Uma interessante matéria, publicada na edição de hoje, na página eletrônica do Diário La Nación, assinada por
José Maestre, dá conta do desespero dos titulares da Shadai Stallion Station, no Japão, que adquiriram por 17
milhões de dólares o cavalo americano War Emblem, ganhador das duas primeiras provas da Tríplice Coroa
americana.
A aposta no sucesso do cavalo, como reprodutor, era imensa e os novos donos esperavam um
bom retorno financeiro com as vendas de seus produtos. O motivo da grande frustração dos criadores nipônicos é
que, simplesmente, War Emblem não é chegado à função para a qual foi destinado.
Ganhador do Kentucky
Derby e do Preakness, War Emblem foi comprado em 2003 e neste cinco anos como garanhão, só cobriu sete éguas e
produziu quatro crias. Ano passado serviu apenas uma égua e este ano, nenhuma. O craque japonês Deep Impact, só
para se ter uma idéia, em sua primeira temporada, cobriu 230 éguas.
Ouvido pelo La Nación, o veterinário
argentino Gustavo Scarpello tem uma explicação para o problema. Diz que a falta de libido pode ocorrer com os
cavalos, provocada por stress ou alguma deficiência hormonal ou até pela possibilidade de ter sido medicado com
anabólicos que atrofiaram sua capacidade reprodutiva.
Outro renomado veterinário Ignacio Pavlosky,
também entrevistado, conhece bem o turfe japonês, afirmou que ele tem a veterinária mais moderna do mundo e se não
foram capazes de solucionar o problema, este deve ser impossível de ser revertido.
Teruya Yoshida,
gerente da Shadai Stallion, declarou que foram tentadas todas as formas possíveis e imagináveis para despertar o
interesse de War Emblem nas éguas e que eles já estão cansados de tentar. Foram expostas ao "garanhão"
americano uma série de éguas, de diferentes idades e pelagens, mas todas foram rechaçadas por ele. Ao invés de
mostrar uma égua de cada vez, fizeram um desfile, como num harém, mas nada.
Conclui, dizendo que em
seres humanos a falta de libido é um problema psicológico, mas no caso de War Emblem será muito difícil colocá–lo
num divã.
por Marco Aurélio Ribeiro