Cadastre-se e receba novidades:

Nome


E-mail

Valparaiso - Stud Blue Mountain

Like It Hot - Stud Verde

Núcleo Terrestre - Stud H & R

Oviedo - Stud H & R

Night Street - Stud Dona Cecília

Tenuta Poggione - Haras do Morro

Off the Curve - Stud H & R

Sonho Bom - Stud H & R

Online - Stud Verde

Olympic Maurren - Stud H & R

Oteque - Stud H & R

Kempes Love - Stud Verde

The Lord - Stud H & R

Submarino - Haras Figueira do Lago

Ronigol - Stud Verde

Sargent Pepper - Stud H & R

Spartan Lius - Coudelaria Atafona

No More Trick - Stud H & R

Spartan Lius - Coudelaria Atafona

Dreamer Winner - Haras Iposeiras

Ronigol - Stud Verde

Maryland - Stud Verde

Jeep do Jaguarete - Coudelaria Jéssica

Meu Amor Maior - Stud 13 de Recife

Le Gonfalon - Stud Verde

Minuxa - Haras Depiguá

Olympic Orkut - Stud H & R

Só Te Peço Amor - Stud Verde

Ronigol - Stud Verde

Papa-Léguas - Stud H & R







Colunista:

Páreo Corrido, por Paulo Gama
24/01/2017 - 11h10min

E O VENTO LEVOU...

A cada ano que passa me sinto mais saudosista. E o peso enorme de carregar nas costas 58 destes anos aumenta ainda mais este melancólico sentimento. A gente tenta se policiar no dia a dia. Mas fazer comparações entre passado e presente é coisa inevitável. Fui criado ouvindo Beatles e Rolling Stones. Agora tenho que dormir na Rua Sá Ferreira, em Copacabana, embalado pelo barulho do funk que vem do Pavão e do Pavãozinho. São madrugadas de sofrimento e provação. Apaixonado por futebol tive o privilégio de acompanhar no Maracanã os passos de Pelé, Gérson, Tostão, Rivelino, Jairzinho e Zico. Nos últimos tempos fiquei restrito ao Neymar. E sempre pela televisão como coadjuvante do Messi. Sou do tempo que os filhos pediam a benção aos pais e aos avós. Hoje em dia a maioria da garotada só faz o que quer e ainda levanta a voz para eles.

Mas esta coluna é sobre turfe. Então precisamos deixar para outros jornalistas escrever sobre problemas de falta de segurança, educação, saúde, e também sobre os escândalos de corrupção. O turfe também foi vítima de homicídio nestes últimos 30 anos. Em alguns casos culposo, por pura ignorância e despreparo dos seus dirigentes. Em outros casos, doloso, por negligência e politicagem que fizeram a atividade ficar à deriva no aspecto econômico. Saudade. No dicionário consultado por mim antes de escrever esta crônica a palavra saudade significa “lembrança melancólica do que passou e do que se deseja tornar a ver”. E aí decidi deixar fluir do meu peito este turbilhão de recordações. E esta viagem no tempo transborda do fundo do coração. Até parece aquele leite fervido no fogão. Por mais que a gente fique atento. De vez em quando ele nos pega desprevenidos e entorna. De forma irremediável.

O ambiente do hipódromo é um dos meus maiores ataques de saudosismo. É claro e até óbvio que as cores da vida possuem contornos mais berrantes na juventude. Então sair de ônibus de Copacabana com a minha turma para ver as corridas era ritual maravilhoso nos anos 70 e 80. Risadas generosas, brincadeiras e gozações. Independente disso, o prado carioca, ao contrário de hoje, era repleto de opções de comes e bebes. Eu sempre fui guloso. Naquele tempo era magrinho. Hoje em dia, muito pelo contrário. Tinha a carrocinha da Geneal, com o cachorro–quente igual ao do Maracanã, embaixo da arquibancada da Tribuna Especial. Na passagem da Tribuna A para a Tribuna B, a opção era o freezer da Kibon, com os picolés. No intervalo de acesso para as tribunas, as bombonieres bem na passagem, com balas, amendoins e bombons. Depois das roletas de entrada da tribuna geral, a gente dava de cara com um bar enorme com refrigerantes e sanduiches.

