Tendo em vista questionamentos levantados sobre o estado das pistas do Jockey Club Brasileiro a VETCORR fez um levantamento do número de casos e dos percentuais dos páreos onde houve casos de lesões graves nos locomotores dos cavalos em relação ao número de páreos realizados nas raias de areia e grama, nos anos d 2006 a setembro de 2009, como representado no gráfico ao lado:
Foi possível evidenciar que houve, no período compreendido entre 2006 e 2007, 49 casos de animais acometidos de lesões classificadas como graves e observou–se uma redução considerável nestes casos no período compreendido entre 2008 e setembro de 2009, totalizando 22 até o último dia 28 de setembro, evidenciando uma queda de 44,9%.
Esta redução é significativa, mesmo restando três meses para o final do ano. É importante salientar que estes números são mais expressivos em se tratando somente da pista de grama, pois no período de 2006 a 2007 houve 1259 páreos na grama e 20 casos de lesões graves. No período de 2008 e 2009, o número de páreos diminuiu para 704,devido ao tempo em que a raia permaneceu fechada, mas mesmo assim a redução foi significativa, pois foi observado apenas um caso no período, evidenciando uma queda de 95%. Após a reabertura da pista de grama não foi registrado nenhum caso neste tipo de raia.
Com relação à pista de areia, com o fechamento da raia de grama no ano de 2008, o número de páreos neste tipo de raia aumentou de 1142 em 2007 para 1511 em 2008 e mesmo assim observamos uma queda no número de casos de 14 para 13. Em 2009, até agora, tivemos somente oito casos na areia, o que nos indica uma projeção de queda em relação ao ano passado.
Em um universo de cerca de 15 mil participações nas corridas promovidas atualmente pelo JCB, a média percentual do número de casos de lesões graves nos seus locomotores gira em torno de 0,1% e encontra–se em tendência de queda.
JCB PÁREOS AREIA GRAMA CASOS AREIA GRAMA
2006 2062 1463 599 20 15 5
2007 1802 1142 660 29 14 15
2008 2019 1511 508 14 13 1
2009 1176 980 196 08 08 0
É certo que o estado da raia contribui para a ocorrência de lesões graves nos locomotores dos cavalos de corrida. No entanto, outros fatores tais como a formação anatômica, imaturidade (idade), criação, formação óssea, biomecânica do exercício, distância do páreo, modo de treinamento, condução do jóquei devem também ser levados em conta.
Nos hipódromos mais conceituados do mundo, onde se utiliza a pista de politrack, mistura de areia, fibra sintética, borracha reciclada e cera, em uma base regular, ainda assim se evidenciam casos de lesões graves nos animais.
Fonte: Vetcorr
Transcrito do Site do JCB