Aos 30 anos, Marcelo Almeida figura entre os jóqueis mais destacados da Gávea. É muito querido. Certa vez, com propriedade, alguém o comparou ao América, o segundo time de quase todos os cariocas.
Marcelinho mantém excelente trânsito junto aos profissionais, proprietários, dirigentes, cronistas, enfim, nos diversos setores que movimentam o dia–a–dia das corridas.
Começou no Haras Santa Maria de Araras, galopando os animais, antes de se matricular na Escola de Aprendizes. Até domingo passado (06/11), de acordo com o arquivo do turfista Fernando Fontoura, Marcelo venceu, considerando–se apenas os êxitos obtidos na Gávea, 1.210 carreiras.
O GP Brasil ganhou duas vezes. O de 2003, com Lord Marcos, treinado por Jonas Guerra, e o deste ano, no dorso de Velodrome, apresentado pelo amigo Venâncio Nahid. No pódio, uma cena emocionante: o filho de 2 anos, no colo, aplaudindo o pai.
Em 1998, com o alazão Gablitz, Marcelo somente perdeu o GP Brasil para o craque Quari Bravo. Um páreo antes, conduzindo o veloz Band Gipsy, havia levantado o GP Presidente da República. Na época, era contatado do Haras Anderson, proprietário dos excelentes cavalos.
Na sua melhor temporada, Marcelo Almeida conseguiu 186 vitórias e terminou na segunda colocação na estatística, superado pelo imbatível Jorge Ricardo. Montava, preferencialmente, para o Haras São José e Expedictus, que estava concluindo a obra do Vale do Itajara.
No ano seguinte, o centro de treinamento da família Paula Machado começou a brilhar intensamente nas principais provas do calendário clássico, através da famosa letra “V”, de Virginie, Verinha, Vitalina etc. Marcelo, entretanto, já não era mais o jóquei da coudelaria. Deixou o São José e Expedictus antes da inauguração do Vale do Itajara, transferindo–se para o Haras Anderson. O bridão também ganhou muitas corridas com defensores do Haras das Estrelas, preparados por Juan Marchant.
Atualmente, não mantém contrato de preferência. Soma 16 pontos na estatística, ocupando o 13° lugar.
por Sérgio Rezende