E ainda havia o popular câmbio negro. Era onde ficava a baiana dos pasteis de camarão e de carne. E também dos sanduiches de carne assada e linguiça em gigantescos panelões. As panelas e os apetrechos daquela simpática mulher gorda ficavam equilibrados junto as grades de ferro dos muros. Hoje em dia, no mesmo lugar, está localizada aquela antipática entrada da tribuna Geral. Espaço enorme para os carros com cancelas e cobrança automática dos tickets de estacionamento. E uma minúscula e tímida entrada lateral para os turfistas. Esta formação atual seria inviável outrora. A saída dos turfistas no último páreo, das tribunas lotadas, era autêntica tropa de choque. Igual a saída de um estádio de futebol. A multidão ficaria entalada ali.

O ambiente dos matinais era autêntico aquecimento para as corridas de logo mais. Nas tribunas ficavam os “corujas”, cronometristas famosos como Oscar Griffith e Gil Moniz Viana. Eram gênios como os seus frenéticos cronômetros a marcar aprontos e trabalhos de distância. As vezes conseguiam marcar três ou quatro cavalos ao mesmo tempo, de setas diferentes. Um show de habilidade e precisão. Os barbadeiros invadiam o hipódromo a procura da dica de cocheira. Um enorme burburinho. Troca de informações e derrubadas. Enfim, movimento de feira livre. O bar do padoque oferecia ótimas opções de lanches e café bem quentinho. Hoje em dia, no local onde pulsava aquela maravilhosa energia estão apenas as bugigangas do Palafita. Os treinadores hoje ficam no Bombril, raia auxiliar, e não têm contato com os turfistas.

Os tempos mudaram em todos os sentidos. Os jóqueis tinham os seus fãs clubes. Nas décadas anteriores ao meu ingresso no turfe, o lendário Luiz Rigoni possuía torcida organizada com faixas onde se lia “Dá–lhe Rigoni”. E os jóqueis chilenos também. No final da década de 70 e já no início da de 80, os pilotos defendiam fardas importantes e eram bastante carismáticos. Gabriel Meneses era o piloto dos Haras São José e Expedictus, da família Paula Machado e dos seus craques espetaculares. Domínio absoluto na raia de grama com aquela bela farda ouro e costuras azuis, que reluzia na relva na tocada do chileno, a mais bela que se tem notícia.

Juvenal Machado da Silva, o jóquei mais carismático de todos os tempos, era espécie de Garrincha do Turfe. Talentoso, irreverente, desconcertante, o alagoano levantava as multidões com suas joqueadas irresistíveis. Travou duelo lendário com o inexpugnável Jorge Ricardo, um homem de ferro, que parece imortal. Bateu todos os recordes possíveis e imaginários, esculachou os números e hoje, com 55 anos, rico e famoso, ainda está nas pistas da Argentina para cumprir a última meta: ser recordista mundial de vitórias em todos os tempos. Juvenal e Ricardinho defenderam as cores do Haras Santa Ana do Rio Grande. E havia ainda Gonçalino Feijó de Almeida, o popular Goncinha. Um jóquei do extinto regime de freio. Elegante, frio, calculista e brilhante nas provas do calendário clássico, com a linda farda da Fazenda Mondesir. Que época!

O mais carismático dos treinadores nesta minha trajetória turfística foi o meu saudoso e inesquecível amigo João Luiz Maciel. Morreu aos 33 anos com um currículo de vitórias e conquistas em estatísticas de absoluta exceção. Talentoso, metódico e com rara inteligência conquistou o Grande Prêmio Brasil três vezes com Carteziano, Falcon Jet e Much Better. O Latino–americano também três vezes, com Falcon Jet e Much Better (2), além de quase todas as provas clássicas do calendário. Um fenômeno intuitivo na difícil arte de treinar cavalos de corrida.

