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Jairo Borges e os segredos para driblar o verão 31/01/2017 - 10h20min
Na estatística oficial, Jairo Borges possui 30 vitórias no ano hípico 2.016/2.017, e, consequentemente, a 10ª posição na estatística de treinadores. Suspenso até o dia 25 de março, os seus pensionistas têm atuado em nome do segundo–gerente, J.C.Coelho. O observador mais atento, entretanto, pode notar que Coelho já soma 26 pontos, graças as consecutivas vitórias, nas últimas semanas. É fácil prever que até acabar a suspensão de Borges, ele já terá ultrapassado o próprio treinador.
No momento, somadas as vitórias dos dois profissionais, Jairo Borges estaria com 56 triunfos, ou seja, na quarta posição, atrás apenas do líder Dulcino Guignoni, com 70, do segundo colocado, Júlio César Sampaio, com 59, e de Venâncio Nahid, que soma 42, mas que computadas as 16 do seu segundo–gerente, M. Paulo, estaria com 58, duas a mais que Jairo Borges. Experiente, o treinador explica a sua solução para conseguir manter a boa média de vitórias apesar das condições desfavoráveis de temperatura.
“Não se pode negar que o verão atrapalha um pouco. Mas não se deve fazer disso um bicho de sete cabeças. Eu tenho por hábito galopar bastante os meus cavalos e raramente faço exercícios muito fortes. Até por que isto não me permitiria correr os bichos de forma seguida. E os proprietários precisam faturar para pagar as despesas, que não são poucas. A saída é observar a individualidade de cada cavalo. Ficar de olho no peso e na recuperação de cada um. Você não pode dá o mesmo ritmo de treino para uma égua franzina que exige de um cavalo pesado e que come muito”.
Jairo Borges atribui os bons resultados a equipe de empregados que possui na cocheira. O treinador considera um desafio diário manter os cavalos em boas condições apesar da temperatura alta do verão carioca. “Se por um lado os cavalos alojados no prado não têm as mordomias dos centros de treinamento também não precisam embarcar e desembarcar de caminhões e enfrentar problemas de viagem e de possíveis engarrafamentos nas estradas. O calor não pode ser desculpa para derrota. O negócio é ficar atento as características de cada animal e respeitar o que ele realmente deseja em termos de treinamento”, encerra.
por Paulo Gama

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