………………………. 58
16º Pitombo …………….. J.Moreira ……………………… 58
17º Paparazzi …………… I.Santana …………………….. 59
18º Gabarito …………….. D.Duarte ……………………… 59
19º Idomeneo …………… C.Lavor ……………………….. 59
20º Top Colony ………….. G.Guimarães ………………… 59
VELODROME – masc., castanho, 6 anos, Paraná, Booming e Licena. Proprietário e Criador: Haras Dar–El–Salam – Treinador: V.Nahid – 2.400m – 146s3/10 (GL) – Diferença do primeiro para o segundo: ½ corpo.
2006 – DONO DA RAIA faz dobradinha Rio/São Paulo
Na semana da corrida, morria o jóquei Luís Rigoni, responsável por algumas das mais belas páginas da história do GP Brasil, O atropelador Dono da Raia estava em plena evolução, como mostrara ao vencer o GP São Paulo, meses antes. E chegou, com todo mérito, como favorito ao GP Brasil de 2006. No campo, apenas dois ganhadores de prova do Grupo 1: Dono da Raia e Top Hat, do Stud JCM, que vinha de bater o recorde mundial dos 2.000 metros, na grama.
Dono da Raia não decepcionou. Atropelou na reta para dominar, com firmeza, os rivais, em 147s28/100, na primeira vez em que o GP Brasil foi marcado em centésimos de segundo. His Friend, da Coudelaria Jéssica, formou a dupla, em percurso desfavorável, enquanto Naperon, do Stud Raça, dirigido por César Gustavo Netto, completava a Trifeta. Coração de Vidro (Stud Palura) e Sinistro (Stud Raça) completaram o marcador. Chegaram a seguir, pela ordem: Top Hat (que ditou o ritmo do páreo), Quase Tudo, Pitombo, Nabonassar, Deuteronômio, Notec, Paraguaio, Nepotista, Oakfast, Tchintchulino, King Colony e Jokanaan. O vencedor Dono da Raia, filho de Hibernian Rhapsody e Outra Arumba (por Henri Le Balafré) foi a segunda vitória de produto criado pelo Haras São Quirino (Viziane, em 1970) e a primeira do Stud Mictik (proprietário), do treinador A.L.Cintra e do jóquei Marcelo Gonçalves. Depois, Dono da Raia foi levado para Dubai (Emirados Árabes), onde correu duas vezes, sem sucesso.
(em 6 de agosto de 2006)
1º Dono da Raia (BR)… M.Gonçalves ……………….. 58
2º His Friend …………….. D.Duarte ……………………… 58
3º Naperon (P2) ………… C.G.Netto …………………….. 58
4º Coração de Vidro ……. A.Mota ………………………… 58
5º Sinistro (P2) …………. L.Duarte ………………………. 59
6º Top Hat (P1) …………. N.Cunha ………………………. 58
7º Quase Tudo ………….. A.C.Silva ………………………. 59
8º Pitombo ………………. C.Lavor ………………………… 59
9º Nabonassar ………….. B.Reis ………………………….. 58
10º Deuteronômio ……….. Z.M.Rosa ………………………. 59
11º Notec ………………….. I.Correa………………………… 58
12º Paraguaio …………….. T.J.Pereira …………………….. 59
13º Nepotista ……………… J.Moreira ………………………. 58
14º Oakfast ……………….. J.Ricardo ……………………….. 58
15º Tchintchulino (P1) …… A.Domingos ……………………. 59
16º King Colony ………….. A.Gulart ………………………… 59
17º Jokanaan ……………… M.Cardoso …………..…………. 59
DONO DA RAIA – masc., alazão, 4 anos, São Paulo, Hibernian Rhapsody e Outra Arumba. Proprietário: Stud Mictik – Criador: Haras São Quirino – Treinador: A.L.Cintra – 2400m – 147s28/100 (GP) – Diferença do primeiro para o segundo: 1 ½ corpo.