A imprensa perdeu nomes importantes nas últimas décadas. Alguns deles tive o privilégio de trabalhar. Heitor de Lima e Silva, o Bolonha, foi um dos mais famosos. Criou jargões que encantavam as gerações de turfistas como “A barbada do Programa”, “O banho do dia” e o “O tiro do dia”. Wilson do Nascimento, o popular Mosquito Elétrico, foi outro grande promotor de eventos turfísticos, que infelizmente ninguém deu continuidade. O jantar das barbadas foi um deles. Ele reunia profissionais, jóqueis e treinadores e convidados e direto de uma churrascaria analisava ao vivo os páreos do final de semana na sexta–feira à noite. Criou também o Prêmio “O homem do turfe”, que anualmente homenageava um dirigente que se destacasse no cenário nacional. Criou também o concurso de palpites da Última Ora e o concurso “ A rainha do turfe”, em que belas modelos desfilavam em busca do titulo.

Outros grandes nomes da Imprensa que nos deixaram foram os locutores Oscar Vareda, Ernani Pires Ferreira e Luiz Urubatan Carlos. Trabalharam ao lado deles os comentaristas Sérgio Resende e Natan Pacanowisky. Esta equipe brilhou intensamente por longos anos e pude conviver e me dar bem como todos eles. Dos cavalos não vou entrar em detalhes para não causar polêmica. Mas o responsável por despertar meu interesse por corrida de cavalo foi o extraordinário Grão de Bico, da Coudelaria Fan. Aporé, da geração fantástica dos Haras São José e Expedictus, colocou tempero na minha paixão turfística. Já profissional, a partir de 1982, Itajara, também da família Paula Machado, Much Better, do Stud TNT, e Bal A Bali, do Stud Alvarenga, foram, por motivos diferentes, os puros–sangues de maior representatividade na minha vida turfística. Chega de saudade!

PURO–SANGUE MELHOR APRESENTADO

Regal Dionysus, da Coudelaria Monte Parnaso, voltou as pistas em forma exuberante, aos cuidados do talentoso e bastante ganhador Júlio César Sampaio. Largou e acabou na direção do líder da estatística, Valdinei Gil. Potro de futuro.

JOQUEADA DA SEMANA

No dorso de Paint Naif, do Stud São Francisco da Serra, Carlos Geovani Lavor demonstrou toda sua classe no dorso de um puro–sangue. Correu no fundo do lote, como o seu pilotado aprecia, e atropelou com força para conquistar a Prova Especial Bal A Bali. Um jóquei de sua categoria deveria montar mais para alegria de quem gosta de ver um animal ser bem conduzido. Um craque da profissão.



<< Coluna anterior Próxima coluna >>



[ Escolher outro colunista ]










13.383

12.844















Coudelaria Atafona

Coudelaria FBL

Coudelaria Intimate Friends

Coudelaria Jessica

Coudelaria Pelotense

Haras Clark Leite

Haras Iposeiras

Haras Depigua

Haras Figueira do Lago

Haras do Morro

Haras Old Friends

Haras Planície
(In memoriam)

Haras Vale do Stucky
(In memoriam)

Jorge Olympio
Teixeira dos Santos

Ronaldo Cramer
Moraes Veiga
(In memoriam)

Stud Brocoió

Stud Cajuli

Stud Capitão
(In memoriam)

Stud Cariri do Recife

Stud Cezzane
(In memoriam)

Stud Elle Et Moi
(In memoriam)

Stud Embalagem

Stud Everest
(In memoriam)

Stud Gold Black

Stud H & R

Stud Hulk

Stud Ilse

Stud La Nave Va

Stud Palura

Stud Quando Será?

Stud Recanto do Derby

Stud Rotterdam

Stud Spumao

Stud Terceira Margem

Stud Turfe

Stud Verde

Stud Wall Street

Oscar Colombo
(In memoriam)

Stud Novo Muriqui
(In memoriam)

Haras The Best
(In memoriam)
  Associação Carioca dos Proprietários do Cavalo Puro-Sangue Inglês