Até onde agüentaremos?, por Leopoldo Cury 01/05/2006 - 07h28min
Até onde
agüentaremos?
Muito oportuno o artigo escrito pelo titular do Stud Azul e Branco, Sr. Mário
Bronstein.
No ano passado fui veemente contra os leilões de 15 parcelas, a ponto de nem examinar os potros.
Não compro e pronto!
Acontece que os Haras que venderam em 15 parcelas venderam bem seus produtos, criando
nos vendedores de 12 parcelas a sensação de perder a oportunidade de realizar um melhor negócio. Nesse ano,
diversos Haras venderão em 15 vezes.
Por que acontece isso? Por um simples motivo: no turfe, a emoção
supera a razão, aliás razão é uma palavra que não existe no dicionário turfístico.
A paixão pelas corridas
de cavalos e o sonho de adquirir um cavalo de exceção, faz com que proprietários ignorem as
modificações.
Para nós pequenos proprietários, cujo orçamento é apertado, fica difícil adquirir um novo
potro restando ainda três prestações do ano anterior. Um fator motivador para novas aquisições era exatamente o
término das prestações do ano anterior.
Comprei 8 potros no ano passado e com essas mudanças, também não
pretendo comprar esse ano. Tenho inclusive 2 bônus obtidos com duas vitórias de meus potrinhos e não sei ainda o
que fazer. Pagar 15 prestações, nem pensar.
É com tristeza que vejo o elitismo do turfe, tornando cada
ano mais difícil para o pequeno proprietário.
Bradei, evitei as 15 parcelas do ano passado e resolvi me
calar, achando que era uma voz única.
Fico contente ao ler o artigo do Sr Bronstein, titular de um stud
importante e percebo que essas modificações afetaram muitos proprietários e com certeza outros que não se
manifestaram têm o mesmo pensamento.
Concordo também que falta diálogo em diversos segmentos do turfe. Acho
que está na hora de começarmos a discutir os assuntos de nosso interesse para evitarmos situações que nos levem a
abandonar essa atividade tão prazerosa.
Parabéns aos turfistas e criadores Gilberto Gama e Oscar Pacheco
Borges por manterem seus leilões em 12 vezes. |