2007 – L’AMICO STEVE, mais um do turfe paulista
Pela segunda vez seguida o vencedor do GP Brasil veio de São Paulo. L’Amico Steve, filho de Spend a Buck e All For Love, por Ghadeer, vinha de segundo lugar, a pescoço de Quick Road, no GP São Paulo. Largou da baliza de dentro e marcou a primeira vitória, na prova, do jóquei Vagner Leal. Foi, também, a primeira do treinador Valter dos Santos Lopes, do reprodutor Spend a Buck, da criação Old Friends e do Stud Star Gold (proprietário). O vencedor rateou R$ 6,90 por real apostado e terminou como segundo mais apostado (o favorito era Quatro Mares, pule de 2,30, com Jorge Ricardo). Foi a sétima vitória na campanha de L’Amico Steve, que chegou outras sete vezes no marcador, em 16 apresentações, somando R$ 313.264,31 em prêmios, destes R$ 283.989,31 só em primeiros lugares. Houve o prevalecimento da dupla paulista, com Tango di Gardel avançando do fundo do lote, em forte atropelada. Completaram o marcador His Friend (Coudelaria Jéssica), Top Hat (Stud JCM) e Quatro Mares (Haras Santa Maria de Araras). A marca de L’Amico Steve – 143s92/100, grama leve – foi a melhor registrada no GP Brasil desde que passou a ser disputado em 2.400 metros, superando, em muito, os 145s3/10 de Queen Desejada, em 2001, embora inferior aos 143s52/100 registrados por Ivoire no Derby carioca. Quanta Classe foi a sexta colocada, chegando a seguir, pela ordem, Mind a Lot, Leppard, Quick Road, Dear–Est, Punch Punch, Pantaleon e Pototó. Oblíquo não foi apresentado. O movimento de apostas no Hipódromo da Gávea bateu o recorde nacional (R$ 5.690.012,00, já incluído o simulcasting). Só no dia do GP Brasil foram apostados R$ 2.046.379,00, dos quais R$ 1.795.632,03 na corrida da Gávea.
(em 19 de agosto de 2007)
1º L’Amico Steve (BR) ….. V.Leal ……………………. 58
2º Tango Di Gardel ………… A.M.Souza ………………… 59
3º His Friend (P1) ………….. D.Duarte ………………….. 59
4º Top Hat (P2) …………….. N.Cunha …………………… 59
5º Quatro Mares ……………. J.Ricardo ………………….. 58
6º Quanta Classe (P1) …….. R.Salgado …………………. 56
7º Mind A Lot ……………….. A.Domingos ………………. 59
8º Leppard …………………… A.Mota …………………….. 58
9º Quick Road (P2) …………. M.Cardoso ………………… 58
10º Dear–Est …………………… C.G.Netto …………………. 58
11º Punch Punch ………………. T.J.Pereira ………………… 59
12º Pantaleon ………………….. J.Leme …………………….. 59
13º Pototó ………………………. A.Gulart ……………………. 59
L’AMICO STEVE – masc., castanho, 4 anos, Rio Grande do Sul, Spend A Buck e All For Love. Proprietário: Stud Star Gold – Criador: Haras Old Friends Ltda – Treinador: V.S.Lopes – 2.400m – 143s93/100 (GL) – Diferença do primeiro para o segundo: ½ corpo.
