Através os anos, o turfe brasileiro cresceu e se fortaleceu com a importação de
garanhões, basicamente ingleses e franceses, realizadas naturalmente pelos haras mais
importantes.
Entre muitos outros cavalos bons, podem ser lembrados: KING SALMON, SAYANI, SWALLOW
TAIL, WALDMEISTER, GHADEER, ST. CHAD, FORMASTERUS, FORT NAPOLEON, FELICIO, SEVENTH WONDER, TINTORETTO, ESQUIMALT,
ORBANEJA, FLAMBOYANT DE FRESNAY, BURPHAN, WOOD NOTE, HUNTER’S MOON, FELICITATION, COARAZE, ORSENIGO, ROI NORMAND,
LOCRIS, EARLDOM, e TUMBLE LARK, esses, entre outros.
Por outro lado, a importação de cavalos para a
reprodução era, via de regra, a compra de um papel no qual constava um pedigrée muito bom, que era acompanhado e
dizia respeito a cavalos ruins, sem qualquer ponta de classe, de um modo geral cavalos de campanha inexpressiva ou
até boa em provas de fundo.
De há muito os turfes mais adiantados se descartam para a reprodução de
fundistas, de galopadores, de cavalos tardios e desprovidos de velocidade, de aceleração. E eram esses desprezados
que vinham para o Brasil, pelos preços menores e pelo desconhecimento de boa parte dos criadores.
Levantamentos já feitos e publicados mostram até garanhões que, figurando em um pedigrée,
"cortam" a transmissão de qualidades, agem como uma rolha que impede o fluxo das qualidades. O simples
nome de um desses no pedigrée, de um "eletricista" como são chamados por provocarem um
"curto–circuito", um "apagão", resulta em um produto sem classe, sem perspectiva, sem
qualidade.
Só para se ter idéia da dimensão da gravidade do problema, já tivemos até um matungo
importado da Inglaterra só porque era filho do fantástico NEARCO, temos ainda nos pedigrées modernos um
"eletricista", talvez o maior deles, que com um bom tipo físico, mas fundista, ganhou a terceira prova
da tríplice coroa inglesa.
Não é fácil, há que se estar esperto para fugir sempre dos
"eletricistas".
Mas, nesse momento do turfe brasileiro, em meio a todos os problemas que
quase todos conhecem, surgem garanhões novos, importados, que logo em suas primeira e/ou segunda geração,
iniciam–se com sucesso.
O primeiro nome a ser lembrado naturalmente é o de NEDAWI, que quer dizer
"Filho do Vento". NEDAWI já conseguiu um record difícil de ser alcançado, qual seja, logo em sua
primeira geração ganhar o Diana paulista, o Derby paulista, e o Diana carioca. Mesmo que não venha a ganhar o
Derby carioca, já está bem longe na frente, em lugar muito especial na relação dos garanhões importados para o
Brasil.
Mas não é só o NEDAWI. Entre outros, estão despontando muito bem CRIMSON TIDE, TORRENTIAL,
BOATMAN e ASTOR PLACE.
As perspectivas, nesse setor, são boas.
por Milton Lodi