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Novembro | 2010

As revelações do "Livro Azul" do Turfe, por Sergio Barcellos
23/11/2010 - 11h39min

No mundo moderno, o esporte das corridas de cavalo deixou há muito de ser considerado como simples lazer. Isso era antes, agora não é mais. Agora, o turfe – à semelhança do futebol –, é uma poderosa indústria que movimenta bilhões de euros, gera centenas de milhares de empregos, e é dirigida por gente que conhece a fundo todos os aspectos de seu ofício.

Na França, o volume de apostas em corridas de cavalo deve alcançar este ano 9.6 bilhões de euros (isso mesmo, bilhões de euros!), e a atividade emprega diretamente 60.000 pessoas. Se considerarmos as atividades colaterais, o número de empregos dobra.

No Japão, o volume geral de apostas anual alcança 22 bilhões de euros, contra 8.5 bilhões nos EUA e 8.8 na Austrália. Ou seja, joga–se mais em corridas de cavalo na Austrália e na França que nos EUA – e muito, muitíssimo mais, no Japão.

Em termos mundiais, o movimento geral de apostas do turfe (considerando corridas rasas e sobre obstáculos) alcançou 72 bilhões de euros em 2009 (cerca de US$ 100 bilhões) – sem a participação dos países árabes do Oriente Médio, onde qualquer jogo é proibido há 14 séculos.

O mais interessante, porém, é notar que em todos esses países o retorno ao apostador é sempre maior que aquele praticado na América do Sul, e bem maior que o praticado no Brasil.

Na França, de cada euro jogado, 74,6% retornam ao apostador; na Austrália, 86%; no Japão, 74,8%; na Irlanda, 85,6%. Por comparação, na Argentina, os apostadores ficam com 72% do volume de apostas, e no Brasil, Chile e Peru com menos ainda, respectivamente, 70%, 68,9% e 69,7%.

Como se sabe, um maior retorno do dinheiro apostado significa rateios mais compensadores e, em conseqüência, um maior volume de apostas. Ao contrário, quanto mais as sociedades promotoras de corridas retiram das apostas, menos se joga, e, portanto, menos elas arrecadam.

No capítulo da quantidade de corridas (leia–se, o número de páreos realizados em cada país onde exista um turfe organizado), as cifras se comportam da seguinte forma: na América do Sul (entendida como Argentina, Brasil, Chile, Peru e Uruguai) são disputadas ao redor de 17.800 corridas por ano.

Nos EUA, este número se eleva a 49.196 páreos por ano, contra 19.326 na Austrália, 17.568 no Japão, 6.254 no Reino Unido, e 4.730 na França. Mesmo considerando os rigores do inverno, quando se corre muito menos na Europa, e a maioria dos principais hipódromos está fechada, a diferença entre os números é bastante significativa (por exemplo, corre–se mais vezes na Austrália que em toda a América do Sul).

No continente sul–americano, o Brasil, com 4.416 corridas por ano, perde para a Argentina (5.563) e para o Chile (4.868), superando apenas Peru (1909 corridas) e Uruguai (1034).

Em resumo, essas são algumas das cifras e estatísticas reveladas pelo “Catálogo de Estatísticas Internacionais – 2010”, editado pela Federação Internacional das Autoridades Hípicas (FIAH), conhecido como o “Livro Azul” do turfe mundial.

A que nos leva a análise desses dados, em termos de América do Sul, e do Brasil em particular? Isso é matéria para o próximo item.

Provas de Grupo e volume de apostas na América do Sul

A manutenção, ou o corte das provas de Grupo constantes da programação clássica de cada país do continente, obedece à regulamentação da Federação Internacional das Autoridades Hípicas (FIAH), com sede em Paris, França, desde 1910.

Hoje em dia, os conceitos para manter ou recomendar o corte de provas de Grupo não mais seguem a tradição de cada país em matéria de turfe, e sim, a critérios de avaliação estritamente técnicos.

Tais critérios, se referem à qualidade dos animais que nelas tomam parte. E esta qualidade é medida pelos “ratings” de cada animal, conforme dispõem as normas da World Thoroughbred Ratings (WTR).