2008 – TOP HAT, de ponta a ponta, leva novamente paulistas ao pódio
O veloz Top Hat, por Royal Academy e Tavira (Effervescing), criação do Haras São José da Serra e propriedade do Stud JCM, foi o terceiro representante do turfe paulista a vencer seguidamente o GP Brasil. Vinha de quarto lugar no ano anterior e ganhou no seu estilo, de ponta a ponta, em 145s67, grama leve, no primeiro ponto na importante carreira para o jóquei Altair Domingos, para o treinador João Macedo e para o Stud JCM. Top Hat salvou as pules do faixa, o favorito Quick Road, montaria de Jorge Ricardo, que arrematou na quarta colocação. Ricardo, pelo segundo ano seguido, participou de páreos do dia do GP Brasil sem vencer uma carreira sequer. Quatro Mares (Haras Santa Maria de Araras) foi o segundo colocado, a quatro corpos do ganhador, com Biólogo (Stud Raça), Quick Road (Stud JCM) e Naperon no restante do marcador. Chegaram a seguir: Mr.Nedawi, New Royale, Indianette, Quanta Classe, Gusset, Rainbow Bright, Amigo Gaúcho, Bud Guy, Blessed Mustang, His Friend, La Vendetta, Jeune–Turc, Paul Garden e Time For Fun, que não completou o percurso, derrubando o jóquei Marcello Cardoso. Foram apostados R$ 6.078.941,51 na semana, dos quais R$ 5.197.310,01 nos páreos disputados na Gávea.
(em 3 de agosto de 2008)
1º Top Hat (BR) (P1) ……. A.Domingos …………….. 59
2º Quatro Mares (P2) ………. J.Aparecido……………….. 59
3º Biólogo ……………………. W.Blandi ………………….. 58
4º Quick Road (P1) …………. J.Ricardo …………………. 59
5º Naperon …………………… J.Leme ……………………. 59
6º Mr.Nedawi ………………… A.M.Souza ……………….. 58
7º New Royale ……………….. C.Lavor …………………… 58
8º Indianette (P3) …………… D.Duarte …………………. 57
9º Quanta Classe ……………. M.Almeida ………………… 57
10º Gusset ……………………… V.Leal …………………….. 58
11º Rainbow Bright (P2) ……….. B.Reis …………………….. 56
12º Amigo Gaúcho …………….. I.Correa ………………….. 58
13º Bud Guy ……………………. M.Mazini ………………….. 58
14º Blessed Mustang ………….. N.Cunha ………………….. 58
15º His Friend (P3) …………….. A.Gulart ………………….. 59
16º La Vendetta ………………… J.Moreira …………………. 57
17º Jeune–Turc …………………. T.J.Pereira ………………… 58
18º Paul Garden ………………… M.Gonçalves ……………… 58
(*) Time For Fun ……………….. M.Cardoso ………………… 58
(*) Queda do jóquei no percurso.
TOP HAT – masc., alazão, 6 anos, Paraná, Royal Academy e Tavira. Proprietário: Stud J.C.M – Criador: Haras São José da Serra – Treinador: J.Macedo – 2.400m – 145s67/100 (GL) – Diferença do primeiro para o segundo: 4 corpos.
2009 – JEUNE–TURC, ponto para Marcos Mazini
Aos 5 anos e trazendo na bagagem a vitória no GP São Paulo do ano anterior, o cavalo Jeune–Turc, filho de Know Heights e Creature Du Ciel, criação do Haras Fronteira e propriedade do Stud CED, marcou a primeira vitória – logo na segunda tentativa – para o jóquei Marcos Mazini, bicampeão da estatística de jóqueis do turfe carioca. Mazini trouxe seu conduzido sempre próximo à cerca interna e dominou na reta, resistindo ao favorito Flymetothemoon. Foi a terceira vitória do treinador Venâncio Nahid (Flying Finn, em 1990, e Velodrome, em 2005).
Venâncio foi, mesmo, o dono da festa, ficando com a ponta e a dupla, pois também era o responsável pelo preparo de Flymetothewin, do Haras Doce Vale. Lignon’s Hero, Smile Jenny (única égua no campo) e Hot Six, nesta ordem, completaram o marcador. Chegaram a seguir: Mirassol, Time For Fun, Quadriball, Rutini, Agasias, Rich and Famous, Príncipe dos Mares, Engaging, Nuestro Hermano, Gibson, Uatá, Signal Up e Galvão. As demais provas internacionais foram vencidas por Olympic Election (Haras Regina, GP Presidente da República), Sol de Angra (Stud Performance, GP Major Suckow) e Tanta Honra (Stud São Francisco da Serra, GP Roberto e Nelson Grimaldi Seabra). Neste último, a vencedora foi proclamada campeã após ter sido constatada presença de substância não permitida no exame de La Vendetta (Haras Tributo à Ópera), na pista, a ganhadora. Foram apostados R$ 5.345.869,65 na semana, dos quais R$ 4.423.880,63 nos páreos disputados na Gávea. O movimento do GP Brasil totalizou R$ 343.632,11 e no dia do GP Brasil R$ 1.649.307,33 (Gávea) e R$ 1.881.456,77 (simulcasting).
