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Março | 2007

A importância do turfe campista
20/03/2007 - 20h59min

campos.gov.br

Campos, indispensável para o turfe

A paralisação das corridas em Campos trouxe prejuízos para proprietários, profissionais e turfistas de uma forma geral. Hipódromo satélite da Gávea, sempre foi uma grande opção para os pequenos proprietários, que para lá mandavam seus corredores tecnicamente mais fracos, pagando um trato menor e com a possibilidade de vê–los ganhar.

Turfe tradicional, revelou profissionais de qualidade, como os membros da família Gomes, até hoje em atividade, além de Sílvio Cruz, José Sabino Diniz e Paulo Roberto Pessanha, entre outros, que continuam trazendo cavalos para vencer nas pistas cariocas. O Jockey Club Brasileiro, que sempre foi parceiro do turfe campista precisa encontrar uma forma de voltar a ajudar a entidade, que tanto fez e pode fazer pelo coirmão do Rio. O presidente Orlando Rocha realizou um trabalho dedicado para colocar a casa em ordem. O turfe brasileiro vive momento difícil e, sem união, a tendência é o agravamento do quadro.

Um clube tradicional de quase 60 anos

O Jockey Club de Campos foi inaugurado em 20 de outubro de 1947 e durante estes quase 60 anos contribuiu, e muito, com o turfe carioca. Por sua presidência passaram apaixonados pelo esporte, como Arthur Cardoso Filho e outros, que se tornaram criadores e proprietários, casos de Amaro Pessanha Gimenez, com seu Haras Don Rodrigo, e Eduardo Saldanha, do Haras Planície.

Um hipódromo com todos os requisitos

O Hipódromo Linneo de Paula Machado tem uma pista de 1.470 metros de volta fechada e uma pista auxiliar, para galopes. São aproximadamente 400 boxes disponíveis e casas para os profissionais. Muitos aprendizes foram revelados nos “Canaviais” e seguiram carreira em centros maiores. Pilotos sem muitas oportunidades em outros hipódromos tiveram bons momentos no prado campista. Além disso, bons corredores começaram suas campanhas em Campos e brilharam nas pistas da Gávea.

O grande embaixador do turfe campista

Um nome até hoje lembrado por todos os campistas é o de Oscar Varêda, que durante décadas transmitiu oficialmente, e pelas emissoras de rádio por onde passou, as corridas realizadas às terças–feiras. Era a única maneira dos proprietários e profissionais cariocas acompanharem as performances de seus corredores. Uma placa em homenagem ao saudoso locutor ocupa lugar na Tribuna de Honra do hipódromo. Sua contribuição foi fundamental para o progresso da entidade.

Uma opção importantíssima

Os pequenos proprietários são essenciais para a formação dos programas em todos os hipódromos brasileiros. Sem eles, não existe a menor possibilidade da realização das corridas semanais. E, para eles, o turfe campista sempre foi uma grande opção, pelo fato de o trato ser bem mais barato e oferecer a possibilidade de ver seus corredores tecnicamente mais fracos faturarem e, assim, diminuírem as despesas mensais. Além disso, inúmeros profissionais e suas famílias precisam da atividade para sobreviver.

A importante administração de Orlando Rocha

O presidente do Jockey Club de Campos, Orlando Rocha, cumpre seu segundo mandato, que vai até outubro de 2009 e, mesmo sem a realização das corridas, continua trabalhando e fazendo de tudo para manter os 45 funcionários. Seu empenho, desde o início, foi recuperar o turfe campista e promoveu reformas fundamentais nas dependências do hipódromo e procurou parcerias. Sua meta, agora, é conseguir um novo entendimento com o Jockey Club Brasileiro para que as corridas voltem a ser realizadas. Proprietários, profissionais e turfistas estão ansiosos e esperam que a situação chegue a bom termo entre os dirigentes e que as tradicionais corridas campistas retornem o mais rápido possível.

por Marco Aurélio Ribeiro



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