Aos profissionais do JCB
Essa semana, irei enviar um
material aos sócios (votantes e não votantes) como prometi aqui. São 26 folhas condensadas de um total de quase
200 que produzi com meus amigos apontando uma série de assuntos importantes para os sócios analisarem antes da
eleição de 28 próximo.
Nesse material, entre outros temas, peço ao candidato do Presidente (o já celebre
senhor Carvalho), que possui uma espécie de banco, para aplicar a excelente taxa de 2% ao ano nos financiamentos
de CRÉDITO CONSIGNADO aos aposentados e pensionistas que compõe o Quadro Social, e ainda estender a gentileza aos
profissionais do Turfe. Ele não poderá declinar, pois em entrevista ao Jornal do Brasil recentemente, diz que o
seu “inventor” concedeu um importante aumento de 20% nos prêmios em dez anos!
Aliás, em sua última
entrevista (espero mesmo que seja a última) ele dá uma enorme contribuição ao Turfe e aos que dele vivem, dizendo
que a atividade está “morrendo” em todo o mundo!?!?
Ora, não posso culpar o (ainda) Presidente do clube
pela insignificante correção praticada, pois a verdadeira incorrigível e injustificável culpa dele (e de toda a
sua lista de setenta e sete diretores) foi a de não ter proporcionado em oito longos anos qualquer condição de
possibilidade no aumento dos prêmios. Dizem que estavam muito ocupados (os 77) construindo um restaurante da Sede
da Lagoa, e não tinham tempo para essas coisas chatas e cansativas ligadas a marketing, patrocínio e afins.
Como o senhor Carvalho fez parte nas duas chapas do Presidente, a culpa recai também sobre ele. O
problema pesado não está apenas no valor dos prêmios... mas no “salário” que pesa no bolso dos profissionais. Essa
administração chega ao seu final tendo reajustado o salário da classe hípica (treinadores Joqueis e etc.) na
importante razão de 2% ao ano. Enquanto a taxa de manutenção do clube (o salário da administração deles) subiu
130%.
Aliás, esse senhor foi aquele que ajudou a suspender o Eternamente Rio. Dizem que ele teria ficado
muito ofendido não com palavras dirigidas ao Presidente, mas com a apresentação de 689 cavalos nos programas do
Hipódromo da Gávea. Coisa feia!
Essa gente, (que entrará para história também por ter perdido o ídolo
maior do clube, Ricardinho) tem a cara–de–pau de reivindicar novo mandato, dessa vez para uma pessoa que nunca
criou nada pelos profissionais: nem cavalo, nem condições de melhoria no salário.
Esse (que nunca pagou
a eles nem trato e nem cafezinho em toda a sua vida) jura que agora será diferente... caso
eleito. Vai comprar binóculo e assinar a revista (cavalo não pode porque é contra a sua religião) e disse
ainda que a Comissão de Corridas será presidida e exercida pelas pessoas de melhor reputação entre todo o quadro
social. Pede desculpas antecipadas por também não freqüentar as noturnas, mas estará torcendo de casa (como fez
nos últimos quarenta anos) pelo sucesso de todos!
Quem quiser receber o material enviado aos sócios por
internet, entre em contato comigo: voucomajessica@hotmail.com, terei o máximo prazer em enviar. Lembro aos profissionais que
conhecerem algum sócio: é importante pedir o voto.
Da mesma forma, quem quiser “carona” para votar, pode
me pedir. PTA para avião, bilhete de metrô, passagem de ônibus, banco de trás de bicicleta, colo e qualquer outra
forma que sirva de veículo pra gente não enfrentar uma nova tempestade no Hipódromo que cancele, não a raia de
grama, mas todas as outras que estão ameaçadas.
Nessa questão de dinheiro, eu prefiro gastar cem mil
reais por uma causa justa, do que recebê–los injustamente!
Termino da forma que encerro a carta aos
sócios:
“Quanto ao grande número de pessoas pobres que ainda trabalham em favor do Jockey
Club Brasileiro, nas localidades mais distantes desse País (muitos deles que não votam sequer para Presidente do
Brasil), e que não custam um centavo para ninguém, felizmente, nós que gostamos do clube, pudemos garantir a
refeição na mesa deles, ao passo que os outros, os que apenas dizem que gostam, só pensaram, esses anos todos, em
botar dinheiro no bolso de quem vende a comida!”
por Jéssica
Dannemann