(em 2 de agosto de 2009)
1º Jeune–Turc (BR) (P1) …… M.Mazini …………….. 59
2º Flymetothemoon ……………. W.Blandi ………………. 58
3º Lignon’s Hero ………………… A.Domingos ………….. 58
4º Smile Jenny …………………… Jean Pierre …………… 56
5º Hot Six (P2) ………………….. J.Leme ………………….58
6º Mirassol ………………………….. D.Duate………………… 58
7º Time For Fun ………………… M.Cardoso …………….. 59
8º Quadriball ……………………. B.Reis ………………….. 58
9º Rutini …………………………. M.Almeida ……………… 58
10º Agasias ………………………… I.Santana ……………… 58
11º Rich and Famous (P1) ..……… I.Correa ……………….. 58
12º Príncipe dos Mares ………….. C.G.Netto ……………… 59
13º Enganging …………………….. J.C.Noriega ……………. 58
14º Nuestro Hermano ……………. J.Aparecido ……………. 58
15º Gibson (P2) …………………….. T.J.Pereira ……………… 59
16º Uatá ……………………………. R.Salgado ……………… 59
17º Signal Up ……………………… C.Lavor ………………… 58
18º Galvão ……………………………. V.Leal ……………………. 58
JEUNE–TURC – masc., castanho, 5 anos, Rio Grande do Sul, Know Heights e Creture Du Ciel. Proprietário: Stud CED – Criador: Haras Fronteira – Treinador: V.Nahid. 2.400m – 150s84/100 (GP) – Diferença do primeiro para o segundo: 4 ½ corpos.
2010 – Moryba, leva mais um Duarte, o Dalto, ao pódio
O castanho Moryba, ganhador do Clássico Sandpit (2.000m, grama) e do GP Conde de Herzberg, Grupo 2, Criterium de potros, em 1.500m, grama, sem jamais terminar fora do marcador, conquistou sua maior vitória ao dominar o GP Brasil, no primeiro êxito do treinador Roberto Solanés e do jóquei Dalto Duarte (que vinha de vencer as estatísticas da Gávea e nacional clássica da temporada 2009/2010). Filho de Hard Buck e Valetza, por Baronius, criação do Haras São José & Expedictus, marcou também a primeira vitória do Stud Correas na importante carreira. Another Xhow (M.Mazini) formou a dupla, com Tônemaí, Hong Kong e Timeo na sequência do placar. A seguir, chegaram: Flymetothemoon, Lewis, Sal Grosso (favorito), Rockwell, Bom de Luta e Our Potri. Vasuveda derrubou o jóquei I.Santana a 400m do disco (vinha em último) e foi sacrificado. As demais provas internacionais foram vencidas por: Too Friendly (Araras, Milha), Desejado Thunder (Alvarenga, quilômetro) e Inchatillon (Alvarenga, Roberto e Nelson Grimaldi Seabra), O Stud Alvarenga, portanto, dominou o sábado gordo. Foram apostados R$ 5.502.105,12 na semana (sem simulcasting na sexta–feira), dos quais R$ 4.609.359,11 na Gávea. O movimento do GP Brasil foi de R$ 259.830,15 e no dia do GP Brasil, R$ 1.613.356,17 (Gávea) e total de R$ 1.875.989,20 (com o simulcasting).
