























Valparaiso - Stud Blue Mountain
|

Like It Hot - Stud Verde
|

Núcleo Terrestre - Stud H & R
|

Oviedo - Stud H & R
|

Night Street - Stud Dona Cecília
|

Tenuta Poggione - Haras do Morro
|

Off the Curve - Stud H & R
|

Sonho Bom - Stud H & R
|

Online - Stud Verde
|

Olympic Maurren - Stud H & R
|

Oteque - Stud H & R
|

Kempes Love - Stud Verde
|

The Lord - Stud H & R
|

Submarino - Haras Figueira do Lago
|

Ronigol - Stud Verde
|

Sargent Pepper - Stud H & R
|

Spartan Lius - Coudelaria Atafona
|

No More Trick - Stud H & R
|

Spartan Lius - Coudelaria Atafona
|

Dreamer Winner - Haras Iposeiras
|

Ronigol - Stud Verde
|

Maryland - Stud Verde
|

Jeep do Jaguarete - Coudelaria Jéssica
|

Meu Amor Maior - Stud 13 de Recife
|

Le Gonfalon - Stud Verde
|

Minuxa - Haras Depiguá
|

Olympic Orkut - Stud H & R
|

Só Te Peço Amor - Stud Verde
|

Ronigol - Stud Verde
|

Papa-Léguas - Stud H & R
|
|
|






Fevereiro | 2010
Compra de Garanhões II, por Milton Lodi 25/02/2010 - 10h30min
Na verdade, esse é um assunto fascinante. Por mais que se possa defender a utilização na reprodução dos melhores corredores nacionais, e isso é necessário, não há como negar que a interveniência de garanhões importados é fundamental. Todos ou quase todos os haras mais importantes, aqueles que imprimiram na criação a heterogeneidade que dá robustez, solidez física, tudo dentro de uma miscigenação de sangues, de meio–ambientes, de tudo, tiveram sucesso, naturalmente dentro do padrão de qualidade. E essa soma das diferenças proporciona os eventuais nascimentos de elementos de alto nível. Ótimos corredores como Rabat, Hamdam e Radar, entre muitos outros, não chegaram à reprodução. Ao que deles era esperado, ainda mais que voltaram aos seus haras de origem. Quem sabe teriam obtido o sucesso pretendido se tivessem ido para campos diferentes, melhor ainda se fora do Brasil. Ninguém manda na natureza, é ela quem dita as normas, mas cabe aos criadores a necessária percepção. Desde 1933 é disputado o GP Brasil, nossa máxima prova de padrão internacional. De lá para cá em 77 eventos, 46 vitórias de cavalos brasileiros e 10 eram filhos, inclusive 2 eram também netos de nacionais. É uma amostra simples e de pequena significação, mas não deixa de ser uma amostra. É claro que o assunto dá margem a inúmeras especulações, inclusive e principalmente pelo fato dos melhores haras darem em princípio as suas melhores éguas para os garanhões importados, mas isso pode–se contrapor que isso acontece porque os melhores criadores estão sempre procurando as grandes provas e para isso entendem de necessária diversificação, inclusive quanto às origens dos pais.
O criador José Paulino Nogueira, do Haras Bela Esperança (SP), em certa época tinha dois garanhões importados, Tintoretto, filho de Solario e Seventh Wonder, filho de Pharos. Ele só tinha no haras éguas de linhas femininas especiais, no haras dele só entravam éguas escolhidas e que cruzassem bem, dentro dos seus conhecimentos de mestre, com aqueles dois garanhões. Um dia ele soube que a família Assumpção havia colocado à venda uma égua de nome Lolita, filha do líder de turma francês Ksar (pai de Tourbillon). Ele me disse que a égua estava vazia, e no caso de estar cheia, e no entender dele de cavalo inadequado, de “barriga suja”, ele daria um remédio para ela abortar, mas a égua estava vazia, como ele queria dando repouso, descanso ao aparelho reprodutor. Ele comprou Lolita especificamente para o Tintoretto (cruza Solario e Ksar), e daí nasceu uma das melhores éguas do turfe brasileiro de todos os tempos, Garbosa Bruleur. Com Seventh Wonder, o Dr. Paulino usou de outra alternativa. Comprou no Uruguai uma égua filha de Stayer, e cobriu–a com Seventh Wonder, cruza estudada. O resultado foi a égua Jocosa, que como Garbosa Bruleur foi líder de turma, e ambas ganhadoras de grandes clássicos. As duas ganharam até o GP São Paulo.
O Capitão Bela Wodianer me fez comprar o alemão Takt, ganhador do Derby Austríaco, que foi muito bom pai, inclusive de Moustache, que ganhou o GP São Paulo. À mesma época, três outros alemães vieram para o Brasil, Wilderer para o Mondesir, Nisos para o Guanabara e Mogul para o Fidalgo. Nenhum dos três atingiu as perspectivas. O Capitão Bela tinha uma explicação, os três que não foram sucesso eram filhos do melhor à época da Alemanha, o extraordinário Ticino, mas com características apropriadas para o estilo alemão de corrida, isto é, basicamente provas de distâncias maiores, sem preocupação de precocidade, de aceleração, sendo assim inadequados à cultura brasileira de corridas. Ao contrário Takt era filho de Gundomar, garanhão sem dúvidas pior que Ticino, mas os seus filhos tinham uma ponta de velocidade que permitia uma campanha em distâncias menores, mas deixando de produzir bons corredores em distâncias maiores.
Bois Roussel ganhou o Derby Francês, foi então comprado pelo príncipe Aly Khan, que o levou para vencer o Derby de Epsom. José Paulino Nogueira comprou um filho de Bois Roussel, embora individualmente não brilhante, para a reprodução, naturalmente após os seus estudos do pedigree do cavalo em relação as éguas de seu plantel. Wood Note foi um sucesso, que não foi maior porque à época as distâncias médias dos páreos no Brasil eram ainda menores que as de hoje. Logo a seguir três haras brasileiros compraram filhos de Bois Roussel. Normanton veio para o Haras Santa Anita, Swallow Tail para o Mondesir e Royal Forest para o Guanabara. Em função das éguas que receberam Swallow Tail em muitas filhas de King Salmon e Royal Forest no refinado plantel dos irmãos Seabra, foram excelentes, enquanto os resultados de Normanton foram muito bons mas menos bons, também de acordo com as éguas de seus haras. A disponibilidade financeira de José Paulino Nogueira era menor, só deu com seu pioneirismo no caso Wood Note, de qualquer forma um sucesso.