Assim, é com base no nível de excelência dos competidores – nada além disso –, que o Comitê Supervisor dos Rankings Mundiais (ou World Ranking Supervisory Committee–WRSC) decide: (a) que provas continuam a fazer parte das programações clássicas dos respectivos países; (b) que provas são promovidas ou rebaixadas de status dentro da programação clássica; ou (c) que provas dela são retiradas.

Não entender como isso funciona, equivale a não entender o turfe de nossos dias. E, como tal, não conseguir gerenciá–lo.

No Brasil, incumbe à Associação Brasileira dos Criadores e Proprietários de Cavalos de Corrida (ABCPCC), através de seu “Comitê de Ratings”, definir os “ratings” dos cavalos nacionais, e funcionar como órgão de contato entre o turfe do país e a OSAF – Organização Sul–Americana de Fomento, no que diz respeito às provas constantes de nossa programação clássica.

A propósito, convém mencionar que, hoje, no Brasil, existem mais provas de Grupo I que na França, Japão e Irlanda (29 provas de Grupo I, contra, respectivamente, 27, 22, e 12).

Em compensação, a Argentina com suas 44 provas de Grupo I supera o número desses mesmos testes nos turfes da França (27), Japão (22), Irlanda (12) e Inglaterra (32). Sob certos aspectos, um exagero.

Quanto ao movimento geral de apostas (MGA) no continente sul–americano, o panorama se comporta do seguinte modo (em euros): em 2009, o MGA das corridas no Brasil somou 112.1 milhões de euros, contra 164.4 no Chile, 130.6 na Argentina, 19.8 no Peru, e 19.2 no Uruguai. Ou seja, o Chile é onde mais se joga em corridas de cavalo na América do Sul, seguido pela Argentina, embora esses países tenham um PIB significativamente menor que o do Brasil.

Não há a exploração do chamado “simulcasting internacional” na Argentina e no Chile, tendo em vista a constatação de que essa modalidade de “jogo bancado” drena parte substancial das receitas dos Jockey Clubes locais. 

Algumas conclusões

Algumas conclusões preliminares podem ser tiradas desses números. Como se segue:

1. A região do mundo onde o turfe mais cresce nos dias de hoje, em todos seus aspectos, inclusive no que respeita ao volume de apostas, é a Ásia, seguida da Oceania.

Com o próximo advento das corridas de cavalo na China (onde neste momento estão sendo construídos nove hipódromos), esta perspectiva tende a se consolidar pelos anos que virão. A projeção inicial do volume de jogo na China é de 120 bilhões de yuans, quando todo o sistema estiver funcionando (hoje equivalentes a cerca de 12 bilhões de euros/ano).

Cumpre mencionar que as corridas naquele país deverão seguir o padrão de “nenhuma medicação”, como já adotado, aliás, em Hong Kong. Tal fato, deve contribuir para mudar radicalmente as práticas observadas em outras áreas do mercado mundial, onde ainda se admite a possibilidade de medicar para correr (caso dos EUA, por exemplo).

2. A segunda grande mudança – esta já em pleno curso –, refere–se à forma de gerenciar a programação clássica de cada país integrante da Federação Internacional (FIAH).

Como antes mencionado, é o “rating” dos animais participantes de cada prova que hoje define sua classificação como sendo de Grupo I, II, III, ou “Listed”. E não mais os conceitos de 1985, que levaram em conta a tradição e a importância dessas provas no contexto do turfe mundial.

Para o turfe brasileiro, este fato cria duas espécies de necessidades imediatas: (i) a de nos adaptarmos à nova sistemática de avaliação, e passarmos a encarar, com absoluta seriedade, a construção dos “ratings” de nossos melhores animais); e (ii) a de retomar e estreitar os laços funcionais com as organizações internacionais de controle da atividade, como a Federação Internacional (FIAH) e a OSAF, onde, em última análise, será decidida a manutenção da estrutura da programação clássica de nosso turfe.