(em 1 de agosto de 2010)
1º Moryba (BR) ……………. D.Duarte …………….. 58
2º Another Xhow (P1) ………. M.Mazini ………………. 58
3º Tônemaí …………………… I.Correa ……………….. 58
4º Hong Kong ………………….. N.Cunha ……………….. 58
5º Timeo ……………………….. C.Lavor ………………… 58
6º Flymetothemoon …………. W.Blandi ………………. 59
7º Lewis …………………………. A.C.Silva ………………. 58
8º Sal Grosso …………………. L.Duarte ………………. 58
9º Rockwell ……………………. J.Aparecido …………… 58
10º Bom de Luta ……………….. V.Leal …………………. 58
11º Our Potri (P1) ………………….. M.Cardoso ……………. 58
12º Vasuveda (*) ………………. I.Santana ……………… 58
(*) Caiu na reta de chegada e foi sacrificado
MORYBA – masc., castanho, 4 anos, São Paulo, Hard Buck e Valetza. Proprietário: Stud Correas – Criador: Haras São José & Expedictus – Treinador: R.Solanés – 2.400m – 145s33/100 (GM) – Diferença do primeiro para o segundo: ½ corpo.
2011 – Com BELO ACTEON, H.Fernandes dá o tetra a D. Guignoni

O alazão Belo Acteon (Acteon Man e Back For Good, por Ghadeer), cerca de um mês antes, conquistar a primeira vitória nas pistas depois de quatro tentativas e foi inscrito diretamente no GP Brasil. Um added de R$ 18 mil desperdiçado, diriam os mais afoitos. Os mais prudentes, porém, percebiam que o cavalo fora inscrito com o aval do treinador Dulcino Guignoni, que dispensa apresentações. O defensor do Stud H & R ainda teria mais um obstáculo: em seu dorso, o jovem Henderson Fernandes, de apenas 19 anos, um estreante no GP Brasil. Nada disso serviu para impedir que Belo Acteon cruzasse a meta vitoriosamente, mesmo tendo sua linha igualada no meio da reta pelo poderoso Too Friendly. No disco de sentença, o neto de Ghader tinha cabeça à frente de Too Friendly, com Jéca, “voando” nos metros finais para completar a Trifeta, a pequena diferença dos dois primeiros. Anakin formou a Quadrifeta e Aká Riguê completou o marcador.
As demais provas internacionais foram vencidas por: Plenty of Kicks (Stud São Francisco da Serra, Milha), Barão da Cevada (Haras The Best, quilômetro) e Renânia (Haras Tango, Roberto e Nelson Grimaldi Seabra). O total de apostas, na Gávea, do dia do GP Brasil foi de 1.832.010,59 e o do páreo atingiu R$ 269.997,19.
(em 7 de agosto de 2011)
1º Belo Acteon (BR) ……H. Fernandes.….. 58
2º Too Friendly (P1) ………. L. Duarte……………. 59
3º Jéca …………………………… A. Domingos.……….. 58
4º Anakin ………………....….. L. Leme ………………… 58
5º Aká Riguê ………………….. V. Leal ………………… 58
6º Una Beleza (P1) …………. W.Blandi ………..…… 56
7º Sal Grosso .…………………. A.C.Silva ……………. 59
8º Uno Amore Mio ……………. A. C. Silva …………. 58
9º I Want The Gloty …………. I. Santana .………… 58
10º Tônemaí ………………...... D. Duarte ……………. 58
11º Another Xhow .………….. I. Correa .……………. 59
12º Perichole ……………….….. C. Lavor …..…………. 56
13º Nenen do Papai …………. A. M. Souza ………… 58
BELO ACTEON – masc., alazão, 4 anos, Rio Grande do Sul, Acteon Man e Back For Good. Proprietário: Stud H & R – Criador: Aluizio Merlin Ribeiro – Treinador: D. Guignoni – 2.400m – 146s21/100 (GM) – Diferença do primeiro para o segundo: cabeça.
da Redação