A compra de Swallow Tail foi extraordinária. Havia à época uma excelente égua inglesa de nome Herringbone, filha de King Salmon e Schiaparelli, foi 3ª colocada no Derby de Epsom. A clarividência do Dr. Peixoto o fez comprar o potro, para, ter como base a ótima Schiaparelli, juntar os sangues de Bois Roussel e King Salmon. O Dr. Peixoto não era um técnico pedigrista, mas a sua argúcia e audácia eram extremas. A cruza de Swallow Tail em filhas de King Salmon, como não poderia deixar de ser, foi enorme sucesso.
Um dia o meu pai disse ao Dr. Paulino que havia comprado um cavalo francês para a reprodução, de nome Djemlah, filho de Djebel. O preço era mais do que razoável, e o cavalo estava para chegar ao Brasil. O Dr. Paulino logo perguntou pela linha materna, e quando o meu pai disse que a mãe era Apsaras, por Sardanapale, o Dr. Paulino botou as mãos na cabeça. Aquele cavalo não podia prestar, e não podia entrar no Ipiranga, ia ser um desastre. O meu pai relutou, valia a pena a experiência, afinal era um filho de Djebel. Mas o Dr. Paulino ficou irredutível, o tal Djemlah que fosse para outro. O criador Alô Ticoulat Guimarães do Haras Paraná, soube da história, e prontificou–se a experimentar o cavalo, naturalmente de graça como era do seu estilo. Djemlah nunca chegou ao Ipiranga, seus filhos eram nervosos, leves e ruins, mas como o Haras Paraná vendia toda a sua produção ainda nas barrigas, ainda por nascer, não teve prejuízo.
O Haras Artim (SP), também gostava de usar garanhões de graça. Um dos seus titulares era Thimóteo Campos, homem agradável, que ficou muitos anos com o meu Four Hills emprestado. Wood Note, na fase final da vida, também trabalhou lá de graça. Outra pessoa agradável era Hugo Piccoloto, que levou várias vezes o Destino para o seu haras, naturalmente de graça.
O criador Anthony Assumpção tinha o Haras Castelo, em São Paulo (que foi posteriormente comprado pelo pai do Pedro Artmann, o Dr. Alfredo), e para lá comprou na Inglaterra o cavalo alazão Paradiso, um filho de Dante. O fator principal da compra era o fato do cavalo ter corrido o Derby de Epsom, embora descolocado, a simples inscrição representaria um bom padrão. Após alguns anos, Paradiso me foi oferecido em troca por dois anos com o meu Fairy King, um filho de Vatellor. Para mim foi bom, além de muitos ganhadores, me deu a muito boa I Love You, que veio a ser a segunda mãe de Gourmet, que venceu o Grande Prêmio Brasil.
Quando o meu pai morreu, o Dr. José Paulino me perguntou se eu ia disponibilizar alguns animais do plantel do Ipiranga, pois ele gostaria de se utilizar do então meu garanhão Minotauro. Acabamos por fazer uma troca definitiva, eu recebendo a égua Lourinha, que estava por sair das pistas, onde corria arrendada ao proprietário José Buarque de Macedo. Lourinha foi uma ganhadora comum, mas tratava–se de uma filha de Garbosa Bruleur, que me deu muitas satisfações na criação. Não me lembro do que Minotauro fez nas mãos do Dr. Paulino.
Os irmãos Assumpção, Erasmo e Antonio Álvaro (Dr. Antonico) eram muito amigos. Tinham uma empresa exportadora de café, e por dez anos o Dr. Antonico morou no Japão, recebendo do irmão o que lhe era mandado de São Paulo. Criaram cavalos em total sociedade, em terras nas cercanias da cidade de São Paulo. Quando o Dr. Antonico voltou ao Brasil, os irmãos entenderam que a idade estava chegando, e era hora deles se separarem, em função dos descendentes. Foi um momento muito bonito na vida dos dois, ambos querendo ceder para eventuais proveitos do outro. Quando chegou na vez do haras, a divisão foi tranqüila, correta, sem problemas, até que chegou na hora do único garanhão, um corredor clássico de nome Trunfo, o que ele tinha de qualidade também tinha de mau gênio. Os dois irmãos queriam favorecer um ao outro, e no final Erasmo que era o irmão mais velho, disse que teria a prerrogativa de decidir, e determinou que Trunfo ficasse com o irmão. O Dr. Antonico disse que aceitava e como já dono do Trunfo fazia questão de presenteá–lo ao irmão. O Dr. Antonico comprou uma boa área no município de Itatinga, região de descanso das boiadas que vinham de todas as partes para os abatedouros de São Paulo, em função de ótimas águas e pastaria, e lá montou um novo haras, o Haras Itatinga, e importou um garanhão inglês de nome Shah Rook, nada fantástico mas que produziu bem, inclusive ganhadores clássicos. Eu conheci o Haras Itatinga, lá fiquei alguns dias em companhia de um profundo conhecedor das coisas do turfe, um filho do Dr. Antonico chamado Mauro, que tornou–se um bom amigo.
A Baronesa Leithner era de família nobre, tinha sangue Rothschild. E foi assim que ela consegui trazer para o seu Haras São Bernardo o extraordinário Violoncelle, ótimo corredor clássico e também pai clássico, e dentre outros ótimos filhos, deu o especialíssimo Gaudeamos, que por sua vez também produziu muitos bons filhos clássicos, como por exemplo as fêmeas Photo Finish e Patience. O garanhão que veio a ser coadjuvante de Violoncelle foi Teleferique, também importado na mesma linha mas de resultados não tão brilhantes.
Walter Noble era um inglês tomador de whisky, que morava em um clube em Londres e freqüentava com assiduidade as corridas. Conhecia pedigrees, via bem os páreos, e era habitualmente procurado através de cartas por criadores brasileiros. Algumas vezes a encomenda tinha premissas quanto ao sangue, às campanhas e os tipos físicos, mas muitas vezes era dado um preço limite e a escolha a critério dele. A quantidade de cavalos e éguas que vieram através dos serviços de Walter Noble foi enorme, o inglês era honesto e competente. Só para encerrar a participação de Walter Noble e esse artigo basta lembrar que para o Haras Bela Vista, de Dante Marchioni, ele trouxe os ótimos Orbaneja e Esquimalt.
Eu acho que ainda vou voltar ao assunto. |

