E OS
LEILÕES ESTÃO CHEGANDO...
Já estamos recebendo os catálogos, todos muito caprichados,
elaborados profissionalmente, com o histórico de dezenas de produtos que serão oferecidos aos
compradores, estes sempre na esperança de adquirir um animal extra classe, que se mostre um futuro ganhador
das principais provas da Gávea e Cidade Jardim, que seja posteriormente exportado para vencer nos Estados
Unidos e, quem sabe, em Dubai.
Este sonho tem um custo altíssimo, ficando restrito a um grupo mínimo de
amantes do turfe, o que torna impeditiva a participação de outros aficcionados. São vários os motivos, começando
pelos leilões.
O sistema vigente baseia–se na divulgação do valor da parcela mensal a ser paga, o que,
de início, já mascara o preço final do produto adquirido. Até há poucos anos, a praxe era de considerar 12
parcelas. De repente, os criadores resolveram, sem ouvir o outro lado, aumentar para 15 o número de parcelas,
o que provocou de imediato um aumento de 25% (vinte e cinco por cento) no preço do animal; a comissão de 8%
devida ao leiloeiro é de responsabilidade total do comprador, assim como os demais custos de transferência, etc.
etc. Além disso, o calendário dos leilões a cada ano se realiza mais cedo. Batido o martelo o novo
proprietário recebe o produto e já começa a arcar com os custos de doma, manutenção, veterinário, vacinas e
outros, por pelo menos 1 ano.
Não é justo decidir unilateralmente o sistema a ser praticado nos leilões;
o vigente é altamente prejudicial aos compradores e, logicamente muito adequado aos criadores, cada vez maiores e
melhores.
Os leilões deveriam ser realizados divulgando–se o preço cheio, com o financiamento
“generoso" de 15 meses para a liquidação, valendo negociação direta entre as partes para outras
soluções. Não havendo acordo, vale o financiamento de 15 meses. As demais despesas não podem ser apenas de
responsabilidade do comprador.
Sou um pequeno proprietário, comprador de 7 produtos no leilão de 2005 e
que não pretende mais investir no turfe, se mantidas as praxes atuais de total indiferença dos criadores em
relação aos problemas aventados e pela total ausência de diálogo.
Cordiais
saudações.
Mario Bronstein, titular do Stud Azul
e Branco