No primeiro caso, o “Comitê de Ratings” da ABCPCC – recentemente reformulado e ampliado –, vem avaliando, agora em base mensal, o resultado das principais corridas no país, e inserindo tais dados, via INTERNET, nos sites dos organismos internacionais ligados à FIAH e à OSAF.

No segundo caso, porém, ainda temos um longo caminho a percorrer, a partir do instante em que, inexplicavelmente, deixamos de fazer uso do direito do Brasil de estar representado nas reuniões anuais da FIAH. Neste momento, tudo se passa como se as duas principais sociedades promotoras de corridas do país tivessem decidido, de algum tempo para cá, praticamente ignorar a Federação Internacional.

Em matéria de turfe internacional, e da garantia de nossos direitos frente aos outros mercados da indústria, isso equivale a suicídio. Nada menos que isso.

E o estrago só não tem sido maior, porque, em boa hora, a ABCPCC tem tentado suprir as deficiências das sociedades promotoras de corrida a respeito. Seja na base do prestígio pessoal de seus diretores junto aos dirigentes dos órgãos gestores do turfe mundial, seja acompanhando de perto as decisões da FIAH e da OSAF.

Diante desse panorama, parece razoável ter chegado a hora de admitir a substituição da representação brasileira – outorgada em passado remoto às sociedades promotoras de corrida –, pela ABCPCC. Afinal, tudo de danoso que possa eventualmente advir da omissão dos Jockeys Clubes, acabará, ao fim e ao cabo, sendo suportado pelos criadores e proprietários de cavalos de corrida do país.

3 – Outro aspecto fundamental do “Livro Azul” é o da análise dos volumes de apostas na América do Sul. Para se ter uma idéia, na Irlanda, um pequeno país, joga–se sete vezes mais em corridas de cavalo que em toda a América do Sul. E no Japão, a correlação é 44 vezes maior. De onde vem essa absurda discrepância?

Qualquer avaliação que se faça a respeito, só tem uma resposta: há algo de profundamente errado com a estrutura dos jogos, sua gerência, e a forma de organização do turfe no continente.

No primeiro caso, tem faltado criatividade para oferecer ao apostador o que ele quer, e não o que as sociedades promotoras de corridas imaginam ser o melhor.

Em outras palavras, como na Oceania, por exemplo, (vide Austrália e Nova Zelândia), nenhuma nova modalidade de aposta é introduzida sem uma ampla pesquisa junto ao seu único público–alvo, o apostador.

No segundo caso, pretender conduzir o turfe a partir da atual estrutura de clube sócio–recreativo das sociedades promotoras de corrida, é uma tarefa quase impossível.

A propósito, esses dois aspectos ficaram bem claros nas conclusões do estudo denominado “Turfe Forte”, desenvolvido pela Associação Paulista de Fomento ao Turfe (APFT). Enquanto não se mudar a perspectiva paroquial e ultrapassada do turfe sul–americano – e entregar a condução da atividade a quem sabe –, não há saída para a região. Ou melhor, a saída, no momento, parece bloqueada pelas próprias sociedades promotoras de corridas, a quem incumbiria proporcioná–la.

Isso não quer dizer que melhorias substanciais não possam ser introduzidas na gerência das apostas em cavalos de corrida na América do Sul, de forma a torná–las maiores e mais lucrativas.

Mas o crescimento dos MGA’s, sobretudo no Brasil, passa, antes de tudo: (a) pela reforma da arcaica estrutura dos jogos oferecida ao público; (b) pelo rígido controle das agências credenciadas encarregadas de capilarizar as apostas; e (c) pela completa reorganização da atividade turfística, hoje desenvolvida pelos Jockeys Clubes.

No caso do Jockey Club Brasileiro, com um agravante: o de termos admitido a hipótese de convidar um concorrente externo para disputar conosco – dentro das próprias instalações do clube –, o já incipiente mercado de apostas em reais nas corridas locais.

Em resumo, manter o turfe indefinidamente atrelado aos destinos dos clubes sócio–recreativos onde ele está hoje colocado; negar independência técnica e programática à atividade; e submetê–la permanentemente aos humores da gerência de topo dessas sociedades, será sempre um convite ao desastre.



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