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Bom dia. Acompanhando as carreiras francesas em Saint–Cloud, pudemos observar um fenômeno acontecer. Através da vitória de QUEENSTOWN no Prix Royal–Oak, o grande GALILEO atingiu a marca de 105 ganhadores individuais de G1, abrindo ainda mais a vantagem como o maior produtor de ganhadores de G1 de todos os tempos. Vou aproveitar esta marca para relembrar alguns dos seus melhores produtos e trazer o perfil geral de sua produção, que sempre servirá como uma marca a ser perseguida por todos.
Para desenvolver o perfil do craque das pistas e da reprodução, vou utilizar o cruzamento do vencedor, o castrado irlandês QUEENSTOWN. Vejam vocês, não é que a Coolmore também sabe usar cavalos castrados? Quem sabe inscrevem algum no Arco do Triunfo 2027. Ele é filho da mamãe Where, que foi uma corredora sem predicados, filha de Danehill Dancer. A matriz, além do ganhador, já produziu Rain Goddess, ganhadora de G3 e produtora clássica. Na linha materna, o maior destaque fica com Virginia Waters (Kingmambo), ganhadora dos Mil Guinéus em Newmarket.

Queenstown, vencedor do Prix Royal–Oak, G1, em 3.100 metros no Hipódromo de Saint Cloud, França
O grande GALILEO, por Sadler’s Wells, na mamãe Urban Sea, nos brindou com 3.249 animais registrados, 2.540 produtos corridos e 389 ganhadores de provas black–type (clássicos). Na reprodução, ele teve sua primeira geração registrada em 2003 e seus últimos filhos nasceram em 2022. Reprodutor dominante nas estatísticas, dominou 12 estatísticas gerais e seus produtos em pista têm ganhos por produto de 300% (AEI) superior à média. Bom pra caramba! Procurem aí quem supera este número. Vamos relembrar alguns dos seus principais produtos. O maior deles sem dúvida foi Frankel. Depois podemos citar Teofilo, New Approach, Found, Waldgeist e Magical.

Galileo em corrida
Como avô materno, ele tem 7.597 netos registrados, 438 ganhadores de black–type (clássicos) e dominância na categoria de 50% em termos de ganhos por neto corrido (AEI). Vejam como a luta entre os avôs maternos fica apertada. Os reprodutores conseguem exercer uma dominância muito superior. Com relação ao cruzamento entre GALILEO e as filhas de Danehill Dancer, os números são bem positivos, repetindo uma fórmula que a Coolmore utilizou com as filhas de Danehill. Existem 150 produtos com o cruzamento acima e 30 ganhadores clássicos, ou seja, 20% de resultado ponderado e AEI de 3,75. Não há como pedir mais de um cruzamento.

Sadler’s Wells (1981, USA), pai de Galileo é filho de Northern Dancer (1961)
Entrando na reta final, GALILEO foi um fenômeno na pista e na reprodução. Até onde sentiremos a influência dele, deixarei para as areias do tempo nos informar. Não sou profeta de nada, muito menos compartilho das ideias de que os “profetas do acontecido” nos brindam, ou seja, aquela turma que sabe tudo sempre, principalmente depois dos resultados acontecerem. Bom, GALILEO nos deixou 105 ganhadores de G1, média de produção de G1 de 5 produtos por ano em 20 gerações e seu maior ano não poderia ser outro, simplesmente 2008. O ano do nascimento de Frankel e onde o craque produziu 9 ganhadores de G1. Enfim meus amigos, esse é o meu adeus para o filho da Urban Sea, meu muito obrigado pelas memórias e pelos craques que ele produziu e que sua influência prossiga até onde a natureza deixar.