|
|




 13.370 |
 12.844 |













 Coudelaria Atafona
 Coudelaria FBL
 Coudelaria Intimate Friends
 Coudelaria Jessica
 Coudelaria Pelotense
 Haras Clark Leite
 Haras Iposeiras
 Haras Depigua
 Haras Figueira do Lago
 Haras do Morro
 Haras Old Friends
 Haras Planície (In memoriam)
 Haras Vale do Stucky (In memoriam)
 Jorge Olympio Teixeira dos Santos
 Ronaldo Cramer Moraes Veiga (In memoriam)
 Stud Brocoió
 Stud Cajuli
 Stud Capitão (In memoriam)
 Stud Cariri do Recife
 Stud Cezzane (In memoriam)
 Stud Elle Et Moi (In memoriam)
 Stud Embalagem
 Stud Everest (In memoriam)
 Stud Gold Black
 Stud H & R
 Stud Hulk
 Stud Ilse
 Stud La Nave Va
 Stud Palura
 Stud Quando Será?
 Stud Recanto do Derby
 Stud Rotterdam
 Stud Spumao
 Stud Terceira Margem
 Stud Turfe
 Stud Verde
 Stud Wall Street
 Oscar Colombo (In memoriam)
 Stud Novo Muriqui (In memoriam)
 Haras The Best (In memoriam)
|