Dubai é um dos sete componentes dos Emirados Árabes Unidos. Sua localização, entre a Ásia e o Ocidente, e homens com tino comercial transformaram o que era um posto no deserto em um centro de negócios. O petróleo ajudou na mudança, mas agora Dubai está confiando, também, em suas próprias iniciativas para manter a economia rodando.
O Sheik Mohammed bin Rashid Al Maktoum, vice–presidente dos Emirados e Primeiro Ministro de Dubai, é um amante dos esportes. Promove eventos de diversas modalidades e paga prêmios milionários. Mas, como é de conhecimento geral, sua grande paixão são os cavalos de corridas. Investe milhões de dólares para comprar os melhores corredores do turfe mundial e, mais recentemente, fez aquisições de monta no turfe sul–americano.
O grande festival de março já integra o calendário mundial e reúne animais de todas as partes do mundo. Até os poderosos americanos participam, em busca dos milhões de dólares oferecidos. Vamos conhecer um pouco desta grande festa do turfe internacional.
As provas do festival e seus prêmios milionários
Este ano, o grande festival de Dubai será realizado no dia 31 de março. Serão disputadas sete provas, sendo cinco do Grupo I (uma destinada à raça árabe) e duas do Grupo II. A mais importante é a Dubai World Cup, em 2.000 metros, areia, com bolsa de US$ 6 milhões, para corredores de 4 anos e mais (hemisfério norte) e 3 anos e mais (hemisfério sul). As outras carreiras de Grupo I são: Dubai Sheema Classic (2.400 metros, grama) US$ 5 milhões; Dubai Duty Free (1.777 metros, grama) US$ 5 milhões: Dubai Golden Shaheen (1.200 metros, areia), US$ 2 milhões; e Dubai Kahayla Classic (2.000 metros, areia) US$ 250 mil, esta para corredores da raça árabe. As duas provas do Grupo II são: UAE Derby (1.800 metros, areia), US$ 2 milhões, e Godolphin Mile (1.600 metros, areia), US$ 1 milhão. Todas as provas são disputadas no Hipódromo de Nad Al Sheba.
O palco do suntuoso festival
Nad Al Sheba, o principal hipódromo dos Emirados Árabes, tem pistas de grama e de areia, volta fechada de 2.250 metros, reta final com 600 metros e um prolongamento que permite páreos de 1.200 metros em linha reta. Outros dois prolongamentos são utilizados para largadas na milha e em 2.000 metros. As carreiras obedecem o sentido anti–horário, como no Brasil.
A dureza de enfrentar os cavalos locais
Além de ser um apaixonado por cavalos de corrida e pelas corridas de cavalo, o Sheik Maktoum também gosta muito de vencer. E seu arsenal é dos mais categorizados. Depois de lutar para conseguir classificação, os “forasteiros” têm pela frente alguns dos PSIs mais valorizados do planeta, procedentes da Europa e dos Estados Unidos. E este ano, ainda, os melhores do Brasil e da Argentina, comprados por ele.
A prova milionária e o seleto e reduzido campo
A Dubai World Cup deste ano, com sua milionária bolsa de US$ 6 milhões, sendo US$ 3,6 milhões ao ganhador, reunirá apenas sete competidores. Embora seu nome conste do programa oficial, o argentino Storm Mayor continua em Buenos Aires, retido pela Receita Federal. Os sete participantes são craques incontestáveis e devem proporcionar uma disputa espetacular. Invasor, eleito “Horse of The Year” nos Estados Unidos, onde não foi derrotado é o nome principal. Enfrenta o invicto Discreet Cat, que venceu o UAE Derby do ano passado, na única derrota de Invasor, e mais Bullish Luck, Forty Licks, Kandidate, Premium Tap e Vermilion, Os campos das sete provas que compõem o festival do próximo sábado, com todas as informações (jóquei, treinador, filiação, procedência, criador e proprietário) podem ser encontrados no seguinte endereço: http://www.dubaiworldcup.com/RCDW.pdf
O turfe brasileiro terá grande torcida
Os brasileiros terão motivos para torcer no próximo sábado, quando estarão em ação Eu Também e Greetings, no UAE Derby, e Nelore Porã e Impossible Ski, na Godolphin Mile. Provas de campos difíceis e equilibrados, porém não impossíveis pela qualidade de nossos corredores. Valerá a pena vibrar com a participação brasileira.
Dubai, vitrine de luxo para os grandes investidores asiáticos
Além do desafio de tentar enfrentar os melhores cavalos do mundo, em busca dos prêmios milionários, as corridas de janeiro a março, em Dubai, servem como vitrine de luxo e, com bons resultados, os proprietários brasileiros podem conseguir negócios milionários. Aqueles que conseguem manter bons cavalos no Brasil, não medem esforços para esta empreitada, que pode render frutos em curto prazo. O cavalo brasileiro vem conseguindo notória valorização nos últimos tempos.
Os ganhadores da Dubai World Cup
Eis a relação de todos os vencedores da Dubai World Cup, com os respectivos jóqueis e treinadores:
– 1996 Cigar, Jerry Bailey e Bill Mott
– 1997 Singspiel, Jerry Bailey e Sir Michael Stoute
– 1998 Silver Charm, Gary Stevens e Bob Baffert
– 1999 Almutawakel, Richard Hills e Saeed Bin Surour
– 2000 Dubai Millennium, Frankie Dettori e Saeed Bin Surour
– 2001 Captain Steve, Jerry Bailey e Bob Baffert
– 2002 Street Cry, Jerry Bailey e Saeed Bin Surour
– 2003 Moon Ballad, Frankie Dettori e Saeed Bin Surour
– 2004 Pleasantly Perfect, Alex Solis e Richard Mandella
– 2005 Roses in May, John Velazquez e Dale Romans
– 2006 Electrocutionist, Frankie Dettori e Saeed Bin Surour
por Marco Aurélio Ribeiro